Love And Hate - Season 2
7 Boyfriend?
Notas iniciais
POV Sophia
Acordei com o braço de Damon sobre minha cintura e seu peito colado às minhas costas.
– Bom dia – ele sussurrou assim que abri os olhos.
– Bom dia – me viro para ele, que me olha sonolento. – Acordei você?
– Não, eu já estava acordado.
– Ah... Bom, não posso ficar o dia inteiro na cama com você...
– Pode sim – ele me interrompe, deslizando a mão pela lateral do meu corpo.
– Não, eu preciso ver minha mãe, preciso agradecer à Janine e tudo mais. – me levanto da cama. – Então, eu vou tomar um banho rápido e vou voltar para casa.
– Não quer companhia? – Pergunta Damon, com a voz manhosa.
– Teve sua chance ontem à noite, querido. – sorrio, me virando e indo para o banheiro.
Ele insistiu em me acompanhar até a casa da minha mãe, alegando que eu ainda estava fraca. Na verdade eu me sentia perfeitamente bem.
– Mãe? – não encontrei ninguém ao entrar, mas logo David apareceu saindo do banheiro, com uma toalha branca enrolada no quadril.
– Sophia! – ele caminhou em minha direção e Damon deu dois passos à frente, olhando torto para a figura de peito nu.
– Ahn, Damon esse é o David, meu amigo. David esse é o Damon, meu...
– Namorado – disse Damon olhando sério para o outro.
Fiquei bestificada com o ciúme do Salvatore, e com a forma que se declarou meu namorado.
Então é sério? Estamos oficialmente juntos?
– Ele é um híbrido, foi transformado recentemente e não faz ideia do que ele é – falei, segurando no braço de Damon, que pareceu mais calmo.
– David, onde você... – minha mãe apareceu nas escadas, enrolada em seu robe branco.
– Mãe, digam que não...
– Sim – disse ela, confirmando minha suspeita de que eles haviam transado.
– Pelo menos explicou as coisas à ele? – apontei para David.
– Sim. Só não soube dizer como ele foi transformado nem o porquê.
– Simples. – falei.
– Que tal ele se vestir e depois você explica? – falou Damon.
– É, acho que sim... – diz David subindo as escadas, sendo seguido por minha mãe.
– Não acredito nisso. Ela está transando com um cara mais novo que ela! – falei pasma. – E também não acredito que você está com ciúmes de mim — me virei para Damon.
– Não estou com ciúmes, só não gosto da forma como ele te olha.
– Damon, ele está dormindo com minha mãe. Ele não me olhou de forma indecente.
– Klaus dormiu com sua mãe e até pouco tempo ele dormia com você também. –para em minha frente, deslizando seus dedos por meu cabelo.
– Só estou dizendo que não precisa ter ciúmes, porque eu jamais te trocaria – levei meus lábios até o dele, em um rápido selinho.
– Hm, eu tenho que ir encontrar o Ric. – disse Damon. – Ele precisa de ajuda para se adaptar e...
– Se adaptar?
– Sim. Ric não faz ideia do que é ser um vampi...
– Oi? – o interrompi, confusa.
– Ric voltou como vampiro, não sabia?
– Não! – cruzei os braços. Eu não estava triste, nem lamentava por isso. – Bom, estou surpresa, mas fico feliz. Só espero que ele não pire com isso, como Elena estava pirando.
– Elena não anda nada bem. Ela tem tido alucinações e não consegue se alimentar de sangue animal. Eu falo que ela precisa se alimentar de sangue humano, mas ninguém quer me escutar...
Não sei se ele percebeu, mas minha fisionomia se fechou ao o ouvir falar da Sonsa Gilbert em tom preocupado.
– Vou procurar a Janine... – e virei com a cara fechada, me afastando dele com passadas largas.
– Aí está você, menina! – ela veio em minha direção, me abraçando calorosamente. – Nunca vi força como a sua.
– Creio que não tenha sido a força, mas sim o que eu sinto por Damon e Alaric. Muito obrigada, Janine.
– Agora estamos quites. – ela me olhou. – Mas se precisar, sabe onde me encontrar.
– Você também. Não costumo confiar em bruxas, mas eu sei que você é diferente. Assim como suas filhas, que nem medo de mim tiveram.
– Você não é uma ameaça. Não para nós.
– Vocês já vão? – reparei nas malas deixadas na sala.
– Sim. Mystic Falls não é uma cidade boa para criar duas filhas.
– Muito menos duas filhas lindas e bruxas.
– Se cuida, menina – ela segura minhas mãos, apertando-as.
– Vocês também. Espero voltar à Grécia e encontrar vocês lá.
– A gente também.
Levei-as até a porta, e a pequena me deu um abraço apertado, que – como sempre que eu via uma criança – me fez lembrar de Antônia.
– Aí está você... E vestido – falei vendo David sentado no sofá, assim que voltei à sala.
– Seu namorado parece ser meio ciumento, não?
– O que posso dizer? Eu também sou. – me sento no sofá à sua frente
– Bom, no lugar dele, eu também teria ciúmes.
