Notas iniciais
(Sob a Redoma) Título de hoje em homenagem a um dos maiores livros (literalmente, pois tem mais de 900 páginas) de Stephen King, que também dá nome a uma série. Vão por mim, o livro é melhor. Bem, eu pedi que vocês comentassem e vocês o fizeram. Doeu? Creio que não. Mas nem todos que citem comentaram, então eu ficaria muito feliz se isso ocorresse hoje.

POV SOPHIA

Prontas? Para o que?

Eu vi que elas tentavam sair dos círculos, mas não conseguiam. Davina estava calma e isso me assustava. Uma garota tão nova, com poderes além de sua própria percepção... Ela confiava em Antônia.

Nem eu confiava em minha própria irmã.

Antônia começou a recitar algumas palavras em um idioma tão antigo que nem consegui decifrá-lo. Enquanto ela falava, chamas de velas acenderam-se sozinhas, um calafrio percorreu todo meu corpo. Caminhei lentamente até o corpo inerte de Cassandra e vi que seus olhos estavam abertos, vidrados. Me agachei, passei a mão sob seus olhos, abaixando suas pálpebras. Katherine ofegava, tremia. Elena olhava em volta, provavelmente em busca de Damon. Hayley estava parada, encarado o corpo morto de Cassandra. Por algum motivo – ou tosco, ou macabro – o corpo morto daquela ex-bruxa permanecia ali. E por algum outro motivo muito estranho eu estava presenciando aquilo tudo.

O falatório estranho de Antônia cessou quando um homem entrou correndo no local.

– O que pensa que está fazendo com Davina? – gritou ele. – Tínhamos um acordo!

– Por que tivemos algumas noites juntos, você pensa que temos um acordo? – ela ri. – Por favor, Marcel.

Ah, ótimo! Agora serei espectadora de uma DR.

– Você disse que ela ficaria bem! – Ele gritou.

– E eu vou – interferiu Davina. – Marcel, você sabe melhor que ninguém o quanto eu odeio tudo isso. Eu só quero ser...

– Normal? – falei. – Acredite, ser normal é um saco. – comecei a caminhar até ela. – Ser a aberração é melhor, Davina. Pois é isso que te mantém viva no final do dia.

– O que você sabe ser uma aberração? – ela gritou. – O que você sabe sobre não ser normal, sobre não poder frequentar a escola, sobre não poder ter um...

– Namorado? – ri fraco. – Querida, eu passei por todas essas etapas durante os últimos 150 anos. Você tem no máximo 17 anos, não viu nada da sua vida. Mas ser a garota normal não lhe trará benefícios depois de tudo que você já viu. Depois disso – apontei o dedo para minha irmã. – Ela não quer o bem de ninguém, nem o seu.

– Quem é você? – Perguntou o tal Marcel.

– Sou a irmã dela – olhei para Antônia. – E ela teve coragem de pôr a vida da própria irmã em jogo, apenas por uma simples vingancinha besta – continuei falando com Marcel, mas sem tirar os olhos dos dela. – Não pensem que ela poupará alguma de vocês, porque não vai.

– Você acha que me amedronta com toda essa sua petulância, com sua coragem de heroína, mas você morre com um estalar de dedos meus, Sophia – falou ela sem sair de seu lugar. – Davina ficará viva, Marcel. E ilesa.

Olhei para a garota. Consegui deixa-la sob a corda bamba, em dúvida. Tudo bem que Antônia não precisava do consentimento de nenhuma delas, mas o tal Marcel não deixaria a garota ali para o sacrifício.

– E como posso acreditar em uma Mikaelson? Como posso acreditar na filha do Klaus?

– Não se esqueça que sou sobrinha de Elijah, um homem nobre, de palavra e confiança – rebateu ela.

Como Marcel conhecia Klaus? Se bem que cada esquina de New Orleans, em especial do French Quarter, contém seus mais obscuros segredos, então...

– E não se esqueça que sou o rei dessa cidade. – Falou entre dentes. — Você pode ser uma híbrida comparável aos Originais, mas não é imortal.

– Espera, o quê? – o encarei. – Rei?

