Notas iniciais
Caramba . Eu sinceramente não esperava demorar tanto para terminar esse capítulo !
Desculpem pela demora ! Eu não estava gostando das coisas que eu escrevia de jeito nenhum .... O resultado foi eu reescrever esse capítulo pelo menos de cinco formas diferentes '-'
Também não gostei muito do capítulo escrito como eu estou postando agora, mas tudo bem .
De qualquer forma me perdoem por meus caprichos bobos ><'

Muito obrigada pelos comentários, meus queridos *-*

Espero que gostem u-ú

As nuvens vagarosamente começaram a se afastar da lua. A cidade voltou a ficar agradavelmente iluminada.

Muitas pessoas caminhavam pelas ruas, conversando calmamente. O clima quentinho de primavera era ameno, e as pessoas o aproveitavam, saindo para passear. Ninguém parecia se preocupar com o horário, afinal, em dias como aquele a noite era uma criança.

Muitos restaurantes estavam abertos, recebendo uma grande quantidade de clientes. Os bares também se encontravam bastante movimentados, a agitação parecia não ter fim.


Tashigi ouvia seus passos ecoando enquanto caminhava de volta do porto. Todos os piratas já tinham sido devidamente colocados no navio e ela já tinha informado ao Quartel General sobre a captura dos mesmos, sem entrar em muitos detalhes. Se tudo desse certo, eles chegariam à Impel Down em alguns dias.


O olhar da garota pousou suavemente sobre duas crianças que pareciam estar brincando de driblar as pernas das pessoas que se aproximavam. A marinheira estava feliz por ver a paz reinando naquela cidade.

Adentrando no edifício da Marinha, a espadachin começou a se dirigir para seu quarto. Ela ainda se sentia bem disposta, mas preferia ir dormir logo para acordar cedo no dia seguinte. Tashigi queria muito ajudar na primeira patrulha da manhã, que saía logo ao amanhecer.

– É, eu tenho certeza que eu ouvi, mais ou menos uma hora atrás – a garota captou as vozes de três marinheiros, que conversavam em um canto da sala.

– Mas, você tem certeza que era a voz dele? – um dos três questionou, confuso.

– Idiota! Claro que não era ele – outro replicou, nervoso – Smoker-san não gritaria assim tão alto enquanto está dentro de seu quarto!

A marinheira estancou. “Smoker-san?

– Ei, vocês aí – Tashigi virou-se, apontando para o grupinho.

Todos os três se surpreenderam, mas logo viraram-se totalmente para a garota, mantendo-se lado a lado, com o corpo rígido.

– Sim, Tashigi-san? – o do meio questionou.

– Vocês estavam falando sobre Smoker-san – ela afirmou, olhando diretamente para os três.

O que tinha falado relaxou um pouco a postura, confuso.

– N-não, é que – o homem se interrompeu, olhando nervosamente para seus companheiros, como que pedindo ajuda – eu pensei ter ouvido um grito vindo do quarto dele – murmurou.

– Um grito? – a espadachin franziu um pouco a testa.

– Sim, parecia que Smoker-san estava com raiva – o marinheiro completou.

Tashigi ficou parada por alguns segundos, meditando sobre aquilo, mas não chegou a nenhuma conclusão.

Olhando firmemente para os homens, a morena proclamou:

– Com certeza você deve ter imaginado coisas. Smoker-san já veio para cá há horas, e nesse momento deve estar preenchendo o relatório. Agora vocês três, parem de perder tempo e vão ver se a patrulha noturna precisa de voluntários – ordenou.

– H-hai, Tashigi-san – os três concordaram, batendo continência e saindo correndo dali.

A garota esperou que eles sumissem de sua vista, e só então suavizou a expressão. Dando meia-volta, dirigiu-se para o corredor que levava ao seu quarto.

Ela sabia que seu superior não estava preenchendo nenhum relatório. Tashigi tinha sido informada que Smoker tinha ficado a noite anterior toda acordado, então era óbvio que ele estava cansado e naquele momento deveria estar dormindo.

Parando momentaneamente em frente a uma porta marrom escura para abri-la, a marinheira entrou em seu quarto.

O cômodo não era muito grande, mas em compensação era bastante confortável. Smoker tinha preferido manter a espadachin dormindo ali no edifício, ao invés de ficar no navio. O comodoro reclamara que demoraria tempo demais para Tashigi sair do navio e vir até ali, caso houvesse alguma emergência.

