Notas iniciais
Os reviews ainda não aumentaram, nem voltaram a quantidade antiga, mas estou pensando em voltar a postar na sexta. Vejam bem, pensando.

POV SOPHIA

Aquilo só podia ser o Inferno.

Quando abri os olhos a primeira coisa que vi foi minha irmã, a primeira coisa que senti foi a dor da mordida e o que me fez raciocinar direito e ver que eu não estava no Inferno – pelo menos não no da Bíblia – foi o corpo de Damon aos meus pés.

– Merda... – falei, fraca.

– O que colocavam no seu leite pra você ser tão... Invencível? – perguntou Katherine.

– Você não tem serventia nenhuma mais pra mim, desse jeito. Nem a cura você tem nas veias mais, Sophia – falou Antônia.

– Então me mata – resmunguei. – Não vai fazer diferença.

– Ainda não... – falou ela, arrastando Damon para seu antigo lugar.

Ela nem sequer olhou nos meus olhos para dizer “ainda não”. Estava com medo, estava indecisa, e agia exatamente igual a mim estando nesse estado.

– Então me solta pra gente ter uma conversa civilizada. – Ela prendeu Damon e me olhou. – Tem minha palavra que não vou fugir. Não sem Damon e Katherine.

– Não confio em você. Mas não leve pro lado pessoal, eu não confio em ninguém – ela caminhou em minha direção. – Assim que seu namorado estiver em perfeitas condições e assim que eu tirar a verbena do organismo daquela vadia, eu vejo o que faço com você.

Presa em cárcere privado pela minha própria irmã. Maravilha. São as férias que pedi a Deus!

– Não precisa ficar com essa cara de apavorada, Elena. Damon já vai acordar –falei.

– Ele vai surtar – ela disse.

– Damon amava ser um vampiro, e o pior é que...

– Talvez ele morra quando eu beber o sangue dele – interrompeu-me Katherine. — Não é porque você saiu viva que ele também sairá.

Ah Stefan... Caroline... Ric... Por favor, apareçam. Por favor, não desistam da gente.

Eu estava apavorada, com medo e me sentindo sozinha. Algo lá no fundo queria que o Stefan estivesse comigo, me confortando e dizendo “vai ficar tudo bem” de uma forma tão doce quanto acreditável. Mesmo com a hipnose de Damon meus sentimentos por Stefan continuavam iguais, mas agora com um pingo de culpa e ódio do Damon.

E ódio de mim mesma.

Aonde que eu comecei a agir igual a Elena em relação aos Salvatore? Quando que comecei a ter que escolher um, mas sem querer perder o outro? Por que eu tinha que gostar do Stefan?

Essas perguntas ficaram martelando a minha cabeça durante todo aquele longo dia, e me senti um tanto culpado quando os híbridos levaram Katherine consigo, acredito que para sangrar a verbena dela.

– O que aconteceu? – balbuciou Damon, ainda tonto.

– Você é o mais novo humano da praça, parabéns – falou Hayley.

– O QUE? – Damon gritou, puxando as mãos presas pelas correntes. – Do que você está falando, eu não...

– Você é tão humano quanto eu agora, Damon. Então pare com o chilique. – O interrompi com a voz grave e arrastada. – Se eu não pirei, você não precisa pirar.

– Humano? Eu?

– Eu me fiz a mesma pergunta e até agora não tive tempo pra assimilar tudo direito. E acho que você terá menos tempo ainda...

– O que você que dizer com isso? – perguntou me olhando apavorado.

– Damon, a Antônia só curou você por... – começou Elena.

– Vingança. Ela queria que eu fosse morta por você. Talvez ela tenha literalmente morrido de amor e me culpe por isso, talvez ela seja só desiquilibrada, mas...

– Sem rodeios – pediu ele, completamente impaciente.

– Ela fará com que Katherine beba todo seu sangue para usar o sangue dela no feitiço – explicou Elena. – Ela precisa do sangue Petrova.

– Eu sinto muito... – falei o olhando triste, melancólica. – E sinceramente, eu preferia ter morrido a ter que você morrer logo em seguida. De novo.

Damon bufou e bateu sua cabeça contra a parede de pedra atrás de suas costas. Fechou os olhos e ficou parado.

– Podemos beber sangue de vampiro ainda, não podemos? – ele me olhou. – Nós bebemos, morremos e estará tudo resolvido.

