Love And Hate - Season 2

13 We Will Have Much Time... Or Not.


Notas iniciais
Victória, sua linda! Me abraça! Que recomendação foi essa, guria? Morri lendo ela, li e reli e está muito perfeita. Obrigada, obrigada e obrigada. Bueno, vamos ao capítulo que não é dos mais empolgantes, mas tá bem bom...

POV Stefan

Quando cheguei em casa, dei de cara com um Damon confuso e uma Elena alegre. Muito alegre. Damon me olhou e pareceu lamentar por eu estar ali.

– Stefan, o que faz aqui? – disse ele.

– Eu moro aqui, caso você não lembre.

– Bom, eu preciso ir. Estou atrasada para a escola – disse Elena arrumando seu rabo de cavalo e indo até meu irmão, depositando um beijo em seus lábios.

Espera, eu vi isso mesmo?

– Só me diga que você não está mais namorando a Sophia – falei após Elena sair da casa.

– Não depois dessa manhã. Ela me deu um pé na bunda, e eu não tiro a razão dela – ele caminhou até o sofá, jogando-se nele. – Aparentemente eu dormi com a Elena e quando Sophia chegou hoje de manhã... Puff! Eu estava solteiro.

Sempre pensei que veria Damon feliz ao me dizer que dormiu com Elena, mas ele estava completamente arrasado, triste.

– Você não se lembra do que fez? – cruzei os braços, parando em frente a ele.

– Não. Acordei com a cabeça pesada, parecia até que eu tinha sido drogado.

– Deve ter bebido demais. – sugeri.

– Só lembro de ter tomado um copo de uísque, Stefan. Não sou tão fraco para o álcool.

– E como está Sophia?

– Querendo me matar, aposto. – Ele me olhou. – Faz um favor? – assenti com a cabeça – Fala com ela, vê como ela está. Não tiro da minha cabeça que ela pode morrer daqui alguns dias.

– Acharemos a cura. – falei, tentando animá-lo.

– Pensei que não concordava com isso. Achei que queria curar Ele...

– Elena pode viver como vampira, Sophia não tem outra escolha.

– Estive pensando. Alguem precisa ficar e cuidar da Sophia, não sabemos quanto tempo ficaremos atrás da cura e...

– Você não quer ficar? – o interrompi.

–Pelo contrário, ficar é tudo que eu mais quero. Mas devido às circunstâncias, ela não vai deixar que eu cuide dela.

– Quer que eu fique de babá da sua ex-namorada? – ri.

– Quero que cuide da garota que você também gosta. Não sou cego, Stefan.

– Eu fico. Mas tome cuidado e volte com a cura.

– Obrigado.

– Não estou fazendo por você. Estou fazendo pela Sophia – falei me retirando da sala, indo em direção à casa de Sophia.

[...]

Quando entrei encontrei uma televisão quebrada, vasos de flores em pedaços, um estante caída e duas garrafas de vodca quebradas, com o cheiro do líquido pelo ar.

– Sophia?!

De repente uma figura de olhos inchados e sangue escorrendo pela boca apareceu na porta da cozinha.

– Stefan... O que eu fiz? – sua roupa e suas mãos estavam ensanguentadas também e ela parecia nervosa.

Me aprecei até ela e vi dois corpos estirados no chão, com uma poça de sangue entre os dois.

– Eu perdi o controle, eu...

– Tá tudo bem, vem cá! – puxei ela para entre meus ombros.

– Qual é o problema do seu irmão? – senti as lágrimas quentes em meu peito e isso me partiu o coração.

– Estou me perguntando a mesma coisa – abracei-a sem me importar em me manchar com o sangue. – Suba, tome um banho e eu cuido disso aqui em baixo. – Soltei-a para poder olhá-la. – Ok?

Ela apenas assentiu com a cabeça, suspirou fundo e caminhou para as escadas.

POV Sophia

Como se minha mãe desaparecida não fosse problema suficiente, eu ainda tinha que lidar com a traição do cara pelo qual eu perderia a vida dentro de uma semana.

Sai da casa dos Salvatore com o ódio me corroendo por dentro, e não o descontei em Elena porque ver Damon a protegendo só pioraria minha situação. Quando cheguei em casa quebrei e derrubei qualquer coisa que aparecesse à minha frente e agora sinto até pena dos dois homens que bateram em minha porta, pregando a palavra de Deus. Acabei com qualquer resquício de sangue dos dois, suguei cada chance de viver de ambos os caras enquanto suplicavam, em nome de Deus, que eu parasse. Mas na hora eu só pensava em quebrar, destruir, matar.

