Notas iniciais
Demorei um pouco mais para postar, pois consegui quebrar meu modem – parabéns pra mim, porque né... -, mas agora eu voltei, e cá estou para lhes dar o capítulo do baile. Sabe, até gostei dele... Bom proveito: Look Sophia – http://www.polyvore.com/sophia/set?id=109537367 Look Antônia – http://www.polyvore.com/antonia/set?id=108493950 Look Anastásia – http://www.polyvore.com/anast%C3%A1sia/set?id=109072728 Look Hayley – http://www.polyvore.com/hayley/set?id=109313856 Look Elena – http://www.polyvore.com/elena/set?id=108475895 Look Rebekah – http://www.polyvore.com/rebekah/set?id=108594050 Look Caroline – http://www.polyvore.com/caroline_forbes/set?id=109289464

POV STEFAN

Damon descera as escadas com uma expressão um pouco triste, com as mãos nos bolsos e quando me viu parado na sala, à espera de Sophia apenas sorriu e sentou-se no sofá atrás de mim.

– Elena está lá em cima ainda? – peguntei me servindo com um pouco do uisque.

– Ahn... Sim, sim. Está se arrumando ainda.

– Tá tudo bem, Damon? – o olhei. Ele girava o anel no prórprio dedo, sem dar muita anteção ao que eu dizia.

– Sim, só estou preocupado com esse baile. Antônia não parece ser do tipo amigável, que dá um baile apenas para celebrar a volta ao lar.

Bem, todos estávamos preocupados com aquele baile. Estávamos preocupados com o simples fato de Antônia estar viva.

Elena desceu as escadas em seu vestido branco com detalhes pretos, mostrando-se mais elegante do que nunca.

Damon levantou ligeiro do sofá, se aproximando dela

– Você está muito bonita – falei.

– Você também, Stefan. – disse depois se virando para meu irmão, com um largo sorriso. – Você também não está nada mal.

– Agradeço por ter descido antes de mim, Elena. Isso prova que o melhor sempre é deixado para o final – falou Sophia em seu vestido azul, descendo as escadas com mais pressa do que elegância. – Algum problema com a fenda no meu vesido, Stefan? – perguntou ela divertida parando a minha frente.

POV SOPHIA

Stefan olhava fixo para a fenda em meu vestido que deixava à mostra uma de minhas pernas. Ao ser questionado, ficou sem graça e riu, caminhando até mim.

– Vamos? – falei, passando meu braço pelo seu.

Damon e Elena estavam nos olhando, Elena com desdém e Damon com... Não sei bem dizer como ele nos olhava, mas parecia conformado.

Ah, eu estava nervosa. Se por fora estava tranquila, por dentro eu tremia. Era uma mistura de medo com raiva, junto de uma pitada de melancolia. Fosse o que fosse, Antônia era em primeiro lugar minha irmã. Minha família.

– Chegamos – disse Stefan. Suspirei pesado, segurando firme em minha bolsa. – Sabe que não precisa entrar, Sophia. Tenho certeza que tudo isso não passa de um truque, você...

– Ela é minha irmã, Stefan – Olhei para ele. – Mesmo quando Damon não era o irmão maravilha que talvez tenha se tornado, eu sei que você não deixou de se importar com ele. E sei que ele não desisitiu de trazer você de volta quando o Estripador assumiu o controle. Não posso desistir da minha irmã – falei encarando ele.

– Mas Damon e eu somos vampiros, e não morremos tão fácil. Ela pode matar você antes mesmo de cruzarmos a porta.

– É um risco que vou correr – abri a porta do carro e fiquei parada, bestificada com o que via.

A casa estava identica. A mesma fachada, acho que até as flores eram as mesmas. Fui tomada por um sentimento ruim, uma lembrança ruim. Eu havia queimado aquela casa e agora ela me encarava arrogante em seu ar solene. Me amedontrava.

– Soph! – desviei minha anteção para a voz.

– Caroline – falei, tentando não parecer preocupada. – Está linda! – a loira usava um vestido rosa bem claro com o cabelo preso, porém com alguns fios a pender. – Belas joias.

– Klaus praticamente me obrigou a aceitar o presente. – rolou os olhos. – Belo vestido.

– É um dos velhos vestidos que guardei. – dei de ombros.

– Onde está seu par? – Questionou Stefan, parado ao meu lado, sorrindo amigável.

– Estou bem aqui – Respondeu Niklaus.

– Pronto para encarar sua filha rebelde? – falei nada contente.

– Não sei ele, mas eu estou. — Me virei e dei de cara com Rebekah.

– O que faz aqui? – perguntou Caroline.

– Quero conhecer minha sobrinha, oras – sorriu debochada.

[...]

