Notas iniciais
Buenas! Levei um tempo, mas voltei. Minhas provas e recuperações tiveram fim, então consegui postar este capítulo. Alguém lembra aí do Miss Mystic Falls?

POV SOPHIA

Obviamente, a primeira coisa que fiz foi encontrar David e partir atrás da minha mãe. Quando entrei na casa dela, as coisas estavam quebradas e havia dois corpos amontoados no canto da sala.

– Podia ter limpado isso aqui, né?! – observei o local, pondo as mãos na cintura.

– Me preocupei em procurar sua mãe. – ele passa por mim. – Aliás, de nada.

– Gosta tanto dela assim? – o sigo, subindo as escadas.

– Dela? Não. Quer dizer, Anastásia é uma mulher legal e bem experiente, além de ser linda e...

– Não me interesso pelos dotes sexuais da minha própria mãe, David – o interrompo.

Ele ri e eu reviro os olhos, divertida.

– Enfim, não gosto tanto dela assim. – ele se vira e me encara, olhando fixamente para meus olhos. E que olhar...

Por um momento cogitei me agarrar com o dono daqueles olhos verdes e lábios pequenos e convidativos. Então lembrei que tinha coisa melhor me esperando em casa.

– Precisamos ser rápidos, não quero ela definhando por causa da mordida de uma loba maldita.

– Claro.

Passando pela porta aberta do meu quarto, reparei que as coisas estavam bagunçadas, a cama desarrumada e meu diário aberto. Entrei apressada tropeçando nos meus pés e agarrei meu pequeno caderno secreto de capa azul.

Estava aberto na página onde eu me lamentava por ter deixado Antônia para trás. Algumas páginas foram rasgadas e a rosa que eu guardava dentro dele, uma que ganhei do Damon, estava esmagada no chão.

– Acho melhor essa loba e essa vampira terem seguro de vida – falei me virando para David.

[...]

Vasculhamos cada canto da cidade, até os mais escondidos e nem sinal da minha mãe.

Caroline, que até então estava ocupada com a festa da Miss Mystic Falls, me ligou pedindo minha presença no local.

– Você tem vir.

– Minha mãe está desaparecida, Caroline. Não posso perder meu tempo com eventos adolescentes da cidade.

– Damon virá.

– Como assim? Ele não me disse nada. – dou alguns passos para longe de David, como se ele não conseguisse me ouvir. Mas ok.

– Ele virá com a...

– Se disser Elena, eu corto a garganta daquela vaca.

– Devia conversar com ele primeiro. Não acha?

– Acho que você me ligou por outros motivos, além de ser dedo-duro.

– Klaus virá.

– E...?

– E ele tem sido todo gentil comigo e...

– Caroline, não seja idiota. Ele adora você. Agora se concentre no evento e no Klaus. E não socorra Elena caso ela grite.

– O que vai fazer? – David aparece atrás de mim.

– Você continua a procurar minha mãe, eu tenho negócios a resolver.

Quando me viro, ele segura meu pulso firmemente, me puxando, até que eu tombe em seu peito.

– Sabe que pode ter coisa melhor que o Damon, não sabe?

Sério isso?

– Sabe que posso te entregar pro Klaus pra que você seja a nova putinha dele, não sabe?

Me solto de suas mãos e vou para casa. Me arrumo com um vestido simples, para um evento à luz do dia. Um vestido verde, uma cor que eu não estava tão acostumada a usar.

Ao chegar lá, dou de cara com Caroline conversando sociavelmente com Niklaus.

– Quer dizer que, enquanto Damon e Stefan buscam pela cura, você fica aqui, galanteando a Caroline? – me aproximo lentamente de Klaus, que apenas sorri para nós duas.

– Desculpe-me se isso lhe causa ciúmes pelo que tivemos.

– Ciúmes? Sério? – o encaro sorrindo.

Era raro, extremamente raro ver Klaus usando seu tom brincalhão. Na verdade, eu pensava que ele nem tinha essa tom. Mas dava gosto ver seu sorriso perto de Caroline. E acho que eu era a única que torcia pelo casal mais improvável do mundo.

– Por que decidiu vir, Sophia? – Caroline pergunta.

– Você sabe, adoro festas. – minto sorridente.

– Damon está lá dentro. – ela sinaliza com a cabeça. – Não mate ninguém, não quero sangue por aqui.

– Farei o possível. – Me despeço deles. – Com licença.

Procurei Damon por todo lugar e não o encontrei. Até que ouvi sua voz no cômodo ao lado.

– Não posso dizer que sinto muito, porque eu não sinto. Não estou completamente triste pelo término de vocês, Elena.

– Eu sei.

Eu não quis ouvir mais. Interrompi a conversa aparecendo entre eles.

Damon esperava Elena no fim da escada, enquanto ela descia lentamente.

– Aí está você – segurei o braço dele.

– Sophia?! Não esperava vê-la aqui – disse Elena.

– Eu que não esperava te ver aqui, Damon – ignoro a presença dela.

– Vim atrás de um cara que, por sinal, ainda não encontrei.

– Tem certeza de que veio atrás de um homem? – pergunto.

– E vim proteger Elena, já que Stefan está meio sombrio e depressivo.

– Ela é uma vampira. Sabe se proteger sozinha. – argumento rapidamente. – Ou continua sendo a mesma sonsa de sempre?

– Jeremy está louco para derramar mais sangue, ele não para de matar vampiros.

– Não passou pela sua cabeça que eu poderia ter sido a próxima vitima dele?

– É claro que sim. Por isso pedi que David não tirasse os olhos de você o dia todo. Feliz? – ele se aproxima de mim.

– Não tanto quanto você por saber que Elena está solteira.

