Love And Hate - Season 2
30 Night of Inconsequence
Notas iniciais
POV SOPHIA
Desci as escadas pensando estar sozinha: Caroline estava em seu quarto, assim como minha irmã e Stefan. Damon e Elena deveriam estar juntos, Katherine e Elijah certamente não terminaram a noite naquele simples e doce beijo. Klaus deveria estar com Marcel, como se fossem ainda bons amigos.
Mas...
– Não é hora de se estar acordada.
– Niklaus? – me virei, surpresa. Ele estava na varanda observando o céu. – Pensei que não estava em casa.
– E não estava. Eu estava com Marcel.
– Claro. – falei indo até ele. – Novidades? Ele sabe algo sobre a falsa Antônia?
– Isso não importa mais a ele, Davina está viva.
– Não me surpreende, ela era bruxa. Talvez suas irmãs tenham tido piedade dela – falei em tom de deboche, passando por ele e me sentando na escada em frente a mansão.
Klaus me olhou e sentou-se ao meu lado.
– A humanidade fica melhor em você do que você pode imaginar – falou ele, me fazendo olhá-lo lentamente.
– Diz isso porque não sabe como me sinto.
– Impotente? Com medo? – questionou-me.
– Inútil. E burra também. – Ergui os olhos para o céu estrelado, observando a imensidão azulada. – Acabei de dizer ao Stefan que sempre amarei o irmão dele. Ele não se abalou nem nada, mas me parece burrice amar alguém como o Damon e não alguém como Stefan.
– Você é uma das mulheres mais inteligentes que já vi em toda minha vida, Sophia. Mas o amor não tem nada a ver com a inteligência. Até as almas mais puras são atraídas pela escuridão.
– Damon é minha escuridão.
– E quem disse que você tem uma alma pura? – replicou ele, me fazendo rir.
– E quem disse que você entende algo sobre amar alguém, Niklaus? – retruquei.
Ele sorriu me olhando, depois guiou seus olhos ao céu.
– Eu amei você por um tempo. Mesmo sabendo quem era sua mãe, eu me deixei levar por sua beleza e personalidade.
– E hoje você ama a Caroline. – Falei vendo um sorriso sincero se formar em seu rosto. – Você é a escuridão dela.
– Bem – ele levantou parando à minha frente -, podemos ficar aqui a noite toda tendo conversas sobre amor, enquanto eu escuto ao fundo gemidos de ambas as duplicatas...
– Detalhe desnecessário esse, Klaus – me levantei também.
– Ou podemos sair daqui um pouco. Você visivelmente precisa esquecer os problemas um pouco.
– Tá legal, quem é você e o que fez com meu amigo? – brinquei, dando um leve cutucão em seu ombro.
– Amigo?
– O termo ex-amante é estranho – passei por ele, indo para meu carro. – Você não vem?
– Não no seu carro.
– Qual o problema com ele?
– É velho.
– Disse o cara de mil anos. – retruquei. – E ele é um clássico, tá legal?
Ele riu outra vez. Pensei em quando eu havia tido um momento com Klaus que não se resumisse a sexo ou perigo, e poucas lembranças me vieram à mente.
– O que eu quis dizer – usou da velocidade para chegar até mim — , é que não precisamos de carro.
[...]
Andamos por todo French Quarter, até chegarmos à casa de Marcel.
– Isso um dia foi meu – falou Klaus, antes de entramos. – Tudo isso um dia foi meu – abriu os braços, enquanto eu o observava. – E será novamente. – se aproximou de mim com seu ar convencido – Escreva o que digo a você, Sophia. Eu terei tudo que Marcel construiu. Tudo que eu sempre quis.
Lá dentro da casa, que por sinal era enormemente grande, rolava uma festa bem barulhenta por sinal.
– Ok. Mas será que você pode tramar seu plano de dominação do mundo amanhã de manhã, quando eu voltar para a nossa maldita realidade?
Antes que ele pudesse falar algo, peguei sua mão e o puxei atrás de mim para dentro da festa. Pessoas se agarrando, vampiros se alimentando enquanto se pegavam com alguma humana. Só o cheiro de álcool já estava me deixando bêbada.
– Pensei que estavam preocupados demais para virem a festas – me virei e vi Marcel atrás de Niklaus, a quem eu ainda segurava a mão.