Se a fachada estava igual, não tenho nem o que dizer sobre o interior da casa. Identico. Perfeito. Mas eu podia sentir o cheiro da fumaça nas minhas entranhas e flahses do fogo tomando conta dos móveis percorrem minha mente.

– Tudo bem?

– Tem que parar de perguntar se está tudo bem, Stefan. Sabe que não vou admitir que estou mentalmente fodida – falei sorrindo para ele, não querendo parecer ignorante.

Deixei Stefan com Damon e Jeremy e me pus a percorrer os cômodos da casa. Eu ainda podia ver a pequena Antônia correndo de mim pelos corredores, os criados a caminharem como se fossem invíseis e meu pai, sempre autoritário a ralhar comigo e minha irmã.

Minha doce e indefesa irmã.

Encontrei minha mãe observando os quadros da parede, tão pasma quanto eu.

– Como ela pode lembrar de todos os detalhes, ela era só uma criança! – disse minha mãe quando parei ao seu lado.

– Ela falava pouco. Dizem que crianças que pouco falam, muito observam – peguei a taça da bandeja que um dos garçons carragava. – Só quero saber o que ela está tramando.

– Aí estão vocês! – disse Ric. – Stefan está te procurando – me olhou.

– Faz sentido, sou o par dele. E vocês, quando vão assumir que... — Fui interrompida pelo olhar de repreensão deles. – Ok – bebi o resto do champanhe e deixei a taça com Ric – Qualquer coisa, me chamem.

Stefan olhava em volta me procurando aflito e quando me viu caminhando em sua direção, sorriu aliviado.

– Fiquei calmo, eu ainda estou viva, viu!? – parei bem próxima a ele.

– É que todos estão em pares dançando, eu não queria ter de dançar com a vassoura, sabe?! – brincou ele. Revirei os olhos divertida e Stefan me levou para o centro do salão.

– Nunca esperei ouvir The Pretty Reckless em um baile desse tipo, mas ok – falei passando meus braços em volta do pescoço dele, enquanto suas mãos tocavam minha cintura gentilmente.

– Não estou muito preocupada com a música que estamos dançando, mas fico feliz por estarmos dançando... – olhei em seu olhos e vi que ele já me olhava antes. — Juntos

– Também estou, admito. Você tem me dado um pouco de confiança e calma.

Uma de suas mãos saiu de minha cintura e logo senti um de seus dedos calmamente ajeitando um fio do meu cabelo atrás da minha orelha.

A voz lenta e envolvente de Taylor Momsen dizia que ela não tinha nada a perder, enquanto Stefan e eu davamos pequenos passos ora pra um lado, ora para outro, com os corpos quase grudados. A música chegou, então, na parte que eu mais gostava.

Now I'm lost somewhere

(Agora eu estou perdida em algum lugar)

Lost between Elvis and suicide

(Perdida entre Elvis e suicídio)

Ever since the day we died, well

(Desde o dia em que terminamos, bem)

I've got nothing left to lose

(Eu não tenho nada a perder)

After Jesus and rock n roll

(Depois de Jesus e Rock N Roll)

Couldn't save my immoral soul, well

(Não conseguiram salvar a minha alma imoral, bem)

I’ve got nothing left

(Eu não tenho nada)

I've got nothing left to lose

(Eu não tenho nada a perder)

Nada mais salvaria minha alma imoral, nem mesmo Jesus, nem mesmo o Rock ‘N’ Roll. Quem sabe o suicídio, mas... Mas tinha alguém bem à minha frente capaz de me ajudar com qualquer medo meu.

E assim como Taylor cantava, eu também não tinha nada a perder.

Levei minha mão à nuca de Stefan o puxando e selando nossos lábios, e senti sua mão apertar minha cintura. Podia sentir os olhares sobre nós dois. Era muito cedo pra eu afirmar que estava apaixonada, porém Stefan parecia preencher um buraco deixado por alguém que eu... que eu não amava mais. Era como se eu precisase ser feliz, e talvez Stefan fosse o caminho mais fácil para tudo isso. Continuamos dançando, porém o beijo continuva a aumentar de intesidade, até que precisei tomar ar.

– Eu costumava resistir mais tempo sem ar – falei ofegante e depois limpei em torno dos labios dele.

– Fico bonito de batom vermelho? – falou ele.

Eu ri e depois sussurei baixinho, tentando ser sexy.

– Você me deixa louca usando batom vermelho.

– Podiam fazer isso em um quarto, não? — me virei para dar uma boa resposta à dona da voz, sem nem saber quem era.

– Hayley? Achei que tinha morrido no incêndio. – dei um passo para trás, tombando no peito de Stefan.

– Não, apenas sua meia irmã morreu. Eu, Antônia e Cassandra saimos ilezas.

