Notas iniciais
Mil perdões pela demora, juro que não foi proposital. Explico tudo lá embaixo.

POV SOPHIA

Marcel recebeu uma ligação de Klaus e como eu estava por perto, ele me deu o celular antes mesmo de atender. Reconhecera o numero daquela tarde que usei seu telefone.

– Klaus? – atendi.

– Sophia. Estamos chegando. Por que não nos espera perto da parede invisível?

– Tá, estou indo – desliguei e entreguei a Marcel o aparelho.

– Aonde você vai? – perguntou Damon, que pelo visto estava atrás de mim.

– Vou encontrar com Klaus e Stefan. – caminhei até ele. – Você está bem? – levei minha mão ao seu pescoço, olhando preocupada em seus olhos.

– Eu tô humano, Sophia. É lógico que não tô bem – rebateu ele, se afastando de mim, virando de costas.

– Ser humano é uma maldita benção depois de um tempo – interferiu Marcel. – Aproveitem enquanto podem.

– Não é muito fácil ser um humano onde moramos – rebateu Damon.

– Então não precisamos voltar para Mystic Falls. — Disparei. — New Orleans pode ser um bom começo – falei, abrindo os braços, fazendo ele se virar para mim.

– Acho que não daria certo. Você voltaria para o Stefan.

– E você para a Elena – sorri indiferente, depois indo em direção à saída.

Fiquei parada ao lado de um Volkswagen, imaginando como Niklaus e Stefan fariam pra nos tirar dali. Tentei ultrapassar a tal barreira, mas era como bater de cara numa parede de tijolos e cimento, porém eu não via nada que impedisse minha passagem. Foi então que a visão mais calmante e alegre dos últimos dias tomou minhas vistas.

O reflexo forte do sol batendo no preto lustroso do meu Impala, refletindo contra meus olhos sensíveis. As rodas brilhando contra o asfalto e dentro, Stefan Salvatore. Ao lado estava Caroline.

– Meu bebê... — falei baixinho logo que Stefan estacionou e desceu do carro. Eu estava com os olhos inundados. Sim, eu senti saudade do meu carro. Algum problema?

– Não era bem isso que eu esperava escutar, mas serve – brincou Stefan e só então atinei em caminhar até ele, o abraçando.

– Stefan – envolvi seu pescoço com meus braços.

– Ficamos preoucpad... – não deixei que terminasse de falar e uni nossos lábios em um ato urgente e ao mesmo tempo de alívio.

– Será que podem fazer isso longe dos meus olhos?

– Caroline! – soltei Stefan e corri até a loira, que me abraçou como se sua vida dependesse disso.

– Eu fiquei tão preocupada. Sua mãe ficou, o Ric, todos ficamos. Chegamos a pensar que estava morta. Stefan ficou se culpando por dias e...

– Hey! – Gritei a fazendo se calar. – Você ainda não se livrou de mim.

– Ainda espero pelo dia que irei me livrar de você.

– Senti falta até de você, Niklaus – sorri e depois girei nos calcanhares, para olhá-lo. – Obrigado por vir. Mesmo que seja só pela cidade.

– Depois de tudo que vivemos um ao lado do outro, acha mesmo que me importo somente com essa cidade, Sophia? – falou caminhando até mim, com seu ar nobre, aquele sorrisinho que por muitos anos me tirou o fôlego.

Sorri para ele, depois o envolvi entre meus braços. Klaus demorou um pouco a corresponder o abraço, mas acabou por ceder. Demonstração de afeto nunca fora nosso forte.

– Precisamos conversar – falei em seu ouvido.

– Agora que todos já se abraçaram, podemos ir fazer o que viemos fazer?

– Elijah? – me virei bruscamente para ele. – Com todo respeito, mas o que faz fora do caixão?

– Tão atrevida quanto diziam ser – caminhou até mim, com um sorriso esculpindo seus finos lábios.

– Rebekah também veio? – perguntei.

– Não, ela ficou – respondeu Stefan.

– Bem, tem alguém que precisam ver ainda. Vamos – vi Stefan pegar as chaves do bolso e ir em direção ao banco do motorista. – Aonde você pensa que vai? – falei sorrindo e ele me atirou as chaves. Suspirei alegre pela primeira vez desde o baile e girei a chave na ignição. – É, Sophia Engerhoff está de volta – falei entrando na estrada, saindo à frente do carro dos Originais.


Damon estava bebendo com Thierry e Diego quando entrei à procura de Marcel, sendo seguida por Stefan e Caroline. Assim que Damon nos avistou ele levantou rápido, deixando o copo cheio em cima da mesa.

– Stefan – parecia não crer no que via.

