Love And Hate - Season 2
27 Your Sister
Notas iniciais
POV SOPHIA
Ok, eu havia ido buscar Katherine. Mas para onde a levaria? Não podíamos ficar todos na casa de Marcel.
Ou podíamos?
POV NEUTRO
Após tirarem Elena e Cassandra de lá, os irmãos Mikaelson e Salvatore separam-se. O objetivo? Encontrar uma casa para alugar – ou invadir, como fosse melhor. Mas Klaus desviou sua atenção para um bar. Olhou pela vidraça e reconheceu uma certa fisionomia. Caroline fora com Stefan, disse que queria cuidar da amiga ainda debilitada. Elijah fora atrás de Sophia para saber como estava Katherine. Portanto, Niklaus estava sozinho – e talvez fosse o único realmente com intuito de arrumar uma casa digna dos Mikaelson.
– Não esperava encontra-lo aqui — disse depois de entrar no bar e parar atrás do homem que avistara.
– Niklaus – disse o outro se virando lentamente, com um quase alegre sorriso na cara.
– Marcellus – Niklaus sorria de orelha a orelha, completamente alegre em saber que Marcel estava vivo.
Ambos se abraçaram fortemente, Klaus simplesmente não parava de sorrir, tamanho seu contentamento em ter Marcel, a quem considerava como filho, ainda vivo.
– Não posso dizer que estou completamente surpreso em saber que viria, Sophia usou meu celular para ligar pra você. Ela me contou que conhecia você. Na verdade, sua filha e eu tínhamos uma certa... Relação.
– Primeiro minha irmã, agora minha filha? – Brincou Klaus.
– Que posso dizer em minha defesa? Tenha uma queda por loiras – Respondeu Marcel.
A primeira coisa que veio a cabeça de Klaus nessa hora foi Caroline. Ela era o tipo de mulher por quem Marcel se apaixonaria, e o ciúmes fez com que seu sorriso diminuísse, quase sumindo de seu rosto.
– Acho que temos muita conversa para pôr em dia – falou Klaus, olhando com ar de admiração ao outro, pousando sua mão no ombro dele.
POV STEFAN
Damon não demonstrou nada em relação à Elena, estava mais inquieto por ser um humano agora e estava curioso – até mesmo irritado – com o fato de Sophia e Katherine estarem amiguinhas.
Conseguimos uma casa ali perto, estava desocupada, sem dono. Arrombamos a porta e entramos. Era pequena, bem simples, sem muitos móveis – fiquei espantado por haver uma cama ali ainda. Deixamos Cassandra na sala, deitada no sofá, enquanto levamos Elena para o quarto.
– Você não se lembra de ter visto Antônia indo embora? – Falou Caroline para Elena, sentada ao lado dela.
– Não. Só lembro da Cassandra sendo morta, um tal de Marcel aparecendo e levando Sophia, depois Hayley caiu, o sangue dela foi em trilha até Antônia, o mesmo aconteceu com Katherine e comigo. Então tudo se apagou – Explicou Elena com a mão na testa, ainda tonta e fraca.
– Precisa se alimentar – Falei de braços cruzados a encarando.
– É, precisamos arrumar um humano pra vo... – Damon parou de falar e fez um careta, corrigindo-se, e depois revirou os olhos. – Vai, bebe – caminhou até Elena, lhe estendendo o pulso.
– Não, eu não vou morder você – replicou ela.
– Olha Elena, não estamos na melhor hora para você ficar escolhendo o almoço – Falou Caroline.
– Você adora me ver sofrer, não é? – Damon encarou ela, depois se voltou para Elena. – Vai, bebe logo.
Enquanto isso Elijah me ligou, estava com Sophia e Katherine, e a ultima estava desmaiada. Avisei onde estávamos e não demorou muito para o Impala encostar na frente da casa.
– Num momento ela estava bem, no outro ela desmaiou – falou Sophia, enquanto Elijah entrava com Katherine.
– Traga ela pro quarto – falei, indo na frente. — Elena, nos dê licença – ela levantou, mas pareceu arrependida quando viu que se tratava de Katherine e Sophia.
– Alguém busca água pra ela – falou Sophia e Caroline segurou o braço dela.
– Tem noção do que você está fazendo?
– Sim. Estou salvando a vida da mulher que ferrou com todos nós – disse Sophia.
– Exato. Ela ferrou com todo mundo, por causa dela você era vampira. Damon e Stefan a odeiam! – Intrometeu-se Elena, segurando seu braço e Sophia a dilacerou com o olhar.
– Katherine não tem culpa de ter se apaixonado por Stefan, e muito menos de Damon ser um idiota que só se apaixona por quem não deve – Retrucou Sophia, puxando seu braço da mão de Elena. – E se encostar em mim mais uma vez – ela olhou no fundo dos olhos de Elena e então todos paramos para prestar atenção na ameaça -, eu juro por Deus que quebro todos os ossos do seu corpo e depois queimo o resto.
Ele deveria ter ficado quieta e aceitado a provocação, pois nunca se deve retrucar uma ameaça de Sophia Engerhoff.
– É? E como você fará isso, se agora é humana? – Elena sorriu debochada, pondo a cabeça de lado.
