Love And Hate - Season 2

29 Always Gonna Be Damon


Notas iniciais
Sim, mais um capítulo programado. Viram, sou um amor de escritora. Mesmo estando ausente eu venho postar para vocês.

POV SOPHIA

Arrastei Damon ao andar de cima, abrindo a porta do primeiro quarto que avistei e o empurrei para dentro.

– Preciso que tome um banho, tá legal? – perguntei calma, tateando a parede atrás de um interruptor de luz.

Damon resmungou alguma coisa que não deu pra entender enquanto ele caminhava trôpego até o banheiro do quarto. Me apressei até ele quando vi que tropeçaria no cesto de roupa vazio.

– Eu devia bater em você por beber tanto, Damon – o levei até o box, deixando-o embaixo do chuveiro, fazendo com que ficasse bem embaixo da água gelada.

– Tá muito fria – falou ele de olhos fechado.

– É, eu sei – tirei o cabelo de seu rosto. – Por que bebeu tanto, Damon?

Ele abriu lentamente os olhos e os fixou nos meus.

– Foi o jeito mais fácil de aceitar que...

– Que você é humano agora, eu sei. Mas...

– De aceitar que você mudou. Que se apaixonou pelo meu irmão. De aceitar o fato que esse é o meu destino: perder as mulheres que eu amo sempre para o Stefan, o príncipe perfeito. – Fez um careta, e eu não soube ser era pelo que disse ou se pela bebida fervilhando em seu estomago.

Fiquei parada aceitando suas duras palavras, vindas de sua voz ainda carregada de álcool. Era mais do que fato que Damon estava podre de bêbado, do contrario não estaria dizendo tais coisas quase gritando.

Eu queria poder dizer algo que o fizesse ficar calmo, que o confortasse. Mas eu, somente eu, era a vilã da história naquele momento.

– Hey, você não está lúcido. Pare de dizer besteiras – acariciei seu rosto.

– Eu estou muito lúcido – ele segurou minha mão, falando entredentes.

– Tudo bem. – Suspirei pesado. – Se está tão lúcido pode fazer isso sozinho – lhe dei as costas secando minhas mãos na camisa, mas parei na porta ao ouvir o som dele vomitando no chão. Não pensei duas vezes antes de voltar e segurar sua cabeça e desligar o chuveiro – Exemplo de lucidez e responsabilidade – resmunguei, com a mão em sua testa.

O cheiro do vomito misturado ao álcool estava me dando náuseas e por um segundo pensei que vomitaria junto com ele. ,

– O que acontec... Nossa! – virei o rosto para a porta e vi Stefan tapando o nariz com o antebraço.

– Seu irmão bebeu o bar... — antes que eu pudesse terminar a frase, Damon tentou se recompor e, ao olhar para Stefan, levou a mão á barriga novamente e tornou a vomitar. Na minha camisa. — Inteiro – finalizei, de olhos fechados.

– Tá legal, eu cuido disso – falou Stefan indo até o irmão, e o segurando.

POV NEUTRO

Stefan segurou o irmão por pouco tempo, logo ele se recompôs e Stefan o ajudou a terminar o banho. Damon nunca se sentiu tão inútil.

Mas enquanto Stefan ajudava o irmão a se recompor ele pode ver, pela porta mal fechada, Sophia despindo-se da camisa ao lado da cama. Pode analisar suas costas finas e sua cintura delicada, e por um instante ficou ajudando Damon no modo automático, sem nem olhar para ele.

– Talvez precise disso – falou ele saindo do banheiro, pouco depois, com seu casaco na mão.

– Obrigada — respondeu ela, vestindo-o. – Eu vou arrumar alguma coisa para ele e eu comermos. Está com fome?

– Não. Eu não estava aqui quando chegou porque estava caçando.

– Ah claro. – disse ela. – Vou tomar um banho rápido e me vestir, depois eu volto. Ele tá bem?

– Ah, você sabe. É o Damon. Ele vai sobreviver – respondeu ele sorrindo, então Sophia sorriu também.

O próprio Stefan arrumou algo para o irmão comer, e quando voltou a sala da casa enorme, com direito a lareira, móveis caros e chiques, uma televisão LCD na parede, quadros clássicos e sofás muito bem cuidados, Stefan só pode prestar atenção no clima pesado do local.

– Reunião de família? – falou ele.

– Não. Eu sou uma Engerhoff e esse cara – disse Antônia apontando para Klaus -, seja quem for, não é meu pai.

– Eu adoraria que fosse verdade – rebateu Klaus.

– Se pensa assim por que veio correndo pra cá, Klaus? – perguntou Stefan, cruzando os braços.

– Pela cidade. E nada consegue me convencer que ela é mesmo minha filha e não uma bruxa.

