Love And Hate - Season 2
2 The Beginning of Your Hell
Notas iniciais
POV Sophia
Eu fui a última a sair do velho cemitério. Era difícil crer que Damon realmente havia morrido. E que Ric também havia ido embora pra sempre dessa vez.
Com quem eu iria beber? Com quem eu iria discutir? Queria iria me proteger? Que eu iria proteger?
Deixei sob o túmulo do Salvatore a rosa que eu havia levado. A chuva começou a cair fina e eu não me importei de ficar molhada. Eu havia ficado muda o velório todo, apenas vendo e ouvindo falsos pesares. Ninguém além de Stefan e eu sentíamos de fato a dor da morte do Damon. Nem mesmo Elena. Porque ela teria Stefan para confortá-la. E acho que ninguém sofreu mais a morte do Ric do que Jeremy. Senti pena do garoto, que parecia indignado.
Ao olhar para Elena minha raiva parecia só aumentar. Minha mãe tentava me convencer que a culpa era do destino. Tentava em vão.
Ao voltar para casa dos Salvatore encontrei Stefan sentado no sofá ao lado de Elena. Caroline também estava ali.
- Eu vim... Eu preciso... – as palavras pareciam faltar, pareciam desnecessárias.
- Tudo bem... – Disse Stefan sorrindo.
Olhei para a lareira e o fogo estava fraco. Ele nunca deixava o fogo daquela lareira apagar. Aproximei-me, me agachei e coloquei ali alguns tocos de árvore, provavelmente cortados pelos próprios Salvatore, fazendo o fogo aumentar.
- Eu vou subir... – olhei para Stefan.
- Tem certeza?
- Eu preciso me convencer que ele morreu, Stefan.
Estava subindo a escada quando aquela voz irritante me fez parar.
- Todos aqui estamos arrasados. Talvez você não acredite, mas eu também.
Caminhei de volta até ela.
- Eu sei que Stefan e eu estamos arrasados pela morte do Damon, Elena. – me virei. – Bonnie e Caroline não iam muito com a cara dele, Matt sempre foi maltratado por Damon, Jeremy se não me engano já foi morto por ele... E se você sente alguma coisa, essa coisa se chama culpa.
- Quê? – ela levanta.
- Damon morreu por sua culpa. Ric morreu por sua causa. Seus pais, a avó da Bonnie, o Tyler – olho para Caroline. – E não me pergunte como seu de tudo isso. Eu apenas sei. Se você tivesse se entregado ao Klaus ninguém teria morrido, Elena. Mas você é o centro do Universo, não é? “Oh, Elena está em perigo! Vamos esquecer nossas vidas e vamos lá salvá-la!” – forço uma voz diferente, junto minhas mãos fronte ao peito teatralmente.
- Você acha mesmo que eu queria todas essas mortes?
- Se não queria por que continua viva? Por que não se entregou ao Klaus e salvou seus amigos? Porque você é covarde, Elena Gilbert. Covarde. Tão covarde que não sabe se pode aguentar o fardo de ser uma vampira...
- Você não faz ideia do que está falando. Eu não sou covarde e... Eu amava o Damon! – ela se altera.
- Quando se ama, não se dá falsas esperanças, não se põe a vida da pessoa em risco pra salvar a si mesma. E principalmente, Elena: se seu amor fosse real, você teria dito “eu amo o Damon”. Porque quando se ama de verdade, se ama pra sempre.
- Eu não posso amar alguém que está morto, isso é...
- Doentio? Talvez. Mas é real. E quer saber? Tudo bem. Porque ele se foi. Não precisa mais escolher. Afinal, só restou um.
Me virei deixando todos ali pasmos com minhas palavras. Provavelmente tenham visto o ódio nos meus olhos. Peguei uma das bolsas de sangue do Damon, servi um copo e voltei à sala.
- Prove que não é covarde. Complete a transição. – empurro o copo contra Elena.
- Você não precisa se não quiser – disse Stefan levantando.
- Vamos, Elena. Vai ser divertido – digo. – Suas dores de cabeça irão parar, a dor na gengiva irá sumir, as vozes ou até mesmo o barulho da respiração não irão mais de atormentar. E depois, poderemos brincar de caça e caçador. Mas você será a caça... – eu a olhava séria, encarando friamente seus olhos. – É só beber.
- Eu ainda não decidi.
Sorri torto e usei da minha força e velocidade para leva-la até a outra parede.
- Não sou os Salvatore para esperar sua decisão! – levei o copo à sua boca e a fiz beber à força.
Logo senti as mãos de Stefan me puxando para trás.
- Tarde demais, Stef. – falei olhando para ele, enquanto os olhos de Elena tomavam uma cor avermelhada. – Tarde demais... – a olhei sorrindo.
- Sophia, o que você fez? – Gritou Caroline, vindo até mim.
- Não me pergunte o que eu fiz, mas o que eu vou fazer... Porque isso, Elena, é só o começo do Inferno que farei com que seja a sua vida pelo resto da eternidade. — sorrio lhe dando as costas.
Estava caminhando rumo às escadas quando senti que ela vinha rapidamente em minha direção. Me virei quando ela chegou perto o suficiente e segurei seu pescoço.
- Não seja idiota, Elena. Sou cerca de 150 anos mais velha e mais forte que você. Não vai querer me desafiar. Vai? – apertei mais meus dedos em volta de seu pescoço.
