Love And Hate - Season 2

10 The Curious Case of Vampire That Became ill


Notas iniciais
OI, vocês. Pois é, Love and Hate é minha dose semanal de calmante, então eu meio que preciso escrever pelo menos um capítulo por semana. Na verdade tenho levado duas semanas pra escrever um mísero capítulo. Aproveitem, então.

POV Sophia

Quando acordei finalmente eu não estava sozinha. Damon lia tranquilo sentado ao meu lado, encostado à cabeceira da cama, e não percebeu quando acordei e me virei para ele.

E O Vente Levou?! – apoio minha mão em sua coxa.

– Um clássico. – ele fecha o livro.

– Você fica uma graça lendo – ergo meus olhos até seu rosto. – Não, não estou bem. Sei que iria perguntar isso.

– Pelo menos já está admitindo. É um começo. – sorriu de lado.

Com a ajuda dele consegui me sentar ao seu lado. Na verdade, ele me colocou sentada, eu não tinha força para mover um músculo sequer.

– Me sinto humilhantemente fraca – resmunguei enquanto seu braço rodeava meus ombros. – Em outras palavras, me sinto humana.

– Você está pálida, Sophia. – ele passa as mãos em meus braços. – E fria.

– Minhas pálpebras pesam, minha fome nunca foi tão grande e meu corpo nunca doeu tanto.

– Será que aspirinas resolvem?

– Duvido. – respondo em um suspiro. – Me ajuda, Damon.

POV Damon

Era agoniante ver Sophia naquele estado. Ouvi-la pedindo-me ajuda fez cada osso do meu corpo se quebrar de culpa. Era por minha causa que ela estava assim, eu tinha certeza.

Liguei para Caroline e pedi que ficasse com Sophia.

– Aonde você vai? – ela segurou minha mão, mas a sua pesava tanto quanto uma folha de papel.

– Arrumar sangue o suficiente pra você. Um ou dois humanos deve bastar por enquanto...

– Não posso sair por aí ma...

– Não estou te dando escolha – olho para seu rosto branco. – Prefiro a morte de duas ou mais pessoas do que a sua.

– Meu Deus, isso foi muito egoísta e estúpido de se dizer em voz alta – repreendeu-me ela. — Mas eu também prefiro que morram humanos inocentes do que você.

Inclinei meu dorso para poder beijar seus lábios e me assustei com sua frieza.

– Caroline deve estar chegando. Você ficará bem, eu prometo.

– Ainda não terminamos a conversa de antes.

– Nem terminaremos enquanto você estiver indisposta. – Ajeito seu corpo na cama e me levanto lentamente. – O controle da televisão, alguns livros e seu celular. – Falei conforme depositava as coisas ao seu redor. – Isso irá entreter você até eu voltar.

– Hey, você está me deixando com Caroline Forbes de babá. Não preciso de nenhuma outra forma de entretenimento.

Ela tinha razão. A Barbie quando desembestava a falar, era igual a um trem desgovernado. Era incrível como ela e Sophia se davam tão bem.

Assim que a loira chegou, me sentei ao lado de Sophia.

– Demorarei o menor tempo possível. Não faça esforços, não saia desta cama. Você me ouviu?

– Não me trate com uma humana doente. – ela resmungou.

– Você me ouviu? – repito em tom repreensivo.

– Ouvi. Toma cuidado.

POV Sophia

Caroline esperou Damon se afastar de mim para então chegar até a cama. Vi que se encararam ao cruzarem o caminho e que ambos sorriram debochados. Era engraçado ver a loira rebatendo as ironias dele, mas eu mal conseguia ouvir meus pensamentos, quiçá ouvir uma conversa á distância – dois metros e meio.

– Meu Deus, Sophia. O que aconteceu com você? – ela me olhava apavorada.

– Ahn... Feitiço mal feito? – passo a mão em meu rosto.

– Damon não me disse que estava tão mal.

– Ele não quis te assustar, de certo.

– Eu...

– Sophia! – David entrou afoito pela porta, interrompendo Caroline. – Duas mulheres apareceram na sua casa e levaram sua mãe.

– Que? – me inclinei para frente, mas Car me fez voltar à posição anterior. – Como assim levaram minha mãe? Explica isso, David!

– Uma vampira e uma lob...

– Minha mãe foi levada por uma loba? Sério? E onde estava você para defender ela?

POV CAROLINE

Sophia estava tremendo, não de frio nem de nervoso. De raiva.

– Eu nem tive chances.

– David, você é um hibrido! Uma mordida e a vampira já era!

– Sophia, dá um desconto. Ele mal sabe como agir – defendi David, que até então só conhecia por nome.