– Irmão... – falou o mais novo, então ambos se abraçaram apertado, comemorando por estarem vivos. Era aquilo que me impedia de ficar com Stefan de vez. Não podia ser mais uma Elena entre os Salvatore. Embora a sensação de tê-los sempre ao meu lado fosse muito tentadora.

Enquanto os dois se cumprimentavam eu subi até o andar de cima, sendo mais uma vez observada pelos tantos vampiros dali. Marcel me conseguiu roupas novas, assim como para Damon – que não confiava muito nele ainda – durante os dias que ficamos ali. Nos abrigou, nos alimentou e praticamente nos considerou como da sua extensa família – de vampiros, no geral.

– Marcel... — Falei ao vê-lo de costas, depois ele se virou para mim. – Preciso que me responda mais uma coisinha: quando você resgatou Davina, havia outras pessoas lá?

– Eu não vi, Sophia. Só a peguei e fugi, eu estava sozinho. Por quê? Ainda pretende voltar lá?

– Prometi a uma delas que a salvaria, que ficaríamos bem. Costumo cumprir com minhas promessas – falei cabisbaixa, lembrando de Katherine. – Bem, eu e como está Davina?

– Na mesma.

– Daremos um jeito, nem que eu precise obrigar minha irmã a trazer Davina de volta.

Quando desci apenas os Salvatore estavam lá, nem mesmo Caroline.

– E então? Ficaremos sentados enchendo a cara ou o que? – perguntei, levando as mãos à cintura.

– Stefan quer ir atrás da sua irmã sem a gente – falou Damon, de braços cruzados.

Encarei Stefan seriamente.

– 1. Você não sabe onde podem estar os corpos. – comecei. – 2. Nunca confie nos Originais, por mais que Elijah esteja junto. 3. Estamos falando da minha irmã, eu vou. E não vou deixar o Damon sozinho aqui. — Cruzei os braços. – Precisa de mais motivos, Stefan?

– Vocês são humanos, agora. Qualquer coisa pode mata-los.

– Desculpa, mas ao olhar o meu histórico de morte, você vai ver que não morro sem tentar – passei dando um tapinha no ombro de Stefan. – Eu dirijo.

NARRADOR ONISCIENTE

Ao chegar à velha casa onde ficara presa, Sophia teve ímpeto de correr, estava tremendo de medo por dentro. E talvez até de raiva. Todos, com exceção de Elijah e Sophia, estavam ali para resgatar Elena. Sophia tinha uma ideia sobre quem Elijah fora buscar.

– Katherine? – gritou ela, atraindo os olhares de Caroline e Klaus. – Não acham que voltei pela Elena, né?

– Elena! – gritou Stefan.

Elijah avistou um corpo e caminhou apressado até ele, então Sophia viu que se tratava de Cassandra.

– Estava morta antes de eu sair daqui – falou a ele.

– Não estou certo disso – rebateu Elijah, agachado ao lado dela.

– Eu fechei os olhos dela – falou se aproximando, esbarrando de leve em Klaus para passar. – Está morta. E não importa, porque ela era uma bruxa filha da puta que matou a própria mãe.

– Algum problema contra pessoas que matam a própria mãe? – falou Klaus a encarando, com as mãos atrás do corpo.

– Está de bom humor? – Sophia sorriu ao perguntar, então ligou os pontos, ao ver Caroline ao lado dele. – Oh meu Deus... O que andaram aprontando enquanto estive fora? – Sua pergunta saiu com um alto índice de malícia, mas antes que pudesse obter uma resposta, desviou sua atenção a outra voz.

– Tem pulso – disse Elijah segurando o braço de Cassandra.

– Temos que leva-la.

– Melhor não, Stefan – falou Damon. – Ela era louca. Ela confessou que matou a mãe e a irmã de sete anos só pra absorver o poder delas.

– Mas é humana agora – soou uma voz grave e baixa atrás de todos. – Antônia tirou os poderes dela.

– David? – Sophia passou por todos indo até ele. – Onde se meteu?

– Eu consegui. Quebrei meus ossos centenas de vezes, enquanto dizia a você e a todos que não conseguiria fazer isso sem ajuda. – Ele sorriu a olhando. – Consegui tirar Damon daqui enquanto Antônia se preocupava com o ritual dela, e agora voltei para cuidar dos outros corpos, e vi que as três estão vivas.

Três? – Sophia perguntou.

– Hayley não sobreviveu. Perdeu muito sangue. – Sophia notou que ele estava cabisbaixo e sujo de sangue. Olhou por cima do ombro dele e caminhou indo até a porta às suas costas. – Melhor não. – Falou ele aparecendo entre ela e a porta.

– Caroline – falou Sophia e a loira logo estava puxando o híbrido, o segurando firme.

