Notas iniciais
(Irmãos e Irmãs) Oi, vocês. Esse capítulo também foi reescrito e ficou completamente diferente. Quero começar a focar no “corpo original de Antonia” e quero juntar as pontas que deixei soltas. Tenho muita coisa pra escrever ainda, espero conseguir dar um sentido a todas minhas ideias malucas. Espero que gostem ^^ (Não reparem muito nos erros; estou usando por enquanto o WordPad pra escrever e isso é uma bosta, e não tive muito tempo para revisar detalhadamente)

POV NEUTRO

Os dias passaram e a convivência aos poucos foi piorando. Elena quase matou Sophia, não fosse Antônia intervir – Antônia quase matou Elena, não fosse Anastásia impedi-la. Sophia evitava a mãe constantemente, já que essa havia a acusado de ser tão monstruosa e vingativa quanto Richard Engerhoff. Niklaus convenceu Bonnie – ameaçou matar Jeremy, mesmo com a maldição do Caçador — a criar um anel da luz do dia para Antônia que, com a ajuda de Stefan e Sophia, se adaptou aos poucos a vida de vampira.

– Acho que está na hora de voltarmos para Mystic Falls – disse Stefan, parado ao lado do irmão.

Ambos haviam acordado cedo e resolveram andar pela cidade, fugir um pouco da turbulência da casa maluca e da presença insuportável dos Originais – e Katherine Pierce.

– Por que voltar se a diversão está toda aqui? – Respondeu Damon.

– Elena quer ficar e matar Sophia. Ambos sabemos que ela pode fazer isso agora. E essa briga dos Originais seja lá contra quem for, não é nossa. É deles.

– Antônia é uma Original. Sophia irá ficar. Anastásia irá ficar. Ric irá ficar. – Damon olhou para o irmão – Não terei o que fazer em Mystic Falls.

– Nem aqui. – respondeu Stefan, encarando solenemente o mais velho. – Não leve a mal, mas você é inútil sendo humano, para eles. Se você estiver correndo risco, nenhum deles vai se importar nem vai ajudá-lo.

Damon sabia disso, mas voltar para casa de mãos abanando era frustrante.

– Não se esqueça que a mulher que roubou o corpo da sua nova amiguinha também me sequestrou e me fez refém, além de me transformar em humano. É meio pessoal — lançou aquele sorriso forçado e debochado ao irmão.

Os dois observavam os transeuntes caminhando lentamente – pela forma embasbacada e maravilhada como olhavam, eram turistas. Logo uma mulher negra, alta e esguia se aproximou sendo seguida por uma trupe de americanos sedentos por entretenimento e um pouco de história – mais turistas.

– Parece que essa cidade vive do turismo – cochichou Stefan.

– Quanto mais turistas, mais sangue fresco para os vampiros locais – Respondeu Damon.

– E agora a minha parte favorita da historia da cidade: as bruxas – disse a guia, apontando para a loja atrás dos Salvatore. – Entrem e deem uma olhada, enquanto eu explico.

Enquanto todos passavam pela direita de Stefan e adentravam a loja, a guia turístico olhou bem nos olhos de Stefan e depois para sua mão, focando em seu anel.

– Não deveria estar aqui – disse ela seriamente, depois entrou na loja, continuando seu discurso.

Damon e Stefan se olharam.

– Gente estranha, cidade estranha – falou Damon, antes dos dois irem embora lentamente.


– Como bem sabemos, Marcel agora me odeia e quer se ver livre de nós três o quanto antes – disse Klaus, parado de frente para seus dois irmãos, nos fundos da casa.

– E daí? – Disse Rebekah, de braços cruzados e expressão impaciente.

– E daí, irmãzinha, que Marcel agora está unido à mulher que tomou o corpo da minha filha, sua sobrinha, aliás. Ambos querem me derrubar. Querem tomar o que, por direito, é da nossa família. Tudo o que construímos.

– Eles não querem, Niklaus. Eles já o fizeram – disse Elijah.

– Exatamente, irmão. E é aí que entra você, Rebekah. – Continuou Klaus, mostrando o seu sorriso que antecedia um plano maquiavélico ou suicida.

– Seja o que for, eu passo. Não quero me envolver em suas paranoias, Nik.

– Mas talvez queira se envolver com Marcel outra vez, o que acha?

– No que está pensando? – Perguntou o mais velho.

– Marcel sempre foi apaixonado por Rebekah, lembramos bem desse episódio em nosso passado em New Orleans.

– Claro, ele foi o único cara por quem me apaixonei que você não matou, mas quebrou o pescoço dele dias atrás para salvar uma simples humana – Rebekah sorriu ironicamente, completamente sem humor. – O que sua mente doentia está planejando agora?

– Você, minha irmã, irá se infiltrar na vida de Marcel e descobrir quem é essa mulher que consegue ser bruxa, vampira e lobisomem ao mesmo tempo.

– Não! – Negou Rebekah, sendo ignorada.

– Fará com que Marcel se apaixone por você outra vez, se mostrará do lado dele, dirá que está contra sua família porque finalmente resolveu viver um grande amor e blá, blá, blá... – Klaus sorriu largo – Você é boa nisso e Marcel ainda deve sentir algo por você.

– Não sei se seria uma boa ideia, Niklaus – disse Elijah com seu tom cauteloso.

