Love And Hate - Season 2
22 Am I in the Hell?
Notas iniciais
Am I in the Hell?
POV SOPHIA
Damon estava de cabeça baixa, havia tomado uma bela surra, a propósito.
– Oh, meu Deus! Damon, o que aconteceu? — perguntou Elena, apavorada com o sangue no rosto do Salvatore.
– David, ou sei lá quem... Me pegou e bem, cá estou eu.
– Por quê? O que diabos você fez à Antônia? Por que você seria importante para o feitiço?
– Eu não faço ideia, Sophia. Não faço ideia de que feitiço seja esse. Eu só que sair daqui e estraçalhar aquela mulher – Respondeu ele.
– Você não vai encostar um dedo na minha irmã. – Falei.
– Está defendendo ela, agora? – Falou Hayley.- Ela está tentando nos matar, inclusive você.
– Assim como Damon não mataria Stefan e Elena não mataria o Jeremy, eu não vou matar Antônia. Stefan tem seu lado estripador, Jeremy tentou matar a Elena por causa do lance do caçador... Todo mundo pode ser consertado.
– Sophia, são casos diferentes – falou Katherine. – Sua irmã não quer ser consertada. Ela é maluca, psicopata, masoquista.
– Disse a mulher que causou a morte de toda a família e que matou e usou meio mundo pra se esconder do Klaus.
– Cala a droga da sua boca, Damon! – Defendi Katherine.
– O que fizeram com você? – Perguntou ele, enrugando a testa a aumentando o tom de voz. – Lavagem cerebral? Resolveu defender as vilãs agora?
– Tenho te defendido por muito tempo, talvez eu esteja me acostumando a proteger vilões. – O encarei séria. – Além do mais, Katherine não tem culpa se você a amou demais, ela não era obrigada a te amar do mesmo jeito. Então engula seu ódio, ou enfiei no...
– Ela me usou! – ele grita, me interrompendo.
– Eu te usei, Damon. Katherine usou você pra no máximo, se esconder e se proteger do Klaus. Eu usei você pra saber o que você tramava, pra raptar Elena, o grande amor da sua vida, e as estacas de Carvalho Branco. Eu quase matei você, quase matei a Elena, e o teria feito. Eu brinquei com você, com seu coração... com seu corpo.
– Mas é diferente, Sophia...
– Por quê?
– Porque você é minha amiga! – Suas palavras soaram tão verdadeiras, que por um segundo acreditei.
– Isso não é desculpa – falei.
– É sério que estamos brigando por causa da Katherine? – falou ele, que agora já parecia bem melhor, com as feridas cicatrizando.
– Sim, estamos. – Respondi com indiferença. – Entre Katherine e sua namorada, sabemos bem qual a cópia que eu prefiro.
– Elena não é minha namorada.
– Outh! – debochou Katherine, olhando para Elena – Essa doeu.
Elena ficou um pouco decepcionada, talvez até envergonhada ao ouvir tais palavras da boca de Damon. Confesso que minha paz interior cresceu neste momento, mas não por Damon não estar com ela, mas sim por Elena tomar um fora daqueles, na minha frente.
– Não posso dizer o mesmo de Stefan e eu... – desviei o olhar dramaticamente para o chão, e então vi um rato atravessar o vão entre as costas de Katherine e parede. — Katherine... Não-se-mexe — falei pausadamente e ela me olhou desconfiada. – Tem um rato enorme atrás de você.
– O QUÊ? AH MEU DEUS, QUE NOJO! – Berrou ela e logo sendo seguida pelos gritos de Cassandra, Elena e Hayley.
– Calem a boca! – disse Damon. – É só um rato!
– Então mata essa porcaria! — falou Elena.
– Qual o motivo da gritaria?! – David entrou, abrindo bruscamente a porta pesada.
– Mulheres – disse Damon.
–Um rato! – dissemos a cinco juntas.
– Sério?
– David, tira essa coisa daqui — pedi. – Ele tá vindo pra cá! – Ok, eu não costumava ser tão fresca assim, mas a ratazana era enorme, e eu era humana. Aquilo era muito nojento, provavelmente viera de algum lixão. E se me mordesse ou fizesse xixi perto de mim? Eu poderia pegar leptospirose!
David se livrou da ratazana e quando paramos quietas, Damon nos olhava como se não acreditasse na ceninha que fizemos.
– O que foi? – falei. – Você viu o tamanho daquele animal. Ele poderia...
– Matar todos nós, claro. – debochou ele. – Ratos assassinos são muito comuns em New Orleans.
– Vai pro Inferno – resmunguei, me recostando à parede.
Não demorou muito para que a porta se abrisse novamente e minha doce irmã aparecesse. Damon a estrangulou, estraçalhou, e pôs fogo em seu corpo apenas com um olhar. Quer dizer, teria feito se fosse possível.
– Bem, agora que estou livre e sem ninguém lá fora para me questionar ou interromper, vamos aos preparativos – falou ela.
– Vai escolher a primeira morte? – falou Hayley.
– Não, que isso – disse Antônia. – Primeiro vamos a cura...
– Não. Não. – disse Katherine. – Por favor, não.
Antônia caminhava até ela, mas não parou, indo até Damon.
– Olha, sei que sou irresistível, mas eu posso esperar para ser o último – falou ele sorrindo debochado.
Antônia se agachou na frente dele.
– Não se preocupe, não vou mata-lo, nem estragar esse lindo rosto... – disse ela passando a ponta dos dedos no rosto de Damon.