Porque parece que isso ameniza o que sentimos: causar dor alivia a própria dor.

Se Stefan não tivesse aparecido, sabe-se lá o que mais eu teria feito.

Depois que tomei o banho, tudo que pude fazer foi lembrar que minha mãe corria perigo e que uma nova criadora de híbridos estava atrás de mim. Ouvi o som de vasos quebrando, mas não dei bola. Stefan estava lidando com os corpos que dei e isso provavelmente causaria barulho.

No entanto, quando desci, encontrei a casa vazia.

– Stefan?

– Oi? – ela vinha dos fundos da casa, limpando as mãos. – Como está?

– Me sinto um lixo, mas tenho que encontrar minha mãe.

– Eu fiquei sabendo. Posso ajudar no que...

– Não irá com Damon atrás da cura?

– Não. – ele desviou o olhar do meu. – Não quero servir de castiçal para meu irmão e minha ex-namorada.

Só então lembrei que Stefan também estava envolvido nisso. Uma rede de mentiras que unia a todos no final.

– Não precisamos falar disso. Não queremos falar disso – eu digo, caminhando em direção a porta. – Vem comigo?

– Ahn, não. Ainda não terminei de esconder os corpos. Vai aonde?

– Encontrar David e ver se ele tem novas informações. Me encontra em meia hora no Mystic Grill?

– Claro. Toma cuidado. – me olhou tenso.

[...]

Dois dias passaram e meu tempo já estava se esgotando. David continuou morando em minha casa, assim como Stefan agora passava boa parte do dia em minha volta.

Eu sentia frequentes tonturas e fraquezas, mas não dizia nada a ninguém. Damon, Alaric e mais uma cambada saíram atrás da cura e eu nem sequer me despedi do Salvatore, apenas de Ric.

Eu bebia cerca de quatro corpos humanos por dia, sem que ninguém soubesse. Isso me dava um pouco mais de força e saciava parcialmente a fome gigantesca que eu sentia.

Após mais um de tantos lanches, voltei para casa em uma noite de vento gelado e encontrei marcas de sangue nas paredes, um frasco de verbena no chão, sangue no sofá e a porta arrombada. Eu sabia que David estava fora, mas Stefan deveria estar ali.

– Stefan? – Gritei. – Stefan, aparece!

O silencio já me atormentava e conforme minha preocupação aumentava, eu ficava mais fraca.

Percorri o resto da casa, encontrando sob minha cama um bilhete em letras cursivas, em um pequeno papel manchado de sangue. Nele dizia:

“Querida Sophia. Seu amigo Stefan está conosco, agora, junto de sua amada mãe. Se ainda se importa com eles, encontre um dos meus homens às nove da noite, no antigo cemitério. Vá sozinha, sem armas, sem verbena. Apenas você e sua habitual coragem. Conte a alguém e mato não só Stefan e Anastásia, como acabo com o lindo rosto do seu adorado Damon. Com amor, AE. P.S: Stefan foi mordido por um híbrido quando foi pego; ele não vai durar muito, então corra para se despedir.”.

Olhei mecanicamente para o relógio de pendulo na parede e me apavorei ao ver que ele marcava 20h56.

Nada tempo para bolar um plano, tudo que eu podia fazer era correr e ver no que isso daria.

Pontualmente às nove eu estava lá, tremendo de nervosa, mas sem demonstrar.

– Há, então você veio mesmo – uma loira apareceu da escuridão e confesso que me assustaria se eu fosse humana.

– Estou aqui, solte os outros.

Ela riu alto, me dando mais raiva ainda.

– Tão tola, ingênua e heroína.

– Quem diabos é você? – caminhei até ela.

– Sua meia-irmã mais velha. Me respeite, então.

– Que? – nada do que ela dizia fazia sentido.

– Explico melhor depois. Teremos muito tempo... – ela sorriu e só então vi uma outra sombra saindo do breu e uma forte dor tomou meu pescoço.

Verbena.

Notas finais
Stefan, sempre sendo a isca, coitado. Sempre sofre e sinto dizer que ele nao está tomando chá e comendo biscoitos com a meia irma de Sophia e com AE, seja lá for. Quem voces acham que é? Será revelado no próximo capitulo, que será beem tenso. Damon ficará um tempinho sem aparecer. Será esse o incio de Stephia? Quero agradecer aos mais de 12 comentários do review anterior e quero pedir que continuem assim, sempre aumentando kk Beijoos. boas festas!!!!