– Niklaus, seja racional. Se fosse uma bruxa você já estaria morto. – Falou Elijah, sentado de frente para a sobrinha, tendo Klaus na ponta de cima do triangulo, entre eles.

– Prove que é minha filha e...

– Olha, eu não sei quem é você — Antônia levantou e olhou para Klaus -, eu não sei qual a função daquela caixa preta ali na parede – Stefan riu baixo ao ver como ela se referia a TV –, eu não sei nem o que estou fazendo fora do meu corpo, mas eu não tenho medo de você, e se acha que vou me curvar a você implorando que acredite em mim, está erroneamente enganado. De onde eu venho, os Engerhoff não se curvam à ninguém!

– E você ainda tem dúvidas que ela é sua filha? – disse Elijah, sorrindo divertido.

– Perdi algo? – Sophia descia as escadas secando os cabelos na toalha.

– Sou apenas a plateia – disse Stefan.

Sophia sorriu confusa e sentou ao lado de Elijah.

– Tanto você quanto Antônia tem o temperamento de Anastásia. — Falou Klaus levantando da poltrona, caminhando até a bancada com bebidas.

– Deixe-me adivinhar: ela não quis obedecer você? – falou Sophia. – É, não é a toa que você precisou que eu estivesse ligada a você para mandar em mim.

– Não diga como se não tivesse gostado – falou Elena, ao entrar na sala. – Até onde me lembro, você adorava revezar entre os Salvatore e o resto da cidade, incluindo Klaus.

– Alguém te chamou na conversa, desperdício de pele humana? – Retrucou Sophia levantando e indo até Klaus. – Mas, respondendo à sua pergunta, que não era uma pergunta... – serviu-se de uma dose de uísque. – Sim, eu adorava fazer aquilo. Porque enquanto você tenta ser uma santa para que todos gostem de você – bebeu em um único gole o que serviu -, todos gostam de mim por eu ser a vadia que sou. – Sorriu torto.

– Já podemos parar de falar dos seus dotes, Sophia? – disse Klaus.

– É, talvez possamos falar sobre o que nos trouxe aqui. – disse Stefan olhando para Antônia, recebendo um sorriso doce. – Eu estive pensando... Geralmente feitiços fortes como esse que nos prende aqui são ligados a um objeto. Se encontrarmos esse objeto...

– Ou talvez... – disse Elijah, pensando melhor. – Talvez esteja ligado não a um objeto, mas a uma pessoa – olhou para Sophia.

– Aonde quer chegar com isso? – perguntou ela.

– Pensem bem. Por que essa bruxa, seja lá quem for, mataria Cassandra? Ela já havia absorvido seus poderes, certo?

– Certo – disse Sophia, concordando com Elijah.

– E por que ela deixaria Antônia viva, depois de tantos anos tendo a garota apagada? – Falou Stefan.

– Espera... – começou Elena — Estão dizendo que...

– A bruxa ligou o feitiço da redoma à Antônia – finalizou Klaus.- O único jeito de sairmos daqui, é matando-a.

Antônia prendeu a respiração, dando um passo para trás. Sophia lhe lançou um olhar preocupado.

– O que não vai acontecer – interferiu Elijah. – Ela é da família, bem ou mal... É uma Original.

– Como ela é uma Original? Ela não foi feita pela Esther – falou Elena.

– Ela é minha filha. Nasceu com ambos os genes, não foi transformada. – Disse Klaus encarando sua cria. Por mais que negasse, no fundo ele sabia que aquela era mesmo sua filha, sangue do seu sangue. – E ninguém vai mata-la.

[...]

Depois de uma breve discussão de como fariam para quebrar o feitiço, Sophia subiu com a irmã, arranjando um quarto para ela. Ficou lá sentada perto da janela até que a garota pegasse no sono. Não podia perdê-la novamente. Finalmente tinha tudo que sempre quis: sua família de volta. Não podia falhar com Antônia nem com sua mãe.

Enquanto saía cuidadosamente do quarto da irmã, Sophia se encaminhou vagorosamente ao quarto de Stefan. No meio do caminho pode ver, no andar de baixo, Elijah tocando cuidadosamente o rosto de Katherine, a beijando depois. Sophia havia se afeiçoado à vadia sem coração – que, quando estava com Elijah, parecia ter um coração.

Stefan, ao ouvir duas batidas em sua porta, falou que estava aberta. Quando Sophia entrou o viu sentado no lado esquerdo da cama.

– Até pensei que estava dormindo – disse ela.

– Não, não. Estava tomando banho – vestiu uma camisa cinza que estava em cima da cama. –Tá tudo bem?

– Antônia dormiu agora – ela fechou a porta, encostando-se à mesma. – Sabe, é estranho. Não é o corpo dela, eu jamais a reconheceria assim. Mas eu tenho a certeza mais louca do mundo que ela é a minha irmã, Stefan.

