Notas iniciais
Oi!! Demorei mais dessa vez porque vocês não comentaram. Último capítulo do ano! Bora ler?

POV SOPHIA

– Antônia?

– Mesmo eu tendo crescido você me reconhece... Fascinante. – ela se virou indo para Stefan.

– C-como? – perguntei atordoada. – Eu vi você morrer, eu enterrei você, Antônia...

– Sou muito mais inteligente do que imagina. Sou muito mais forte do que imagina. – ele pegou uma faca, parando em frente a Stefan, que ergueu com dificuldades a cabeça. – Depois que você me largou com uma porcaria de empregada, eu cresci atormentada, com sonhos esquisitos. Sonhos com criaturas estranhas. – fez um corte do pescoço de Stefan ao seu umbigo. – Então eu cresci. Quando cometi suicídio, cansada de ser tachada de louca, eu não morri. Eu voltei. E de alguma forma estranha sabia que precisava beber sangue humano. E assim nasceu meu lado vampiro. Eu morri com meu próprio sangue no organismo – se virou para mim. – Porém meu lado híbrido só veio à tona quando meu pai de sangue fez o ritual. – ela sorriu, vindo até mim, arrancado a faca que ainda estava alojada em meu ombro.

– Quem era aquela mulher que chamei de irmã, então? – era praticamente impossível acreditar naquilo.

– Uma velha qualquer que se parecera comigo quando jovem. – deu de ombros.

– Por que fez isso?

– Ora, Sophia. Você precisava acreditar que seu passado estava morto.

– Fez isso por mim? – uma ponta de esperança apareceu em mim.

Antônia me olhou séria, porém logo desatou a rir seu riso forçado e debochado.

– Eu fiz por mim. Somente por mim – cantarolou sorrindo. – Se você soubesse da minha existência teria vindo atrás de mim, com todo seu amor de irmã mais velha, querendo me proteger e blá, blá, blá. – Mas as coisas que aquela velha te disse... Eu a compeli a dizer. Assim como fui eu quem brincou com seus sonhos, fazendo você ter maus pressentimentos. O que te trouxe de volta a essa cidade.

Fiquei olhando atordoada para aquela figura em minha frente. Ela havia se tornado a mulher linda que eu imaginava que seria: a mistura perfeita dos traços da minha mãe com a personalidade de Niklaus.

Um monstro com rosto de anjo e sorriso apaixonante.

– E o que diabos quer comigo?

– Com você? Nada. – deu de ombros novamente, voltando a fazer Stefan sangrar. – Quero dizer... Só quero que pague por ter me dados as costas para transar com meu pai! – gritou ela, enfiando a faca na barriga do Salvatore, que apenas gritava enquanto o sangue escorria por suas pernas.

– Não chame Klaus de pai, do contrário nunca mais conseguirei ir pra cama com ele – falei debochada e um tapa atingiu meu rosto, quase deslocando meu maxilar.

– Quer saber o que vou fazer? – riu – Vou desligar o Stefan e vou deixa-lo aqui com você e sua mãe...

– Nossa mãe! – protestei. — E deixa o Stefan fora disso!

– Eu queria o Damon, mas o imbecil do David disse que ele saiu da cidade.

– Se encostar em um fio de cabelo do Damon, vou te dar a surra mais bem dada da história. – falei entredentes.

– Não, você não vai encostar na minha sombra, porque você está morrendo. – Olhou para minha mãe. – Ela deve estar morta já. E o lindo senhor Salvatore deve estar tendo ótimas alucinações, lembrando-se da época do Estripador. – ela cutucou o peito de Stefan e ele ergueu a cabeça com os dentes à mostra e os olhos vermelhos.

– Stefan! – gritei. – Stefan, resiste. Não se entregue, Stefan.

– Bom, enquanto eu sangro o Stefan para poder hipnotiza-lo, eu quero você viva. – Sorriu torto para mim – Cassandra! – gritou.

– Sim. – de pronto a bruxa apareceu.

– Faça outro feitiço de uma semana. Quero ela viva por enquanto. – se referia a mim como se eu fosse um ser inferior, um objeto.

Novamente Cassandra fez sua macumba sob mim enquanto eu ouvia os gemidos de dor de Stefan. Eu não podia deixar ela continuar, Stefan era muito fraco pra isso.

– Para! – gritei, — Deixa o Stefan, é a mim que você quer.

Antônia girou lentamente nos calcanhares para me olhar. Em um piscar de olhos senti seus dentes penetrando a pele do meu pescoço, uma dor imensa, arrebentando comigo, me fazendo quase pular de dor.

