Love And Hate - Season 2
35 Friends
Notas iniciais
POV SOPHIA
Resistir à Damon Salvatore é realmente algo quase impossível: aqueles braços, aquele perfume misturado com aroma de whisky, aquele cabelo sedoso, aquela voz que te faz molhar a calcinha com um simples “oi”... Mas pra que existem as amigas?
Logo me livrei da camisa de Damon e o empurrei para a cama, onde ele caiu sentado. Me sentei em seu colo, de frente para ele, entrelaçando meus dedos em seu cabelo, puxando-o para trás.
– Te odeio por isso – falei, beijando seus lábios.
– Sei que odeia – seu braço envolveu minha cintura e o beijo se aprofundou, com sua língua pedindo passagem entre meus lábios.
Damon estava quente! Em todos os sentidos.
Mas...
– Sophia, você... — Katherine abriu a porta sem nem mesmo bater antes. – Aluguem um quarto no motel – disse ela.
– Sua filha da mãe, desgraçada – cochichou Damon, descansando a cabeça em meu ombro.
– Podia ter batido, Katherine – sai do colo de Damon e o vi puxando o travesseiro para seu colo, para tapar a ereção que eu graciosamente começava a sentir.
– Preciso da sua ajuda – disse ela.
– Justo agora? – Falou Damon, terrivelmente puto com ela.
– Me dê um bom motivo pra eu sair desse quarto – falei.
– Papo de mulher – ela puxou minha mão e me arrastou pra fora do quarto.
– Katherine! – Puxei minha mão quando chegamos ao quarto dela. – O que diabos deu em você?
– Estou menstruada e não sei como usar o absorvente – disse ela disfarçadamente, olhando para o lado.
– Espera. Você me tirou do meio de uma transa com Damon Salvatore por que não sabe usar a porra de um absorvente? É isso mesmo?
– Não existia isso na minha época. – Argumentou ela.
– Nem na minha! Acha que sei qual usar? – Falei. – Com abas, sem abas, interno, externo, seco, de algodão... Muitas informações para uma mulher de 150 anos.
– Ótimo. E pra quem vou pedir ajuda? – ela cruzou os braços.
– Eu sei lá. Caroline, Elena. Vá numa farmácia.
Primeiro, discuto com Elena. Depois, minha irmã completa a transição e se torna vampira. Depois disso, uma quase transa com Damon e por último, papo calcinha com Katherine Pierce. Que dia maravilhosamente proveitoso!
– Não confio em ninguém pra falar sobre, nem mesmo Elijah – disse ela.
Aquele momento em que você percebe que se tornou amiga da pessoa que você mais odiou na vida.
– Nossa, obrigada por confiar em mim. Mas bem que podia demonstrar isso, sei lá, me dizendo a senha de desbloqueio do seu celular não interrompendo o que você interrompeu!
– Qual é, você encontra coisa melhor que o Damon.
– Deixe-me analisar as opções: Elijah é seu, Klaus já é figurinha mais que repetida, Jeremy é um Gilbert, Alaric é da minha mãe, dei um fora no Stefan... Não, não tenho coisa melhor no momento.
– Não sei como pode gostar do Damon ainda se teve o Stefan — disse Katherine, daquele jeito esnobe dela em relação a Damon.
– Não cuspa no prato que comeu, ok. – a puxei pela mão. – Vamos.
– Aonde?
– Comprar absorventes.
POV NEUTRO
Enquanto Sophia e Katherine saíam de casa em busca de um manual de instruções para absorventes femininos, Elena era acalmada por Caroline e Bonnie.
– Como você pode ser amiga da Sophia, Caroline? – perguntou a bruxa.
– Da mesma forma como ela consegue gostar do monstro do Klaus! — As lágrimas de Elena já haviam cessado, porém ela continuava furiosa.
– Elena! – Caroline a reprimiu. – Eu sou amiga da Sophia, mas em momento algum eu dei razão a ela.
– Cá entre nós, Caroline. Você prefere ela a nós duas. Estão sempre cochichando e desde que ficaram amiguinhas, você mal fala com a gente.
A loira ficou apenas encarando Elena sem crer que aquelas palavras saiam da boca de sua melhor amiga.
– Lena, eu conheço vocês a minha vida toda! São minhas... Minhas irmãs por opção! Como podem...
– Você mudou muito depois que virou vampira, Caroline – disse Bonnie.