– Eu entendo. Vocês, como Damon e eu, têm uma forte ligação.

Sophia suspirou pesado, olhando para o lado.

– Se eu tivesse protegido ela enquanto podia...

– Hey, não é culpa sua – ele se levantou, indo até ela.

– É isso que você sempre me diz, como posso acreditar?

– Bem, você pode ficar aí se culpando, ou pode simplesmente esquecer o que fez ou deixou de fazer e seguir em frente.

– Disse o mártir da família Salvatore – replicou ela, sorrindo para ele.

– Tem razão – ele retribuiu o sorriso. – O fato é que agora precisamos descobrir quem está usando a identidade da sua irmã.

– E matar, seja quem for. – Falou ela.

– Uma coisa de cada vez – ele se aproximou dela, que focou em seus lábios.

– Stefan, a gente precisa conversar – falou ela, ainda olhando para os lábios convidativos dele.

– Uhum... – disse ele, tocando de leve o rosto dela, beijando-a logo em seguida.

– Stefa... – Sophia desistiu de falar e resolveu ceder. Juntou seu corpo ao de Stefan, o beijando sofregamente.

Stefan a segurou pela cintura, à prensando na porta, descendo com os lábios para seu pescoço. Sophia enfiou os dedos no cabelo de Stefan, enquanto sua respiração de modificava aos poucos. Ele rapidamente se livrou da blusa dela, e quando Sophia menos esperou, já estava deitada na cama, a baixo dele.

– Stefan, não! – falou ela, o empurrando e saindo da cama, parando em pé perto da janela. – Eu disse que a gente precisa conversar!

Stefan ficou sentado na cama, olhando confuso e surpreso para ela.

– Desculpa, mas você parecia querer tanto quanto eu. – Defendeu-se ele.

– Stefan, é você! Que mulher não quereria transar com você?

– Você, aparentemente – respondeu ele, levantando.

Sophia suspirou pesadamente, observando o corpo mais que perfeito de Stefan ali, à sua disposição.

– Foco, Sophia. Foco! – falou mais a si mesma. — Stefan, é o seguinte. Não estamos juntos, não vamos ficar juntos, e eu não quero magoar você. – Despejou tudo de uma vez só.

Stefan ficou parado, alisando o semblante nervoso dela, e não pode impedir um riso fraco.

– Que foi? – disse ela.

– Nada, nada. – conteve-se. – E por que você acha que me magoaria?

– Ahn... Por você tá começando a gostar de mim?!

Stefan a olhou e sorriu novamente.

– As coisas andam meio confusas, mas não posso dizer que morro de amores por você.

– Exatamente – disse ela. – Assim como que não sinto nada por você além de tesão e simpatia. Somos amigos, Stefan. E se continuarmos nesse conto de fadas maluco, nos beijando cada vez nos encontramos, se continuarmos transando sempre que nos sentimos... atraídos...

– Nós dois vamos quebrar a cara – completou ele.

– E esse é o problema. Eu já nem dou bola quando quebro a cara, mas você... Você não merece isso. – ela caminhou até ele. – Você merece alguém que te ame de verdade, te queira como você é.

– E esse alguém não é você, certo?

– Eu nunca quis um herói, Stefan. – Ela sorriu. – Você é perfeito demais para mim, e esse é o problema... Eu amo... – Depois de um suspiro longo e cansado, ela disse a frase mais significativa que poderia dizer naquele momento, resumindo seus sentimentos. — Sempre será o Damon.

Surpreendendo as expectativas de Sophia, Stefan sorriu doce, compreendendo-a.

– Desde que você chegou eu percebi que existe um Stefan sem a Elena, e que esse Stefan pode ser tão bom quanto o apaixonado. – Sophia sorriu. – Talvez eu tenha associado isso á ideia de estar apaixonado por você.

– Em outras palavras, eu te fiz esquecer Elena Gilbert – Stefan concordou com a cabeça. – Ponto pra mim! – exclamou ela dando um soquinho no ar, depois buscando sua camisa e a vestindo. – Conte comigo para o que precisar – falou ela, indo até ele e depositando um leve beijo em sua face esquerda. – Boa noite.

– Boa noite – falou ele.

Sophia saiu do quarto de Stefan mais leve, mas mal sabia ela que sua noite mal estava começando...

Notas finais
~~~ le eu acabando com qualquer possibilidade de rolar Stephia nessaporra ~~~ Não me matem, mas seria impossível. E esse "sempre será o Damon" é muito mais verdadeiro que todos os "eu te amo" que Elena já disse em sua vida, ok? 3bjs O que acharam? Damon bêbado, Katherine e Elijah? Noite mal começando? hummm... O que será que vai rolar? Descubram no próximo capítulo, apenas. Byee. Bjos