– Bem, não será mais após o término disso – ela sorriu e nossa... Eu podia jurar que era o mesmo sorriso debochado e temível de Niklaus. Com covinhas e tudo mais. – Agora pedirei educadamente. Saia, Marcel.

Em um movimento muito rápido para meu olho humano, Marcel correu até mim e me carregou até o lado de fora.

– Não sei se agradeço ou se corro... – falei ofegando assim que ele me soltou no chão.

– Sophia, não é? – falou ele e eu concordei. – Notei que você é humana, e acho que ganhei o dia por salvar pelo menos uma vida.

– Davina não sairá viva de lá – fui direta. – Assim como meu... amigo não saiu – falei com os olhos molhados. – Não faço ideia de onde você conhece o Klaus, mas se o conhece bem... Não mecha com a Antônia. Ela é duas vezes mais cruel e sem coração que ele.

– Você é irmã dela. Por que ela tentou matar você, como disse lá dentro? — ele pôs as mãos na cintura, me encarando sério.

– Porque ela acha que eu a traí, que a abandonei – falei.

– Então sim, ela é o igual ao Klaus – disse me dando as costas.

– Niklaus encontrou o início da redenção dele – falei e ele parou. – Não há redenção para a minha irmã.

O aperto em meu peito ao lembrar de Caroline me vez querer chorar. Ao dizer que minha irmã não tinha redenção, não impedi que uma lágrima escapasse.

– Vem, eu não vou deixa-la aqui – Falou me estendendo a mão, e então aceitei a ajuda daquele estranho bonitão.

Mas minha cabeça não parava de martelar. Fome, sede, sono. Medo. Damon estava morto, não restavam dúvidas. David sumira do nada, Antônia estava fora de si e nenhum sinal de Caroline ou Stefan. Nenhum sinal de salvação. Mas a cada piscada de olho a morte aproximava-se de minha porta.


Marcel explicou-me de onde conhecera Klaus. Teria sido uma linda história, não fosse a parte em que Niklaus fugiu de Mikael e o deixou ali, sozinho. Marcel tomou conta dos negócios, tornou-se a âncora entre os humanos e vampiros e, acredite, baniu os lobisomens e proibiu bruxaria no French Quarter. Contou-me sobre seu forte vínculo com Davina, e vi a preocupação em seus olhos em todo o tempo. Ele a salvou de um ritual de bruxas. Davina seria sacrificada, assim como outras garotas foram antes dela. Davina acumulou todo o poder das outras meninas mortas, mas antes que cortassem sua garanta e finalizassem o ritual, Marcel a salvou. Desde então a garota vivera trancada no sótão da igreja, protegida das demais bruxas que ainda queriam finalizar o ritual idiota.

– E como você conheceu minha irmã? – perguntei.

– Ela chegou aqui há algum tempo atrás. Identificou-se como filha do Klaus; demorei a acreditar, mas a história fez sentido. E logo nós nos envolvemos. Ela queria vingança contra o pai. Não posso dizer que não queria o mesmo. – ele bebeu um longo gole de uísque, ou seja lá o que for aquilo. – Então, quando eu mostrei confiança, ela me pediu Davina. Queria a ajuda dela. Apenas a ajuda. Não foi fácil, mas eu convenci Davina a ajuda-la. E agora... – ele balançou a cabeça. — E me sinto inútil. Não posso fazer nada contra Antônia.

– Eu sinto muito. E no fundo, a culpa é toda minha. Falhei como irmã, e ela cresceu revoltada – não era pra isso soar irônico e engraçado como soou.

– Marcel, temos um problema! – um cara alto, de cabelo black power apareceu ao lado de Marcel e só então percebi que aquele lugar era um covil de vampiros. – Não dá pra sair do French Quarter.

– O quê? – me levantei bruscamente.

– Como assim, Diego? – perguntou Marcel.

– Não sei, parece um feitiço. Uma parede invisível.

– Há sal no chão?

– Não, por que haver... Quem diabos é você? – Falou Diego.

– Antônia fechou a saída — olhei para Marcel. – Estou presa aqui?! É isso?

– Espera, como uma vampira pode bloquear a cidade? – Falou Marcel.