– Gente, quando eu virei o assunto aqui? Achei que o problema todo fosse Sophia ter matado os pais da Elena.
– Ela matou meus pais, ela matou o Tyler e você continua amiga dela. Esse é o ponto, Caroline. Eu não posso mais ser sua amiga sabendo que a Sophia pode te envenenar contra mim.
– Damon quebrou o pescoço do Jeremy, transformou a irmã do Matt, causou a morte da avó da Bonnie, transformou a mãe da Bonnie, ele me usou como bolsa de sangue e você ainda dorme com ele! – Gritou Caroline. – Damon e Sophia são exatamente a mesma coisa, Elena. Eu odeio o fato do Damon ainda estar em nossas vidas. Mas isso não quer dizer que eu vá te obrigar a escolher entre ele ou eu.
– Care...
– Não, Bonnie. Não. – disse a loira. – Se fossem mesmo minhas amigas, saberiam que nada me colocaria contra vocês. A não ser vocês mesmas.
Caroline deixou o quarto sem entender o que havia acontecido ali. De uma forma inexplicável ela virara o alvo. Sabia que Sophia estava absolutamente errada em ter feito o que fez, mas nem por isso cortaria relações com ela. Mas ter sua amizade colocada em dúvida por suas melhores amigas, doeu.
– Algum problema, sweetheart?
Caroline parou ao chegar na sacada e logo Klaus estava ao seu lado. Pensou: por que não?
– Sou um monstro, segundo minhas amigas.
– Elabore – disse ele, parando com as mãos atrás do corpo e um leve sorriso de canto.
– Bonnie e Elena acham que eu prefiro a amizade de Sophia à delas.
– E como exatamente isso te faz um monstro?
– Provavelmente Elena pensa que Sophia irá me persuadir a enfiar uma estaca no peito dela enquanto dorme — Caroline se virou para Klaus, apoiando as costas no parapeito da sacada. – Sério, é isso que eu ganho por ser a amiga preocupada que sempre fui? Tá certo, Sophia matou os Gilbert e o Tyler, matou muita gente inocente, enganou a todos e me usou, mas... Eu não consigo odiá-la, Klaus.
Niklaus riu fracamente depois apoiou os cotovelos no parapeito, olhando o céu com poucas estrelas, porém com a Lua Crescente brilhando forte.
– Sophia é uma das pessoas mais difíceis que já conheci. Ela faz de tudo para que você a odeie, mas você se apega a ela e ao seu lado bom. Até mesmo ao seu lado ruim. Mas quando você a odeia, nada pode mudar esse sentimento. Ela fez muitos inimigos por onde passou, tenho certeza. Adotou os meus como seus, também. Ela é o tipo de pessoa que não desiste do que quer, e põe a família sempre em primeiro lugar. – Klaus a olhou. – Uma das minhas melhores discípulas.
– Sophia nunca me julgou. Elena e Bonnie sempre fizeram isso. Todos sempre fizeram. Mas depois de um tempo, eu acostumei. – Caroline imitou a posição de Klaus, mas manteve uma certa distancia dele. – Ela pode ter sido uma grande filha da mãe pelo que fez, mas sempre me apoiou fosse o que fosse. – Caroline baixou a cabeça. – Só não quero ter de escolher entre ela e as meninas.
– Talvez Elena tome essa decisão por você – Klaus ergueu o dorso, observando depois a curva que as costas de Caroline fazia. – Posso lhe pedir uma coisa, Caroline?
A loira endireitou o corpo, parando à frente do híbrido, acendo positivamente.
– Não fique em New Orleans. Por mais que eu adore ter a sua presença diariamente nesta casa, não quero que corra riscos por minha culpa quando tudo começar a acontecer. – Klaus se aproximou dela, acariciando seu rosto com o polegar direito. – Eu não me perdoaria se algo te acontecesse.
Caroline, não soube o que responder. O sotaque de Klaus a deixava meio zonza e aquela aproximação foi meio repentina.
– Prometa que irá embora logo. – Disse ele.
Caroline apenas concordou com a cabeça, ainda olhando fixamente nos olhos de Klaus.
– Tenha uma boa noite, Caroline – Klaus depositou um leve beijo na face esquerda do rosto dela, a deixando estática.
Caroline se achou um monstro maior ainda quando teve vontade de virar o rosto e beijar Klaus de verdade.
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