Ok, ele está flertando comigo? Eu entendi direito? Damon tinha razão...
– Mas então, vamos ao assunto: o que você não entendeu? – pergunto direta e séria.
– Ahn... Como eu me tornei um híbrido? – disse ele, entrelaçando os dedos e descansando as mãos sobre as pernas.
– Você nasceu um lobisomem; herdou a genética ou do seu pai ou da sua mãe.
– Eu sou adotado. – Falou ele.
– Ah. – me recostei no sofá. – Enfim, você herdou isso dos seus pais biológicos, mas como nunca matou nenhum humano, a maldição não foi ativada em você. Muitas pessoas morrem sem saber o que realmente são. Mas mesmo não tendo ativado seu lado lobo, você deve ter sido sempre meio agressivo, irritado... estou errada?
– Não, eu sempre fui meio esquentado mesmo.
– Quando você precisou matar para se alimentar de sangue humano, sua maldição foi ativada. Agora, pra você se tornar um híbrido, são três passos. – enumero com os dedos minha explicação. – Primeiro: você precisa beber o sangue do híbrido original, vulgo Niklaus Mikaelson. Segundo: você morre. Terceiro: você bebe o sangue de uma duplicata Petrova, vulgo Elena Gilbert. Mas, quando você foi criado, Klaus estava hipoteticamente morto. Então eu suponho que sua criação tenha participação da bruxa Bennet. – Tomei fôlego e continuei – Mas sendo híbrido, você pode caminhar tranquilamente exposto ao sol, não precisa de proteção mística – mostro a ele meu anel. – Pode se transformar em lobo quando bem quiser, não precisa da lua cheia para isso e sua força é muito maior do que a de um simples lobisomem. Ah, se alguém arrancar sua cabeça, ou seu coração, você morre na hora. Fique longe de verbena e wolfsbane, e fique muito longe do Klaus.
– Por quê?
– Todo híbrido que ele cria acaba gerando uma ligação com ele, um vínculo muito forte. Você vira uma espécie de escravo e seu livre arbítrio morre.
– E não tem como acabar com essa ligação? – acho que deixei ele um pouco assustado.
– Um cara, Tyler, conseguiu quebrar essa ligação, mas foi sofrido.
– E se eu falar com ele, pedir...
– Eu arranquei o coração dele, David – falei, e vi que minha voz soou vitoriosa e orgulhosa por meu ato.
– Ok. Sua mãe me disse que vampiros e lobisomens não se dão muito bem. É verdade?
– Sim. Isso porque um dos vampiros originais, Mikael, pai de Niklaus, matou um lobisomem e toda sua família, devido a infidelidade de sua esposa, Esther. Nessa traição, Esther engravidou do Klaus, mas ela nunca contou isso pro Mikael. Longa história e muito complexa pra você entender em uma tarde só. O fato é: não confie em todos os vampiros. E o mais importante: confie em mim.
– E por que eu confiaria em você? – ele inclina o dorso para a frente.
– Sua mordida pode matar um vampiro em poucas horas, fazendo o caminho para a morte ser doloroso e lento – me levanto. – Acho que acabei de provar que estou do seu lado, do contrário, não te diria a forma mais fácil de me matar.
– Obrigado. Eu não fazia ideia do que estava acontecendo comigo – ele levanta também. – Não que agora eu esteja menos nervoso e confuso, mas... Quando precisar da minha ajuda, é só pedir.
Eu havia acabado de ouvir tudo que eu queria: David estava em minhas mãos, era um lobinho domesticado por mim, para mim.
– Pedirei. Só lembrando, fique longe de um cara loiro, sexy, de sotaque inglês forte e olhar intimidador. Não quero você como um soldadinho dele. E quando eu descobrir como exatamente você foi criado, eu te conto. Agora tenho que ir. – me viro e ele caminha até mim, segurando de leve meu braço.
– Espera. — diz. – Eu não sei como me alimentar e a fome tá me matando. Eu acabei com o estoque de sangue da sua mãe e também não sei agir como você. Quer dizer...
– Ok. Vem comigo.
[...]
POV Damon
Sophia me ligou e perguntou onde Ric e eu estávamos. Falei que havia levado ele para o norte da cidade, perto das cachoeiras, na floresta para ajuda-lo a caçar e se controlar. Para aprender a ser um vampiro. Minutos depois ela aparece lá, acompanhado do cara que estava dormindo com a mãe dela.
– O que ele tá fazendo aqui? – me aproximei dela, que me olhou sorrido.
– Ele também precisa aprender a ser um vampiro. Quer dizer, híbrido.
– E...? – deixei minha pergunta pairando no ar, enquanto ela envolvia meu pescoço com seus braços.
– Você e o Ric estão aqui, ele não conhece ninguém. Pensei que poderiam...
– Nos tornarmos amigos? – Rir fraco, me virando para olha-lo. – Não.
– Por mim... – disse ela, virando meu rosto, resmungando manhosa.
Eu não conseguia negar pedidos dela, mesmo não indo com a cara do sujeito novo. Eu via o jeito como ele olhava para Sophia, e eu tinha que fingir que não percebia?