– Bem, eu deixo Stefan livre. – me olhou com a boca ainda suja do meu sangue. – Mas alguem vai morrer no lugar dele.

– Você é louca. Klaus vai dilacerar você, se eu não fizer antes. – cuspi as palavras tremendo de dor.

Nada pior que a mordida de um híbrido com raiva.

– Cassandra, nos deixe à sós. – Antônia tinha tudo sob controle. Menos eu. – Klaus não é nada perto de mim. Não se perguntou como e porque estou criando cada vez mais híbridos?

– Fantasia sexual? –a encarei irônica. A trataria como a bastarda que era também.

– Tome cuidado com o que diz, irmã. – derramou sobe a ferida o conteúdo de um frasco, que descobri ser verbena pela dor. – Mas não, não é esse meu objetivo. E eu sou melhor que o todo poderoso Mikaelson. – sorriu convencida. – Não preciso do sangue da duplicata. Posso criar híbridos mais rápido que Klaus...

– Você é maluca. Klaus é um Original, não há como mata-lo. Você sim pode morrer. – Resmungou Stefan.

Antônia foi até ele, mordeu o próprio pulso e deu o sangue a Stefan.

– Te dei meu sangue, está curado. Agora cala a boca, garoto.

Ouvi um gemido baixo e olhei para minha mãe. Ela estava acordando.

– Mãe? Mãe, fala comigo! – falei.

– Bem, agora que estão todos acordados lhes darei um lanchinho. – Disse Antônia puxando do bolso de trás da calça uma bolsa de sangue.

– Quem é você? – perguntou minha mãe, confusa.

– Explique as coisas para ela antes que a mordida te mate. – o desprezo que ela tinha por mim exalava ao me olhar e falar comigo.

Ela jogou a bolsa de sangue no meio da sala, entre nós três e saiu da sala, como toda sua pose. Mas antes que saísse, indaguei:

– Você disse como está criando seus híbridos, mas não disse o porquê. E então?

– O reinado de Niklaus Mikaelson já durou demais. Quero acabar com o reino dele, quero destronar o rei e assumir o que é meu por direito, então. Eu quero ser a rainha.

– Não sabe onde está se metendo.

– Não se preocupe, minha irmã. Não estará viva para ver a carnificina que vai acontecer em Mystic Falls. – saiu batendo a porta.

Expliquei as coisas rapidamente a minha mãe que teve uma breve crise de choro. Stefan olhava fixamente para a bolsa de sangue, seus olhos pediam por aquilo.

– Stefan, não se entregue. – falei sentindo uma coceira na região da mordida.

– Se eu conseguir alcançar aquela bolsa de sangue, me recupero rapidamente e consigo tirar você daqui.

– Não, se você beber essa merda de sangue, você vira o monstro que você não é, Stefan. Então resista. – ele me olhou – Por mim.

Stefan suspirou pesado e os músculos de seus abdômen retraíram-se e voltaram ao normal, com o sangue seco grudado a sua pele.

Acho que mais um dia se passou até alguém aparecer. Era David.

– Sophia, eu...

– David, eu vou quebrar cada osso do seu corpo e depois vou queimar você vivo. – ergui lentamente meu olhar para ele. – A menos que me desamarre agora.

– Não posso.

– Antônia compeliu ele a nos manter trancafiados. – resmungou Stefan.

– Por favor. Estamos exaustos. Passei a noite toda alucinando sem saber o que era ou não realidade.

– Eu sinto muito, mas não posso fazer nada. – falou em tom baixo.

– Me dá aquela bolsa de sangue, isso você pode fazer, não pode? – falei.

– Claro. – rapidamente ele pegou a bolsa e me ajudou a beber cada gota de sangue.

O gosto estava terrível, mas meu organismo soltou rojões de alegria. Eu teria dado aquele sangue ao Stefan num piscar de olhos, mas isso significaria acordar o lado adormecido dele. E acho que não precisaríamos mais desse problema.

– Olha, eu me aproximei de você porque ela mandou, mas o beijo...

– Você beijou esse cara? – falou Stefan.

– Já devo ter beijado meia Mystic Falls. – argumentei

– O beijo foi real. E o que eu disse também.

Ótimo. Eu morrendo e um híbrido aparece para se declarar por mim. Maravilha.

– Como quer que eu acredite que você é o melhor que o Damon se está se entregando sem nem lutar, David? – perguntei. – Ele tentaria.

