Notas iniciais
Eu disse que postaria ontem, na terça, mas eu acabei dormindo depois que cheguei da escola então... Aqui vai...

POV SOPHIA

– Olá, Hayley.

– Desculpa, eu conheço você? – ela sorri, me encarando docemente.

– Não, não. Ainda não tivemos a honra. – estendo a mão direita para ela. – Prazer. Sophia Engerhoff.

– Sophia?! – ela recuou dois passos, soltando minha mão.

– Sorte sua estarmos em público. – sorrio solene. – Aonde você levou minha mãe, com essas suas patas imundas?

– Hey, eu teria mais respeito. – ela diz.

– Por quê? O que você poderia me fazer agora? Não tem lua cheia, florzinha. Você não passa de uma humana que tem uma força a mais. – entrelaço meus dedos e os pairo em frente ao corpo.

– Cadê a Anastásia? – pergunta David, parecendo muito impaciente.

– Ah, você é o híbrido que não se apresentou ao chefe – ela diz risonha. – Seria uma pena se...

Por um segundo não dou bola para o que estou fazendo. Empurro Hayley em velocidade vampira até a mata, pressionando com força seu pescoço.

– Não estamos brincando, e não temos tempo a perder. Ou você fala onde ela está, ou eu mato você. – sorri. – Não estou blefando, querida. Então abre o bico. – rio de mim mesma. – Ou melhor, o focinho.

Hayley ri e sinto mesmo uma vontade imensa de quebrar aquele lindo pescocinho.

– Ahn... Sophia, não é uma boa ideia. – disse David, me fazendo soltar a loba e me virar para ele.

– Puta que pariu – havia no mínimo cinco lobos a nossa volta, mas a lua ainda não havia aparecido, só podiam ser...

– Híbridos. – Disse Hayley.

– Não pode. Klaus saberia que...

– Não foi Klaus que os criou – ela sorri vitoriosa.

Os lobos a nossa volta estão em posição de ataque, espumando pela boca.

– Se quer mentir, minta direito – falei. – Quem mais os criaria? Só Klaus pode fazer isso e...

– Pense como quiser – ela diz. – Sua opinião será o de menos quando ela chegar até você.

Ela? – repito.

– É, isso se sair viva – Hayley se afasta e sinto David se aproximando de mim.

– Corre, eu...

– Pronto pra começar uma chacina? – questiono divertida, encarando um dos lobos, mas direcionando minha pergunta ao David.

– Sophia, você...

– O sangue do Klaus irá me curar se eu for mordida, lembra? – sorri e logo avancei contra um dos lobos, me atracando com ele no chão, até conseguir quebrar seu pescoço.

Eles não tinham necessidade de aparecer como cãezinhos babões, mas mesmo assim se transformaram. E essa história de não terem sido criados pelo Klaus... era mais estranho ainda.

David finalmente matou alguém e, acredite, deu uma surra nos híbridos. Teria sido ótimo poder vê-lo por mais tempo brigando com outro de sua espécie, mas eu tinha um deles em cima de mim, tentando me morder a todo custo.

– David! – pedi por ajuda quando vi que não era tão forte como deveria ser.

David apareceu e atirou-o longe de mim, contra uma pedra, indo até o híbrido e terminando o serviço.

– Bem, fazemos uma boa dupla, eu diria – falei, ofegante, me levantando.

– Você está pálida – ele disse, se aproximando de mim.

– E você está sujo de sangue. Sua camisa tá ensopada – analisei, percebendo também que ao ficar ensopada ela ficava justa em seu corpo, deixando à morta seu físico e bem... Uau.

– Seu vestido está meio rasgado e manchado também. – ele ri fraco. – Bem, três a dois pra mim – ele diz olhando os corpos em nossa volta. – Vá pra casa, eu cuido disso.

– Não posso ir pra casa. Seja o que for quer a mim, você ouviu.

– Ela pode estar blefando.

– Não está. Preciso falar com Klaus, esses híbridos...

– É, eu sei. Tem que ter sido ele.

– Obrigada pela ajuda, David. Se não fosse você...

– Não tem pelo que agradecer. – ele caminha lentamente até mim, e sinto que minha respiração se altera. Fico tensa. – Você me ajudou e devo isso a você.

– Não deve nada a...

Sou interrompida quando seus lábios tocam gentilmente os meus, fazendo com que eu me assuste com sua proximidade.

– Eu não posso – sussurrei.

– Eu sei. Mas eu posso – seu braço enlaçou minha cintura e sua boca tomou a minha com avidez.

Eu sei que não devia, mas gostei. Sua língua pediu uma rápida passagem e eu não pensei duas vezes antes de ceder, nem antes de manter um contato corporal bem... quente. Suas mãos passearam por minhas costas, enquanto subi com as minhas para seu pescoço.

Então me dei conta do que estava fazendo.

– Não! – empurrei-o, tapando minha boca com minha mão. – Não posso. – olhei de relance para ele, meio apavorada. Saí dali em menos de um segundo, dando de cara com Klaus.

– Klaus! Ainda bem que te achei.

– O que foi? Por que está suja de sangue?

– Híbridos! Matei cinco deles, e nenhum foi criado por você.

– Impossível.