Não sabe? – Rebekah olhou apavorada para o mais velho dos três. – Pois eu tenho certeza que isso não é boa ideia! – Deu dois passos para trás – Não vou ser manipulada por você – olhou para Klaus –, não vou me envolver com Marcel outra vez e dar uma de Judas. Será que passou pela cabeça de vocês dois que talvez, só talvez, eu não goste mais do Marcel?

– Não vai me dizer agora que está apaixonada pelo zagueiro barman de Mystic Falls...

– Matt é um bom homem, Nik. Mas acho que você não sabe o que é bondade e muito menos amor – disse ela, dando as costas aos dois.

– Deixe-me pôr de outra forma, irmãzinha. – ela parou. – Você pode aceitar meu plano e me ajudar a recuperar a cidade, ou pode me negar sua ajuda e passar mais noventa anos no seu caixão com uma adaga em seu peito. – Disse Klaus e olhou para Elijah. – E o mesmo serve para quem tentar salvá-la. Então, o que me dizem?


Sophia e Antônia estavam tentando recuperar o tempo perdido. Sophia a ajudou com a alimentação, mas depois descobriu que a pequena já havia pedido ajuda à Rebekah. Tentou ensinar como usar a compulsão, mas Stefan já o havia feito.

– Estou tentando ser uma boa irmã, mas parece que cheguei atrasada – disse ela, sentando em uma pedra, olhando para a novata.

– Você não anda muito bem, Sophia. Parece meio abatida, cansada.

– Ser humana é um porre.

– Por que não se transforma? Posso te ajudar com isso.

Sophia ficou parada, olhando para os lados e encarando as árvores imóveis ali. Sua mente, no entanto, estava vaga.

– Eu sempre quis ter uma família, ser mãe, ter uma casa, envelhecer e morrer. Agora eu posso fazer isso.

– E pode fazer isso com o Damon – Antônia se agachou na frente da irmã. – Você o ama ainda né?

– Infelizmente. Mas não o vejo trocando fraldas ou trocando uma lâmpada dentro de casa. O tempo passou para nós dois, Antônia. Eu mudei. Ele mudou. Se eu mal pude cuidar de você, como cuidaria de um filho? – Sophia passou a mão pelo rosto da irmã.

– Então por que não se transforma de uma vez e acaba com isso? Você sabe que, mesmo tendo sido curada, você pode se transformar. Eu consegui.

– Não sei. Só acho que ainda não estou pronta pra virar o monstro assassino que eu era.

Antônia levantou e se afastou da irmã.

– Só está fazendo isso para se auto castigar. Quer sentir toda culpa por tudo que fez, se martirizar. Mas isso não muda o que você já fez, não muda o que sentiu ao fazer. Você é assim, Soph. Aceite. Eu aceitei.


– Nós vamos embora amanhã, Elena, e eu não vou deixar você aqui sozinha.

– Eu nem tenho o porquê ficar, Jeremy – disse ela, sentada na janela do quarto. – Quero distância dessa gente e principalmente da Sophia. – revirou os olhos. – A única razão pra eu não ter matado ela é que não quero ser um monstro como ela é.

– Você não é um monstro, Elena. Você é melhor que ela.

– Ela matou nossos pais, Jer. Esse todo tempo achei que a culpa fosse minha e, no entanto, foi ela.

– É, mas você viu o que o papai fez com ela. Aquilo...

– Não temos provas de que foi verdade. Não temos provas que tive um câncer no pulmão. Tudo isso pode ser só invenção dela, Jeremy. Ela me odeia porque sou a duplicata da Katherine e por causa do Damon e do Stefan.

– Mas ela parece ter superado a Katherine, são meio que amigas agora. E ela desistiu do Stefan e tem o Damon correndo atrás dela. Não acho que...

– Jeremy, ela me odeia. É só isso o que conta. Vai dar uma de Caroline e ficar do lado dela?

Jeremy vinha observando a irmã de uns tempos pra cá e notara sua drástica mudança de comportamento. Aos poucos estava se afastando de Caroline, tudo que fazia parecia ter sido milimetricamente calculado para atingir Sophia, estava menos ingênua, mais solta. Podia ser só uma fase, assim como ele teve sua fase rebelde. Ou podia ser que Elena tivesse obtido uma nova personalidade, devido às circunstâncias. A única coisa da qual Jeremy tinha certeza, era que iriam embora de New Orleans logo.

Notas finais
Capítulo pequeno, sem grandes emoções e de fato não impressionou ninguém. Só pra mostrar que as relações de irmãos ainda continuam fortes nessa fic, e que prezo isso até o fim. Jamais separarei Defan. Jeremy e Elena... hum... talvez. Depende do quão má e fora de controle Elena ficará. Hey gente, vocês acham que é possível haver um Spin off de fanfics? Acham que ficaria confuso ou acham que tenho a capacidade de separar a historia dos Originais contra a “usurpadora” da história de Mystic Falls (que dará uma guinada diferente)? Preciso da opinião de vocês. Porque, tipo, se eu for continuar escrevendo apenas em Love and Hate, terei de dedicar sempre meio capítulo a New Orleans e meio a MF. Ficará muito longa a temporada e confusa. O que acham de um Spin Off? Só avisando que estou com um PC novo (uebbaa) e agora poderei escrever mais facilmente para as fics, mas para postar ainda precisarei dos PCs do colégio e da absurda paciencia de vocês ok. Beijos, até mais.