– Pensei que você estava triste demais para dar festas – respondi.
Ele riu abertamente, e notou minha mão na de Klaus.
– Não mencionaram que estavam juntos – falou ele.
– Não mencionou que era a Maria-fofoqueira do bairro – larguei a mão de Klaus pegando a garrafa de uísque da mão de uma garota.
– Caso não tenha percebido, isso é meu – falou ela, me encarando séria.
– Não é mais – falou Klaus tomando minha frente, compelindo ela. Enquanto ela se afastava levantei a garrafa e depois a bebi, provocando-a. – Ficará bem se eu...
– Você não irá a lugar algum, Niklaus. – falei. – Não me tirou do conforto da sua casa para me deixar sozinha num covil de vampiros, tirou?
– Eu não danço esse tipo de musica – respondeu.
– Eu ensinei Alaric Saltzman a dançar, imagine o que posso ensinar a você.
– Qual é Klaus, não deixe a garota por minha causa – falou Marcel o empurrando contra mim.
– Não... – disse ele.
– Eu costumava convencer você com mais facilidade – bebi um longo gole do uísque, deixando a garrafa com ele. – Terei de fazer como antigamente, quando eu queria chamar a atenção.
Tirei meu casaco e joguei contra seu peito. Me inclinei e puxei a mão de Marcel, o levando comigo até o meio da “pista”.
– Está tentando fazer ciúmes para o Klaus? – perguntou ele enquanto nos movíamos juntos.
– Tanto faz o que ele pensa. Ele me trouxe aqui para eu me divertir e eu o farei – sorri de lado para Marcel. – Com ou sem ele.
Subi minhas mãos pelo peitoral de Marcel, sentindo seus músculos definidos por debaixo do pano, enquanto catava a musica para mim mesmo. Se Klaus queria tomar tudo que agora era de Marcel, isso não importaria para mim. Não era esse o meu motivo de estar ali, então eu aproveitaria a boníssima companhia do moreno.
A mão de Marcel prendeu minha cintura, deixando meu corpo mais próximo ao seu e, embora a música não fosse dançante, nos movíamos no nosso próprio clima, num ritmo criado ali mesmo por nós dois.
– Você dança bem – falei a ele, que me sorriu de canto.
Meus lábios estavam perto dos de Marcel quando uma mão forte puxou meu cotovelo e então tomei contra um peito forte que eu bem conhecia.
– Até que enfim, Klaus – falei olhando para seus lábios.
– Seria um erro e uma completa inconsequência se eu e você nos divertíssemos mais uma vez como antigamente, estou certo? – perguntou ele após me puxar de Marcel.
POV NEUTRO
Klaus a esteve observando de longe, mesmo que de rabo de olho, enquanto ela dançava com Marcel. Sophia era o tipo de mulher que fica sexy até mesmo de calça jeans e botas. E Klaus sabia que ela terminaria na cama de Marcel, e só a ideia lhe causou repugnância.
– Está certíssimo. Mas nós sempre fomos inconsequentes e errados, estou certa? – perguntou ela passando o dedo indicador pelo maxilar dele.
Em uma fração de segundos Klaus a levou ao andar de cima, a beijando fervorosamente, segurando com força em sua cintura. Sophia abriu uma porta com o cotovelo e o puxou para dentro, com um sorriso sacana entre o beijo.
– Isso também será um segredo. – Disse ela, enquanto empurrava para baixo o casaco de Klaus. – Nem Caroline, nem Antônia saberão disso.
– De acordo – falou ele, rasgando a blusa dela.
– Vocês precisam perder a mania de rasgar minhas roupas – falou ela, puxando Klaus pela nuca, o beijando com desejo.
Klaus a empurrou contra uma parede, tomando o cuidado para não machuca-la. Sua boca desceu para o pescoço dela, beijando e chupando o lugar com força.
– Não...me...morda – falou ela pausadamente.
– Você gostava de umas mordidas, Sophia – falou ele se desfazendo do jeans dela.
– Não beba meu sangue, foi o que eu quis dizer, Niklaus – respondeu ela, o empurrando contra a parede.
Sophia desceu com a boca por todo o peito de Klaus, deixando um rastro molhado, até chegar a barra da calça dele. Sophia desafivelou o cinto, o puxando rapidamente e o jogando longe. Abaixou o jeans preto dele em questão de segundos.