– É, eu sei. Mas minha mãe foi raptada por uma loba, híbridos entraram na história e essa cadela, Hayley, disse que uma mulher criou eles. E que ela quer a mim.

– Está pedindo minha ajuda?

– Não sei. Se algum dia sentiu alguma coisa pela minha mãe, então sim. Estou pedindo sua ajuda.

Klaus ficou me encarando atônito, sem saber o que responder. Tirou seu terno e o colocou-o sob meus ombros.

– Verei o que posso fazer – ele passa a mão em meu rosto.

– Obrigada.

POV ELENA

Depois que Damon subiu para seu quarto eu o segui. Quando cheguei, ele estava desmaiado na cama. Literalmente desmaiado.

Quando lhe servi o uísque, depositei o conteúdo de um pequeno frasco em seu copo: boa noite, cinderela.

Sophia queria me atingir, eu a atingiria primeiro. Faria com que acreditasse que Damon e eu havíamos transado.

Preparei a cena do crime e despi-o e tirei minha roupa também, me deitando ao lado dele. Damon dormiu pesado a noite toda, nem sequer notou minha presença ali.

Eu podia estar fazendo isso apenas para provocar Sophia, mas era inegável que eu estava sentindo algo forte pelo Damon. Tão forte que Stefan e eu terminamos tudo.

Quando acordei, pela manhã, me levantei e caminhei até o banheiro de Damon. Mesmo que ele estivesse dopado, era incrível vê-lo dormindo profundamente, sereno, com o cabelo a cair um pouco no rosto.

Mas a melhor parte estava por vir. Sophia estava subindo as escadas.

POV SOPHIA

Uma madrugada inteira atrás de pistas e pela manhã eu me sentia uma filha de merda. Mystic Falls era uma cidade pequena, minha mãe não podia estar escondida tão bem assim. Fui ao Grill procurar Damon ou Alaric. Nenhum dos dois estava. Na verdade eu precisava beber na companhia deles.

Damon deveria então estar em sua casa. E bem no fundo, eu queria me desculpar por ter sido um pouco dura com ele. E eu me sentia culpada por ter correspondido ao beijo de David.

Uma filha de merda, uma namorada de merda.

Subi apressada as escadas da casa dele, e encontrei a porta de seu quarto entreaberta. Damon estava deitado na cama, dormindo tranquilamente com o sol batendo de leve sobre seu peito nu. Minha culpa aumentou de tamanho ao ver que eu havia beijado outro homem, e sim, eu contaria isso a ele.

Entrei no quarto e ele abriu lentamente os olhos, me vendo e parecendo confuso.

Confusa fiquei eu ao ver suas roupas jogadas ao chão e um calcinha ao lado da cama. Duas garrafas de uísque vazias e um abajur quebrado, como se tivesse sido derrubado da mesinha. Mas minha confusão sumiu ao ver Elena Gilbert sair do banheiro vestindo apenas a camisa de Damon.

– Elena? – Damon ainda mantinha a expressão confusa no rosto. – Sophia, o que...

Olhei séria e decepcionada para ele, me sentindo – mais ainda – idiota.

– Eu confiei em você. Tentei não pirar completamente quando soube da sua ligação com essa vadiazinha, mas não dá pra passar por cima disso numa boa, Damon. – senti um bolo se formar em minha garganta.

– Sophia, eu não faço ideia do que aconteceu aqui! – ele senta na cama, cobrindo-se.

– Ah, claro! – rio nervosa e irritada.

– Damon, como pode dizer algo assim? – Elena caminha até a cama e minha única reação é ficar a olhando, ainda incrédula.

– Ainda se fosse a Katherine... – falei com desdém analisando Elena e me retirando do quarto.

– Sophia, espera!

Ignorei a voz de Damon e desci lentamente as escadas, com a visão ficando embaçada pelas lágrimas que apareciam.

– Amor, espera...

– Amor? – me viro para encará-lo. – Como tem coragem de me chamar de amor depois disso? – grito e permito que uma lágrima escape.

– Acredite em mim. – ele segura minha cabeça. – Eu não fiz nada. Eu jamais trairia você.

– Não dá pra acreditar em você quando eu vi as provas espalhadas pelo seu quarto. – Tirei suas mãos de mim. – Parabéns, Damon. Você tem a garota que sempre quis. – caminhei de costas até me virar para continuar a descer as escadas.

– É você que eu amo, não a Elena.

Tinha um tom de verdade em sua voz. E tina algo dentro de mim que gritava “acredite nele, espanque a Elena”. Mas eu não dei bola.

– Vá para o Inferno com o seu amor.

Notas finais
ELENA SUA VACAAA! Elena não será uma vítima nessa fic, estejam cientes disso. David vai direto ao ponto, não? Pobre Sophia, sentindo-se culpada pelo beijo e quando chega, vê isso. Damon não tem culpa, não o xingue Victoria Lynsen. Ele é uma vítima da Elena, ok?! Sem culpá-lo. E como Stefan não tem aparecido muito, farei com que ele apareça mais no próximo capítulo. E quem vocês acham que criou os híbridos? Nenhuma ideia? Bem, creio que eu vá surpreender vocês com isso. Hihihi Beijos, comentem sobre tudo, quero comentários loooongos. E Filha de Hades, volte a comentar. Eu adoro seus comentários. Até