A morena pegou um pijama qualquer, despindo-se da roupa de marinheira e vestindo-o. Assim que o fez deitou-se na cama, tirando o óculos e deixando-o na pequena mesa que havia ao lado do móvel.

Smoker-san não poderia ter gritado... Ele com certeza está dormindo desde que chegou” refletiu, bocejando. Logo fechou os olhos, caindo no sono.



Uma hora antes, no quarto de Smoker



Ace abriu um pouco os olhos, sonolento. Um grito raivoso tinha tirado-o do sono tranquilo.



Confuso ao notar o silêncio, o pirata se questionou se o grito não podia ter vindo de um de seus sonhos.

Piscando um pouco, começou a enxergar melhor onde se encontrava. O lugar estava totalmente escuro, então ficava difícil saber exatamente se havia mais alguém ali. As paredes foram a primeira coisa que o moreno conseguiu distinguir.

Virando-se um pouco, o rapaz pôde ver uma janela. Por ela dava para vislumbrar a parte de cima de algumas casas, além do céu noturno.

– Hum – resmungou.

Ace não estava com muita vontade de levantar para ver onde se encontrava. Ele se sentia muito confortável naquela cama quentinha e macia.

O moreno se aconchegou melhor no travesseiro, gostando do cheiro que este emanava. Se dependesse dele, ficaria ali pelo resto da noite.

As memórias daquele dia começaram preguiçosamente a invadir sua mente. Sim, ele tinha ido até aquela cidade para encontrar Smoker, mas este último não estava no quarto quando o menor chegara. Então Ace tinha deitado na cama para esperá-lo... Mas quando será que ele dormira?

Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto. Agora parecia óbvio o porquê de a cama ser tão confortável. Era a cama de Smoker.

– Portgas – uma voz falsamente controlada cortou o silêncio, surpreendendo Ace, que pensava estar sozinho.

Virando-se para o outro lado, o pirata encontrou alguém sentado ao seu lado, na cama. Fumaça saía continuamente por todo o corpo da pessoa, mas, curiosamente, ela não se afastava muito dele.

– Smokey! – o moreno exclamou alegremente, ao reconhecer o comodoro.

O menor espreguiçou-se, sentando. O sono ainda estava bastante presente em suas feições. Tentando espantá-lo, Ace passou lentamente as mãos pelo rosto.

Finalmente notando o silêncio, o rapaz voltou a fitar o marinheiro.

Agora que estava um pouco mais desperto, o pirata conseguiu observar melhor seu anfitrião. Este último parecia furioso.

Seus olhos transmitiam uma intenção assassina, e suas mãos estavam fechadas com força, como se Smoker fosse esganá-lo caso as abrisse. Fumaça saía continuamente de seus lábios, subindo até o teto do quarto, onde se juntava a uma nuvem que estava crescendo a cada minuto. Uma parte de seu rosto estava oculta nas sombras, mas, mesmo não sendo visível, o moreno sabia que sua expressão era mortífera.

– Você tem três segundos para sair do meu quarto antes que eu atravesse meu jutte na sua garganta – o comodoro ameaçou, lentamente.

Ace franziu a testa. Aquilo não parecia ser bom.

– Você parece meio tenso, Smokey. Deveria relaxar – aconselhou, sorrindo sabiamente – Quer uma massagem?

Smoker apertou firmemente os charutos entre seus dentes, quase esmagando-os.

– NÃO BRINQUE COMIGO! – o marinheiro gritou, pegando o jutte que estava encostado ao lado da cama.

Assim que pegou, o albino pulou para cima do invasor, tentando golpeá-lo.

O moreno rapidamente se jogou para o lado, saindo da cama e dando a volta nesta para chegar ao outro lado do quarto. O humor de Smoker estava realmente péssimo hoje. Ace perguntou-se mentalmente se algo poderia ter acontecido nos últimos dias para deixá-lo tão zangado.

– Acalme-se, Smokey – o pirata pediu, desviando de um ataque que Smoker tinha feito.

Ace se esquivou a tempo, mas a parede atrás de si não teve tanta sorte. Um buraco de bom tamanho se abriu ali, mas o comodoro não parecia estar preocupado com aquilo.

– Eu vou matar você – o maior rosnou, com um brilho perigoso no olhar, enquanto voltava a investir contra o invasor.

