Love And Hate - Season 2
3 Every Spell Has an Opening
Notas iniciais
POV Sophia
– Klaus?
– Desculpe se te assustei, Soph. E desculpe também por esse corpo não tão bom quanto o meu... – ele sorri.
– Como? – eu estava realmente confusa e espantada com aquele homem à minha frente, totalmente diferente de Niklaus.
– Todo feitiço tem uma brecha. Digamos que Bonnie me transferiu para o corpo desse híbrido que foi criado com a ajuda dela.
Nada daquilo fazia sentido.
– E...?
– E agora ela precisa do meu corpo para desfazer o feitiço de dissecação e então poderei voltar ao normal.
Klaus dizia aquilo com extrema naturalidade; enquanto eu permanecia estarrecida em sua frente, sem entender muita coisa.
– E por que ela faria isso?
– Ela quer os amigos vivos. Se eu morrer, os amigos dela também morrem. Exceto o Damon que...
– Vai pro Inferno! – interrompi seu sorriso debochado.
– Preciso que me diga onde está meu corpo.
– Não está comigo. Tente convencer sua irmã de que você é de fato Niklaus Mikaelson e talvez ela conte onde está a droga do seu corpo!
– Está livre, não é? Por isso está tão ríspida.
– Você morreu. O que eu sentia por você não quer dizer mais nada pra mim, porque esse “sentimento” – enfatizo com aspas no ar – foi ofuscado pelo que eu sinto pelo Damon.
– Fantástico... Seu amor por aquele imbecil consegue ser mais forte que minha compulsão...
– Eu obedecia você porque isso era o que me restava, será que você não entende? Eu não estava tão ligada assim a você, não depois de ligar a humanidade. Eu apenas estava em dúvida quanto ao que fazer, ao que acreditar.
– Você é patética com esse seu amor pelo Damon. Quer dizer, falecido Damon.
Klaus surge dos mortos e acha que ainda tem poder sobre mim? Acha que pode falar do Damon dessa forma, zombar de um morto?
– Como eu disse antes... Vai pro Inferno.
Dei às costas a ele e continuei caminhando até a casa de minha mãe. Nem mesmo a aparição repentina de Klaus foi capaz de me desanimar. A ideia que tive era perfeita. Mas meu dia tendia mesmo a ser uma bosta.
– Filha, você tem visita.
– Mais algum filho-da-puta com um falso “meus pêsames”, me olhando com cara de pena? – Encarei minha mãe.
– Quase isso. – soou a voz da minha visitante.
– Era só o que me faltava. – me viro. — Katherine? Sério?
– Não vim para ser sarcástica, debochada ou para pisar em você. E eu sinto muito, Sophia. De verdade.
Fiquei parada a olhando, sem saber se podia acreditar naquilo.
– E por que veio aqui, dizer isso a mim e não ao Stefan?
– Me identifico com você de certa forma e acho que Stefan esteja sendo consolado pela minha duplicata.
– Mesmo que eu não goste muito de você, preciso admitir que o seu “sinto muito” foi o mais real que ouvi hoje. – lhe dou as costas e caminho até a cozinha, pegando o uísque e servindo dois copos – Sua cópia mal feita, vulgo Elena, é uma vampira agora, acredita?
– Elena? Não dura um dia.
– Espero que dure. – entrego a ela um copo — Pretendo fazê-la pagar por tudo que tem acontecido por culpa dela.
– Acho que é por isso que gosto de você. Mas sabe, eu esperava te encontrar arrasada.
– Eu estava. Mas tive a melhor ideia da minha vida.
– E eu poderia saber do que se trata?
– Há uns 15 anos eu salvei a filha de uma mulher que se chama Janine. Elas moravam na Grécia, e na época aconteceu uma enchente. Janine foi arrastada para fora de casa pela água e a menina ficou presa. – bebo meu uísque. – Janine olhou nos meus olhos e disse que sabia o que eu era, e implorou de joelhos para que eu salvasse sua filha. Eu salvei. Mas lembro que fiz apenas porque queria descobrir como ela sabia o que eu era.
– E então?
Largo meu copo e continuo minha narrativa.
– Janine me disse ser uma bruxa. E por eu ter salvado sua filha, ela prometeu que me ajudaria quando fosse preciso, independente do problema.
– Espera, você...
– Eu vou trazer o Damon de volta, Katherine.
– E por que não pede que a bruxa daqui faça isso? – ela cruza os braços.