– Não por muito tempo, acredite. – falei em tom ameaçador.

– É, e quem vai me matar? – Se aproximou de mim, me encarando. – Uma humana que não vai ser.

– Eu vou acabar com você, cadela!

Hayley ergueu a mão para me esbofetear, mas antes que tivesse chance, Stefan tomou minha frente e alguém segurou a mão dela.

– Ah, você não quer fazer isso – Era Damon, sussurrado em tom ameaçador no ouvido dela.

– Disfarcem, as pessoas estão olhando – falei.

Damon soltou a loba e sorriu para as pessoas em volta, enquanto Hayley me olhava com ódio nos olhos, e se afastava de nós.

– Eu vou arrancar cada pelo do corpo dessa loba do inferno – falei a vendo caminhar para longe.

– Não, você não vai fazer nada – disse Damon. – E se eu fosse você, daria um tempo à sua prepotêcia.

– Falar é fácil.

Ouvimos um borburinho se formando e logo vimos uma loira em um vestido vermelho ardente subir as escadas e parar no meio dos degraus, olhando para baixo com um sorriso cínico, identico ao de meu pai, Richard.

– Queridos, convidados. Primeiramente agradeço a presença de vocês aqui, em minha nova casa. Bem, muitos de vocês talvez não saibam, mas uma das principais famílias de Mystic Falls no século dezenove foi a família Engerhoff. – começou com o discurso. – Faço parte dessa família que foi tirada dos registros históricos da cidade.

– Não, ela não vai fazer isso – falei parada ao lado de Stefan. Minha mãe me olhava preocupada do outro lado do salão.

– Infelizmente eu fui afastada da minha família durante anos e agora que nos reencontramos, desejo que posssamos viver em paz. Eu, minha mãe Anastásia, minha meia irmã Sophia e meu pai biológico, Niklaus Mikaelson – sorriu vitoriosa encarando Klaus, enquanto os borburinhos aumentavam.

– Então se Klaus é seu pai, que direitos você tem de reclamar por os Engerhoff terem sidos tirados dos registros? – perguntei, dando um passo à frente. – Você é uma Mikaelson.

– Ora, vejam. – Apontou para mim e todos em volta me olharam antentos. – Esta é a minha irmã. Ela me deixou em Mystic Falls e fugiu com um homem que...

– Por que não diz também que esse homem era o Klaus? – sorri com a cabeça erguida. – Tem vergonha de dizer que seu pai domira com sua meia irmã, pequena Antônia?

Klaus me olhou sério de onde estava e por um segundo pensei ter assinados minha sentença de morte.

Eu não tenho nada a perder.

As pessoas em minha volta cochivam sem entender nada, me olhava ora com dúvidas, ora com repugnancia.

– Mais uma palavra e eu conto tudo que sei, e conto a todos o que somos – disse ela, fanzendo com que aumentassem os murmúrios. – Quer ver seus amigos sendo caçados, quer ver tudo se repetir em Mystic Falls?

– Você não chega na minha cidade e ameaça as pessoas que eu amo. – falei.

– Sua cidade? – riu. – Até onde sei você nem nasceu em Mystic Falls. Eu nasci aqui.

– Lar é onde estão as pessoas que você ama, que te amam e não onde você nasce ou onde você vive. Você não ama ninguem a não ser você mesma, Antônia – falei erguendo a saia do vestido para caminhar melhor. – Você se tornou um monstro, minha irmã. Mas...

– Já chega, não é mesmo?! – disse Carol Lockwood, subindo dois degraus da escada e tentando acabar com os murmúrios. — foi tudo um mal entendido que...

Antônia chegou a ela em menos de um segundo, lhe mordendo o pescoço com sevageria, enquanto as pessoas começavam a gritar. O corpo de Carol desabou sem vida no chão, enquanto o sangue escorria no canto da boca de minha irmã. Ou que sobrou dela.

– Tranquem as portas – disse ela. Olhando fixamente em meus olhos. – Ninguém sai.

Notas finais
Antônia mesmo sendo uma grande filha da puta, é diva. Desculpa, mas eu imagino ela muito diva, a versão feminina do Klaus. Só que sem o sotaque. Damon triste no começo do capítulo :’( peninha dele. Stephia, gente! Stephia! Animem-se com o shipper, porque isso vai rolar. A-cei-tem! Não sei vocês, mas eu adoro essa música do The Pretty Reckless, Nothing Left to Lose. R.I.P. Carol Lockwood. Sophia matou o filho, Antônia matou a mãe. Digno. Ou não. Só sei que rolará muito sangue nesse baile, porque como disse Antônia, ninguém sai. Beijos, até mais. Acho que irão gostar bastante das próximas surpresas. haha