Love And Hate - Season 2

33 Augustine Vampire – Part I


Notas iniciais
Demorei séculos porque, como sabem, o Nyah resolveu tirar umas férias de nós, mas voltei – eu sempre volto, bitches! Caramba, já se foram 32 capítulo, 33 com esse, e isso já é mais da metade da temporada anterior. E eu ainda continuo enrolando vocês! Tenho pontas soltas na história que preciso unir, não quero me arrastar muito a mais de 60 capítulos, então preciso começar a me mexer. Ah, essa temporada já alcançou um numero de visualizações muito maior que a anterior, os comentários também estão quase alcançando os 400 e tantos da season 01 e eu só tenho a lhes agradecer por isso. Fora que já temos 05 recomendações aqui, como na outra fic. Isso pode parecer pouco para alguns escritores daqui, mas é muito mais do que eu podia esperar – nunca coloquei fé em LH, e muito menos em mim. Love andHate tem evoluído bastante, não só a trama e os personagens como eu também. Lembrando que a terceira temporada ainda está sendo estudada, ok? Agora vamos ao capítulo, sim?

POV SOPHIA

Eu ainda estava abaixada ao lado de David quando Klaus olhou para todos no círculo á nossa volta.

– Se alguém tocar um dedo sequer nela, não terão a mesma sorte de Marcel – disse ele, gritando e, bem, dando sua amostra de exibicionismo.

– Você está bem? – Elijah se aproximou de mim, ajudando-me a levantar.

– Sim, mas... Não posso deixar o corpo dele ali.

– São as regras do Marcel, nenhum lobo pode frequentar o Quarter. – Relembrou-me Klaus.

David apareceu como um lobo confuso e no final ele me prendeu em uma sala com outra loba e duas duplicatas. Mas, diabos, ele era um cara bom! Não merecia morrer, muito menos daquela forma, nas mãos de um tirano autoproclamado Rei de New Orleans. Se tivesse ido embora quando teve a oportunidade, se não tivesse ficado para ajudar quem sobreviveu, quem sabe David Hasselhoff ainda estivesse vivo.

Regras do Marcel? – Olhei para Klaus. — Ele nem consciente está e você quer que eu obedeça às regras dele? – Protestei.

– Sophia, deixe o lobo – Disse branda e pausadamente Elijah – Alguém cuidará dele.

– Não, ele vai ficar aqui. Marcel é um psicopata e...

– E se continuarmos aqui, haverá uma carnificina. Esses vampiros estão loucos para arrancar a sua pele e beber o seu sangue – Disse Klaus. – Quer ficar e assistir ou quer ir embora viva?

Dei uma última olhada para o corpo caído e pálido de David, balancei a cabeça em negativa e segurei no braço de Elijah, sentindo-me mais segura. Enquanto saímos dali a trupe de Marcel nos acompanhou com os olhos e depois se juntaram em volta do corpo dele. Minha vontade era atear fogo em Marcel, mas o que diria Niklaus?

– Espera, como sabiam que... – parei no meio da rua, olhando para o dois Mikaelson.

– Katerina – Disse Elijah, virando-se para mim, com as mãos no bolso de seu casaco. – Ela me ligou e pediu que eu viesse salvar você. – Elijah parecia orgulhoso ao se referir em Katerina.

– Katherine Pierce se preocupou com a vida de alguém que não ela mesma? – Falei, juntando as sobrancelhas numa expressão duvidosa. – O mundo dá voltas...Mas são necessários dois Originais para salvar uma simples humana de um vampiro narcisista e psicopata? – Olhei para Klaus. – Por que veio?

–Digamos que me sinto responsável por você e por Marcel; são crias minhas – Respondeu ele, inexpressivo. – Além do mais, Caroline teria vindo no meu lugar se eu não seguisse meu irmão.

Ah, o amor.

O amor mudou Katherine Pierce, e agora está mudando Niklaus Mikaelson, duas almas até então perdidas.