– Ah, então eu não posso ter ciúmes de você, mas você pode? – ele diz.

– Ter ciúmes porque um cara me olhou de forma indecente é uma coisa. Mas eu sei que você ainda gosta da Elena, então eu me preocupo, Damon. Mas eu não devia, porque você é um idiota. – me afasto dele.

– Sophia...

– Não venha atrás de mim! – grito e me viro, dando de cara com um homem que não conheço.

– Me desculpe – ele diz.

– Não foi nada. – sorrio forçado e me afasto deles. – Com licença.

– Professor Shane... – a voz de Damon se perde depois que saio da casa, em busca de Caroline.

– Encontre logo essa merda de cura e me deixe enfiá-la goela à baixo naquela maldita Gilbert! – falei me aproximando de Klaus.

– O que aconteceu, Sweetheart? – ele se vira para mim, com uma taça de champanhe na mão.

– Há um forma de cabar com essa ligação, Klaus? Digo, além da cura? Preciso de algo que funcione logo e...

– O que Elena sente pelo Damon é devido à cura, mas o que Damon sente por ela é real.

– Não diga isso — cruzo os braços e olho para o lado, rindo nervosa.

– Mas o que você sente por aquele idiota, é mais forte do que o sentimento deles.

– Por que está dando uma de cupido? – voltei a encará-lo.

– Caroline pediu que eu fizesse isso caso você aparecesse. E cá estamos nós. – ele pega outra taça e me alcança.

– Farei com que Caroline te dê uma chance. — brindamos.

– Trarei a cura logo e resolveremos isso. Eu devo isso a você depois de tudo.

– E depois que usar Elena para criar seus híbridos, deixe que eu a mate.

[...]

David apareceu no final do dia, sujo de sangue. Corri em velocidade humana, para que ninguém notasse e ao chegar até ele, o encontrei ofegante.

– O que aconteceu? – perguntei, o segurando pelos ombros.

– Um garoto tentou me matar. O pior é que tomei uma surra... De um pirralho.

– Gilbert, Gilbert. – balancei a cabeça — Sorte sua ser o mapa da cura. – sussurrei olhando para o nada atrás de David. – Algum sinal da minha mãe?

– Encontrei dois corpos quase sem sangue na floresta. Pode ter sido a loira que levou sua mãe, ou talvez ela mesma.

– Talvez. E a loba, você não...

– É ela! – David encara uma mulher atrás de mim. – A loba.

– Tem certeza? – me viro rapidamente para olhá-la.

– Absoluta. Chama-se Hayley, está à sua procura.

Caminhei rapidamente até ela, equilibrando-me no salto alto entre a grama.

– Olá, Hayley.

– Desculpa, eu conheço você? – ela sorri, encarando docemente.

– Não, não. Ainda não tivemos a honra. – estendo a mão direita para ela. – Prazer. Sophia Engerhoff.

POV DAMON

Não esperei a festa acabar para ir para casa. Procurei por Sophia em todo canto, mas ela evaporou como água em dias quentes. Queria explicar as coisas pra ela, mas na verdade não conseguia explicar nem a mim mesmo.

Quando cheguei em casa pensei que encontraria Sophia lá, e só então percebi o quão idiota estava sendo com ela. Anastásia desaparecida e eu em uma festa, protegendo Elena do irmão mais novo dela.

Me atirei no sofá, puto comigo mesmo por não saber onde ela estava, nem como estava. Por um segundo me deixei tomar pela vontade de ir até a cura para poder salvar Sophia, mas esqueci de cuidar dela antes disso.

– Damon... Achei você.

– Elena. – olhei sob os ombros. – Pensei que estava em casa.

– Não acho muito seguro eu ficar lá com o Jeremy querendo matar qualquer vampiro, então...

– Não me diga que vai morar aqui.

– Nossa, se não quer, é só avisar. – ela ergueu as mãos, como se se rendesse.

– Não é isso. Mas assim que Sophia voltar...

– Se voltar.

– Não diga isso, Elena.

– Sério Damon, o que você vê nela?

O que eu vejo nela? O que eu vejo naquela maluca descontrolada, sexy, carinhosa, cuidadosa, boba, temperamental, bipolar e sarcástica?

– Eu a amo, Elena. E ela é incrível.

– Engraçado. Me lembro de você ter dito que me amava.

– Porque eu te amava tanto quanto eu amo ela hoje.

– Mas ainda gosta de mim?

– Sim. – respondi em um suspiro cansado. – Eu estou confuso, porque finalmente posso ter você, mas não quero de forma nenhuma perder ela. Merda! – me levanto bruscamente. – Eu amo as duas!

Ela serviu uma dose de whisky – confesso que demorou demais para apenas derramar o líquido no copo – e me alcançou.

– Tudo bem. – ela se aproxima de mim lentamente. – Eu também amo você e o seu irmão, sei o que está passando.

Elena parecia compreensiva, mas com segundas intenções naquela noite.

– Eu queria poder esquecer tudo isso por um tempo, só queria poder relaxar. – passei a mão entre meus cabelos.

– Posso ajudar se quiser – ela veio até mim, passando a mão por meu peito, subindo ao meu pescoço.

Tirei suas mãos de meu corpo, bebendo o whisky e deixando o copo vazio sobre o braço do sofá.

– Não farei isso com Sophia. Jamais, Elena. – deixei-a sozinha na sala, subindo para meu quarto.

Trair Sophia jamais seria uma opção.

Notas finais
Look Sophia - http://www.polyvore.com/sophia_engerhoff_fanfic/set?id=107063100 Não consigo pôr uma nota maior - deu a loca no site -, então comentem e beijos