Love And Other Drugs
35 Mistérios & Discussões
Notas iniciais
POV MARI
Uma semana depois do ensaio se passou, e tanta coisa aconteceu. Acho que quando eu digo, que tudo dá errado na minha vida, eu estou completamente certa. Estou gostando de dois garotos ao mesmo tempo, e o pior, os dois são amigos. Mas acho que depois do que aconteceu no ensaio, já tenho minha escolha certa, talvez Rocky tenha sido apenas um momento de carência. Vai ser difícil esquecer o que ocorreu no dia do ensaio.
“ O ensaio já havia acabado, e eu estava conversando com o Dez, sobre ele me ajudar em um trabalho sobre Artes Visuais. No momento em que estávamos saindo, avistei Rocky e Loren se beijando atrás do palco. Naquele momento me segurei para deixar cair a lagrima que estava querendo sair do meu rosto, mas senti uma pontinha de dor dentro do meu peito. Mas o que eu tinha da cabeça de me interessar em um garoto safado e mulherengo? Eu sou uma tola mesmo.
– Aquele é o Rocky e a Loren? — Perguntou Dez assustado
– Se você está vendo. — Disse
– Você está bem Mari? — Perguntou Dez
– Estou ótima. Acho melhor a gente conversar sobre o trabalho outra hora, tenho que ir. — Sai apressadamente.
Eu já esperava isso, já sabia que a Loren e o Rocky tinham um caso, eu só não queria acreditar. Mas o que eu posso fazer? Eu e o Rocky a gente não tem nada, e nunca tivemos, e além do mais, a Loren é minha amiga. Não tem o porquê deu ter essa reação.
– Mari? — Gritou Debs.
– Sim? — Respondi
– O que você tem? Vi você saindo correndo, deixando o Dez falando sozinho.
– Vi o Rocky e a Loren se beijando.- Disse decepcionada
– Não acredito! — Espantou-se Debs.- Sinto muito Mari, mas acho que estava engada em relação á esse Rocky ai, ele não passa de um galanteador. Acho que o certo é você ficar com o Ricky mesmo, já que ele gosta de você de verdade.
– Não sei Debs. — Suspirei. — Querendo ou não, eu gosto do Rocky. Mesmo conhecendo todos esses defeitos dele, sabendo que ele é tudo isso, eu sinto algo por ele, esse idiota mexe comigo.
– Mas você precisa se decidir, você não pode ficar nessa enrolação pro resto da vida. — Disse Debs
Debs tem razão, eu preciso me decidir. Mas no momento, não estou em condições de ficar pensando no que eu devo fazer.”
Ao me lembrar dessa cena, senti uma lagrima escorrendo pelo meu rosto. Rocky estava ficando com a Loren esse tempo todo, enquanto ele dava entender que queria algo comigo. Aquele idiota até me chamou para sair, e eu tola aceitei. Depois do ensaio, Rocky me mandou várias mensagens, mas não respondi nenhuma, não quero falar com ele nem tão cedo.
Estava indo para o refeitório quando me deparo com o Rocky na minha frente, fiquei sem reação, apenas suspirei e dei um sorriso forçado.
– Vai ficar até quando fugindo de mim e ignorando as mensagens que eu te mando? — Perguntou Rocky.
– Até quando eu quiser. — Disse seca. — Agora licença que eu tenho que tomar café, tenho aula ainda.
– Não. — Disse Rocky sério. — Você vai falar comigo, e vai ser agora. — Puxou Rocky pelos meus braços e me levou até uma sala que havia ali perto.
–Está me machucando.-Disse me soltando dele
– O que está acontecendo? Depois que teve o ensaio você mudou comigo, está estranha.
– Estou normal. Você que está imaginando coisas. — Disse
–Me fala logo o que aconteceu. — Disse Rocky. Não sei se deveria dizer que vi ele beijando outra garota, não quero dar á entender para ele que eu gosto dele.
– Não aconteceu nada, continua tudo normal.
– Está mentindo.
– Sério me deixa.
– Não vai me dizer o que aconteceu?
– Não.
– Ótimo. — Suspirou Rocky. Ele foi até em direção a porta e trancou. — Você não vai sair daqui até me dizer o que aconteceu.
Este garoto está maluco, ele é um babaca. Meu Deus, o que eu fiz para merecer isto.
POV AUSTIN
Sei que fui um pouco duro com a Ally, mas achei que aquele não era o momento certo de contar para ela. E eu realmente sinto muito em ter magoado ela, mas eu não queria dizer naquela hora que estou completamente apaixonado por ela, quero surpreender ela. E ver ela andando pra cima e pra baixo com esse garoto novo, só me bate uma dor e um arrependimento de não ter falado nada para ela.