– Dois motivos. Primeiro: ela não gosta do Damon. Segundo: ela não gosta de mim.
– Bons motivos. – ela larga o copo. – Bem, eu passei apenas para saber se a notícia era real, e de fato é. Boa sorte com seu plano, espero que tenha sucesso.
– Katherine. – a chamo assim que ela vira para sair. – Obrigada. Você hoje foi a única que não me trouxe más notícias. E só quero que saiba que meu ódio por você não é mais o mesmo, na verdade acho que ele nem sequer mais existe.
– Não se acostume com isso. Qualquer dia eu posso aparecer e tentar matar você – Katherine lança seu melhor sorriso descontraído. Sim, descontraído.
– Disse bem: tentar – falei e ela saiu da casa, me deixando a sós com meus pensamentos.
Meu plano tinha que funcionar, Janine precisava me ajudar.
[...]
Os dias passaram um pouco lentos enquanto eu arrumava as coisas para minha viagem. Klaus retornou ao seu corpo e um caçador estranho chegou à cidade. Parece que ele caça vampiros Originais, ou algo assim. Nada que me preocupe, já que queimei de vez a estaca após retirá-la do peito do Damon e não há nenhuma outra forma de matar um Original (eu espero).
Fiquei sabendo que parte do conselho foi literalmente explodido e que Stefan e Elena estavam presos, juntamente com Rebekah, numa casa afastada da cidade. Parece que o pastor local foi quem incendiou o conselho. Ou coisa assim. Como eu já disse, tanto faz.
Mas fiquei preocupada com Stefan, então resolvi ajuda-lo.
Ao chegar lá, avistei um galpão e usando da audição avançada, percebi que eles estavam lá.
– Sophia? – disse Rebekah, atrás das reforçadas grades da “jaula” onde estava.
– Não, a chapeuzinho vermelho – respondo. – Onde estão as chaves pra tirar vocês daí?
– Estão comigo, docinho. – me virei e dei de cara com um homem baixo, sorrindo debochado pra mim.
Girei lentamente nos calcanhares, descrente do que havia escutado daquela voz fina e rouca.
– Ele me chamou de docinho? – olhei para Rebekah e logo avancei em cima do cara, quebrando seu pescoço – Ninguém me chama de docinho.
– Precisava matar ele? – indagou Elena.
– Ou ele ou você, alguém tinha que morrer. – respondo.
Pego as chaves e solto Rebekah.
– Já é a segunda vez que você me ajuda – ela diz.
– Sou uma pessoa realmente boa, não? – a olho, sorrindo irônica.
Rebekah sai do local deixando apenas seu vento atrás de mim. Solto e Stefan e paro em frente à Elena, presa em separado também.
– Sophia... Por favor. – ela diz.
Pela forma que se encontra, acredito que não tenha se alimentado direito desde que se transformou. Está pálida, fraca, sentada no chão.
– Ops! – parto a chave ao meio com minha força. – Acho que quebrou. – Sorrio torto. – Que pena...
– Como pode estar mais desumana que antes?
– É simples, Elena. Antes eu precisava fingir ter humanidade para ganhar a confiança de vocês, então eu sabia ponderar. Agora eu posso ser eu. E eu sempre serei ruim por dentro.
– Isso não é verdade – Diz Stefan atrás de mim.
– Depois de tantos anos ao lado do Klaus, eu apodreci. E agora que eu perdi a única coisa boa que eu tinha, não restou mais nada aqui dentro. – olhei para Stefan. – Eu perdi o Damon por causa dessa obsessão de manter a Elena viva. Mas ela... Ela ainda tem você. Eu estou sozinha e vazia, Stefan.
– Você não era assim quando era humana.
– Você não me conhecia. No momento que eu soube que havia perdido o Damon para a Katherine, eu a odiei tanto, tanto... Eu cheguei a participar das reuniões do conselho para poder mata-la. Ingênua, passei noites em claro planejando a morte dela, uma agonizante morte. Eu queria a Katherine morta tanto quanto quero a Elena morta. – entreguei as partes quebradas da chave para Stefan – E eu terei tudo que eu quero — saí do lugar.
Sei que ele daria um jeito de tirá-la de lá. Assim como daria um jeito de me impedir que acabar com Elena, mas eu me preocuparia com isso depois.
Agora eu precisava dar um jeito de ir para a Grécia e encontrar Janine.
Fale com o autor