Notas iniciais
(Lar doce lar) IM BACK BITCHES! Não de vez, mas voltei. E voltei antes do que prometi voltar, me idolatrem. Eu disse que voltaria após o capítulo oito de BW, mas estou voltando após o sexto. Espero que gostem. Sem muitas surpresas para quem lê BW. Para quem não lê... MUAHAHAHAHAHAHA

POV NEUTRO

– Um brinde à paz de Mystic Falls! – Matt ergueu o copo com vodka e os demais o imitaram, gritando com alegria.

Elena, Jeremy, Bonnie, Caroline, Matt, Damon e Stefan reuniram-se no Mystic Grill, no meio da tarde para celebrar a paz que aquele lugar estava merecendo ter e finalmente tinha.

– Livres da Katherine, dos Originais e da Sophia – disse Elena, sorrindo com o copo na mão.

– Eu não teria tanta certeza – disse Damon. – Sophia é o tipo de vírus que dá as caras quando você menos espera.

– Você adoraria isso, não é Damon? – Rebateu Elena.

– Vocês dois, parem com isso – Disse Caroline. – Não vão começar a discutir agora, vão?

– Não – disse Damon, arrastadamente. – Talvez Elena prefira contar que deu em cima de mim ontem – bebeu o resto e levantou.

– Você é um idiota – disse ela.

– Mas você queria dormir com esse idiota – rebateu ele, virando e saindo da mesa onde estavam todos. – Vou beber com os adultos.

Elena ficou encarando Damon se afastar, enquanto todos na mesa olhavam para ela. Então suspirou, sorriu e brindou novamente, disfarçando que não se importava com os olhares curiosos sobre ela agora.

Elena Gilbert dando em cima de Damon Salvatore? Não tem nada errado nessa frase, não?, pensou Caroline.


POV ANASTÁSIA

Damon apareceu na minha porta perguntando por Alaric e essa foi a primeira vez que o vi desde que voltamos.

– Ele está lá em cima – falei. – Pode esperar aqui dentro.

Damon entrou, olhou em volta, deu de ombros e se sentou no sofá.

– Tem tido notícias dela? – Perguntou.

– Eu ia perguntar a mesma coisa para você – Respondi. – Sophia e eu temos certa dificuldade para nos entendermos – me sentei no sofá à sua frente. – Já vocês dois...

Damon sorriu de canto e recostou-se. Então ouvi Alaric descendo as escadas.

– Damon? O que faz aqui? – perguntou.

Ric ficava tão lindo com os cabelos úmidos.

– Você sabe, o de sempre. – Levantou, sorrindo fraco para o amigo.

– O de sempre? – Ric sorriu. – O de sempre é você bebendo ou tentando levar alguma mulher para a sua casa. Não vejo nenhum copo de uísque na sua mão e espero que não esteja tentando conquistar Ana.

Como se fosse possível!

(Tá, talvez antes de saber que ele é o amor platônico da minha filha e também é o melhor amigo do cara que eu gosto, fosse possível sim).

– Não estou com um copo na mão porque você ainda não parou de falar e não me serviu nada – rebateu Damon.

– Você é tão novo – falei. – Precisa parar de beber agora que é humano.

– Se eu parar de beber, serei a pessoas mais insuportável dessa cidade – disse ele. — E sabemos que Damon Salvatore quando está insuportável, fica meio fora de controle. — Falou de si mesmo, gesticulando com as mãos.

– Vamos para o Grill? – sugeriu Alaric.

– Não, a creche de Mystic Falls está toda lá falando mal dos Originais, da Katherine e da Sophia.

– O que é meio irônico – me intrometi novamente -, já que o Stefan já dormiu com Katherine e Sophia, Caroline já dormiu com Klaus e é amiga da Sophia, e Matt tem uma queda pela Rebekah.

– E é por isso que vim pedir a você o meu amigo, Anastásia. – Damon sorriu – Você pode me emprestar ele por algumas horas? Prometo que devolvo limpo e inteiro.

– Tudo bem. – Falei, levantando e indo em direção a Alaric. – Nos vemos á noite – dei um rápido beijo em seus lábios.

– Hmmm. Parece que alguém se deu bem essa noite – disse Damon, debochando e passando por nós dois, em direção à porta.

POV DAMON

– Se você e Anastásia estão juntos, e ela é mãe da Sophia... Você é meu sogro? – Perguntei.

– Para ser seu sogro, você precisa estar com a Sophia – rebateu ele.

– Essa doeu, Ric – levei a mão ao peito, teatralmente abalado.

Alaric revirou os olhos.

– E algo me diz que é exatamente isso que te trouxe até mim, no meio da tarde: Sophia.

– Ela é a razão de tudo por aqui, afinal.

Caminhávamos pela calçada, lado a lado, ambos de mãos no bolso. O vento está irritantemente fraco e o sol irritantemente quente. Tudo estava irritante.

– É, ela deu uma boa movimentada na cidade desde que chegou.

– Ela me virou de cabeça pra baixo desde que chegou. Ela me deixa louco, Alaric. Em todos os sentidos.