– Ela... – perdi a coragem de terminar a frase, mas era preciso. – Ela queria drenar os poderes de Davina, assim tornando-se uma bruxa-vampira-loba. Uma completa a abominável híbrida.

– Não estava brincando quando disse que ela é pior que o Klaus, não é? – ele me olhou. – Isso que você disse... Se for verdade, estamos todos ferrados.

– Espera, a saída só foi bloqueada para seres sobrenaturais, humanos estão passando – falou Diego.

– Eu não sou humana – falei. – Quer dizer, eu sou. Mas era vampira e fui curada.

– Curada? – falaram os dois em uníssono.

– Longa história. Marcel, você tem um celular?

Liguei para Stefan. Ele não atendeu. Merda! Liguei para minha mãe e caiu direto na caixa postal. Inferno! O último número que eu lembrava de cor: Klaus.

– Graças a Deus você atendeu! – falei soltando o ar, deixando o nervosismo abaixar.

– Sophia?

– Klaus, eu estou em New Orleans. Todos nós. Por favor, me tira daqui.

– Como conseguiu nos ligar? O que está fazendo aí? – Não era mais o forte sotaque inglês, e sim a agoniada e rápida voz de Caroline.

– Car, Antônia nos prendeu, ela matou o Damon, e de uma forma difícil de explicar eu consegui sair de lá.

– Damon o quê? E Elena?

– Antônia o transformou em humano, depois fez o mesmo com Katherine para poder usar o sangue dela. – Caroline respirava alterada, eu também. – E agora... a saída da cidade foi bloqueada. Somente humanos passam, mas ela não permitiria que eu fosse embora.

– Sophia, sou eu. Stefan.

Ok, o que todos faziam junto do Klaus? Chá da tarde?

Ao ouvir a voz de Stefan meu coração parou. Como dizer que Damon... Ah meu Deus. Só então pensei na gravidade daquela frase.

– Stefan, eu sinto muito — falei em um sopro.

– Você precisa me escutar, agora. Você ficará bem. Damon ficará bem. Você entendeu? Eu vou tirar você daí. Todos vocês.

Então eu pensei um pouco melhor. Era o que Antônia queria. Atrair Klaus como o mel atrai uma mosca. Atrair todos.

– É suicido, Stefan. Antônia é um caso perdido, eu sou uma pessoa morta.

– Fale isso de novo e eu corto sua língua – gritou Caroline. Acredito que estava no viva-voz.

– Klaus, se estiver ouvindo...

– Estou aqui, sweetheart.

– Ela vai destruir New Orleans até atrair você. O sua New Orleans. – olhei para Marcel que permanecia à minha frente. – Bem, a que um dia foi sua.

– Não, ela não vai.

– Não, se preocupe, Sophia. Vamos tirar todos vocês daí. – Falou Stefan. – Eu prometo.

Encerrei a ligação e entreguei o celular ao dono.

– Você tem bom amigos... Apesar de um deles ser o Klaus.

– Quando Klaus chegar aqui, continuarei sendo grata pelo que está fazendo por mim, mas...,

– Não ficará contra ele quando ele quiser tomar o que agora é meu.

– Se o ,conhece tão bem quanto eu, também não ficaria – falei me virando para sair.

– Aonde vai?

– Enquanto você fica tramando seu plano mirabolante para salvar Davina, alguém precisa salvar o quase herói de olhos azuis.

Como sempre, Stefan me deu novas esperanças sobre Damon, e procura-lo era minha única função naquela cidade enquanto estivéssemos sob a redoma invisível. E rezar para que ele estivesse vivo era a única saída.

Notas finais
Bem... Where is Damon? Klaus em New Orleans? Stefan e Caroline na casa do Mikaelson? Chá da tarde ou equipe de busca? uheue Marcel? Será que Davina sairá viva? Bem, ela não terá importância aqui mesmo. bruxa-vampira-loba? Serio, Amanda? Que porra de imaginação é essa? Mini momento Stephia. Será que teremos Klaroline? SE TODOS DISSEREM QUE APOIAM KLAROLINE NA FIC, PROMETO NARRAR UM HENTAI DELES. Beijos, CONTINUEM COM COMENTANDO.