Ele tentaria. Damon tentaria me salvar, salvar Stefan e minha mãe... Mas ele está longe demais para tentar.

Eu podia sentir a ferida aumentando cada vez mais, já chegava às minhas costas e o pano da roupa pinicava, e a vontade de coçar já era maior que a vontade de me alimentar.

Mais meia hora de agonia.

Minha mãe parecia morta, mas eu ainda conseguia ouvir sua baixa respiração. Stefan levantava a cabeça para ver como eu estava sempre que tinha forças. Eu tentava sorrir ou dizer algo que o confortasse, mas era ele quem me ouvia gemendo de dor e que me via resmungar enquanto eu tinha meus pesadelos causados pela mordida, então não adiantava mentir.

Não tínhamos mais noção se era dia ou noite, se chovia ou se fazia sol. Havia horas que eu nem sequer lembrava o que estava fazendo ali.

De repente ouvi o barulho de coisas sendo quebradas e logo em seguida o barulho de madeiras estalando, como se estivessem sendo... queimadas.

– Fogo – falei e Stefan me olhou. – A gente tem que sair daqui. Eu não quero morrer queimada, Stefan.

Ele usou toda força que tinha – que não tinha – para tentar se soltar, mas tudo que conseguiu fazer foi se machucar mais ainda.

– Não dá, eu não consigo. – lamentou ele.

Era meu fim. Meu trágico fim.

– Desculpa, Stefan. Eu nunca quis te arrastar pra isso.

– Não é culpa sua. Nada disso é culpa sua.

Deixei uma lágrima escapar e então olhei para minha mãe. Ela me olhava com tristeza, como se implorasse por meu perdão antes da morte chegar para os três. Eu a perdoei. E ela entendeu isso com apenas um sorriso. Nunca fora necessário mais que um sorriso para que ela me compreendesse.

A fumaça começava a entrar por debaixo da porta, descendo a pequena escada e se espalhando pelo local. Meus olhos já começavam a arder e minha ferida coçava e doía como nunca.

Mas então a porta se abriu em um solavanco e passos apressados correram em minha direção.

– Sophia.

Não reconheci a voz, e quando abri os olhos, Caroline estava a minha frente.

– Car...

– Vou tirar você daqui.

– Não. – neguei com a cabeça. – Minha mãe. Tira ela daqui e tira o Stefan. – resmunguei.

–Vai, eu levo o Stefan. – olhei por cima do ombro da loira e vi Klaus. – Ficarão bem, sweetheart. Todos vocês – falou arrancando do teto as correntes como se fossem simples barbantes.

– Leva a Sophia, eu saio sozinho. – resmungou Stefan.

– o herói dela não sou eu – respondeu Klaus.

Caroline tirou minha mãe dali praticamente inconsciente. Stefan mal conseguia andar e eu fiquei parada respirando o ar denso e fedido, esperando que a morte viesse me cumprimentar.

– Graças a Deus! – outra voz entrou no local.

Logo senti suas mãos, seu toque cuidadoso sob meu corpo.

– Eu vou tirar você daqui.

Podia ser qualquer pessoa, mas meu consciente estava alucinando ser a pessoa mais improvável para o momento. Eu não conseguia enxergar, não conseguia sentir o perfume, a voz poderia ser só um truque da minha mente perturbada.

– Damon, é você?

– Sou eu, Sophia. – senti meu corpo ser erguido e eu estava mole. – Sou eu.

Notas finais
Antônia - http://www.polyvore.com/ae/set?id=108100881 Damon, meu herói!!! Klaus shippa Daphia ou é impressão minha? Stefa, tadinho gente. Será que ele tá livre de ligar o modo rippah? O que será que vai acontecer com Sophia? A ferida, o feitiço... Vida, morte. Stephia terá um começo? Delena terá um começo? Antonia será a Queen dessa bagaça? Será que ela morreram no incendio? Como Damon apareceu, e por que Klaus e Caroline estavam com ele? Bem, acabei de deixar voces extremamente curiosos e entendo se quiserem me matar. Mas esse foi o último capítulo do ano. Mini Hiatus agora. Bem, lembrando vocês que estou aceitando as one's de vocês sobre a Sophia. Estou louca para ler algo de vocês sobre LH. MINHA MINI ONE SHOT - http://fanfiction.com.br/historia/454661/Sophia/ - POR FAVOR, LEIAM , DEIXEM COMENTÁRIOS. Até 2014, feliz ano novo pra vocês. Beijoos