Notas iniciais
(Meu salvador) Olá, gente. Primeiro capítulo de muitos em 2014. Nossa, 2014 já. Parece que 2008 foi ontem ainda, mas ok. Vamos ao capítulo, que está no mínimo, emocionante.

POV DAMON

Sophia estava irreconhecível, pálida, mole, suja de sangue e com os lábios roxos. Levei-a para minha casa o mais rápido que pude; leva-la ao hospital seria inútil. Coloquei-a deitada em minha cama e desci para ver como Stefan estava.

– O que está fazendo aqui? – perguntou ele, sentado no sofá ao lado de Caroline que cuidada de seus ferimentos.

– Peço para você ficar e cuidar dela e encontro os dois quase mortos? – falo.

– A irmã dela, Antônia...

– Está delirando? Antônia está morta. – falei.

– Não, não está. – falou Klaus aparecendo com duas garrafas de sangue. – Mesmo nunca tendo a visto antes tenho certeza de que é minha filha. E está bem viva – jogou uma garrafa para meu irmão. – É de animal, não se preocupe.

Klaus subia para meu quarto, tenho certeza, enquanto continuei interrogando meu irmão. Mas ele também queria respostas.

– Eu liguei para o Damon, Stefan. – falou a loira. – Achei estranho a Sophia sumir do nada, e quando procurei por você não encontrei nem sinal seu. Liguei para o Damon, mas eu sabia que ele demoraria a voltar... – suspirou – Então pedi ajuda ao Klaus.

– Ainda bem que ele é apaixonado por você, senão vocês estariam mortos. – falei cruzando os braços em frente a meu irmão. – Como se sente?

– Bem, completamente bem. Mas a Sophia... Damon, ela foi mordida.

– É, eu notei. O sangue do Klaus vai...

– Não, eu acho que é preciso o sangue da irmã dela.

Rapidamente nós três subimos para meu quarto e Klaus estava sentado ao lado dela, com o pulso mordido enquanto Sophia chorava de mansinho.

– Não... – resmunguei.

POV SOPHIA

Quando acordei em um solavanco na cama, Klaus estava ao meu lado e quando bebi de seu sangue para que me curasse... Nada aconteceu. A ferida continuava aumentando, minha cabeça continuava doendo, eu queria cada vez mais sangue.

– Eu vou morrer... – falei olhando para Caroline, que acabara de entrar no quarto com os Salvatore.

– Não, você não vai morrer. – Stefan deu a volta na cama, abraçando-me apertado.

– Eu vim antes, mas os outros continuam atrás da cura, você não vai morrer – disse Damon.

– Não compreendo o que a cura tenha a ver com isso, Damon. – Klaus levantou da cama, encarando o outro.

Damon e Stefan se olharam, eu também não estava achando a ligação.

– Vamos dar a cura à Sophia. – Damon falou. – Não vou deixar que ela morra porque você tem que criar seus híbridos.

– Estavam tramando contra mim, enquanto eu...

– Klaus, ela vai morrer – Caroline entrou na frente de Damon. – Pelo amor de Deus! Não seja tão idiota, ela vai morrer se não beber a cura.

– Eu não quero a cura – falei puxando as forças que me restavam. – Não quero ser uma humana imbecil.

– Você não tem escolha. – Damon falou. – Nem que eu precise enfiar goela abaixo.

– Vocês ouviram ela. Eu fico com a cura – disse Klaus indo em direção a porta.

– Se deixar a cura para Sophia, eu... – Caroline começou a falar e ele parou. – Eu fico com você. Eu vou embora com você, Klaus.

Caroline me olhou e sorriu. Porém seus olhos estavam lacrimejados.

– Não, não é assim que funciona – me soltei das mãos de Stefan e fiquei ao lado dela. – Não vai fazer isso se não quiser.

– Você quer, Caroline? – perguntou Klaus se voltando para ela e pude que ver continha o sorriso nos lábios.

– Eu quero. – a loira sorriu.

– Antônia. – Disse Stefan. – Ela é sua solução, Klaus. Antônia pode criar híbridos sem o sangue de uma duplicata.