A semana passou e nada mais aconteceu. Minha irmã se aproximou de nossa mãe, mas nada que possa ser comemorado. Caroline e Klaus continuam na mesma velha e desgastante história, de nunca assumirem abertamente o que sentem um pelo outro. Katherine e eu estamos mais próximas do que nunca, algo realmente comemorável. Minha mãe e Ric... Bem, na mesma. Ele ri quando o chamo de pai. Isso quando não está num bar qualquer com Damon. Elena e sua trupe de Mystic Falls são desimportantes para mim. A usurpadora do corpo de Antônia, à qual chamamos de vadia e os demais nomes depreciativos que você possa imaginar, continua na moita. Isso dá medo. Estamos despreparados para um novo ataque dela e nossa vida tem se tornado um verdadeiro Big Brother. A redoma continua impenetrável para nós – até mesmo Damon, Katherine e eu.

Era uma quinta-feira chata, uma noite sem estrelas ou lua no céu. Se meu pai estivesse vivo diria que aquele vento anunciava uma chuva das brabas. Mesmo com o tempo fechado, poucas pessoas estavam em casa. Eu, no entanto, mal colocava os pés na varanda depois do incidente com Marcel.

Estava sentada em uma cadeira de madeira, com um livro qualquer em mãos, quando ouvi um estrondo. Algo maciço colidindo com o chão. Olhei em volta, larguei o livro e caminhei pelo corredor. A porta do quarto de minha irmã estava entreaberta.

– Antônia, você ouviu algum... Ah meu Deus! – O estrondo era de seu corpo, caindo ao chão desmaiado. – Antônia! – Me ajoelhei ao seu lado, a sacudi e seus olhos fecharam. A respiração fraca indicava que ainda estava viva. – Alguém me ajuda! – gritei virando a cabeça para a porta. – Stefan!

Stefan e Caroline apareceram rapidamente à porta e de cara entenderam. O Salvatore se ajoelhou do outro lado de Antônia, mordeu o próprio pulso e levou até a boca dela. Caroline saiu do banheiro do quarto com dois frascos de comprimidos médicos em mão.

– Ela tentou se matar – Disse Car.

– Antônia não faria isso, não depois de eu ter a proibido. – Falei olhando para a loira, segurando a mão de minha irmã.

– Sophia, você mesma viu ela caída no chão. Sei no que está pensando, mas não foi ela – Stefan se referia a Elena, todos ali sabíamos disso.

– Tem dedo dela nisso, eu sei que sim. – Olhei de um para o outro. – E se Antônia não acordar? E se sangue de vampiro não fizer efeito?

– Ela ficará bem – Stefan me olhou, sorrindo. Caroline também sorriu. – Eu prometo.

Olhei novamente para eles – engraçado como ninguém mais me ouviu gritar – e pedi que cuidassem dela. Me levantei atônita do lado de Antônia e saí lentamente pela porta. Desci o lance de escadas sem nem mesmo ver os degraus, estava operando em modo automático. Antônia tinha grande chances de não acordar mais. Me encaminhei à cozinha, estava à procura da mãe ou do pai daquela criatura sem vida no andar de cima. Mas tudo que encontrei foi uma certa duplicata, com um copo de sangue na mão.

– Feliz, Gilbert? – Perguntei a olhando com a expressão fechada. – Minha irmã está morta e eu tenho certeza que isso é obra sua. Feliz? Agora pode ir embora da cidade!

– Sophia, não foi ela – Disse Caroline, que me seguiu. – Nós vimos os frascos vazios.

– Sua própria irmã se matou – Disse Elena. – Talvez você não seja uma irmã mais velha tão responsável assim. – Largou o copo sobre a mesa.

– Não, ela não faria isso. Ela pode ser mimada, meio louca e perturbada, mas ela sempre me ouviu! Sempre! – contestei, caminhando em direção a Elena. – Tem dedo seu nisso. É típico de um Gilbert querer ferrar com os outros para seu próprio bem.

