Notas iniciais
~~~~ CAPA E SINOPSE MODIFICADAS ~~~~ Bem vindos á mais um capítulo de Love and Hate season 2. Finalmente o feitiço...

POV Sophia

Assim que chegamos à Mystic Falls levei-as para a minha casa e pedi que ficassem lá por um tempo, até que eu encontrasse Caroline para lhe explicar melhor as coisas.

– Você é maluca?! Isso pode te matar, Sophia!

– Car, eu não me importo.

– Não diga uma besteira dessas! – advertiu ela.

– Eu preciso do Damon. Chame isso de doença, fixação... Mas eu preciso dele.

– Sei como se sente. Me senti arrasada quando soube que Tyler... – ela desviou o olhar.

– Sei que nunca vai me perdoar por isso, mas...

– Se eu não tivesse te perdoado eu não estaria aqui agora, conversando com você e me preocupando com esse seu plano suicida.

– Ah, Car! — a abracei. — Talvez um dia eu te faça entender porque matei Tyler. Mas e aí? – a olho. – O que aconteceu nesse tempo que fiquei fora?

– Bom, você ficou fora por uma semana e isso aqui é Mystic Falls então...

– Perdi muita coisa pelo visto...

Acabei perdendo muito tempo nos aeroportos e nos voos, o que me rendeu cinco dias fora da cidade.

– Resumindo: Elena tem se adaptado bem, mas ela matou o Connor.

– Quem diabos é Connor?

– O caçador de vampiros que consegue ser tão ruim e cruel quanto Klaus.

– Ah, sim. Havia esquecido. Mas, Elena Gilbert matando um caçador? Desligaram a humanidade dela, foi? – rio descrente.

– Ele tentou matar o Jeremy.

– Bem, o que posso dizer? – a encaro ainda divertida. – Ela precisa aprender a controlar suas emoções.

Diz a garota que atravessou o Atlântico para achar uma bruxa e trazer de volta o homem que ama, pensei.

– É sério, Sophia. Ela tem tido pesadelos com esse Connor, onde ele quer que ela se mate e etc.

– É á super Elena, Caroline. Ela supera. – digo sarcástica, sorrio, passando pela loira. – Agora tenho que ir, só não abra o bico. Não quero ninguém sabendo do meu plano.

Janine e as filhas sabiam falar inglês, então não me preocupei em andar com elas a todo canto.

Passei na casa dos Salvatore para ver como estava Stefan, mas não o encontrei. Provavelmente estava com Elena.

Estava caminhando em direção ao antigo cemitério, para desenterrar Damon, quando fui surpreendida por um grito de dor. Localizei o dono do grito e encontrei um homem ajoelhado no chão, segurando firmemente o pulso.

– Hey, tudo bem? – me aproximei dele.

– Não! – ele me olha e vejo que seus olhos estão amarelos!

– Wolfsbane... – olho para a planta esmagada a sua frente. – Achei que isso não brotava assim, do nada.

Só então percebo que aquele era o corpo que Klaus havia “habitado” por uns dias.

– O que eu sou? – ele parecia apavorado, olhava para as marcas vermelhas nas mãos.

– Com certeza um lobisomem, e muito possivelmente um híbrido – caminho até ele, o ajudando a levantar.

– Nos conhecemos?

– Não. Quer dizer, eu conheço seu corpo, mas você não faz ideia de quem eu sou – sorrio.

– Como assim?

– Um híbrido que estava aparentemente morto, ficou usando seu corpo por um tempo, mas você não vai lembrar disso.

– Você pode me explicar o que é um híbrido?

– Você faz perguntas demais a uma desconhecida – cruzo os braços.

– Se eu pelo menos soubesse onde estou... – ele passa a mão no rosto – E conseguisse entender essa fome e essa dor a minha gengiva.

– Está com fome, por isso sua gengiva doe. Híbrido é a junção de lobisomem e vampiro no mesmo ser. É isso que você é. Você nasceu lobo e foi transformado em vampiro.

– Não, eu não nasci...

– Sim, nasceu. Isso é genético e a maldição só é ativada quando você mata alguém.

– Eu nunca matei ninguém.

– Matou. Só não se lembra. Qual o seu nome? – pergunto.

– David. David Hasselhoff.

– Tipo o cara da música do Metallica?

– É – ele ri fraco.

– Bem, temos sobrenomes parecidos. Sophia Engerhoff – lhe estendo a mão. – Eu vou te levar para a minha casa e mais tarde eu te explico tudo.

– Por que está ajudando um cara que nem conhece?

– Ando muito caridosa ultimamente – sorrio.

Na verdade, tenho outros planos pra você, David.

– Como sabe de todas essas coisas?

Sorrio de lado e olho em seus olhos, que já estão normais, e forço levemente minhas presas para que ele as veja, assim como meus olhos tomam uma cor avermelhada.

– O que...?

– Vampira – respondo voltando ao normal. – Mas não saia por aí dizendo o que você é, ok? E fique longe de verbena e wolfsbane.

– O que é verbena?

Suspiro fundo.

– Acho que você tem muito a aprender. Mas eu estou meio ocupada e não posso mais perder tempo, então vamos.

Usei da velocidade de vampiro para sair dali, mas ele não me acompanhou. Então voltei.

– Apenas corra e impulsione toda sua força.

– Tá.

David começou a correr normalmente e logo já estava tão rápido quanto eu. Alcancei-o, e o guiei até minha casa.

– Bem, aqui você não precisa de convite para entrar porque a casa pertence a uma vampira, mas nas demais casas você precisará de um convite formal do dono.

– Entendi. – ele disse, mas ainda estava completamente confuso. Coitado.