Eu precisava apenas de sangue, nada mais. As palavras deles ficavam distantes e minha mente ficava em branco.

POV NEUTRO

Enquanto Klaus e Stefan discutiam acirrados sobre Antônia, e Caroline continuava a dizer que lhe daria uma chance se a cura ficasse com Sophia, Damon notou que a causadora da conversa não estava atrás deles onde deveria estar.

– Merda! – falou Damon indo até seu banheiro.

– Que foi? – Perguntou Stefan e ele voltou apressado.

– Sophia fugiu.

– Por que ele faria isso? — perguntou Caroline.

– Porque ela foi mordida por um híbrido, ela está alucinando e quer sangue. – Damon já não sabia o que fazer. Não sabia se pegava o carro, se ia correndo. Sabia que Stefan estava muito fraco ainda para ajudá-lo. – Vocês ficam caso ela volte. Eu vou atrás dela.

Damon não deu tempo para questionamentos e saiu em disparada pela porta.

POV SOPHIA

Eu não aguentava mais, precisava de sangue, precisava fazer aquela dor terrível parar. A luz do fim da tarde irritava meus olhos, minha ferida coçava e doía demais. Ataquei o primeiro pescoço que achei: uma menina de no máximo 16 anos, que berrava em minhas mãos, mas eu não via nada, via apenas borrões, ouvia apenas sons excitantes, me instigando a continuar.

E então eu estava em casa.

Em 1864.

Um vulto passou por trás de mim e logo Elena – sim, Elena e não Katherine – apareceu a minha frente. Estava em um vestido branco, com uma aliança dourada no dedo.

– Não sabe da novidade? Damon e eu nos casamos. – disse sorridente.

– Eu te odeio, Elena.

Não pensei duas vezes antes de voar em seu pescoço, mas ela conseguiu me arremessar contra uma parede. Quebrei a perna de uma mesa ao meu lado e corri em direção a ela, mas Elena foi mais rápida, me virando de costas, jogando longe a estaca e me prendendo pelo pescoço, por trás.

– Ei, sou eu. Katherine. E eu ainda não quero matar você.

Então as coisa ficaram claras. Eu ainda estava na floresta, havia uma garota morta no chão e o galho de uma arvore perto de nós.

– O que está...? – Katherine me soltou e me olhou. – É você...

– Pensou que fosse quem? Elena? Ah por favor. Sou muito mais bonita que ela.

– Sophia! – Era Damon.

E novamente as lembranças de 64 tomaram minha mente. Damon e Katherine se beijando na farmácia, meu pai me batendo por causa de Damon, ele morrendo. Eu morrendo.

Pude sentir a dor da bala perfurando novamente meu peito.

– É tudo culpa sua. Culpa sua, seu filho da mãe! – avancei contra Damon sem saber o quão fraca estava.

Ele apenas me segurou em seus braços, enquanto eu tentava me soltar, me debatendo em seus braços.

– Ela vai morrer, você sabe disso. – falou Katherine.

– Culpa sua, Damon Tudo isso é culpa sua. – eu continuava sussurrando, e ele continuava me abraçando.

– Eu sei. Eu sei que sou o culpado, agora me deixe cuidar de você. – sussurrou em meu ouvido.

– Linda cena – falou Katherine. – Mas preciso de uma informação. Onde está Antônia?

– Deixa minha irmã em paz! – gritei. — Minha doce e indefesa irmã.

– É, está com fortes alucinações. De doce ela não tem nada. – falou Katherine. – Se cuida, garota.

POV NEUTRO

Damon precisou usar muito de sua força para conter Sophia em seus braços até que chegassem em casa.

Sophia vomitou todo o sangue que bebera da garota e começou a ficar cada vez mais pálida.

Ao chegar, Damon a colocou no chão e quando achou que ela ficaria ao seu lado, Sophia usou o resto das forças que tinha para ir até Stefan e abraça-lo.

– Você vai ficar bem, eu prometo. – disse Stefan abraçando ela, enquanto Damon subia lentamente as escadas.