– Ou não. Podemos morrer e nunca mais voltar – Respondi. – Ninguém nunca bebeu a cura para saber.

– Ela tem razão. – falou Cassandra. – Há uma grande chance de vocês não voltarem se fizerem isso. A cura foi feita por uma bruxa, e sabemos bem da velha rixa entre vampiros e bruxas... Seja lá quem a fez, não deve ter deixado brechas.

Eu não sabia da história da cura, não sabia se ela fora mesmo feita por uma bruxa, nem o motivo. Mas quem fez, não faria algo que pudesse ser revertido. E sei que Damon não ouviria uma ex-bruxa, nem mesmo me ouviria se eu tentasse argumentar mais. Fiquei esperando por seu acesso de raiva, de fúria, onde ele tentaria loucamente se soltar, mas tudo que ele fez foi ficar calado, sem olhar para mim ou Elena. Eu até estava conseguindo carregar o fardo da humanidade, mas Damon?! Não. Ele aprendeu a ser vampiro e apagou qualquer resquício do ser humano que foi um dia. Aquele Damon que fugia à noite para me ver morrera junto com a ingênua apaixonada em 1865. Não havia mais nada de bom ou de humano dentro de nós dois, e buscar por isso agora seria enlouquecedor. Mas que outra opção tínhamos?

– Daremos um jeito – falei olhando ele, que não moveu um músculo. – Sei que está puto por ter bebido a cura, mas...

– Eu nem tentei, Sophia! – ele me olha, furioso. – Eu quase matei você, quase bebi todo seu sangue.

– Mas não matou! — rebati. — E eu vi o quanto você se controlou, Damon. Pare de se culpar, merda! Ficar desse jeito não nos ajuda em nada. – ele virou o rosto pra o lado. – Olha pra mim. Fala comigo. – voltou a me encarar. – Eu lembro de tudo, exatamente tudo que você me disse antes do baile. Tudo.

– O que? Mas como?

– Não importa. Eu lembro. E se teve uma única vez que eu vi você desistir de algo, foi naquela noite. Você desistiu de mim. Mas não desista de você mesmo. Não agora.- falei, balançando minha cabeça. – Não faça por mim, nem pela Elena, nem pelo Stefan. Faça por você.

– Você se adaptou rápido a vida humana, mas eu...

– Você acha que eu me adaptei?- ri – Damon, eu poderia ter arrancado a cabeça do David se não fosse humana, poderia ter fugido ou pelo menos lutado. Mas eu sou tão indefesa quanto uma criança, mais indefesa do que eu era em 64.

– Mulheres indefesas não fogem numa noite de caça à vampiros para salvar o amante, um suposto vampiro – Falou Antônia, aparecendo encostada ao marco da porta. – Nem põem fogo no próprio pai.

– Você quebrou o clima, sabia?! – Falou Damon a encarando com uma sobrancelha erguida.

– Você me irrita, sabia? – disse ela, imitando debochadamente a voz dele, porém afinando-a. – Agora me faça um favor – ela correu até ele em sua velocidade que eu tanto invejava e se agachou em sua frente. – Não grite, não fuja, não seja o herói. – Ela soltou as algemas, depois guiou Damon para a porta.

– Pensei que você fosse má o suficiente pra fazer com que Damon escolhesse entre Elena e eu para dar o último beijo de sua vida, o ultimo adeus – falei encarando a parede onde antes estava Damon, observando Antônia apenas com o canto do olho.

– Eu sou má o suficiente para não dar a ele o direito do ultimo beijo. Ou a você.

No fundo eu sentia que havia algo errado com ela, não sei dizer o que. Mas me dava medo, me inquietava. E ver os olhos tristes de Damon me cortou o coração. Ele era tão mortal quanto eu, agora, e lá estava ele, caminhado feito um condenado á forca. Olhei para Elena e pela primeira vez ela não disse nenhuma besteira, mas não parecia tão arrasada quanto eu estava por dentro.

– Ele vai sair vivo, ele sempre sai – disse ela, como se aquilo servisse para consolar a si mesma.

– É fácil fazer isso quando se é vampiro e se tem pessoas para te proteger. Damon é um humano nas mãos de uma psicopata. E não se esqueça que a Katherine que irá beber a cura, e ela odeia o Damon.