– Ah, Sophia. – disse minha mãe.

– Quem mais seria? – A olho – Mãe, este é David, um... amigo recém transformado. Dê um copo de sangue a ele. – caminho até ela. – E tente não leva-lo pra cama. – Subi as escadas apressada. – Janine, vamos?

– Já estava esperando por você. – ela diz, pegando uma bolsa.

[...]

Levei um certo tempo para desenterrar Damon. Havia entrado terra dentro do caixão, e por isso seu rosto se encontrava um pouco sujo. Estava gélido.

– Via dar tudo certo – acariciei seu rosto pálido. Quer dizer, cinza.

Ao levantar o olhar dei de cara com a lápide de Alaric. Quem está na chuva é pra se molhar, pensei.

– Janine, acha que tenho força suficiente para traz...

– Sei o que está pensando.

– Você me dá medo às vezes... – olho para ela.

– Seria a sua vida pela deles.

Eu não precisei pensar para responder.

– Ótimo – levantei e tomei a pá novamente.

– Sophia, você não entende. Irá definhar na minha frente, perderá suas forças, seu sangue. Irá agonizar por lentos minutos, talvez horas, sem ter a certeza de que seus amigos queriam voltar.

– Se Alaric quisesse morrer, ele não usaria um anel que o protegia da morte. Damon amava ser um vampiro.

– Ele amava você – ela segura meu braço. – Posso sentir isso. E ele não vai aceitar o fato de que...

– Ele vai ter de aceitar. – me afasto dela e trato de tirar Ric do túmulo.


Eu estava de joelhos, no meio de dois corpos sem vida, acinzentados e gélidos. Janine falava algumas coisas em latim, outras até em grego e em uma língua que desconheço. Seus olhos mantinham-se fechados, suas mãos seguravam ervas que eu não fazia ideia de quais eram. Um velho grimório de páginas manchadas pelo tempo pairava aberto ao seu lado, como se fosse um simples livro de receitas.

– Ponha suas mãos sob os corações deles. – ela disse abrindo os olhos. – Pense nos motivos para trazê-los de volta, lembre-se de momentos bons que vivenciou ao lado deles e acredite fielmente nos seus sentimentos. Se eles forem puros, seu amigo e seu namorado voltarão. Vou canalizar toda sua força.

Janine fechou os olhos e voltou a resmungar suas palavras estranhas. Senti minhas veias engrossarem e meu sangue parecia fervilhar dentro delas, mas não havia dor; apenas uma sensação esquisita.

– Feche os olhos! Concentre-se! – ela disse com a voz firme, ralhando comigo.

Fiz o que foi mandado e puxei memórias recentes que tinha dos dois.

Eu via Ric e Damon sentados no Grill, bebendo e sorrindo. Via Damon me beijando com paixão, Ric rindo de alguma coisa que eu disse. Um turbilhão de lembranças onde Damon e eu estávamos felizes em 1864. Então uma dor profunda começou a tomar meu coração, como se alguém tentasse arrancá-lo.

– Ahhh! – gritei, cravando minhas unhas nos respectivos peitos.

Janine ainda sibilava suas palavras em latim. Minha mente estava confusa, parecia em pane. Rostos se misturavam, assim como vozes, perfumes... Minha força se esvaia e a dor só aumentava.

Eu tentava segurava os urros de dor, mas eu sentia como se houvesse uma mão arrancando filetes de pele do meu corpo e encostando na minha carne folhas de verbena. Era horrível.

Eu me esforçava para ficar no mesmo lugar, com as mãos sob os corações de Damon e Alaric, por mais que meu corpo estivesse sendo dominado por uma força descomunal. Tentei puxar na memória mais momentos felizes, mas tudo que eu conseguia fazer era gritar.

As veias da minha cabeça pulsavam muito forte, como se um aneurisma se formasse por compulsão de uma bruxa. Minha gengiva doía tanto quanto nas primeiras vezes que precisei me alimentar. Meu coração pulsava rápido demais, o que me deixava mais cansada e fraca.

Eu sentia o sangue escorrendo pelo meu nariz, e isso também doía. A sensação era como se estivessem puxando meu cérebro pelas vias nasais.

Abri os olhos e os corpos já estavam corados, mas ainda sem vida. Então eu tinha que continuar, estava dando certo.

Um vento forte fazia as árvores chacoalharem ao nosso redor, enquanto folhas secas e mortas reviram-se no chão, mas nenhum fio de cabelo meu se movia.

Vi que escorria sangue nas pontas dos meus dedos, e esse sangue penetrava a pele deles e parecia brotar das veias dos meus pulsos.

Em um solavanco meu coração pulsou forte demais e logo parou. Senti as veias da minha cabeça diminuído o ritmo das pulsações e Janine começou a se transformar em um borrão a minha frente. O ar também começou a faltar e os sons silenciaram-se.

Senti meus olhos revirando e a última coisa que consegui sentir foi meu torso desabando e minha cabeça batendo no chão. Então tudo enegreceu.

Notas finais
Sophia sendo ficando entre a vida e a morte, sempre dando sua vida por Damon. Espero que um dia ele perceba isso, né minha gente?! E aí, gostaram do David? Quais serão os planos da Sophia para ele? - sei que pensaram besteira, já... Será que Damon e Alaric voltarão? Ah meu Deus, espero que chegue logo terça-feira para eu poder postar e acabar o mistério. Mais uma coisinha: pra quem não sabe, eu escrevo mais algumas fics e queria convidar quem ainda não leu, a ler minha fic THE RIPPER http://fanfiction.com.br/historia/419692/The_Ripper/ , envolvendo Supernatural e Vampire Diaries. Beijos, espero por vocês....