Love And Hate - Season 2

18 Forget that I Love You.


Notas iniciais
Buenas e m'espalho! Alguém aí já leu O Tempo o e Vento? Quem leu, o que achou dessa péssima adaptação que passou na globo na última semana? Preciso discutir aquilo com alguém uhesuhes Bem, vamos ao capítulo, né. Repararam no título? Quem fará quem esquecer que o ama? Bem, só lendo pra saber.

POV SOPHIA

Stefan me levou para a casa de minha mãe e qual foi minha surpresa ao chegar lá? Alaric Saltzman sentado no sofá.

– Já posso de te chamar de pai? – falei me jogando ao seu lado.

– Bem, considerando sua idade, eu diria que sou um pouco novo para seu pai. – brincou ele.

– Mas está pegando minha mãe, então sim, posso te chamar de pai. – ri o olhando.

E pensar que um dia o jogo já estivera invertido. Eu vampira, e ele humano. E eu dando em cima dele. Ri ao lembrar disso. Hoje Ric nada mais era do que um irmão mais velho, quase um pai mesmo.

– Como está? – perguntou ele.

– Levando todos os fatores em conta... É , eu sobreviver.

– E quanto ao Damon?

– Eu o amo, mas ele foi muito filho da puta comigo então... Eu não posso ficar com ele. – levantei do sofá, em busca do meu uísque. – E não tente ser o mediador da situação, senhor Saltzman.

Servi três copos com uísque ao ver minha mãe descendo a escada e voltei a me sentar, porém deixei o lugar ao lado do Ric vazio e BINGO! Minha mãe sentou ao lado dele.

– Sabe mãe... Depois de ter casado com um inglês filho da mãe que só ferrou com a sua vida e depois de ter sido amante de um assassino frio de sotaque arrebatador, eu apoio sua nova escolha. – olhei para os dois. – Um cara da sua idade, bonito, sexy, educado e inteligente.

– Sophia, eu já falei que somos apenas amigos. – disse minha mãe em tom repreensivo.

– Claro, e ele veio aqui pra beber meu uísque, apenas.

– Damon acha arriscados vocês duas sozinhas nessa casa.

– Ele sugeriu que fossemos morar lá, mas...

– Eu não fico naquela casa enquanto Damon e Elena estiverem juntos. – levantei indo para a janela da frente, fazer pose de dramática. – E acredito que Stefan deveria fazer o mesmo. Não fazem ideia do quanto eu odeio Elena Gilbert. – bebi o que restava em meu copo.

– Bem, não posso dizer que estou feliz em ver Elena se aproximando do Damon. Ela tem... mudado ele. – falou Ric. Como se isso fosse algo que eu não soubesse. – Quando encontramos a cura, Elena não fazia ideia do plano e eu tive que fugir de todos pra poder chegar até a casa do Damon.

– Ainda bem que você chegou na hora. Mais um segundo e Sophia já era.

– Teria sido melhor – falei baixo, olhando a lua cheia no céu.

– Não diga isso, Sophia. Ficamos tão preocupados com a notícia de perder você e você fala como se sua vida fosse nada.

– O que é a minha vida, mãe? – virei bruscamente. – Sou uma humana a mercê dos riscos de se estar viva em Mystic Falls, a mercê das doebças; uma humana que fez uma fila interminável de inimigos no caminho até aqui... Uma humana odiada pela própria irmã e traída pelo homem que ama. – agarrei minha garrafa e passei por eles, indo para as escadas. – Que bela bosta me tornei!

Não consegui pregar os olhos naquela noite. Sentia-me frequentemente sem ar e com medo. Aquela maldita casa estava no nome da minha mãe, então qualquer filho da mãe poderia entrar ali, arrancar minha cabeça e ir embora.

Um vento forte soprou e abriu minha janela em um soco. Dei um pulo da cama e depois revirei os olhos.

Quando me tornei tão medrosa?

Levantei, mexi nas minhas coisas e só então notei que ainda estava com o anel no dedo. O anel que me permitia sair à luz do sol. Olhei para o relógio e vi que estava na hora do sol nascer. Caminhei até a janela olhei fixamente para o horizonte e conforme os raios do sol clareavam Mystic Falls, fui puxando o anel do meu dedo.

