Love By Time: O amor que o tempo trouxe
17 De quem eu gosto?
ROC ROC ROC ROC – Era o barulho estranho que estava saindo direto do quarto de Caleb. Anne subiu as escadas para verificar o que era, abriu a porta e Caleb assustou-se, cobriu-se com uma coberta.
— Mãe!!! – Exclamou ele num tom de censura.
— Desculpa, eu ouvi um barulho estranho vindo daqui, o que é? – Perguntou Anne parada no portal.
— Não é nada! – Respondeu ele, ainda exaltado.
Anne sorriu, fechou a porta e ouviu outra se abrir, Chris havia chegado, ela desceu as escadas para encontro dele.
— Ei! Como foi? – Anne recepcionou-o com um selinho amoroso aos lábios que Chris correspondeu.
— Tudo bem, está tudo bem. Ela está sendo bem cuidada no hospital então nada a se preocupar com vovó. – Disse Chris, pendurando seu cachecol, chapéu e casaco a um mancebo que ficava ao lado da porta.
— Que bom, eu... – Anne ia dizendo, até ser interrompida novamente pelo barulho esquisito que saia do quarto de Caleb.
— Mas o que é isso? – Chris franziu o cenho e olhou pra cima.
— Algum projeto do nosso filhote. – Ela riu. – Nada a se preocupar, eu creio. Bom... Nesse barulho todo então...
Ela foi puxando o homem pela camisa, devagar, até o quarto de ambos onde ela logo parou depois de fechar a porta.
— Eu preciso te perguntar... – Ela foi começando, cautelosamente, pegou nas mãos de Chris e levantou-as um pouco. – Eu sei que você e Alex compartilharam de sentimentos no passado... Eu preciso saber... Esses sentimentos ainda existem?
Chris parou, ela realmente estava com uma aura estranha desde que buscaram Caleb na casa de Alex. Sorriu, de um modo confiante e confortável. Segurou ao rosto dela com ambas as mãos e deslizou os dedos por seus longos cabelos negros e depois, beijou-a, amorosamente, tenro e sem pressa.
— Isso responde a sua pergunta? – Ele disse num tom jocoso depois de pegar novamente nas mãos dela.
Ela sorriu de volta, podia ver que os olhos da mulher estavam a ponto de começar a lacrimejar, mas de alívio. Deixou-se cair sobre a cama e com ele por cima, foi desabotoando-lhe a blusa até deixar em vista seu forte torso.
— Oh daddy. – Ela ronronou e ele riu. – Me faça mais feliz ainda, vem.
O sorriso dele aumentou e foi beijá-la e começar a remover as vestes superiores dela quando a porta se abriu do nada, assustando aos dois que paralizaram.
— Ô mãe, tu pod... AH VELHO! – Exclamou Caleb que havia aberto a porta do nada e depois fechou de novo. – Eu não acredito que cêis fazem essas coisa, eca.
— Da próxima, bate na porta, né? – Anne censurou.
— Mas também você também, né, mãe? – Ele respondeu, a voz meia abafada por estar do outro lado da porta.
“Karma” – Anne pensou. Chris apenas observava e parecia que ele estava perto de rir com a situação toda.
— Enfim, que que tu quer, guri? – Chris disse, risonho.
— Eu ia perguntar onde que tá os bagulho de ferramenta. – Disse Caleb.
— Talvez na caixa de ferramentas? – Chris respondeu, Anne virou os olhos.
Silêncio.
— Ah... É...Nossa... – Caleb disse, sem jeito. – Eu vou lá e... e... Vou deixar vocês... Vocês... Ewww...
— Ah como se você nunca já tivesse feito essas coisas, né? – Chris respondeu rindo.
— Hmm.. É...Não... Não fiz.
Anne e Chris se entreolharam.
— Tá tudo bem, o importante é que faça com alguém que você goste... Alguém que você realmente goste. – Ela disse, sorrindo, acariciou ao lado do rosto de Chris que ficou corado.
— Alguém que eu goste... Hmmm... Eu posso visitar o Alex? – Caleb perguntou.
— Como é que é??!! – Chris exclamou num sobressalto.
Anne virou com tudo, ficou por cima dessa vez e balançou a cabeça negativamente pra ele.
— Pode, mas não demore. – Anne respondeu enquanto Chris fazia uma expressão facial chocada e logo ouviu um pequeno corre corre e depois a porta da frente batendo. – Já você, você é meu. – Ela disse num sorriso malicioso que ele retribuiu e logo respondeu:
— Sempre.
Caleb ficou perdido em seus pensamentos enquanto andava em passo apressado para a casa de Alex que não ficava lá muito longe na verdade. Estava frio, estava muito frio, seus passos achatavam e rangiam na camada de neve que estava na calçada, a rua estava deserta naquela hora da noite, podia ouvir de uma janela aberta os barulhos e sons de televisão, enfeites de Natal decoravam a frente de todas as casas que ele passava.
“Alguém que eu goste bastante”. – Pensou e depois sorriu, um sorriso um tanto bobo, o coração aos pulinhos e sentindo algo em seu estômago. Borboletas? O que era aquilo? O frio agora era o mínimo do que estava sentindo.
Caleb colocou seus fones de ouvido para ouvir músicas que adorava: Músicas dos anos 80. (I Just) Died In Your Arms do Cutting Crew tocando a toda em seus ouvidos, o frio pareceu apenas desaparecer.
Chegou até a casa de Alex, onde o viu apenas a tempo de entrar num muito luxuoso carro preto que logo deu a partida e ele apenas ficou a observar o carro sumir em um contorno da rua. Ele foi até a porta da casa e bateu, para ser recepcionado pela mãe de Alex.
— Ah, Caleb, veio ver Alex? Ele acaba de sair. – Ela respondeu e olhou para ele de baixo pra cima. – Puxa, como cresceu, faz tempo que eu não paro para observar as pessoas, parecia até que era ontem que era um pequeno garotinho fedido. – Ela riu. – Corria pra lá e pra cá, se suava todo e se jogava no chão.
Caleb não estava realmente prestando atenção no que ela dizia depois de saber que Alex acabara de sair e a interrompeu:
— E com quem Alex acaba de sair? A senhora sabe me responder? – Disse devagar.
— Ah, hm, eu creio que era Jeon. Ele também cresceu bastante, você nunca chegou a vê-lo criança, mas que garoto ranhoso, o nariz sempre sujo...
Caleb então olhou para o carro sumiu e falou, determinado:
— Agora é guerra.
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