Quando abriu a porta, Sophia lamentou por não ter ouvido David. Uma pilha interminável de corpos decapitados, o cheiro de carne podre exalando pelo ar. Um rastro de sague seco e coagulando pelo chão. O cenário de um filme macabro.

– Argh! – resmungou ela, sentindo que seu almoço voltaria pela boca. – Sacrifício? – perguntou a David, enquanto cobria o nariz com o antebraço direito.

– Mais de quarenta híbridos. Por isso ela nos criou. Eu era para estar lá, mas eu fugi. Eu os deixei aqui para morrer, enquanto eu me escondia.

– Não é culpa sua se tenho uma filha com graves distúrbios – falou Klaus caminhado até eles, olhando para o monte de mortos. – Aconselho queimar antes que alguem perceba. Antes que a cidade toda comece a feder.

– Tem ideia de onde Antônia possa estar? – Perguntou Elijah.

– Não. Mas não deve ter ido muito longe.

– E onde estão as duplicatas? – Falou Stefan, de braços cruzados.

– A humana está no cemitério, a vampira está no andar de cima. Acho que ainda está desacordada.

– Só pra constar, a humana é a Katherine e a lerda ainda é vampira – Falou Sophia, com descaso.

Logo em seguida Stefan e Caroline estavam no segundo andar, usando a velocidade de vampiro. Damon ficou parado com cara de “não vou me irritar por não poder fazer o mesmo” e apenas disse:

– Acho que vou ter que subir as escadas degrau por degrau – tirou as mãos do bolso da calça enquanto Sophia lhe sorria de canto.

– Bem, Elena não é a duplicata com quem eu tinha um acordo, então lá vou eu para o cemitério. Klaus, Elijah... Quando encontrarem minha irmã, não a matem. Ainda preciso ter uma seria conversa com ela.

– Primeiro vamos estabelecer umas regras de convivência. – Pronunciou-se o Mikaelson mais velho. – Não é você quem dá as cartas, Sophia. Não nos dirá o que fazer.

– Estamos falando da minha irmã, Elijah.

– Minha sobrinha – replicou ele.

– Minha filha – interferiu Klaus. – E ninguém quer mais do que eu encontra-la.

– Não venha dar uma de bom pai, Niklaus – Disse Sophia se aproximando mais dele. – E se ainda tem em mente criar seus híbridos, considere a ideia de que Katherine Pierce tem a cura em suas veias. Se Elena beber o sangue dela, vira humana.

– Ou talvez eu use a própria Katerina – Disse ela, com seu sorriso superior.

– Não ouse tocar em um fio do cabelo daquela vadia – Disse Sophia se virando para sair, enquanto apertava as chaves do carro no punho fechado da mão esquerda.


Ao chegar no cemitério foi direto à cripta onde encontrara Damon e deu de cara com Katherine deitada no chão, com a respiração falhada, o corpo fraco.

– Hey, encontrei você – falou se agachando ao lado da outra. – Quer uma mãozinha aí?

– Por que demorou tanto? – rosnou Katherine, lutando pra sentar e encostar-se à parede.

– Como deve ter visto aquele cara, Marcel, me tirou de lá. E depois ele me deu um teto e comida. Eu encontrei o Damon, nesse mesmo lugar alias, e Stefan acabou de chegar à cidade. Sem contar o fato de que eu não tinha como entrar aqui e salvar você sem ter a cabeça arrancada. Então me desculpe pela demora, Madame.

– Sua irmã... Ela...

– É louca, eu sei.

– Não. Algo saiu do corpo dela e entrou no corpo de Cassandra. Antônia disse algo como “Não é o melhor corpo, mas servirá por um tempo”.

Sophia ficou fitando Katherine por um tempo, sem saber se devia acreditar. Ela estava fraca, deve ter perdido quase todo o sangue do corpo. Na hora, acreditou que ela estivesse delirando.

– Obrigada por vir – balbuciou Katherine.

– Katherine Pierce agradecendo? É mesmo o fim dos tempos – brincou Sophia, ajudando a outra se levantar.

Notas finais
Bem, bem... Vamos às explicações. Gente, eu demorei porque o carregador do meu note está estragado, daí não tenho como usá-lo, como podem imaginar. Sem note, sem internet, sem fanfics. Esperam que me entendam, e também não sei quando voltarei a postar. Deixarei uns três capítulos aqui já programados, tá. Nas outras fics, tentarei atualizar hoje ainda, enquanto estou com o pc da minha irmã. E aí, o que estão achando? Originais em New Orleans? E isso que Katherine falou, será que é delírio ou ela viu algo mesmo? Bem, isso será mais ou menos explicado, se não me engano, no próximo capítulo. Beijos, não sei quando poderei responder os reviews, maas mesmo assim, COMENTEM.