- Sophia, solta ela. – disse Stefan atrás de mim.
- Eu achei que você estava...
- Com a droga da humanidade ligada? – interrompo Caroline – É, eu estou. Mas isso não me torna uma sonsa imbecil. Eu ainda odeio a Elena, e acho que agora que não tenho mais nada a perder, minha raiva aumentou. – soltei a Gilbert, que caiu sem ao chão. – Você está meio pálida e fraca, Elena. Acho que precisa almoçar – digo sarcástica, sorrindo debochada.
Passo por eles subindo para o quarto de Damon. É incrível como esse simples instante muda meu humor, muda completamente meu interior. É como se uma onda de monotonia e dor me atingisse em cheio no peito. Me encosto na porta atrás de mim e fico observando cada detalhe, como se examinasse pela primeira vez o corpo do Salvatore. Me aproximo de seu armário e tiro de lá o bom e velho Bourbon.
Sei que ficar ali trancada, bebendo não vai adiantar em nada, mas isso parecia me aproximar dele.
O fato de ele ter finalmente abrido mão da Elena por mim, me fez fechar os olhos enquanto me jogava de costas da enorme cama e trancar as lágrimas. Os lençóis ainda tinham o cheiro canalha dele impregnado. Eu ainda tinha ele impregnado em mim.
Eu me sentia livre em relação ao Klaus, mesmo que fosse um mistério eu estar viva, mas me sentia vazia e sem direção. E sei que a ligação foi quebrada, não pela morte do híbrido, mas pelo amor que admiti e me permitir sentir por Damon.
Ele me salvou de mim mesma.
Mas de que adiantava a liberdade agora? A liberdade nos é dada para que possamos nos prender à alguém de nossa escolha.
Levantei da cama e dei mais uma olhada em volta, não querendo acreditar que aquele filho da mãe não voltaria à noite, não me olharia mais com aqueles olhos azuis e quentes, não sorriria mais de canto, não usaria mais o sarcasmo.
Era impossível crer que alguém como Damon Salvatore pudesse estar morto para sempre.
Larguei a garrafa pela metade sobre a cômoda e deixei o quarto, apertando os olhos para não chorar. Parada em frente a porta do quarto de Damon, uma ideia absurda toma minha cabeça. Uma ideia que faz amenizar toda aquela dor e inconformidade dentro do peito.
Entro em meu antigo quarto e vejo que algumas coisas foram quebradas, o guarda-roupas está aberto e o bilhete que escrevi ao Damon estava amassado no chão. Fazia sentido.
Tirei o vestido úmido da chuva, peguei um jeans que eu havia deixado ali e fui ao quarto do Damon, pegando uma de suas camisas pretas, a vestindo e colocando a parte da frente dentro da calça.
Eu não tinha mais porque ficar de luto, a ideia que tive me fez ter novas esperanças. E eu não costumo ficar esperançosa com frequência.
- Sophia? – Disse Caroline ao e ver perto da saída. – Você está mais calma?
- Car, desculpa pela cena mais cedo. Só quero que saiba que nunca vou gostar da Elena. Meu ódio por ela foi instantâneo, mas depois de ver o que ele fazia com Damon e Stefan, isso só aumentou. Não vou pedir que me entenda, mas...
- Eu entendo. Você ainda ama o Damon e acha que a culpa é dela, eu...
- Eu não acho. Eu tenho certeza. Mas não se preocupe, sei que são amigas há muito tempo e respeito isso. Só não me peça para parar. – falei calma, e saí da casa.
Ainda estava escuro, o sol realmente não daria as caras naquela tarde, mas a chuva havia cessado. Conforme eu andava entre as árvores sentia a presença de alguém. Como se tivesse uma pessoa me espionando, me seguindo. Usei da audição avançada, mas não encontrei nenhum ruído.
Então parei. Quem me garante que não seria um lobo? E agora que Klaus estava morto, essa ideia era realmente apavorante. Embora eu fosse mais rápida que um lobisomem, a ideia de ser mordida por um não parecia boa.
Quando me virei para trás não vi nada, mas ao voltar a cabeça para a frente, levei um susto.
- Ah! – grito, recuando um pouco. – Quem é você?
Era um homem alto, rosto largo e forte, loiro, a roupa estava um pouco surrada e havia sangue respingado na camisa. Seus olhos eram claros, não consegui definir ao certo a cor.
- Ah, claro. Como você poderia me reconhecer, Love...
Love? Love?
- Isso é uma piada? – falei receosa.
Aquela forma de falar, de me olhar e aquela postura... Não era possível, era um homem completamente diferente.
- Ah, eu sinto muito pela sua perda. Realmente lamentável, Sweet – ele sorriu, com as mãos atrás do corpo.
- Não pode ser você. Eu te vi morto.
- Estamos em Mystic Falls, tudo pode acontecer.
- Klaus?
Notas finais
Bom, não dei uma revisada muito boa pois estou assistindo TVD na MTV. Caso alguém não saiba, a MTV tá na TV fechada agora, e eles vão passar as quatro temporadas da Vampire Diaries. Hoje é o 2x02.
Bem, espero que tenham gostado desse capítulo. Qual será essa ideia da Sophia, gente?
Klaus? Como assim?
E aí? Quero todo mundo comentando de novo, hein..
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