Love And Hate - Season 2
25 The Beginning of a War
Notas iniciais
MYSTIC FALLS
POV NEUTRO
– São as minhas filhas, Stefan. Eu vou! — falou Anastásia após o Salvatore contar a história e dizer que ele, Caroline e Klaus iriam até New Orleans.
– Ana, é exatamente por isso que é arriscado — Interferiu Ric Seu nervosismo e preocupação podem pôr tudo a tudo perder.
– Eu vou trazer Sophia sã e salva, Anastásia, eu prometo — Falou Stefan.
– Nós todos prometemos — disse Klaus entrando na sala dos Salvatore, logo em seguida Caroline apareceu. — Estamos só esperando por você, Stefan.
– E como eu posso confiar nesse plano suicida de vocês se Klaus estará lá?
– Love, lembre-se de todas as promessas que fiz a você. — Ric não gostou da breve troca de olhares dos dois, mas continuou apenas escutando. — E lembre-se agora que jamais deixei de cumprir minha palavra.
– Desculpa, mas você não é o Mikaelson honrado da família — rebateu ela.
– Ele sabe. Por isso resolveu pedir reforço — Elijah apareceu à porta, com sua elegância e ar nobre, junto de um belo sorriso no rosto.
– Ok, só falta a...
– Rebekah ficará — falou Elijah interrompendo Caroline. — Alguém precisa ficar em Mystic Falls e garantir que minha sobrinha não irá voltar.
– Tanto faz — falou Stefan. — Eu ligo pra você, Ana. Ric, toma de conta de tudo.
– Claro, porque é muito fácil tomar conta de Mystic Falls. — Falou ele, passando o braço em volta dos ombros de Ana, suspirando depois.
Klaus e Elijah foram em um carro, Stefan e Caroline foram em outro. Depois de algum tempo em silencio, o Salvatore riu fraco e resolveu acabar com suas dúvidas.
– Caroline, você e o Klaus...
– O que? — ela o olhou.
– Você anda praticamente grudada nele e eu nunca esperei por isso — Stefan a olha rapidamente, depois volta a prestar atenção na estrada.
– Stefan, estamos atrás da mesma coisa. Queremos trazer Sophia, Damon e Elena de volta. E Klaus quer proteger New Orleans. Ele me disse que lá um dia foi o lar dos Originais.
– Está apaixonada por ele — Fala Stefan, ainda sorrindo.
– O quê? Não! — ela fixa o olhar na estrada também. — Não.
NEW ORLEANS
POV SOPHIA
Ninguém pode negar que eu vasculhei cada canto daquele maldito French Quarter. Era incrível que ninguém tivesse reparado em um cara alto, lindo e de olhos azuis preferi me agarrar à ideia de que as pessoas não queriam me ajudar, já que eu não queria acreditar que Damon realmente não estava vivo.
Depois de tudo, me restou o cemitério. Não era o lugar mais bonito e aconchegante do mundo, mas era afastado do turbilhão do centro. Confesso que nem liguei muito para os detalhes vintage da cidade, para as casas antigas e as pessoas bonitas. Passei reto por tudo, como se fosse nada.
– Damon? — chamei, caminhando entre os túmulos. — Alguém? — gritei.
Nenhuma resposta. Bem, quem iria me responder? Um morto levantaria da tumba e diria e aí, beleza?? (Se bem que de onde eu venho, isso é completamente rotineiro).
Caminhei mais um pouco e resolvi parar para descansar. Me sentei em um banco de madeira, me sentindo fraca. Era a fome. Escutei uma tosse baixa e rouca logo ali perto, dentro de uma das criptas e levantei rápido, correndo até o local.
– Ah seu filho da mãe! — Avistei Damon sentado no chão, encostado à parede. — Pensei que estava morto. — Corri até ele, caindo de joelhos ao seu lado, abraçando-o.
– David me trouxe pra cá — respondeu ele. — Vampiros não entram aqui sem o convite de uma bruxa local.
– Você está bem? — passei a mão em seu rosto, limpando um pouco o local.
– Acho que vou sobreviver.
– Não acredito que ela fez isso com você só para se vingar de mim — me sentei ao seu lado. — Desculpa, Damon.
– Não, tá tudo bem. Prefiro que ela tenha me feito beber a cura do que ter feito algo a você — disse ele, segurando minha mão.
– Você está frio. E com certeza com fome. — Me levantei rapidamente. — Consegue caminhar?
– É arriscado sairmos daqui. Aliás, como você conseguiu sair de lá?
