Love And Hate - Season 2
20 We Are Survivors
Notas iniciais
POV SOPHIA
Caminhei para trás até ter certza de que estava nos braços de Stefan, pois sei que não fui a única a sentir o pavor percorrer a espinha dorsal. Todos gritaram, indo em direção às portas, mas lá estavam os fiés soldadinhos de Antônia, os híbridos. Em todas as portas, em todos os andares. Não tinha pra onde correr.
– Cadê a Elena? – falou Damon apavorado.
– Achei que ela estava com você! – disse Stefan.
– Merda! – disse Damon, sumindo dali, indo atrás da Gilbert.
– Stefan, o que a gente faz agora? Eu não estou vendo a Antônia.
– Você conhece a casa, tente lembrar de algum lugar seguro. – me segurou pelos ombros.
Era praticamente impossivel pensar com o medo tomando conta de mim.
– Stefan, e-eu não sei. Talvez o porão.
Ele segurou minha mão e quando me puxou para a frente consigo, algo o empurrou para trás. Alguém o derrubou no chão. Um híbrido.
– Droga, Stefan! – falei tentando achar alguma coisa para ajudá-lo, mas não tinha nada ali.
De repente um forte aperto em minha citura, e um puxão para trás. Um mão tapava minha boca, enquanto eu via Stefan se atracando com um híbrido no salão. Em fração de segundos eu estava em outra sala, um lugar sem o som do medo das pessoas. Porém meu medo estava comigo ainda.
– Me solta! – gritei esperneando, tentando me livrar das mãos que me seguravam.
– Já soltei, já soltei. – Era David.
– Seu puto, filho da mãe – avancei pra cima dele, enfurecida. Só esqueceram de me avisar que eu não era mais vampira. David segurou meus pulsos tão firme que achei que as marcas ficariam. – Você me enganou, seu...
– Chega! – gritou ele. – Você acha que gosto de ser capacho da sua irmã? Ela é maluca! – me soltou. – Mas você sabe que eu sou obrigado a fazer o que ela manda.
– Eu já te disse que tem como acabar com a ligação. – falei, acariciando meus pulsos doloridos.
– Hayley não vai muito com a minha cara e não quer me ajdar – disse ele. – Agora fique aqui e tentem não se matar – disse em direção a porta.
– Ahn? — Quem mais estava ali comigo?
Olhei em volta e vi uma figura se mover no canto escuro.
– Katherine? Por que está aqui?
– A filha do Diabo quer o meu sangue. – Disse ela. – Quando penso que estou livre do Klaus, me aparece essa Antônia. – cruzou os braços. – Pensei que você estava morta.
– Resumindo, eu bebi a cura e sou a mais nova humana da praça — Katherine riu descrente e caminhou em círculos à minha volta. — Se está me imaginando como sua bolsa de sangue ambulante, vá tirando o cavalinho da chuva — falei. – Você disse que Antônia quer o seu sangue. Pra que?
– Presumindo que ela é filha do Klaus, neta da Esther e sua irmã, ela não deve ser muito normal da cabeça. Deve ser algum ritual , feitiço.
– Mas você é vampira, mesmo sendo uma Petrova, seu sangue é inútil.
– Eu sei. Só não sei o que voc...
– Hey, me solta! – o barulho da porta se abrindo chamou nossa atenção e nossa nova companheira de quarto fora jogada no chão.
– Elena!? Fala sério, que palhaçada é essa?! – Reclamei batendo minha mão na coxa esquerda.
– Isso só melhora... – falou Katherine se enconstando à parede.
– O que fazem aqui? – perguntou Elena com sua adorável cara de sonsa.
– Planejando um bombardeio à Casa Branca – respondi. – O que acha que estamos fazendo aqui? Estamos presas, assim como você! – gritei.
A porta se abriu novamente e mais uma mulher fora jogada para dentro. Hayley.
– David, eu te ajudo com a ligação! – ela batia na porta já fechada. – Por favor, me tira daqui! David!
– Eu acho que ele não vai te ajudar... – falei a olhando. – Seja qual for o plano da Antônia, ela está indo longe demais. Me deixar trancada com vocês três aqui? Sério, isso deve ser uma forma de castigo.
– Ela matou a maioria dos convidados – disse Hayley se encostando à porta, com o pavor estampado em seu rosto. – Tem sangue por todo lado, eu não consegui escapar.