A monotonia da manhã, o cheiro de grama molhada pelo sereno na noite escura e o ar fresco. Fechei os olhos e tirei o anel, sentindo aquele calor no meu rosto. Senti falta daquele calor, não posso negar.

Lembrei de todos os momentos bons que tive como humana. Os momentos pré-Damon. Deixei o anel no parapeito da janela e continuei ali parada, com os olhos marejados.

Eu gostava de ser vampira, de ser jovem para sempre, de poder correr e matar sem ser pega, muitas vezes e remorso, mas... Estar viva era tão bom. Talvez aquele sentimento passasse com o andar dos anos, quando eu ficasse velha e acabada, mas aprendi a viver o momento e naquele momento... Eu percebi que havia ganhado uma segunda chance. Mesmo que à força, mas ainda era uma segunda chance.

Os dois dias seguintes passaram sem muita importância. Era apenas eu e minha humanidade me atormentando. Um cara me chamou de “potranca” no Mystic Grill e eu não pude nem arrancar o coração daquele ogro caipira.

Então decidi me acalmar e a única pessoa capaz de me ouvir era Caroline, já que eu estava evitando os irmãos Salvatore.

Quando cheguei à varanda da casa da loira, encontrei um envelope no chão. Tinha um ar vintage, papel envelhecido.

– Sério, Klaus? – essa foi minha ideia, coisa do Klaus. – Care? – Entrei após bater duas vezes.

– Sim, eu tava me vestindo. – disse saindo do quarto. – O que faz aqui? – perguntou sorrindo.

– Vim me queixar por não poder arrancar mais corações com minhas mãos, mas encontrei isso na sua porta e só pode ser do Klaus. – entreguei o envelope a ela.

– Não, não deve ser dele. Seja o que for, vamos descobrir.

Dentro do envelope havia uma folha também de cor envelhecida, letras cursivas e muitos bonitas. Porém a cara de Caroline foi se fechando cada vez mais.

– Meu Deus. – disse ela.

– Que foi? O que está escrito? – perguntei.

– Eu vou ler pra você: “Convido-lhe a celebrar comigo a minha volta para minha cidade natal, em um baile de inauguração a minha nova casa. Atenciosamente, Antônia Engerhoff.”. – Ergueu o olhar assustado para mim. – Sua irmã me mandou um convite.

– Duvido que tenha sido só pra você – saí da casa e entrei no meu carro e fui para minha casa, na companhia de Caroline.

– Mãe? Ric?

– Procurando por isso? – Alaric apareceu vindo da cozinha, com um convite em mãos.

Arranquei o papel de suas mãos e o abri freneticamente.

Além do mesmo texto escrito nos demais convites, havia uma anotação, feita à punho.

“Querida irmã, espero ansiosamente por sua presença em minha casa. Em nossa antiga casa, você lembra? A casa que você pôs fogo. Vista-se adequadamente, por favor. Com amor, ou nem tanto assim, Antônia.”.

– Não acredito que ela fez isso! – falei encarando Ric e Caroline. – Ela reconstruiu a casa. Ou melhor, fez uma no lugar da outra. – Virei para encarar minha mãe que vinha dos fundos. – Você leu isso? – perguntei indignada.

– É, eu li. No seu ela ainda foi educada, no meu convite ela me chama de vadia desalmada.

– Espera. O baile é hoje à noite?

– Não, aonde eu vou arrumar um vestido? – Disse Caroline.

– Ligue pro Klaus. Ele estala os dedos e pronto, você tem um vestido.

– Todas as famílias fundadoras receberam convites – Falou Ric. – Sua irmã está tramando alguma coisa.

– Acha mesmo? – falei com sarcasmo, porém era o nervosismo falando por mim – Não se esqueça que ela é neta de Esther Mikaelson. Lembram do último baile de um Mikaelson, não é?

[...]

Sem opções, tive de reusar um dos meus vestidos. Stefan me ligou e pediu que eu fosse com ele. Obviamente, Elena iria com Damon. Na verdade meu par era o que menos me importava. Então levei minhas coisas e me arrumei na casa dos Salvatore.

