Love, Cameras And Action.

5 Capítulo 5 - Don't you want me Baby Parte 2


Notas iniciais
Capítulo mais longo até agora, promessa é promessa, né Gabii? aiusdiuhasidhiahds Espero que gostem e façam reviews.

Não demorou muito tempo entre Cameron me deixar no café e Samuel chegar para me pegar, eu não sabia muito bem como me portar perto dele, parecia estranho ir passar uma tarde com ele.O caminho até a casa/estúdio dele não era muito longo, mas o transito de horário de almoço deixou ele bem lento.

– Você escreve bem – Disse ele em certo ponto do caminho- Que? – Perguntei distraída

– Você compõe música bonitas – Falou explicando

– Ah sim, que bom que gostou – Falei corando

– Escreveu pensando em alguém especial? – Dei graças a Deus que não pudesse corar tanto quanto senti a minha pele esquentar.

– Não, escrevi baseado no roteiro que a Suzzie me deu – Falei sorrindo

– Ah sim, entendo –Parabéns, eu não consigo compor músicas a pedido assim, eu tenho que estar inspirado por algo ou alguém.

– Eu era assim também, mas o roteiro dela é muito especial, então foi fácil.

– Como você conheceu a Suzzie? – Perguntou interessado

– Somos primas – Disse rindo

– Não sabia? – Perguntei olhando sua cara de espanto.

– Não mesmo – Disse ele rindo

– Por isso vocês são tão parecidas

– Ouvi dizer que não somos nada parecidas hoje – Falei pensando no que Cameron dissera.

– Quem falou não conhece a Suzzie ou você direito

– É, não conhece a Suzzie direito. – Disse olhando pela janela

– Mas e você e ela, como se conheceram?

– Num bar, eu estava bêbado e ela me roubou uma cerveja, desde então não desgrudamos, dai ela me contratou pra trabalhar no filme dela. – Disse – Contratou nada, porque não recebo nada, faço pra ajudar ela, assim como você né?

– Eu pago meu aluguel ajudando ela no filme – Disse rindo, ele riu junto, era uma risada gostosa e contagiante.

– A cara dela isso – Disse ele quando parou de rir – E aqui estamos – Falou apontando o controle pro portão abrir, olhei para casa, ela não era modesta mas também não esbanjava, ele vivia muito bem como produtor musical.

– Uau, ganhar a vida como produtor é bom hein – Disse rindo

– Eu ganho mais alugando o estúdio do que tocando – Falou meio amargurado.

– Mas você ama o que faz não ama? – Perguntei

– Sim, não mudaria minha vida por nada, é bom poder tocar o que quiser quando quiser, sabendo que vou ter dinheiro no fim do mês pra pagar as contas.

– Deve ser bom ter a certeza do que gosta – Falei com o estomago revirando enquanto ele estacionava o carro.

– Você não tem certeza o que quer?

– Eu tenho, mas música é uma área ampla, nunca sei o que fazer, e tenho medo de acabar não conseguindo nada e voltar pra casa de mãos vazias – Disse tristonha

– A Suzzie não aceitaria isso – Disse ele sorrindo abrindo a porta do carro e saindo, sai do carro pensando nisso, ela realmente não aceitaria isso

.Entramos na casa, ela era ainda mais bonita por dentro tinha guitarras, papeis e garrafas de cerveja por todo lado.

– Não repara na bagunça, estava tentando compor, mas não consegui muita coisa – Disse pegando alguns papeis separados no balcão da cozinha e me entregando, não entendi o que ele queria que eu fizesse, se era pra ler ou pra segurar, fiquei parada esperando. – Leia – Disse por fim.Comecei a ler as letras, tinha algumas cifras espalhadas desajeitadamente como anotações pelos cantos, mas o que ele escrevia era profundo, mas algumas eu não entendia. Ele deve ter percebido, pelo meu rosto.

– Qual você está lendo? – Perguntou corado

– Não sei, não tem nomes – Falei

– Outra coisa que não consigo fazer é criar títulos – Disse olhando por cima do meu ombro, o que me fez arrepiar.

– Ah eu já estava meio bêbado nessa, não me julgue – Disse ele me entregando uma garrafinha de cerveja

– Eu não bebo – Falei recusando, ele ficou meio surpreso meio envergonhado, guardou as duas garrafas de volta na geladeira.