– Desculpa, mas eu ainda vejo você como uma criança, então isso é nojento – retrucou ele, fazendo uma careta de desprezo.
– Que pena. – Ela soltou uma das algemas dele. – Você é tão lindo, senhor Salvatore.
Comecei a ligar os pontos. Se eu era a cura, e ela queria curar alguém, porque ela estava soltado Damon?!
– Não! – gritei, repuxando as correntes. – Não, Antônia, você não vai fazer isso.
– Isso o que? – perguntou Elena.
– Curá-lo. – falou minha irmã. – A cura corre nas veias de Sophia, portanto, o vampiro que beber do sangue dela, se torna humano também.
– Não! – falou Damon, que acabara de ser solto, empurrando Antônia. – Não vou virar um humano fra...
– Você vai e ponto – Antônia segurou Damon pelo pescoço, e foi até patético vê-lo tentando se soltar.
– Achei que precisasse da Katherine humana, ou da Elena. – falei. – Por que ele?
– Não seja ingênua... – se virou para mim – Porque eu quero que você morra, que você seja morta por quem você mais amou. Eu quero que sofra.
– Você é doente. – falei a olhando atônita. — Tem sérios distúrbios ou são os hormônios da adolescência? — só eu sei o quanto tentei não ser irônica, mas fui.
Antônia sorriu de lado, e se aproximou do rosto de Damon.
– Depois da bela surra que você levou, você perdeu muito sangue, e agora não tem uma gota de verbena no organismo, estou certa? – falou ela, olhando fixamente par Damon.
– Sim – respondeu, completamente em transe.
– Ótimo. – Antônia sorriu, eu pude sentir. – Agora vá até ela e cure-se. Torne-se humano.
– Não! – Falei – Damon, você não pode fazer isso. – comecei a me remexer nas correntes, enquanto ele caminhava até mim. – Damon, não! Olha pra mim. – ele o fez, enquanto se abaixava em meu lado. – Você me ama, lembra? Se fizer isso, eu vou morrer, Damon – se eu estava desesperada? Sim ou claro? – Por favor...
Antônia caminhou até mim, e cortou meu pescoço com a ponta de sua unha, o que obviamente me fez rugir de for.
– Agora, Damon! – ordenou ela.
– Damon, não! – tentou Elena e naquela hora rezei para que ele a escutasse.
– Por favor... – choraminguei enquanto olhava em seus olhos.
Eu vi que ele estava se contendo, estava tentando resistir ao sangue que escorria pulsante em minha pele. Seus olhos estavam vermelhos, seu rosto estava transformado.
– Você consegue. Resista, Damon – falei a ele – Resista por mim. Por nós, Damon. Antônia, por favor... – olhei para ela cheia de pavor, em busca de um pouco de piedade. Afinal, Damon seria morto depois também.
– Você é patético, Salvatore – falou ela. – Faz ideia de que ela tem beijado seu irmão, que ela planeja matar Elena? Faz ideia de que ela rezou para que o Stefan a salvasse e não você? – Ela se aproximou dele, que permanecia agachado ao meu lado, vidrado no sangue. – Seja homem e acabe logo com isso!
– Eu amo você – ele balbuciou e eu desisti. Apenas concordei com a cabeça, com os olhos marejados. Damon daria um jeito de fugir, de não ser morto. Mas se ele não bebesse meu sangue, Antônia o mataria na minha frente. E eu não suportaria presenciar a morte dele pela terceira vez.
– Tudo bem. Faça.
POV KATHERINE
Até mesmo eu, com meu coração de pedra, fiquei mal com aquela cena. Damon tentava estupidamente lutar contra as ordens de Antônia e Sophia... Pobre Sophia. Eu tive pena dela. Gritava para que a irmã parasse com aquilo, mas... Se existe alguem pior que o Klaus, esse alguem é Antônia.
Damon mordeu o pescoço de Sophia tão devagar que pensei estar vendo tudo em câmera lenta.
– Qual a parte de “acabe logo com isso” você não consegue compreender? – falou Antônia.
Damon então acelerou o serviço e segurou Sophia com força, ela não gritava, apenas soluçava, lutava por ar. Era agoniante ver aquilo. E se eu estava pasma, o que dizer de Hayley, a Bruxa e Elena. A última eu até poderia dizer que chorava de mansinho.
Damon Salvatore humano. Bem, além de mim e Stefan, somente Sophia o conhecia dessa forma. E sei que só ela o conheceu por inteiro.
E logo o sofrimento de Sophia foi diminuindo, sua luta por ar e por vida foi cessando e seus olhos lentamente se fecharam. Damon se afastou dela e não acreditou no que fizera.
– Sophia. Sophia, não! – Ele a balançou pelos ombros, mas não obteve resposta. – O que eu fiz?
Eu pude ver sua expressão de pavor, e não demorou para que ele começasse a enfraquecer também e, por fim, desmaiou.
Dois corpos inertes. Porém um não voltaria mais a vida.
Bem, foi isso que pensamos na hora. E sei que Elena até sorriu internamente.
– Isso só pode ser brincadeira – falou Antônia.
– O que? – perguntei ainda olhando para Sophia e Damon.
– Um coração batendo – respondeu Elena.
– Sim, o do Damon. – respondi a encarando.
– Não. O da Sophia. – Ela olhou para o corpo da garota, então todas fizemos o mesmo.
– Fala sério... – falou Hayley assim que vimos dois olhos verdes abrindo-se lentamente.
– Estou no Inferno?
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