Ouvíamos os gritos de Katherine possivelmente sendo torturada para perder sangue. Não demorou muito para ouvir o som da voz grave de Damon, em um grito de dor, de sofrimento. Antônia sabia que eu escutaria, então fez com que Katherine fizesse da pior maneira, para realmente machuca-lo.

Eu já não ligava pra fome nem para a sede que eu sentia. Conforme o tempo passava minha angustia aumentava, um sentimento de culpa e raiva de mim mesma me corroía por dentro. As coisas poderiam ter saído diferentes, eu sabia. Antônia poderia ter tido uma vida normal e de luxo em nossa casa, eu poderia ter arranjado um marido rico em Mystic Falls, meu pai poderia ter continuado com suas noites de sexo com Maria e Damon poderia continuar vivo e vampiro agora, Katherine não precisaria ser torturada — o que me inquietava era o fato de Katherine ter conseguido fugir de Klaus, mas não de minha irmã — e eu não estaria presa e com dor de estômago.

É incrível como uma única decisão pode mudar toda sua vida. Se eu tivesse ficado em casa na noite do baile em que conheci Damon...

– Tragam-nas! – a voz aguda e arrogante de minha irmã me tirou de meus devaneios.

Quando a porta abriu, David e mais alguns entraram para nos tirar. Como já era de se esperar, David veio até mim e me soltou, enquanto eu mantinha os olhos baixos.

– Ele está bem — sussurrou David e então ergui meu olhar para o seu. –Katherine não o matou, e ela está acordada já.

– Por que está me dizendo isso?

– Pra provar que não quero o seu mal, ou o dos seus amigos. – ele me ajudou a levantar, e fomos os últimos a sair.

– Obrigada – sorri em agradecimento. – Mas quando tiver a primeira oportunidade, fuja. Vá para o mais longe que puder e quebre seus ossos milhares de vezes seguidas e só pare quando não tiver mais dor ao fazer isso.

– Por que...

– Só faça.

Foi bom poder esticar as pernas depois de... Quando tempo estava presa lá dentro? Enfim, foi bom poder respirar.

Havia um pentagrama virado com as duas pontas de baixo para o norte. Um pentagrama invertido é usado em cultos de magia negra. Em volta do círculo maior, havia cinco pequenos círculos. Em um estava Hayley, no outro Elena e no outro Katherine. No outro, Davina.

– Me trouxe para assistir suas bizarrices, Antônia? – perguntei, admirando o desenho no chão.

– Isso não é uma bizarrice, é uma obra de arte. – falou ela.

– Claro... – resmunguei – Não está com medo? – encarei Davina.

– Não, ela vai me livrar de algo que eu odeio. Por que estaria com medo? — respondeu-me a garota.

– Porque ela mente. – falei, caminhando em torno do círculo. – E você, Elena? Eu esperava ver você implorando por misericórdia. Algo do tipo “por favor, eu tenho um irmão rebelde que precisa de mim, eu tenho que voltar para o Stefan, eu tenho que...”

– Vai pro Inferno – falou ela. – Você é tão doente quanto sua irmã.

– Não. O fato é que te odeio, Gilbert. E talvez um dia eu te conte o verdadeiro motivo. – Continuei caminhando em volta delas, ignorando-as. Katherine olhava para todos os lados, com a mão pressionando a barriga, os olhos sem pavor, apenas dúvidas.

Cassandra estava morta no chão, com o pescoço mordido e os longos cabelos jogados em volta de sua cabeça. Damon não estava em lugar nenhum.

– Prontas?

Notas finais
Esse gif *-* Aí a autora transforma três dos mais preferidos personagens de vocês. Motivos: a) Ela tem disturbios b) Ela é parente distante da Julie Plec c) Só por maldade mesmo. Espero que estejam gostando, as coisas só esquentam daqui pra frente. Eu disse que teríamos gente morrendo. Cassandra já se foi. Quero no mínimo 13 comentários. Senão não posto semana que vem. Juliana, Vicky Di Ângelo, Ingrid Amado, Sarah Maddox, Stefani de Mota Costa, kamila Leite, Helen Salvatore, Caçadora Cinzenta, Nathalia Machado, Alícia Salvatore Winchester, mjulia, Tete Wasilewski, Nyx Vampire and Angel, Rafaela Mello, wcsdobrev, SarahBia, Juliana Dias, ESPERO POR SEUS COMENTÁRIOS DAQUI PRA FRENTE. Beijoos