– Então, as minhas estão sem melodias, não daria pra gravar hoje, então vamos gravar as suas?

– Pode ser, decidiu o que fazer de cada? – Perguntei com medo de saber quais músicas eu cantaria.

– São cinco as quais me mandou, pensei em gravarmos duas juntos, você grava duas e eu uma – Disse ele procurando alguma coisa em um monte te papeis, acidentalmente derramando o cinzeiro no chão – Droga – praguejou irritado, caminhei até ele e me abaixei para ajudar a limpar ele fez o mesmo, nossas mãos se tocaram, senti um calor percorrer meu corpo. Seu toque era quente, mas não aquele quente sexual, era um toque reconfortável, levantei o olhar e nossos olhos se encontraram, seus olhos eram cor de avelã, e tinha um olhar profundo, que me trazia curiosidade de saber o que tinha por trás deles.Depois de alguns segundos estasiada eu descongelei e comecei a catar bitucas de cigarro, o fazendo acordar também. Depois de catarmos e ele finalmente achar os papeis e chaves que procurava rumamos em direção ao estúdio no fundo da casa.

Ele estava relativamente quente, já que não havia ventilação, mas assim que chegamos ele ligou o ar condicionado.

– Eu já gravei a guitarra, então vai ser menos difícil de gravar a voz, quero que escute e veja se ficou do jeito que imaginou – Disse me entregando um fone, coloquei o fone na cabeça e ele deu o play, as músicas soaram no meu ouvido exatamente como eu as imaginara, o que parecia como se tivéssemos imaginado elas juntos.

– Exatamente como eu pensei – Disse sorrindo

– O que quer gravar primeiro? Quatro músicas podem ter piano, uma não precisa, mas ficaria muito linda se tivesse, uma é batida remixada, mas preciso que toque a bateria, outras duas eu consegui gravar a bateria. Então falta o baixo em quatro e todas faltam voz.

– Posso gravar a bateria antes, já que falta só uma, depois o baixo que é mais fácil, depois o piano e a voz por último.

– Certo, por aqui senhorita – Disse apontando o braço para porta da sala de gravação.Me sentei na bateria e escutei as recomendações que ele me dava, parecia ter um amor sem tamanho pelo que fazia, isso era notável.

Escolhi as baquetas mais confortáveis para minha mão e comecei a ensaiar enquanto ele ainda estava na sala, quando ambos concordamos que estava bom ele foi pra mesa de controle e gravamos, essa música só faltava os vocais. Gastamos quase duas horas com bateria e baixo, mas eu nem tinha percebido o tempo passar, emendamos direto pros pianos. Eu já havia ensaiado todas elas no piano então não precisamos de ensaio, em meia hora já terminamos de gravar todas. Percebi que um bom tempo quando senti meu estomago reclamar de fome, mas eu morria de vergonha de falar para as pessoas que estava com fome então relevei. Por sorte Sam também estava com fome, ele propôs uma pausa para um lanche, que foi aceita imediatamente para mim.

Voltamos para casa, ele me falou para sentar enquanto ele preparava alguma coisa, pedi para ajudar mas ele negou, então me sentei em um banco do outro lado do balcão e coloquei as mãos nele.

– Você e a Suzzie são bem amigos né? – Perguntei pra passar o tempo

– Sim, ela é minha melhor amiga. Acho engraçado as pessoas que acham que somos namorados – Disse ele sem me olhar, o que foi ótimo, não contive o sorriso.

– Mas vocês nunca ficaram? — Perguntei rindo, fingindo não me importar

– Nunca, a Suzzie é muito centrada no trabalho, desejo boa sorte pro homem que ficar afim dela – Disse ele terminando de preparar um sanduíche e colocando-o na minha frente – Ela sempre foi assim?

– Sempre, impressionante. As vezes eu achava que ela morreria sem ter beijado ninguém – Disse dando uma mordida no meu sanduíche, estava uma delícia.

– Não acho que seja pra tanto, acho que depois desse filme ela se acalma um pouco – Disse se sentando do meu lado com seu sanduíche – Eu te ofereceria algo pra beber, mas só tenho whisky e cerveja – Disse constrangido

– Água está ótimo – Disse sorrindo, ele se levantou e me pegou um copo d'água

– Não me importo se você quiser tomar uma cerveja – Falei quando percebi que ele estava com vergonha de beber na minha frente.