– Do que diabos está falando? – Elena levantou da cadeira, cruzando os braços. – Afinal, Sophia, por que me odeia tanto? Tudo por causa do Damon?

Para mim, éramos apenas eu e Elena. Confronto direto entre Engerhoff e Gilbert. Nada mais. Ninguém mais no mundo, embora agora a cozinha estive um pouco mais cheia.

– Isso vai muito além do Damon, ou do Stefan. – Parei em sua frente. – Ninguém aqui sabe o motivo do meu ódio por você, Elena, nem mesmo Klaus. Mas acho que chegou a hora de você saber.

POV NEUTRO

Definitivamente não estava sendo uma noite fácil para Sophia: primeiro a morte de David e agora isso, sua irmã poderia não voltar a vida, poderia voltar como vampira, poderia voltar a ficar em standby no corpo que de fato era dela. Um mar de incertezas.

Mas Elena era um bom alvo para despachar todas aquelas incertezas. Todos deveriam estar curiosos para saber por que, afinal, o ódio de Sophia fora instantâneo por Elena.

– Se quer entender, vamos do princípio – começou Sophia, seguindo Elena até a sala, onde já estavam os Salvatore. – Quando Mystic Falls foi fundada, meu pai foi quem menos levou o crédito. Até hoje ninguém o cita como descobridor dessas terras, mas fomos os primeiro a chegar, colonizar, organizar. Eu me lembro. Eu estava aqui, sofri com o frio, com o calor, com as condições precárias. Meses depois vieram os Forbes, os Fell, os Salvatore, os Lockwood e por último, os Gilbert.

Talvez Sophia não estivesse falando tão baixo quanto devesse; Klaus, Anastásia, Ric e Katherine já haviam a ouvido e descido para ver o que se passava.

– O que me garante que tudo isso é verdade? – Perguntou Elena, com descrença.

– Eu – Interferiu Klaus. Anastásia o olhou com lembranças nostálgicas. – Quando a peste começou a atacar a região onde os Engerhoff moravam, eu estava lá. Todos devem de imaginar o motivo – Sophia o escutava com atenção. – Então eu disse a Anastásia que sabia de uma terra próspera e livre da peste.

– Eu estava grávida, foi fácil convencer meu marido a sair daquele continente o mais rápido possível. – Começou Ana. — Richard sempre manteve contato com o Sr. Salvatore, desde sua viagem à Itália. Combinaram de atravessar o Atlântico e começar do zero. Depois os Salvatore mantiveram contato com os Forbes e assim por adiante. – Ela suspirou. – Não fosse Niklaus, Mystic Falls não existiria e teríamos todos morrido pela peste europeia.

– Ambos os relatos fazem você acreditar no que estou dizendo, Elena? – Disse Sophia, cruzando os braços.

– Que seja! Isso não é motivo para odiar uma linhagem toda! – Elena jogou-se no sofá.

– De onde eu venho, sim. Isso é motivo. Mas deixei-me lhe dar mais motivos. – Sophia continuou de pé, encarando Elena. – Enquanto minha mãe aparentemente estava sendo enterrada no antigo cemitério, os Gilbert bebiam sem respeito algum em casa. Quando meu pai morreu, eu vi Jonathan Gilbert dizendo: “Os Engerhoff não merecem estar na história da cidade. Não podemos deixar que saibam que o que se passou na família deles. Tirem-nos dos registros”. Ninguém protestou. Queriam-nos fora, nos tiveram fora. Privaram-nos da história do que nós construímos. A Igreja que foi queimada, foi feita com nosso dinheiro, dinheiro provido do algodão e da seda que produzíamos na Inglaterra. Tudo ideia de um maldito Gilbert.