Alaric Saltzman era o único cara no mundo com o qual eu falava sobre mulheres sem medo de parecer frouxo ou apaixonado demais – meu único amigo, na verdade. Stefan até entraria na lista, mas irmão não conta.

– Se sente tanto a falta dela, por que não ficou lá?

– Porque ela não me quer por perto – desviei de uma mulher carregando uma criança no colo, depois voltando a ficar do lado de Ric. – Não sou uma prioridade na vida dela. – Revirei os olhos e gesticulei com as mãos.

– A irmã é a prioridade agora, Damon. Precisa entender isso.

– Anastásia é a mãe delas e está aqui com você. – Argumentei. – Fora você, qual o motivo de ela estar aqui ainda?

– Porque é pra cá que as filhas virão quando tudo terminar lá – respondeu de pronto, me fazendo suspirar pesado. – Na primeira oportunidade, Damon, a Sophia volta pra você num piscar de olhos. Do contrário, por que ela teria dormido com você minutos antes de virmos embora?

Fazia sentido. Na verdade, eu sabia que fazia sentido, mas desde que voltei a ser humano tenho sido pessimista ao máximo; acho que tudo vai dar errado e desmoronar em cima da minha cabeça.

– Acredita que Elena se ofereceu descaradamente pra mim? – Mudei de assunto, o encarando. – Ela só faltou rasgar a minha roupa e me jogar na cama.

Ric me olhou e parecia não acreditar no que ouvia.

– Não é o tipo de coisa que a Elena que eu conheço faria.

– Em outras épocas, eu teria adorado aquilo. Mas acho que ela não é mais a Elena que conhecíamos. E devemos isso também à chegada de Sophia.

– Fico pensando no por que Elena não a matou ainda. – Disse Ric, cruzando os braços.

– Medo de perder o que ainda resta. Principalmente a mim e ao meu irmão.

Alaric parou. Ficou me olhando e então fiz o mesmo.

– Se ela matasse a Sophia, o que você faria? Mataria Elena, que por muito tempo foi seu grande amor?

Houve um tempo em que eu mataria e morreria por Elena Gilbert. Esse tempo agora parecia bem distante, porque eu seria capaz de coisas bem piores por Sophia.

– Talvez o mesmo que eu faria se matassem a Elena há um tempo – encarei Ric. – E na verdade, Elena nunca foi meu grande amor. Foi mais um amor tapa-buraco.

– Assim como a Katherine?

– Assim como a Katherine. Uma obsessão e uma disputa infantil com meu próprio irmão.

– O que vai fazer até Sophia voltar? Vai parar a sua limitada vida agora para esperar por ela ou vai seguir em frente?

– Me diga o que seria seguir em frente? Trabalhar? Me mudar de Mystic Falls? Me casar e ter filhos?

– Eu começaria com parar de beber — disse ele, sorrindo debochado.

– Talvez eu comece mudando minha lista de amigos.

– Lista de amigos? Eu sou seu único amigo, parceiro.

Aquele dia foi morno, irritantemente morno, e nada demais aconteceu. Quer dizer, até a noite chegar e com ela uma surpresinha também chegou.

POV SOPHIA

Meu Deus, minha coluna nunca doeu tanto. E minha bunda? Nossa! Ficar sentada atrás de um maldito volante por dias não é recomendado para grávidas. (Eu não disse maldito num mau sentido, bebê. Não me leve a mal, ok? — Que foi? Meu carro e eu temos um ótimo relacionamento).

Faz ideia de quantas vezes parei para fazer xixi? Nem eu, amigo. Nem eu. Cheguei à Mystic Falls numa noite morna, com um leve vento soprando. Não parei em lugar nenhum antes de chegar à casa dos Salvatore. A luz do quarto de Stefan estava acesa, assim como a da sala. Foram as únicas que tive tempo de checar antes de pular involuntariamente para fora do carro, me portanto na frente da porta.

Bater ou entrar?

Bater.

Entrar.

Girei a maçaneta e abri a porta lentamente. Meu coração estava acelerado. Continuei segurando a maçaneta até alguém aparecer na sala.

– Sophia? — Alaric fora o primeiro, vindo da cozinha.

– Professor Saltzman! — Exclamei me sentindo mais serena com aquele sorriso tão familiar e (meu Deus) quase paternal.

Então uma figura conhecida apareceu vinda da cozinha, secando as mãos em um pano de prato branco. Senti um cheiro delicioso de comida vindo da cozinha!

Santo Deus, comida!

– Sophia... — Ele me olhou confuso, porém sorrindo.

– Oi, Salvotore — apertei os lábios num sorriso, trocando o peso do corpo de um pé para o outro.

Lar doce lar.

Notas finais
SOPHIA IS BACK, BITCHES! Depois da parada de Love and Hate para a Copa, não pera.... Depois da parada de Love and Hate para as postagens de Beautiful War, estamos de volta com time completo. Algo que talvez tenha ficado vago: Katherine também foi embora de New Orleans, só que é a Katherine né, gente. Nunca se sabe onde Katherine Pierce está, não é mesmo? Como será que reagirão a noticia da gravidez? Ai ai... é bom estar de volta. Beijos.