E ele era um gato. Parecia ser mais velho, vestia um jeans solto nas pernas, uma camisa preta, uma flanela e uma jaqueta escura. Sua barba o deixava... sexy. E ainda tinha os olhos claros combinando com a pele branca e o cabelo loiro. Afastei esses pensamentos quando vi que olhava fixamente para ele.

– Eu vou atrás dela e te pediria pra vir junto, mas... O que aconteceu?

– Nada! – Ela tenta levantar, mas a impeço novamente.

– Se eu te deixar sair dessa cama, Damon arranca minha cabeça fora. Literalmente.

Quando menos esperei Stefan e Elena entraram no quarto também.

– Vieram ver o curioso caso da vampira que adoece? – Mesmo sem forças Sophia mantinha seu sarcasmo na ponta da língua.

– Vou esperar lá embaixo – disse David.

– Eu soube da sua mãe. – disse Stefan.

– E você, Elena? O que faz aqui? Veio ver o Damon para que a ligação de vocês não morra?

– Stefan me pediu para trazer a Bonnie aqui para...

– Prefiro morrer, definhar em cima dessa cama a aceitar ajuda da sua melhor amiga.

– Não diga que vim até aqui atoa então – disse Bonnie aparecendo à porta. – Quer ou não a minha ajuda? Última chance.

– Você é surda, Bennet? – retruca Sophia. – Eu já disse não. Então dê meia-volta e vá embora.

– A casa é do Stefan também – falou Elena.

Eu apenas observava, assim como Stefan, que parecia estar preparado para apartar uma briga.

– Mas o quarto é do Damon, que é meu. Então saia.

– Meninas, venham comigo. Preciso conversar com vocês – me afastei de Sophia e empurrei Bonnie e Elena para fora da sala.

POV SOPHIA

Stefan esperou todas saírem e então se sentou ao meu lado.

– Vamos encontrar um jeito de ajudar você.

– Quero que arrumem um jeito de achar a minha mãe, Stefan. Uma loba e uma vampira a levaram e sabe-se lá se ainda está viva. – Suspirei fundo, com o peito cansado e a cabeça pesada. – Por mais vadia que seja, é minha mãe.

– Anastásia é esperta, deve estar bem – ele passou a mão pelo meu braço. – Me preocupo com você no momento.

– É o feitiço, tenho certeza. – Resmunguei ao me deitar novamente. – Damon está demorando, não acha? – tentei mudar de assunto.

– Aonde ele foi?

– Providenciar alimento para uma pobre enferma.

– E vejam só o que encontrei! –Stefan levanta e vejo Damon arrastando Cassandra pelo braço. – Parece que suas bruxas ainda estão em Mystic Falls, Sophia.

– Cassandra o que faz aqui? Onde está sua mãe? – perguntei me apoiando nos cotovelos.

– Ela foi morta. Por uma vampira – a garota parecia abalada. – Mas antes de morrer ela recebeu uma espécie de mensagem das nossas ancestrais.

– Sobre mim?

– Sim.

– O que elas diziam? – perguntou Stefan.

– Que ela não devia ter te ajudado, isso alterou muito o equilíbrio da natureza. E agora as bruxas querem a força usada de volta.

– Estão canalizando de mim...

– Na verdade, Damon está canalizando de você.

– O que isso quer dizer? – perguntou Damon encarando sobressaltado a bruxa.

– Que você irá sugar cada gota de força do corpo dela até que ela morra.

– E quando eu morrer? – perguntei. – Damon...

– Ficará vivo. As bruxas querem apenas punir você. Assim como disseram que minha mãe seria altamente punida. Mas elas não tiveram tempo pra isso.

– Onde está sua irmã?

– Está na sala, na companhia da Caroline. – disse Damon – Será que pode nos deixar à sós? – olhou para Cassandra, que assentiu e saiu do quarto.

– Não é culpa sua, Damon. Desfaça essa cara! – falei.

– Você não devia ter feito esse feitiço, Sophia. – Damon esbraveja. – O que eu vou fazer agora pra salvar você?

– Nada! – grito.

– Se ela fizer alguma você morre. Não dá pra escolher. – Disse Stefan.

– Escute seu irmão, Damon. Não há escapatória dessa vez. Eu morro, você vive.

– Não... – ele caminha de um lado para o outro. – Não. Daremos um jeito de enganar as bruxas. Não vou deixar...

– Você vai deixar. Do contrário nós dois morremos.

– Sophia, eu...

– Stefan, nos dê um tempo. Por favor. – pedi a ele, antes que Damon iniciasse seu discurso. – Vem cá – estendi minha mão para ele. – Eu amo você mais do que tudo. E se existe mesmo isso de vida após a morte, me deixe morrer sossegada sabendo que estará vivo. – passei a mão em seu rosto.