– Não é porque sou humana que deixei de ser psicopata e louca, senhorita Gilbert. – Sophia parou a centímetros do rosto de Elena. – E não se esqueça que posso fazer você beber a cura e te entregar ao Klaus. Ah, eu vou adorar ver você sofrendo nas mãos dele.
Elena fechou o sorriso debochado, e em segundos segurou Sophia pelo pescoço, a prendendo na parede da sala.
– Solta ela agora! – Gritou Damon enquanto todos íamos atrás delas.
– Elena, para – falei me aproximando das duas.
– Você me odeia tanto e eu nem sei o por quê. Você deseja me ver morta e nem tem motivos. – Notei que ela apertou mais os dedos em volta do pescoço de Sophia, que lutava por um pouco de ar, com os pés fora do chão. – Você não chega na minha cidade e machuca as pessoas que amo.
– Essa frase... é minha. – Rosnou Sophia, segurando no pulso de Elena.
– Vão mesmo só ficar olhando?! – Falou Elijah empurrando Elena para longe de Sophia, que deslizou na parede, até cair sentada. – Se dizem tão apaixonados e simplesmente ficam olhando as duas se matarem?
– Elena, o que deu em você? – Falou Caroline, indo até Sophia.
– O que deu em mim? – Elena olha para a amiga, depois para mim e Damon. – Gente, ela quer me ver morta desde que chegou à Mystic Falls, ela me entregou pro Klaus.
– Estavam ligados – Falou Damon.
– Não a defenda!
– Cala a merda da sua boca, Elena. – Falou Sophia levantando com a ajuda de Caroline. – Você pode ainda não saber o porquê do meu ódio premeditado por você, mas quando souber, até mesmo você vai odiar ser uma Gilbert.
– O que quer dizer com isso, Sophia? – perguntei a olhando curioso.
– Ela...
– Sophia... – ouvimos a voz baixa de Katherine, seguida de uma tosse. Elijah passou entre todos nós, desviando de Caroline. Sophia olhou furiosa para Elena e depois seguiu o Original. — Elijah?
– Katerina.
POV SOPHIA
Tentei ignorar Elena quando ouvi a voz tremula de Katherine chamando por mim. No entanto Elijah fora mais rápido e foi até ela, sentando-se ao seu lado na cama. O jeito como ele a chamava de Katerina – talvez fosse o sotaque, não sei – era algo... calmante. Lindo.
– Elijah, o que faz aqui? – Disse ela, tentando levantar. Juro que vi um sorriso naquele rosto.
– Eu pedi ajuda ao Klaus e ele veio de brinde – falei me aproximando dela.
– Espera... Como eu estou viva?
– É uma boa pergunta – falou Stefan parando á porta.
– Veio rir da minha situação? – Rosnou Katherine, sentando com os pés pra fora da cama.
– Eu não sou o meu irmão, Katherine.
– Claro, você é o bom samaritano que não sente raiva de ninguém – disse Damon entrando, esbarrando no ombro do irmão. – Não acredito que está viva – Olhou com o habitual desprezo nos olhos.
– Escuta aqui, Damon – caminhei até ele. – Estamos todos na mesma situação, todos do mesmo lado. E se você veio aqui para zoar com a cara da Katherine, por favor, dê meia volta e vá lá bajular a Elena.
– O que está acontecendo com você, Sophia? – ele me olha, com os olhos arregalados, a respiração alterada.
– O mesmo que está acontecendo com você! – Me irritei e gritei. – Hormônios, Damon! Somos humanos, agora. As emoções podem não ser tão intensas, mas são desreguladas. Uma hora você tá me amando, na outra você grita comigo. É assim que funciona pra gente agora.
– Eu não...
– Cale a droga da sua boca antes que piore pra você – falei, me virando para Katherine.
– Eu vou ficar louca desse jeito? – Perguntou ela, com seu sarcasmo escondido.
– Você precisa de um banho, precisa comer algo.
– Mas antes precisamos encontrar Niklaus. – Elijah se levantou. – E também temos que achar um lugar pra ficar.
– É, eu concordo – falou Stefan.
Damon revirou os olhos e saiu não só do quarto, como da casa. Balancei a cabeça e depois voltei a atenção para a pessoa sentada no sofá daquela casa estranha e pequena.
– Veja só quem acordou – caminhei até Cassandra.
Ela ficou pasma me encarando, parecia estar vendo um fantasma.
– So... Sophia? – Sua voz saiu num sopro, cheia de medo e confusão.
– Fica tranquila, eu não vou te matar.
– O que aconteceu? Como eu vim parar aqui? Aonde é aqui? – ela olhava em volta, mas parou sua cabeça ao ver Stefan. Ela levantou meio cambaleante e caminhou atônita até ele.
– Garota, qual o seu problema? – Perguntei, mas ela simplesmente não respondeu. Continuou caminhando até ele.
– Ryan? – falou ela com a voz doce, baixa. Esperançosa.
– Ahn... Não, desculpa, eu me chamo Stefan.
Ela parou á centímetros dele, ainda observando cada detalhe de seu rosto.
– Não, isso é impossível. Você é Ryan McPhill.
– Não, ele é Stefan Salvatore. – falei – O que deu em você, Cassandra?
Ela se virou bruscamente para mim.
– Cassandra? Sophia, por que diabos está me chamando de Cassandra. Sou eu. Antônia. Sua irmã.
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