– Ótimo – cruzei os braços me sentando no chão, já que não haviam móveis no cômodo. – E eu achando que terminaria a noite na cama do Stefan...
– E eu na do Damon — disse Elena. Pareceu que ela queria me atingir com o que disse, mas pra mim não fazia diferença. Tudo que eu queria saber era se ambos os Salvatore e Caroline estavam vivos.
– Isso é bom – falou Katherine. — Logo os desesperados irmãos Salvatore estarão atrás de vocês duas e sei que Stefan vai me ajudar a fugir, eu só preciso fazer minha melhor cara de arrependida – sorriu convencida.
– Eu não teria tanta certeza – dissse Hayley. – Vi Damon ser arrastado para fora do salão e acho que estava...
– Se disser morto, eu juro por Deus que corto sua língua – falei. – Alguém me empreste um grampo de cabelo, algo fino e com ponta – estendi a mão e Hayleu tirou de seu cabelo um grampo fino e prateado.
Me agachei em frente à maçaneta da porta e tentei pôr em prática o que já tinha visto em tantos filmes.
– Presa com duas vampiras e uma loba e sou eu quem precisa tomar a iniciativa. – resmunguei.
– Acha mesmo que já não tentei fugir? A maçaneta deve estar embebida de verbena, não consegui tocar nela – falou Katherine. – E provavelmente seja à prova de lobos também.
Revirei os olhos. Notei que alguém tentava abrir a porta do lado de fora então me afastei, sem saber o que fazer.
Ninguém naquela sala estava disposta a proteger a humana presente.
– Se tentar abrir essa porta mais uma vez, mato você antes do que espera – Não sei dizer se era um híbrido ou apenas um vampiro, mas sei que seu tamanho era de amedontrar qualquer um. O cara parecia o armário.
Engoli em seco e me aproximei de Katherine. De todas, ela era em quem eu mais confiava naquela sala.
– Não se preocupe. Se você está aqui, não vai morrer tão cedo assim – disse ela depois que o cara saiu da sala. – Se nos quisessem mortas teriam nos matado há tempos.
– Nossa, super reconfortante saber disso – revirei os olhos.
[...]
Não sei quanto tempo ficamos ali, mas sei que eu precisava ir ao banheiro e precisava comer. Creio que Katherine e Elena também precisasem, então me afastei das duas. Eu era uma bolsa de sangue gigante!
– Tirem uma por vez, elas são mais espertas que vocês, seus imebecis. – Era a voz petulante de Antônia, e logo depois ouvi o barulho dos saltos ecoando no piso de madeira polida.
A porta se abriu e vi David entrar. Me olhou e parecia irritado, nada contente.
– Vamos?! — falou.
– Como se eu tivesse escolha – caminhei até ele em passadas firmes e logo senti sua mão apertando meu braço. – Vai com calma, ou quer deixar manchas por todo meu corpo? – quase gitei ao perguntar.
– Não seria má ideia... – sorriu malicioso.
Então me surgiu a melhor ideia desde que fiquei presa com as demais: seduzir David. Ele já era caidinho por mim e não era nada abominável. Se eu conseguisse me livrar dele, poderia fugir.
– Preciso ir ao banheiro – falei.
– Depois. Sua irmã quer que vocês troquem de roupa para a viagem.
– Viagem? Pra onde aquela psicopata vai nos levar? – perguntei.
– Não posso falar.
– Maravilha... – resmunguei, enquanto era arrastada pelo corredor do segundo andar já.
David abriu a porta de um dos quartos e me puxou para dentro.
– A roupa está em cima da cama – falou me soltando e trancando a porta.
– Não vai sair?
– Não posso. Ordens da psicopata – falou ele, cruzando os braços, sorrindo de leve.
– Tá, né...
Meu plano dava cada vez mais certo. Caminhei até a cama e tirei meu vestido de forma lenta, rebolando para que o tecido caísse. Porém David não contava com uma coisa: eu não usava sutiã.
– Não precisa ficar só olhando, se quiser me ajudar... – falei.
– Eu não...
– Duvído que ela tanha menciondo algo sobre não transar comigo. – falei soltando o vestido no chão.
Logo David apareceu em minha frente, já ofegante.