– Não prometo que me torne amigo dele, mas posso ajuda-lo. – Levei meus lábios até o dela, a beijando lento, enquanto apertava sua cintura. – Mas você é minha. – sussurrei entre o beijo.
– Idem – sussurrou ela, me dando um rápido selinho, se afastando de mim depois. – Ric!
– Como você consegue deixar o Damon tão meloso e romântico? – disse meu amigo.
Sophia riu, caminhando até ele em passadas largas.
– Como se sente? – perguntou.
– Vivo. Só tenho a agradecer a você, Sophia.
– Pare de me agradecer, Alaric. Você é o melhor e único amigo do Damon e ainda me deve um encontro.
– Esse encontro fica para a próxima reencarnação de vocês dois – falei, me aproximando deles, sorrindo. É claro que eu sabia que era só brincadeira dela.
– Mas Ric, quero te apresentar o David. Ele acabou de chegar à cidade e é um recém-transformado.
– Prazer – Disse David apertando a mão de Alaric, em um formal cumprimento.
– Podemos voltar às aulas, Ric? – Indaguei.
– Claro.
– Para garantir que não haja mortes, eu vou ficar – falou Sophia, sentando no capô do meu carro.
Revirei os olhos e me virei para David.
– Por que não apostamos uma corrida? – usei meu sorriso mais sínico.
– Tudo bem, cara.
– Damon...
– Shiu! – apontei para Sophia que desceu do capô, desconfiada. – Você fica. – virei para o híbrido novamente. – No três. Um, dois, três.
POV Sophia
Damon queria provar que era melhor e mais rápido que David. Coisa de homem. Ou melhor, coisa de Damon.
– Não faz ideia do quanto ele tem falado de você – Disse Alaric parando ao meu lado, com os braços cruzados. – Eu nunca vi o Damon assim, tão protetor e preocupado.
– Nem mesmo com a Elena?
– Não. E agora que ela e Stefan estão juntos de novo, creio que ele terá muito mais tempo para você.
– Tem se adaptado bem ao novo estilo de vida, professor Saltzman? – olhei para ele, sorrindo, e ao mesmo tempo querendo não falar em Elena.
– Essa fome e vontade de furar todo pescoço que vejo estão acabando comigo.
– Bom, se afogue no uísque. Por que acha que Damon e eu bebemos tanto? Isso diminui a tensão, a vontade.
– Caroline me disse que comer o tempo todo também ajuda.
– Sem essa, Alaric. Você é um alcóolatra. É muito mais fácil eu ver você entornando uma garrafa de uísque do que comendo batatinhas fritas.
– Tem razão – disse rindo. – Estão voltando.
– Hm, já aprendeu a ouvir à distância? — Pergunto em tom zombeteiro.
– Damon tem me ajudado nesse tempo que ficou desmaiada.
– Ah sim...
Logo David apareceu à nossa frente nem um pouco cansado. Damon levou uns cinco segundos apara chegar.
– Foram até a China e voltaram? – pergunto, percebendo que Damon está bem mais ofegante que o outro.
– Seu amiguinho não sabe parar.
– Eu só fui mais rápido que você, cara – disse David.
Num piscar de olhos Damon prendeu David contra uma árvore, pressionando o pescoço dele com o antebraço.
– E agora? Quem é o mais rápido? – perguntou Damon. Alaric deu dois passos em direção a eles, mas segurei seu braço. Damon sabia o que estava fazendo. – Hein? – provocou o outro.
David usou seu extinto e empurrou Damon contra uma árvore que estava a cerca de 150 metros. Sua raiva ficou logo em evidência.
– Você é forte – falou Damon, logo em seguida aparecendo em frente ao híbrido. – Mas precisa ser inteligente. Eu podia ter usado sua raiva contra você, e ter te matado.
– Precisa controlar seu lado lobo, sua raiva – falei. – O que Damon fez foi um simples teste. – fui falando calma com ele e vi que ele também se acalmava. – Precisa conhecer bem sua natureza para dominá-la. Precisa se transformar mais vezes em lobo.
– Sophia, eu sei o que o Tyler passava ao se transformar e acho que ele não vai aguentar – Falou Alaric, em tom preocupado.
– Aguenta quebrar todos os ossos do seu corpo? – perguntou Damon.
– Quase chorei ao encostar numa planta... – diz ele e Damon ri debochado.
– David, é pararmos por aqui. Outro dia eu mesma ajudo você. Acho que Damon não será o melhor professor à sua disposição.
– Por que não manda o Stefan? — Pergunta o Salvatore, deixando seu ciúme aparecer de novo.
– Stefan não permitira que David se alimentasse de humanos. E acho que é por isso que você está cuidando do Alaric, ou não?
Damon revirou os olhos e isso confirmou minha pergunta.
Ric e Damon continuaram com os ‘treinamentos’ – continuaram enchendo a cara com uísque no meio da floresta – e eu levei David para a casa da minha mãe, onde fiquei por pouco tempo arrumando algumas peças de roupas para passar uns dias na casa dos Salvatore.
E resolvi comprar algo novo para vestir e fazer uma surpresinha para Damon àquela noite.
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