Me vesti, arrumei meu cabelo e minha maquiagem e só faltava escolher uma joia. Mas Damon resolveu meu problema.

– Você está linda. – disse ao entrar.

– É, eu tento não ficar... – me virei para o espelho. – Mas é impossível.

Damon riu de leve e começou a se aproximar de mim.

– Tem algo que você esqueceu de pegar de volta e acho que vai combinar com seu vestido.

Olhei pelo espelho e vi o colar de safiras e diamantes em sua mão.

– Já havia esquecido dele.

Damon parou atrás de mim, dentro de seu smoking preto e com seus olhos brilhando mais que as safiras do meu colar.

– Posso? – pediu ele, olhando para mim através do reflexo do espelho de corpo inteiro.

– Claro. – falei baixo.

Ele colocou meu cabelo para o lado delicadamente e depois fechou o colar em volta do meu pescoço. Depois suspirou pesado.

– O que foi, Damon? – me virei para olhá-lo.

– Era eu quem devia te acompanhar hoje nesse baile, era eu quem devia te acompanhar em todos os bailes da sua vida, mas...

– Não, chega. – ergui a mão para que parasse de falar. – Acabou. E não pense que eu fico feliz com isso, porque eu amo você. Eu atravessei o Atlântico por você, eu quase morri pra te trazer de volta. – ele tentou falar, mas o impedi. – E não me arrependo de nada. Mas o meu orgulho não permite que eu te perdoe. Talvez com o passar de mais um século eu conseguisse te perdoar, só que agora eu não tenho mais tanto tempo assim. – sorri sem graça.

Damon segurou meu rosto com ambas as mãos e tocou meu lábios com os seus.

– Eu te amo, Sophia. E eu não quero fazer isso que vou fazer agora. – ele continuou segurando minha cabeça e olhando nos meus olhos.

– Damon, o que...

POV DAMON

Me certifiquei que Sophia não ingerisse mais verbena desde que fora transformada em humana, pois eu tive a ideia mais imbecil porém altruísta da historia.

Eu vi o quanto ela sentiu segura com meu irmão nos últimos dias e sabia que ela jamais conseguiria ser feliz enquanto me amasse, mas eu a conhecia o suficiente para saber também que ela não voltaria para mim depois do que viu. Então quando via a primeira oportunidade de fazer algo certo e bom para ela, eu fiz.

– Você vai esquecer todas as vezes que disse que te amava, vai esquecer que me ama. Você vai seguir em frente e será feliz, seja com Stefan ou com qualquer outra pessoa. Terá o amor que te consome, o amor que você sempre quis, não é?! – um bolo se formava em minha garganta eu já sentia meus olhos marejados. – Esqueça tudo que sente por mim, e a partir de agora, pense que todo o nosso passado foi apenas... Pense que fomos grandes amigos, porem tentamos ser algo mais e não deu certo. – Suas pupilas dilataram e então estava feito. – Esqueça que nos amamos.

Fiz também com que não se lembrasse que eu estive em seu quarto. Pensaria que eu havia devolvido há dias seu colar.

Saí de seu quarto em questão de segundos, me sentindo um idiota. Mas estava feito. E Sophia realmente merecia alguém melhor que eu. Mesmo que eu visse a história se repetir em minha frente, mesmo que esse alguém melhor fosse o meu irmão.

Notas finais
#PartiuBaileCazinimiga Sim, essa triste cena final foi inspirada naquela cena Delena da segunda temporada. Sim, eu gosto de trasformas as cenas Delenas em cenas Daphia, porque Daphia samba na cara de Delena PRONTO FALEI kkk desculpem-me delenas amadas que leem a fic, AMO VOCÊS, ok? Não matem a escritora, por favor. Antônia não nega mesmo que tem o sangue Mikaelson nas veias, né. Um baile. Adoro bailes. Looks no próximo capítulo, que sairá na sexta, como de costume. Sophia sendo chamada de potranca... Cabeças rolariam se fosse há alguns dias atrás kkk Quem ai shippa Ana e Ric? Só eu? Ai gente, gostei daquela parte no início em que ela tira o anel e tals. Não tá facil ser humana hoje em dia. Beijos, obrigada pelos comentário, gente. Voces são Demais....