– Tudo bem eu não me importo de não beber – Falou me fazendo sorrir, isso era doce. – Como é o Brasil? – Perguntou puxando assunto enquanto comíamos.

Conversamos de tudo um pouco, ele era uma pessoa divertida e me fez rir várias vezes, quando terminei meu sanduíche, faltava quase metade pra ele terminar, e ele enfiou tudo na boca, me fazendo rir ainda mais, começou a mastigar rápido, fazendo a manteiga de amendoim sujar os cantos da sua boca, assim que engoliu e que parei de rir eu estiquei a mão para limpar os cantos da sua boca, assim que meus dedos tocaram o canto dos lábios de Sam ele ficou paralisado, ficamos nos olhando sem reação, não sabia se me arrependia ou alegrava de ter feito isso. Limpei os dedos no guardanapo um pouco envergonhada, seus olhos não descolavam de mim.

Senti nossos rostos se aproximarem,nossos lábios estavam separados por centímetros. Meu coração batia acelerado, não sei como meu peito estava aguentando segurá-lo, mordi a parte interior´interna do lábio com aflição enquanto nossos lábios ficavam cada vez mais próximos e meu pobre coração se acelerava cada vez mais. Samuel virou o rosto para que nossos narizes não atrapalhassem o caminho das nossas bocas, assim que nossos lábios triscaram um no outro o celular de Sam tocou, me assustando e fazendo eu derrubar o copo no chão. Como se tivesse nos jogado água fria, ele se separou de mim no mesmo instante.

Me abaixei e comecei a catar os cacos de vidro.

– Pode deixar que eu cato isso Anne – Disse ele se abaixando

– Seu celular – Disse o lembrando, ele nem notara.

Ele pareceu atrapalhado entre a escolha de atender ou me ajudar, fiz um sinal com a cabeça pra que ele atendesse, então ele se rendeu, e levantou-se pra atender.

– Alô – Disse ele um pouco irritado – Ah, oi Lindsay.

Ao escutá-lo pronunciar o nome de uma mulher senti um aperto no coração e me distraí com os cacos, cortando meu dedo, por impulso levei ele a boca sem gritar, como quem fura o dedo com uma agulha, mas o corte tinha sido pior do que eu pensei, me levantei e enrolei o dedo no guardanapo apertando ele.

– Não Linds, não posso sair hoje, estou gravando algumas coisas. – Disse irritado. – Não, também não quero que você venha pra cá – Disse ele olhando pra mim, notou que eu estava o olhando e se afastou um pouco, na tentativa de que eu não ouvisse a conversa, eu nem estava prestando atenção na dor do meu dedo, estava de fato interessada na conversa dele com essa tal de Lindsay. – Olha aqui, quem é a culpada disso tudo é você não eu, então não vem bancar a certinha pra cima de mim – Berrou ele no telefone me fazendo me sentir estranha de escutar a conversa, voltei a atenção para meu dedo, agora o guardanapo estava encharcado de sangue.

– Meu Deus – Berrei desesperada, trazendo a atenção de Sam pra mim involuntariamente – Droga, droga, droga – Praguejei tentando limpar o sangue do balcão, mas piorando as coisas ainda mais.

Não sabia o que fazia, mas segundos depois Sam estava do meu lado olhando o que acontecera, seu telefone ainda estava no ouvido, sinal que ele escutara meu grito.

– De-de-desculpa, e-eu sujei tudo – Falei, do outro lado do telefone a voz de uma mulher berrava coisas, eu escutava da onde estava mas não entendia tudo.

– Tchau Lindsay – Disse ele desligando o celular e jogando no balcão

– Que sujou o que, puta que pariu, temos que te levar prum hospital.

Meus olhos estava vidrados não sabia o que agir, era bastante sangue. Concordei com a cabeça ainda muda. Sam pegou outro guardanapo e substituiu o que estava na minha mão dando uma olhada no corte, se absteve de reações para não me assustar. Assim que amarrou o o guardanapo no meu dedo me conduziu para o carro e rumou em direção à um hospital.

Notas finais
Desculpe pelos tantos e tantos disses. Tenho que parar com essas manias.