Elena a olhava sem expressão nos olhos. Ana relembrava-se de tudo aos poucos. Damon e Stefan não faziam ideia que os Engerhoff tivessem sido omitidos da história local, mas sabiam que Giuseppe e Richard eram grandes amigos – amigos que não prestavam e seriam capazes de apunhalar um ao outro, mas amigos.

– Não pense que acaba aí, pequena Elena. – Sophia sorriu e ao mesmo tempo um bolo de lembranças entalou em sua garganta. – Vou pular uma parte da história e ir direto para quando você veio ao mundo. – Elena inclinou a cabeça para a esquerda, sem fazer a ideia do que viria a ouvir. – Você nasceu com um câncer, Elena. Um câncer no pulmão que logo alcançaria os órgãos em volta e a levaria a óbito. Grayson, seu pai adotivo sempre soube disso, mas nunca contou a ninguém. Nem mesmo à sua mãe ou aos seus pais de verdade. Ele não contou porque sabia que tinha a cura. Eu era a cura.

– Do que diabos está falando, Sophia? – Perguntou Elena. – E como sabe sobre meus pais?

– Eu sei de tudo, Elena. Tudo que eu não queria saber. Seu pai fazia parte de uma associação secreta, algo fora da vida perfeita e do Conselho de Fundadores. Nessa associação, ele torturava vampiros. Eu era uma delas.

– Isso não faz sentido.

– Realmente, Elena. Não fazia sentido. Nunca fez sentido ter o cérebro furado, os olhos arrancados, a pele queimada, o corpo rasgado, os membros arrancados de mim. Não fazia mais sentido estar viva. Não fazia sentido ver a voto de uma menina de longos cabelos castanhos e olhos escuros sobre a mesa do insano Grayson. Não fazia sentido ser a cobaia dele, ser a cura da amada e doce Lena. – Elena levantou-se para encarar melhor a outra. – Nunca fez sentindo ser uma vampira da...

– Augustine. – Sussurrou Damon, se aproximando das duas em passadas largas. – Você era uma vampira Augustine? – Sua voz carregava medo de ouvir um “sim”, pena, e dor.

Ninguém naquela sala entendia, ninguém estava mais perplexo que Damon. Então por um momento Sophia desviou os olhos dos de Elena e os grudou em Damon.

– Eu era a 23504. Como sabe da Augustine? – Perguntou Sophia a ele.

– Prazer, 21051.

Notas finais
Prevejo tretas. Prevejo sangue rolando solto no tapete Original da nova mansão Mikaelson. Gente, eu usei GRAYSON para o nome do pai da Elena porque é isso que me lembro, mas não tenho certeza. Por favor, me corrijam se estiver errado. Por favor. Damon e Sophia vampiros Augustine? Não sabe o que é Augustine? Bem, você que ainda não chegou na quinta temporada da série, desculpa pelo Spolier. Explicarei melhor sobre Augustine no próximo capítulo, num momento Daphia meio fofo. Gostaram da história da fundação de Mystic Falls que enjambrei para encaixar em Love andHate? Eu achei que fez sentido, não sei vocês. Mais da relação Sophia e Augustine será revelada no próximo capítulo, também. Por que não fiz um único capítulo com o tema Augustine? Porque queria terminar como esse finai aí em cima que – eu achei – impactante. E Antônia? Será que está viva, morta ou vampira? E Katherine sendo amiga e pedindo ao Elijah para ajudar Sophia? Ninguém esperava né?! Fiquei com peninha do David, ele merecia um funeral pelo menos. E os acontecimentos da semana? XoXo. SOPLIERS SPOLIERS SPOLIERS Não direi nada sobre a morte do Stefan não direi que pretendo raptar Julie Plec, tortura-la física e psicologicamente, não direi que TVD perdeu a graça pra mim sem o Tefinho e que Delena não terá graça nenhuma se acontecer às custas da morte do Stefan. Não direi nada disso, ok? – e olha que nem passei ainda da metade da quinta temporada e to sabendo da morte dele, mas oook.