– Não podemos demorar – falou ele pondo meu cabelo para trás e enlaçando minha cintura com um dos braços, enquanto eu envolvia seu quadril com as pernas. David empurrou as roupas de cima da cama e me deitou nela. Arrastei-me mais para cima, de modo que ficássemos mais perto do criado mudo, onde havia um abajur que serviria muito bem para deixa-lo tonto.
Porém sua boca começou a descer por todo meu corpo, e isso me fez esquecer o plano. Fui traída pelo meu próprio subconsciente, que pedia encarecidamente para eu continuar naquela cama. David voltou a me beijar com avidez e automaticamente comecei a soltar a fivela de seu cinto.
Livrei-me de sua camisa cor vinho e o beijei com necessidade. Se ele já era bom com roupa, eu ansiava por saber como seria sem qualquer tecido sobre seu corpo. Teríamos continuado perfeitamente... Não fosse a maldita porta se abrir num solavanco.
– Sabia que eu mesma teria de cuidar dela – falou minha irmã logo aparecendo no pé da cama, puxando David de cima de mim.
Eu não devia, mas sorri debochada para ela enquanto minhas mãos cobriam meus seios. David saiu do quarto e Antônia atirou as roupas na minha cara.
– Continua a mesma vadia de sempre – rosnou ela, enquanto eu me vestia sem muita pressa. – Tenho observado você durante alguns anos. Você preferiu desligar a humanidade a voltar para me buscar.
– Eu chorei sua morte durante dias – falei vestindo a calça jeans. – Acreditei fielmente que você estava morta. Bom, pelo menos dei um momento de paz para aquela senhora.
– Ela era uma prostituta, Sophia. Sem família, sem historia, sem passado – falou ela.
– O que você quer comigo? E com as outras? – parei atrás dela.
– Seu sangue – se virou para mim. – Como sabe eu não sou imortal igual aos Originais, embora tenha a mesma força do Klaus, e os mesmo ‘poderes’ dele, digamos assim.
– Sim, todos sabemos que você é versão feminina e mais macabra dele. E daí?
– Eu quero ser imortal, não quero correr o risco de ser morta. Preciso do sangue de uma Petrova pra selar o feitiço, já que sou descendente dos Originais, e eles foram criados com o sangue de uma Petrova.
– E onde eu entro nisso? – coloquei as mãos na cintura.
– Você bebeu a cura, como eu planejava. Você não sabe, mas seu sangue agora é uma espécie de nova cura. O vampiro que beber todo o conteúdo do frasco, se torna humano.
– Espera, você quer me matar, é isso?
– Bem, sua morte é algo necessário – disse passando por mim.
– Não, Antônia, olha pra mim – Segurei seu braço e senti como se fosse um escravo tocando em seu patrão, sem a permissão de tal: algo que poderia ser letal. – Sou eu, sua irmã. Fui eu quem te criou, lembra disso?
Por sua respiração e por sua expressão, eu sabia que ela lembrava. Mas ela não queria lembrar, esse era o problema.
– Lembro que você me deixou. Você fugiu com o Klaus e me deixou com uma criada.
– Eu não queria essa vida pra você, acredite. Eu queria que você tivesse uma vida digna, mesmo que humilde. Você era a única coisa boa da nossa família.
– Bem, agora se vê que o forte dos Engerhoff não é ser bom.
[...]
Katherine e eu fomos levadas em um carro, algemadas. Creio que o mesmo tenha acontecido com Elena e Hayley.
– Então ela quer me transformar em humana, é isso? – disse Katherine após eu lhe contar tudo o que sabia.
– Sim. Você humana e eu morta. Não sei onde Hayley e Elena entram nisso.
– Sangue vampiro, sangue de lobo, sangue humano e sangue Petrova... Talvez sejam os ingredientes.
– Só sei que eu não vou morrer. Não desse jeito.
– Somos sobreviventes – ela me olhou sorrindo, do seu jeito irritante e insolente. – Vamos sair dessa.
Não sei quanto tempo levamos até o carro parar, só sei que dormi sentada ao lado de Katherine, a mulher que um dia jurei matar e jogar os pedaços dos corpos aos cães.
– Onde estamos? — Falei acordando quando o carro parou.
– Eu não faço ideia. Só sei que não estamos mais na Virgínia – reclamou Katherine.
As portas se abriram e Antônia me esperava do lado de fora, com seu melhor sorriso cínico.
– Bem vindas ao French Quarter... Bem vindas à New Orleans.
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