Damon foi para seu quarto e procurou por uma camisa sua para vestir Sophia, mas ao chegar ao antigo quarto dela, viu-a vestida com seu robe preto, deitada na cama. Stefan estava ao seu lado.

Damon queria poder abraça-la e protege-la assim como seu irmão estava fazendo, mas viu que ela se sentia bem ao lado dele.

Ligou para Alaric trezentas vezes, queria que a cura chegasse logo, queria Sophia viva. Mesmo que humana.

Ouviu de seu quarto os gritos de dor dela e apenas fechou os olhos, tentando não sentir a dor por ela. Já havia sido mordido, e sabia o que vinha depois das alucinações.

A morte.

E o processo estava mais rápido com Sophia, as bruxas também conspiravam contra ela.

POV Sophia

Mais um dia se passou. Agora eu tinha noção de tempo e isso estava tornando as coisas mais torturantes.

Ainda deitada na minha antiga cama, apenas com a cabeça para fora do colchão, vomitei cada gota de sangue que havia bebido, minha cabeça parecia que ia explodir e mesmo eu parecendo um monstro, Stefan continuou ao meu lado.

– Quer mais sangue? – perguntou me sentando melhor na cama, me alcançando um pano para eu limpar minha boca e um copo d’água.

– Quero que pare de doer, Stefan. – falei com a voz trêmula ele me abraçou.

– Alaric está chegando com a cura, não se preocupe. Você ficará bem – acalmou-me ele, passando suas mãos em meus braços.

– Não quero a cura. Quero que faça parar de doer, quero que enfie uma estaca no meu...

– Nem termine a frase, por favor. Isso não vai acontecer.

– Se esse for meu ultimo momento com você, quero te pedir uma coisa. – me aconcheguei em seus braços.

– Peça. Qualquer coisa que não seja matar você.

– Quero que esqueça Elena, Antônia e tudo mais. Quero que pegue seu irmão e Alaric e os arraste para fora dessa maldita cidade. Não deixe mais ninguém entre vocês, Stefan.

– Damon jamais deixaria Elena aqui.

– Prometa! – gritei e mesmo assim saiu baixo.

– Prometo tentar.

Stefan se afastou um pouco de mim e acariciou meu rosto. Ele sabia que não teríamos tempo de esperar a cura. Levemente seu rosto se aproximou do meu e apenas fechei meus olhos, esperando que seus lábios tocassem os meus. Foi um beijo leve, sem língua, mas pude perceber que estava mais triste que eu. Passei a mão em seu rosto e senti algo molhado. Estava chorando.

– Vou buscar mais sangue – disse ele, mas eu sabia que era um adeus.

– Tchau, Stefan.

– Não... Não se despeça. – sorriu melancolicamente me deixando sentada na cama.

Mais um tremor começou em meu estômago e minha cabeça latejou com mais força. Logo estava eu com a cabeça para fora da cama, vomitando tudo que – não – podia.

– Hey, hey. Você vai cair. – Damon apareceu na porta, indo até mim e me ajudando a sentar melhor.

POV DAMON

Stefan desceu as escadas com os olhos avermelhados, me olhou melancólico e falou:

– Ela não vai aguentar esperar por muito mais tempo. Acho melhor se despedir enquanto há chances.

Eu não queria aceitar a grande probabilidade dela morrer, queria acreditar que amanhã ela ainda estaria lá, viva.

Sorri em agradecimento ao meu irmão e subi rapidamente para o quarto. Lá estava ela, mais pálida que uma folha de caderno, mas frágil que a pétala de um flor.

Sentei-me na cama e ela aninhou suas costas em meu peito. Consegui ouvir e sentir sua difícil respiração e a febre que tomava todo seu corpo. Suava feito alguém que tivesse corrido a San Silvestre.

– Você precisa aguentar mais um pouco, Sophia. Só um pouco.

– Não aguento mais, Damon. Tenho feito um grande esforço para continuar respirando. – Jogou sua cabeça contra meu corpo e senti o suor em seu cabelo. – Só quero que essa dor pare, Damon. Me ajuda. – segurou minha mão.