– Longa historia. Mas um ponto importante é: estamos presos aqui. Antônia colocou uma espécie de barreira em volta da cidade, só saem humanos. Mas nós dois também estamos presos.
– Então ela é uma bruxa?
– Acredito que agora ela seja as três coisas. Um monstro, resumindo.
– E aonde você quer me levar?
– A um lugar mais seguro que uma cripta, vai por mim.
Ao chegarmos na casa (mansão com um pátio interno enorme/covil de vampiros sem o anel do dia) de Marcel, ele estava impaciente no pátio, andando de um lado para o outro.
– Marcel, acho que preciso de uma mãozinha — falei entrando com Damon se segurando em mim. Estava mais fraco que eu, que arrumei forças vindas de não sei onde para leva-lo ate lá.
Marcel o ajudou a sentar e eu me sentei na cadeira à frente dele. Os vampiros em volta nos observavam, uns eu aposto que viam apenas duas grandes bolsas de sangue.
– E Davina? — perguntei, cansada. — Conseguiu salvá-la?
– Sim. Está lá em cima, inconsciente. O médico não consegue acordá-la.
– Sabe como curá-la e mantê-la viva.
– Davina jamais me perdoaria — respondeu ele, ainda inquieto.
– Alguém pode me explicar o que está acontecendo? — Perguntou Damon.
– Ah, Marcel, este é Damon. Meu amigo. Damon, Marcel foi quem me tirou de lá.
Ambos se cumprimentaram com um aceno de cabeça.
Marcel providenciou que alguém nos desse algo para beber e comer, e pediu a um tal de Thierry para cuidar que os outros vampiros não chegassem muito perto de nós.
– Stefan está vindo, eu liguei pra ele. Caroline e Klaus também — falei para Damon, que literalmente devorava seu sanduíche.
– Você e esse tal Marcel, são amigos?
– Não sei. Digamos que ele e Klaus têm uma ligação, e você sabe que...
– Não precisa me lembrar da sua ligação com Klaus.
Fiquei o observando enquanto mastigava apressado e fiquei me perguntando o motivo da pressa.
– Elena talvez esteja morta, Damon. Assim como Cassandra, Hayley e Katherine.
– Você sabe que eu preciso tentar ir...
– Eu sei, eu sei que você não vai simplesmente sair daqui sem ela. Boas novas, Damon: nenhum de nós irá sair daqui falei me levantando da cadeira e o deixando ali. — Se fui tomada pelo ciúme? Imagina...
Subi as escadas meio escondida e camuflada entre tantos vampiros, indo em busca do quarto onde estaria Davina. Encontrei o medico parado em frente a Marcel, que estava parado em frente a porta de um dos quartos.
– Eu sinto muito... — ouvi o homem de terno preto dizer antes de passar por mim.
Marcel encostou-se à porta, olhando para o nada. Por mais que eu não o conhecesse, por mais que eu não conhecesse Davina, fiquei comovida ao ver um homem daquele tamanho com os olhos cheios d'água.
– Sinto muito, Marcel. Davina parecia ser uma ótima — garota falei parando à sua frente.
– Ele disse que ela perdeu muito sangue, está com a imunidade baixa e muito fraca... Não vai sobreviver.
– E se levar ela a um Hospital?
– Ele disse que não adianta — focou seus olhos em mim.
– Você sabe o que fazer. Prefere ela morta adorando você ou ela viva te odiando? — olhei para o andar de baixo e vi Damon conversando com o tal Thierry. — Eu escolheria a segunda opção.
Marcel entrou no quarto de Davina e sentou-se ao lado dela. Eu via um sentimento puro entre eles, como pai e filha. Fiquei pensando se ocorria o mesmo entre Klaus e Marcel. Este último disse que não era inimigo do Klaus, mas tudo aquilo que eu via era mérito dele. Todos os vampiros, a expulsão dos lobos e a proibição de magia... Tudo mérito de Marcel. Mas eu conhecia Niklaus muito bem a ponto de saber que ele iria querer tudo que Marcel tinha. E então estaria feita a guerra: Klaus, Marcel e Antônia querendo o mesmo reino, o mesmo poder. Antônia traria as bruxas e os lobos, até alguns vampiros. Marcel teria todos os que hoje são protegidos por ele e Klaus... Klaus teria apenas a ele mesmo, sua selvageria e nada mais.
Enquanto isso, eu, Damon, Stefan e Caroline talvez até Elena e Katherine estaríamos presos, sem como fugir da guerra. Obrigados a escolher um lado e lutar.
Não vou comprar outra briga que não é minha. Não mesmo falei caminhando pelo corredor, em direção ao andar de baixo.

Fale com o autor