– Você não vai morrer – insistiu ele. – Não posso deixar. Você pode me odiar por isso, mas não vou morrer sem tentar te salvar.

Damon passou as costas dos dedos pelo meu rosto, enquanto fechei os olhos. Seria impossível convence-lo a desistir. Tudo que eu tinha a fazer então era acreditar com mesma intensidade que ele, que me havia salvação.

Damon me puxou delicadamente até seu peito e ali aconcheguei minha cabeça, sentindo seus dedos fazerem um leve cafune entre meu cabelo.

– Ficaremos bem – disse ele.

– Estamos bem. Estamos juntos – o olhei.

Seus lábios tocaram inocentemente os meus, e nosso clima logo foi quebrado pelo barulho da porta se abrindo.

– Posso ajuda-la temporariamente – Disse Cassandra timidamente.

– Como?

– Outro feitiço. Ele deve durar uma semana, no máximo. Acho que até lá poderíamos achar uma solução.

– Por que quer me ajudar? – Com os anos aprendi a não confiar em qualquer bruxa.

– Minha mãe quereria isso.

– Faça o que for preciso. – disse Damon levantando. – Pode fazer agora?

– Sim. Só me deixa sozinha com ela.

Damon me olhou com as mãos no quadril e apenas lhe sorri. Uma semana a mais de vida já era uma ótima notícia.

Cassandra não me passava metade da confiança que sua mãe passava. Olhei fixamente em seus olhos e não vi nada parecido com sinceridade. Mas eu não tinha nada a perder. No entanto, ela seria linchada por Damon, Stefan, Caroline e David lá embaixo.

Depois que fechou as cortinas, acendeu algumas velas que encontrou no banheiro do Damon, ela sentou-se a minha frente. Demos as mãos e ela então começou a falar seu bruxes fluente e eu fechei os olhos, assim como ela.

Senti meu sangue esquentando novamente e quando abri os olhos minha pele estava corada, eu não estava fria como antes e não sentia que desmaiaria a qualquer momento.

– Pronto. – disse ela. – Funcionou.

– Acho bom não ser um truque seu – levantei da cama, me sentindo alegre por poder tocar o chão sem braços me segurando.

– E por que seria?

– Você é bruxa. E sua mãe foi morta por vampiros. Não deve morrer de amores por minha raça.

– Contanto que a vampira não tenha sido você ou um de seus amigos, não se preocupe. Pegarei minha irmã e sairemos dessa cidade. Nunca mais nos veremos, Sophia.

– É o melhor para todos. Obrigada. Sinto muito pela sua mãe.

Quando desci apareci atrás de Damon inesperadamente.

– Boo! – falei em seu ouvido.

Damon girou rapidamente e me abraçou firme, apertando minha cintura.

– Graças a Deus! – sussurrou ele.

– Ainda nos resta uma semana. Temos tempo de encontrar minha mãe e talvez uma salvação para mim.

– E a cura?! – falou Elena.

– Foda-se a cura, Elena. – falei.

Damon me soltou e ficou encarando o nada, como se absorvesse alguma informação ou como se estivesse bolando um plano mirabolante.

– Damon? – falei.

– Oi? – ele sacudiu a cabeça, piscando os olhos.

– Trouxe o almoço que me prometeu?

Além de Damon e Elena, apenas Stefan permanecia na sala.

– Claro. Elena acompanhe ela até a cozinha e...

– Eu? – falou Elena. Apenas revirei os olhos, indo sozinha para o cômodo.

– Damon precisa desenhar pra você que ele quer conversar a sós com Stefan, sua sonsa? – falei.

POV Damon

Assim que ambas se afastaram, me aproximei de Stefan.

– Conheço esse olhar. O que está pensando, Damon?

– Temos a solução para a Sophia. – falei segurando seu ombro.

– O que? Fala. – Stefan cruzou os braços, me dando toda sua atenção.

Era uma ideia absurda e que Sophia jamais aceitaria. Creio que Klaus, Stefan e Elena também seriam contra, mas era a única saída.

– A cura.

Notas finais
Where is Sophia's Mom? haha o que acharam desse capítulo demoradamente escrito? Daphia muito fofo, Stefan sem preocupado. Quando Sophia der de cara com a little wolf, rolará fagulhas e sangue pra todo lado. Só eu acho essa Cassandra meio desconfiável? Não gosto dela. Ahn.. A cura? Será que Sophia beberá ou será que teremos outra solução? Ou outra morte? Já não há espaço no cemitério de Mystic Falls. Quero muiiitos reviews, hein. Já estou aceitando recomendações, gente. Me deem uma alegria, estamos perto do Natal já. Beijos.