Love, Cameras And Action.
4 Capítulo 4 - Don't you want me Baby Parte 1
Fazia um mês e meio que eu me mudara, havia me acostumado a ir pra universidade e voltar de metrô, não me perdia mais, e conseguia entender melhor o que as pessoas falavam, até me arriscava a falar mais.Nesse meio tempo, eu estava focada com as matriculas e testes na universidade, fazia só duas semana que as aulas tinham começado, eu me acostumara com o horário agora. Quase tinha me esquecido que prometi a Suzzie ajudá-la com as músicas do filme. Eu tinha escrito algumas com base no roteiro que ela tinha me dado, mas elas tinham que ser gravada e aprovada por Samuel. Eu tinha mandado algumas letras e partituras pra ele semana passada, realmente tinha me esquecido delas, até que meu celular vibrou, no visor indicava que era Samuel, respirei fundo e atendi.
– Alô, Anne? — Perguntou a sua voz do outro lado da linha
- Sim, sou eu. Como vai Samuel?
– Sam, me chama de Sam – Disse me fazendo corar, mesmo sem ele estar presente – Tô bem, mas então, estou ligando pra saber se pode passar a tarde no estudio, pra gravar alguma das suas músicas e outras minhas?
– Sim eu posso, mas o que exatamente eu vou gravar? Baixo, bateria, piano?
– Eu vou grava só a guitarra, se quiser posso gravar baixo ou bateria, mas o piano é com você, e a voz de algumas também é com você. — Disse ele me deixando nervosa, eu cantava, mas comecei a ter aulas mesmo na universidade, e a professora me mostrou o quanto eu precisava melhorar, engoli seco e marcamos um horário pra ele me pegar no Hanny's.
Corri pelos corredores da universidade a procura da professora Marissa, precisava de algumas dicas com a respiração que estava me deixando fora do sério. Fui até sua sala e bati na porta.
– Só um momento – Disse a voz dentro da sala – Pode entrar
– Oi profes... — Entrei e me deparei com o Professor Cameron lá dentro, não pude evitar o espanto, eles tinham algo? – Ér, eu posso voltar outra hora
- Não precisa, eu estou de saida – Disse Cameron antes que eu pudesse sair do choque
– Desculpa professora – Falei envergonhada, eu com toda certeza tinha interrompido algo.
– Relaxa, você não interrompeu nada – Disse ela com um falso sorriso.
– Eu só queria algumas dicas de respiração, eu estou indo gravar umas músicas pro filme da minha prima e não queria que saisse um desastre – Falei de cabeça baixa.
– Sua voz não é um desastre, ela é doce, tem que aproveitar isso, e a respiração eu já falei, é pelo diafragma e não pelos pulmões – Começou me dando aula de como respirar.
Passamos a manhã toda ensaiando e praticando, o que me fez ficar mais confiante, agradeci e sai, se quisesse não me atrasar eu precisava ir pro metro agora, mas assim que desci a escadaria do campus me deparei com Cameron sentado em uma das mesas comendo seu almoço, e antes que eu pudesse sair sem ele me ver fui chamada por ele.
– Oi Anne, como vai? — Perguntou pedindo pra me sentar ao seu lado.
– Professor, eu estou com um pouco de pressa, tenho um compromisso, não posso perder o metrô – Falei pra fugir da conversa de agora
– Eu te dou uma carona – Falou se levantando e jogando o papel do sanduiche na lixeira, não sabia como dizer não, então relutante eu aceitei – Sabe, não tem nada acontecendo entre eu e a professora Marissa – Falou quando entramos no carro
– Tudo bem professor – Falei vermelha.
– Não quero que pense coisas, e os estudantes são bons em inventar rumores.
– Eu não falaria nada pra ninguém – Disse um tanto irritada e magoada
– Eu sei, pelo menos acho que sei. – Falou sorrindo pra mim – Você parece ser tão diferente da sua prima – Falou trocendo a boca ao mencionar Suzzie
– Você não a conhece professor, gostaria que não a julgasse por um ou dois encontros do acaso que teve com ela – Falei brava
– Eu só disse que você é diferente, não estou a julgando
– Está sim, e eu não sou nada diferente dela, costumavamos brincar que eu era sua aprendiz, a gente podia mudar de assunto professor?
– Me chama de Cameron, não tenho problemas com isso. Aprendiz é? Porque?
– Quer mesmo continuar essa conversa? – Perguntei séria
– Sim, já que não quer que eu a julgue me fale mais sobre ela.
– Eu passava a maioria do tempo com ela, mesmo ela sendo mais velha, era comigo que ela passava mais tempo. Ela me ensinou piano, depois me ensinou a cantar... Quando ela estava começando a me ensinar violão ela se mudou pra cá. Mesmo assim nunca perdeu o contato comigo, ela sempre me falou pra eu ir bem nos estudos, e que se alguma universidade daqui me aceitasse ela me traria pra morar com ela, então assim eu fiz, comecei a juntar dinheiro pras passagens, e mesmo sem ganhar quase nada com os filmes ela me mandava algum dinheiro pra ajudar, quando fui aceita pra UCLA, ela foi correndo pro Brasil conversar com minha mãe e a convencer de me deixar vir pra cá... Ela sempre cuidou de mim, sempre... Me insentivou a correr atrás dos meus sonhos, ela é a melhor.
– E-eu não sabia disso.
– É claro que não. Você teve uma conversa ou discução com ela e a viu só mais duas vezes, das quais vocês fizeram o favor de parecerem mais cão e gato.Eu só não concordo com algumas atitudes dela – Falou se inocentando – Ela está criando uma jovem, não é como se ela pudesse fazer qualquer coisa
– Acontece que ela pode Prof... Cameron, ela é como ela é e sempre foi um exemplo pra mim, não importa se ela chinga muito, se é grossa, se fuma e bebe... Ela é meu exemplo e ela acredita em mim.
– Tudo bem então.
– Olha eu gosto muito de você, nesse mês que te conheci, consegui por você como duas figuras, a de professor e a de amigo, então não me faça perder esse carisma que eu sinto por você.
– Nós temos muito em comum Anne, por isso somos algum tipo de amigos, se ela é tão importante pra você eu faço um esforço pra conhece-la melhor – Falou estacionando na frente do Hanny's.
– Obrigada, tanto por isso quanto pela carona, a gente se vê. — Falei descendo do carro.
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