– Eu já disse que você fica muito melhor de cueca box do que de samba-canção? – falou ela, subindo até os lábios de Klaus, que respondeu:
– Eu já disse que prefiro você nua?
Klaus a levantou pela cintura e ela mecanicamente enlaçou seu quadril, tremendo por sentir o membro já alegre dele. Enquanto a segurava com uma mão, com a outra Klaus derrubou as coisas de cima da mesinha ao lado deles, depois a colou sentada na mesma.
Com certa agressividade ele se livrou do sutiã dela, o jogando para longe. Klaus a beijou com necessidade, massageando seus seios, depois levando uma das mãos a sua cabeça, aproximando-a mais do beijo.
Sophia gemeu baixo, porém o necessário para fazê-lo enlouquecer. Ela desceu suas mãos descoordenadamente até a cueca branca de Klaus, a baixando sem muito jeito, já que Klaus não descolava sua boca da dela. Ele terminou o serviço dela, se livrando de sua cueca e deixando a mostra seu membro que já doía devido a repressão do tecido. Sophia se livrou de sua calcinha com pressa, sem precisar ser estimulada antes – se encontrava completamente excitada, e há tempos não se sentia assim.
Ela se sentou mais na beirada, puxando Klaus contra ela.
– Espera – disse ela abrindo uma das gavetas da mesa, procurando por uma camisinha. Quando a achou entregou-a para Klaus – Não quero correr o risco.
– Sophia, você não vai...
– Aposto que disse o mesmo a minha mãe – retrucou ela ofegante. – Vai, põe!
– Sophia...
– Argh! – resmungou ela, empurrando Klaus e colocando a camisinha em seu membro já ereto e pronto para o ato – Doeu?
Ele revirou os olhos e a puxou e pela cintura, a levando até a cama. Sophia o empurrou contra o colchão, tomando nota de como aquilo era errado, mas agora era irreversível. Lentamente engatinhou sob ele, até chegar a seus lábios para poder beijá-lo lentamente. Klaus levou a mão até seu rosto, depois os trocou de posição, a deitando bruscamente na cama. Com os olhos presos ao dela, ele a penetrou uma primeira vez, mas o desconforto o impediu de continuar.
– Isso é...
– Desconfortante? – disse ela, também sentindo-se irritada com o atrito da borracha do preservativo. – Desculpa, mas não precisamos de mais um mini-klaus por ai — falou ela, o beijando novamente, indo até seu lóbulo e o puxando entre os dentes.
Ao ouvir Klaus gemer ela esqueceu qualquer incomodo e se deixou levar mais uma vez pelas penetrações seguidas dele, que não conseguiu aguentar sem ter um contato imediato.
– Dane-se – sussurrou ele – retirando seu membro de dentro dela, se livrando do preservativo.
Sophia não ligou, também queria sentir a pele de Niklaus, queria contato de verdade. Depois que ele voltou a penetrá-la ela segurou-se com força eu suas costas, deixando leves marcas em sua pele – marcas que no dia seguinte não apareceriam, já as marcas de chupões no pescoço e nos seios dela, ainda estariam lá.
O ápice chegou para os dois ao mesmo tempo, e assim que saíram do estado mútuo de torpor, Sophia iniciou um ataque de risos.
– O que foi? – perguntou Klaus, ainda com o corpo cansado sob o dele.
– De agora em diante terei sempre que usar preservativo e isso é irritante. E o sexo não é tão bom quanto ao de quando eu era vampira. – Olhou para ele. – Não que você tenha se saído mal, mas eu...
– Você esteve ótima. Como sempre foi – respondeu Klaus, deitando-se ao lado dela.
– É, mas antes eu não precisaria dormir como preciso agora. – falou ela puxando o lençol do chão, cobrindo aos dois. – Acho melhor você ir pra casa. Eu vou...
– Não vou deixa-la nua e sozinha num lugar cheio de vampiros – falou ele, puxando o lençol para si também.
– As pessoas vão falar, Niklaus. Não quero que pensem que estamos juntos ou algo do tipo. Isso foi só uma noite irresponsável e insana de sexo.
– Só durma, sweetheart – falou ele, enquanto ela resmungava inconscientemente, com os olhos fechando-se num sono cansado e profundo.
Klaus não precisaria dormir, mas não lhe pareceu má ideia.
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