– Como? – sussurrei.

– Me mata. Por favor. Eu sou covarde demais pra fazer sozinha.

– Eu sou mais covarde ainda, porque eu jamais faria isso.

Ficamos por um breve momento em silencio, eu apenas ouvia sua difícil respiração. Ela vomitou de novo e quase desmaiou, mas eu a mantive acordada. Limpei o suor de sua testa e ela sorriu. Fraca, mas sorriu.

– Salvatore. – abriu os olhos. – Do italiano Salvação. Salvador. – passou a mão em meu rosto. – Tu sei il mio Salvatore.

Aqueles atrevidos olhos verdes...

Senti como se fosse a última vez que os veria e meu coração doeu, doeu como se uma estaca estivesse sendo enfiada nele.

E tu sei la mia vita. – acariciei seu rosto. – Eu amo você.

– Eu sei. Mas isso não muda o fato de que...

– Shiiu. – a interrompi e senti minha visão embaçada pelas lágrimas que chegavam. – Não precisamos falar disso agora. Quando você estiver bem, a gente conversa.

– Só existe o agora, Damon. Não tem um amanhã pra mim.

Neguei com a cabeça e a puxei para mim, beijando-a com cuidado, depois abraçando-a firme, como se assim ela não pudesse morrer.

– Não vou perder você, tá ouvindo?

– Ahhh! – ela gritou, se afastando de mim.

– O que foi? – perguntei.

– Tá doendo, Damon. Faz parar! – ela chorava e eu começava a ficar apavorado.

– Aonde dói? Sophia, você precisa se acalmar!

– Ahh! – ela se contorcia deitada na cama e eu não sabia como amenizar a dor. – Faz parar! Faz parar! – ela já implorava e as lágrimas eram abundantes tanto nos olhos dela quanto nos meus.

Levantei apavorado da cama e quebrei a perna de uma mesinha.

– Por favor.

– Eu não consigo.

Ela usou a velocidade de vampiro – acredito que a força tenha vindo da dor – e me empurrou contra a parede, mordendo bruscamente meu pescoço.

Stefan entrou no quarto e Sophia se afastou de mim, indo para ele e quebrando seu pescoço. Depois caiu de joelhos no chão, ainda gritando de dor.

Enquanto o sangue escorria do meu pescoço me aproximei dela e a levantei.

– Me mata, eu não aguen.. Ahh! – ela chorava, levando a mão à barriga.

Quando vi seu ferimento cobrindo toda a região das costas, vi que havia um musgo verde, sangue e algo que parecia fervilhar.

Peguei ela no colo e deixei que bebesse o quanto quisesse do meu sangue. Mas logo ela foi ficando fraca e não conseguia gritar ou sugar meu sangue. Seus olhos foram fechando mas sua respiração ainda era visível.

– Não. Não, você não pode morrer, Sophia. Não.

Então ouvi um baque na porta, uma respiração alterada. Era Alaric.

– Nunca fiquei tão feliz por vê-la. Me dá a cura, vamos! – Ric atirou o frasco e despejei todo conteúdo na boca de Sophia.

– Está feito. – falou Ric.

Stefan estava tomando a consciência no chão e quando me olhou soube o que tinha acontecido.

Sophia poderia até me odiar quando acordasse, mas eu a mantive viva.

E só isso importa agora.

Notas finais
Geeeente! Stephia e Daphia pra mim não dá, não no mesmo capítulo. Meu coração não guenta desse jeito. Stefan sempre perfeito, Damon sempre salvando ela. Alaric chegou na hora, não? Mas gente, não me matem por isso. Eu disse que teríamos alguem virando humano aqui, assim como alguém irá se tornar humano. E o que Katherine queria com Antonia? KLAROLINE GENTEEEEE Próximo capítulo eu pretendo que seja algo mais... engraçado. Ando escrevendo capítulos muito tensos. Enfim, quem será o primeiro do anos a deixar um review e a recomendar? haha Beijoos