Love And Hate - Season 2
37 Be Sicenre
Notas iniciais
POV SOPHIA
Damon e Alaric me contaram que iriam embora naquela noite ainda, assim como todos os outros.
– Eu não vou – falei sentando no sofá da sala principal.
– Sophia...
– Damon, eu não vou, não importa o que você diga.
– Se você ficar, sua mãe vai ficar. Aí eu terei de ficar – disse Ric.
– Se o Ric ficar, eu também preciso ficar. – Damon abriu os braços. – Uma coisa leva a outra.
– Não precisarão ficar porque ela e Antônia irão conosco pra casa.
Enquanto minha mãe caminhava até nós, eu apenas sorria descrente.
– Você não manda em mim – falei.
– Sou sua mãe, Sophia.
Levantei rapidamente parando à sua frente, a encarando cara a cara.
– Você reivindicou ao direito de mandar em mim quando foi embora com o Klaus e fingiu estar morta. Fora o fato de ter ficado do lado da Elena.
– Você matou os pais dela.
– Não troque de assunto. Eu não vou, a Antônia vai só se ela quiser.
– É nessa família que você quer entrar? – Disse Damon, cutucando Alaric com o cotovelo. Ele apenas revirou os olhos.
– Por que não perguntamos a ela? – Minha mãe estendeu o braço esquerdo para a entrada da cozinha e então vi minha irmã.
– O que está acontecendo? – perguntou Antônia.
– Sua mãe e sua irmã estão conversando não tão civilizadamente assim – disse Damon – sobre você ir para Mystic Falls ou ficar.
– Eu não vou a lugar algum.
– Viu — falei para minha mãe, sorrindo. – Ela fica. Eu também.
– Antônia, eu sou sua mãe e estou fazendo isso pelo seu bem. Você não pode ficar aqui com esses Originais narcisistas e...
– Até onde me lembro também sou uma Original, então esse é o meu lugar.
Outh! Essa doeu até em mim!
– Você vem comigo e pronto! – Minha mãe usou a velocidade de vampira para chegar até Antônia e então a segurou pelo braço.
– Não se esqueça que essa garota é minha filha também – Me virei e encontrei Klaus no pé da escada. – Se quiser ficar, ela vai ficar.
– Klaus, por favor. – Disse minha mãe.
– É melhor soltá-la, Anastásia – Ric a puxou gentilmente pelo braço. – Por mais estranha que seja essa situação, ele é o pai e também tem direito.
– Já perdi uma filha por sua culpa, vai me fazer perder a outra? – Ana rosnou para Klaus.
– Não pode perder o que nunca teve. – Antônia interferiu. – Você nem sequer me criou! Tudo que eu quero é pegar o meu corpo de volta e fugir da vista de todos vocês.
– Faça isso na primeira oportunidade – falei. – Conhecendo seus pais como conheço, uma pode te abandonar de novo e o outro pode te trancar num caixão por séculos ou te usar para criar híbridos – passei entre minha mãe e Klaus, saindo da sala.
POV NEUTRO
Klaus, sabendo que Caroline iria embora dentro de horas, resolveu se despedir em particular, longe do olhar de raiva ou desdém dos demais. A loira ainda estava no quarto, arrumando as poucas coisas que havia levado consigo, quando duas batidas ressoaram na madeira nobre da porta.
– Está aberta – disse ela, arrumando espaço na mala para mais coisas.
– Pelo visto irá embora daqui a pouco – ele entrou, e fechou a porta delicadamente.
– Ah, Klaus. É você. – Disse ela, segurando uma blusa na mão, parada em frente à mala aberta, com uma expressão não muito contente.
– Quem mais seria? Fora Sophia e eu, quem mais nessa casa se preocupa com você?
– Stefan – disse ela. – Espera, se veio jogar na minha cara que minhas amigas estão me deixando de lado, pode dar meia volta e...
– Eu só vim me despedir, Caroline.
– Ah – disse ela, largando a blusa sobre a cama. – Já se despediu. Pode ir.
Niklaus riu baixinho e com um pequeno impulso estava frente a frente com ela. Caroline permaneceu no mesmo lugar, sem recuar com a aproximação dele.
– Até quando vai usar hostilidade para esconder o que sente?
– E o que eu sinto, Klaus? – desafiou-o. – Será que você pode me dizer?
– Vai negar que temos uma forte ligação, Caroline? Vai negar que sente, no mínimo, atração por mim?
Klaus estava tão próximo a ela que conseguia sentir a respiração da loira, podia ouvir seu coração se acelerando e o perfume que sua pele exalava. Caroline estava há um bom tempo sem um contato masculino e ficar tão perto de Niklaus assim, não fez bem ao seu corpo – se é que você me entende. Os pelos de sua nunca se arrepiaram e seus olhos oscilavam de direção: ora nos lábios de Klaus, ora nos olhos dele.
– Estou esperando por uma resposta, Caroline. Só preciso que me diga o que sente por mim, depois disso saio desse quarto e quando você for embora, nunca mais me verá na sua vida. Só quero que seja sincera comigo.
– Quer que eu seja sincera? Tudo bem, Klaus. Eu posso fazer isso. Eu, sinceramente, sinto alguma coisa por você além de ódio, mesmo você tendo acabado com nossas vidas, mesmo que tudo isso seja culpa sua. Eu gosto de você, Klaus. E você sabe disso. Mas eu não posso gostar de você porque é errado. Porque você é um...
– Monstro?
– Um tirano narcisista e egoísta, além de um assassino insano.
Caroline respirou fundo e sentiu-se aliviada. Klaus apenas sorriu de canto, abaixou a cabeça e depois voltou a olhá-la, umedecendo os lábios.
– Sabe que já matei muitos homens por menos, não é?
– Você pediu que eu fosse sincera – respondeu ela, de cabeça erguida, audaciosamente o encarando.
– Bem, eu disse que deixaria você em paz se me dissesse o que sente. E eu ainda sou um homem de palavra. Adeus, Caroline.
Klaus virou-se lentamente em direção à porta e enquanto isso Caroline Forbes tomou a decisão mais impensada de sua vida.
– Klaus, espera.
Quando ele parou e virou, ainda com um pingo de esperança no fundo do peito, Caroline apressou-se até ele, unindo seus lábios aos dele, abraçando seu pescoço depois.
A euforia de Niklaus foi inexplicável. Esperara por aquele momento desde a primeira vez que pôs os olhos na loira. Ambos sentiram um longo arrepio ao tocarem-se, aceitando os sentimentos mais clichês possíveis. Quando os lábios se separam e os olhos se abriram, os dois sorriram largamente e até um pouco inocentemente.
Então se entregaram ao desejo mutuo de estarem juntos, como um só.
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