Ally estava passando na minha frente, quando puxo ela e coloco ela de frente para mim. De imediato ela olha assustada para mim, pude perceber seus lindos e grandes olhos assustados se voltando para mim, ela suspira e logo solta uma farpada para mim. Mas também, já era de se esperar que isso ocorresse.
– O que você quer?!- Disse Ally irritada
– Quem era o garoto que estava com você? — Bufei
– Não te interessa. — Bufou Ally.- Não te devo satisfações.
– Para de se fingir de brava, Dawson. — Disse pegando em sua cintura e aproximando seu corpo junto ao meu. Ally volta seus olhos para mim irritada e surpresa com a atitude. — Admite Ally, você sente algo por mim.- Disse ofegante
– Sim Austin, eu sinto algo por você, — pausou Ally. — sinto ódio de você. — Ally deu um sorriso irônico.
– Ódio é uma palavra muito forte, Ally Dawson. — Disse.- Pare de mentir, e diga que quando eu me aproximo desse jeito, você fica mexida.- Disse me aproximando ainda mais da Ally e encostando meus lábios no seu.
– Não sinto nada por você. — Disse Ally se afastando
– Para de ser boba. Seus olhos entregam você.- Disse sorrindo.- Pena que eu não sinto nada por você.- Disse irônico.
Estava sendo engraçado ver Ally nessa revolta toda, e honestamente, ela fica linda brava. Mas precisava continuar com o plano, em não dizer nada para a Ally. Quero fazer uma surpresa para ela, mas só não sei como.
– Realmente não me importo, Moon. — Disse Ally.- Você quem está perdendo, enquanto você acha isso, tem vários atrás de mim. — Sorriu Ally
– Está mentindo! — Disse nervoso
– Por que eu estaria mentindo? — Disse Ally. — Você mesmo viu com seus próprios olhos. Acabo de me lembrar que não te devo satisfações da minha vida, prossiga com a sua vida em paz Austin e me deixe em paz. — Disse Ally indo embora. Ally está me provocando, mas não vou deixar isso passar em branco. Vou dar um troco.
Sigo em direção ao refeitório. Chegando lá me deparo com o garoto que acabara de chegar, aquele que estava andando com a Ally. Até pensei em me aproximar dele, mas creio que este não era o momento certo. Dez se aproxima de mim, e ali começamos á conversar.
– Tive outra discussão com a Trish. — Bufou Dez
– Grande novidade. — Disse
– Depois que nós terminamos o nosso namoro, as coisas ficaram diferente. Acho que não tem mais volta. — Disse Dez cabisbaixo
– Voltar com ex é perca de tempo, você tem que procurar outra garota e esquecer a Trish de vez, porque ela não está nem ai para você. — Disse
– Problema é que eu gosto muito dela, de verdade. — Disse Dez
– Se gostasse não teria terminado com ela meu amigo, e não se esqueça que foi você quem terminou. Agora não adianta chorar pelo leite derramado. — Bufei
– Sei disso, e me arrependo. — Disse Dez. — E o que você tem Austin? Está irritado hoje? — Perguntou Dez
– Sou assim Dez, você sabe que esse é o meu jeito. — Falei.- Só estou de saco cheio de tantas perguntas e de gente interferindo na minha vida.- Disse me levantando irritado
– Calma, o que aconteceu? — Perguntou Dez preocupado.
– Este garoto. — Disse olhando para o garoto novo.- Ele estava conversando com a Ally.
– Está com ciúmes Austin? — Riu Dez
– Não estou com ciúmes. — Neguei
– Não é o que parece. — Disse Dez sorrindo
Apenas balancei a cabeça negando e fui dar uma volta . Enquanto caminhava, sinto meu celular tocando, era minha irmã, a Aubrey me ligando. Ótimo, o que ela quer agora?
– Alô. — Disse seco
– Acho que você poderia fingir mais animação ao falar comigo, né maninho? — Bufou Aubrey
– Anda fala logo o que você quer. Tenho que ir pra aula. — Disse
– Só liguei para te dizer, que o detetive descobriu informações sobre aquele assunto que você estava querendo saber. — Disse Aubrey
– E então? — Perguntei
– Acho melhor nós conversarmos pessoalmente. Em 1 hora chego ai. — Disse Aubrey desligando o telefone
Espero que com essas informações, as coisas possam começar a mudar para mim. As coisas para mim sempre foram muito difíceis, nunca tive uma vida boa, como as outras pessoas deste lugar. Sempre lutei sozinho, sempre tentei alcançar meus objetivos, sonhos, com minha força de vontade e não com a ajuda de ninguém. Sempre dei duro para ajudar minha mãe, depois da “morte” do meu pai. As vezes eu olho em volta deste lugar, e as vezes eu penso que essas pessoas não sabem é o que sofrer com a vida. Se hoje eu sou assim, é porque tenho muitos motivos.
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