Smoker se sentia exausto. Realmente exausto. A coisa que ele mais queria no momento era poder descansar. Mas a raiva de encontrar Ace em seu quarto pela segunda vez não o permitia fazer isso.

Aquele pirata tinha conseguido tirá-lo do sério, novamente. Parecia que todos da família dele tinham esse dom. Inclusive um vice-almirante da Marinha que vivia comendo rosquinhas, o comodoro lembrou, franzindo a testa.

Normalmente o maior não ficaria tão irritado por encontrar um moleque chato e sorridente dormindo em sua cama, mas a falta de sono e a fome tinham feito sua paciência evaporar.

Ace teve a ousadia de invadir o seu quarto mais uma vez. O albino não podia acreditar. Ele sinceramente não sabia se Portgas era louco ou se só queria provocá-lo.

Smoker apostava que era um pouco dos dois.

O moreno estava há vários minutos apenas desviando dos constantes ataques do marinheiro. Por algum motivo os golpes não tinham muita força nem velocidade, então o mais novo não teve muitos problemas em conseguir desarmá-lo, chutando o jutte para perto da janela.

Assim que a arma escapou de suas mãos, o albino recuou para trás, encostando-se em uma parede. Apoiando a parte de trás de seus cabelos na construção fria, o comodoro fechou os olhos.

Smoker estava ofegante. Sentia seu corpo fraco pelo cansaço, suor descia por seu rosto pálido. Uma dor de cabeça começou a dar sinais de vida, fazendo com que o maior se sentisse ainda pior.

– Droga – sussurrou, abrindo os olhos e fitando o teto

Logo que o fez sentiu uma tontura lhe atingir.

– Smokey, você está bem?

O comodoro arregalou os olhos, lembrando-se da presença intrusa em seu quarto. Voltando seu olhar para baixo, o mais velho conseguiu localizar o pirata.

Ace estava parado a poucos passos de seu anfitrião, encarando-o. A seriedade estava presente em seu rosto, uma vez que tinha notado que o marinheiro não parecia estar muito bem. Seus olhos ostentavam preocupação, mas Smoker não reconheceu aquilo.

– Pirata idiota – o albino rosnou, franzindo a testa – por que diabos eu não estaria bem?

Arqueando levemente a sobrancelha, o pirata olhou incrédulo para o comodoro.

– Por que você não estaria bem? Smokey, já se olhou no espelho, por acaso? Você está com uma aparência horrível!

– Urusai! O modo como eu pareço estar não é da sua conta, moleque! — Smoker retrucou irritado, desencostando-se da parede e apontando para Ace.

Este último só suspirou, não acreditando na teimosia do marinheiro.

O comodoro não parecia estar com muita energia para o moreno poder ficar irritando-o pelo resto da noite.

Talvez... Sim, acho que é melhor” Ace considerou, encarando o olhar desafiador de seu anfitrião.

Dando passos calculados até o albino, o menor parou à sua frente.

– Desculpe por isso, Smokey – murmurou, dando um último olhar para o rosto do Caçador Branco.

Smoker franziu a testa, confuso com a fala de seu invasor, mas antes que pudesse respondeu ou sequer reagir, sentiu a mão de Ace apertando-lhe num determinado ponto do pescoço.

Segundos depois sua visão escureceu.


O pirata segurou com um pouco de dificuldade o corpo do comodoro. Ele era bastante pesado.


Dando passos lentos até a cama, o moreno arrumou desajeitadamente o corpo desacordado ali.

Ace tinha que admitir que estava um pouco surpreso. Ele com certeza não esperava encontrar Smoker tão cansado a ponto de baixar a sua guarda e permitir que o pirata nocauteasse-o.

Outra coisa que o surpreendeu foi o quanto o marinheiro ficava ríspido quando estava cansado. O pirata apenas tratou de ignorar todos os insultos e ameaças que o comodoro tinha feito-lhe, uma vez que Smoker não estava exatamente em seu melhor estado.

Suspirando um pouco, o mais novo puxou a aba de seu chapéu para baixo, encobrindo seus olhos.

Agora ele tinha que encontrar um hotel para passar a noite, já que pretendia voltar a visitar Smoker em breve.

Notas finais
Mudei totalmente o que pretendia para esse capítulo, é .
Bem, mais Smoace só no capítulo que vem, pelo jeito ><'