Louco Amor
86 Capítulo 86
Notas iniciais
Pov's Diego
– Diego Giansantti, você aceita a Cássia Gonzalez para amar e respeitar na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, por todos os dias de sua vida até que a morte os separe?
– Eu... — eu disse olhando para todos na igreja, para o padre e a Cássia.
– Diego? — a Cássia disse me olhando.
– Oi. — eu disse olhando para a porta procurando a Clari.
– Responde.
– Não. — eu disse olhando para ela.
– Como?
– Cássia me perdoa mas eu não posso fazer isso com você. Eu não posso me casar com você. — eu disse saindo correndo atrás da Clara.
Sai correndo do altar, todos me olhavam surpresos. Eu precisava achar a Clara, eu tinha que dizer que não tinha casado. Eu ia me arriscar para tê-la novamente.
Parei na porta da igreja e comecei olhar para todos os lados. Ela não podia ter ido muito longe, o carro dela estava parado.
– Deixa ela paz. — o Murilo disse segurando meu braço.
– Me solta. Eu faço o que eu quiser.
– Eu já separei vocês uma vez e se for necessário separo de novo. — ele disse saindo.
Como ele já tinha nos separado uma vez? Ele estava muito estranho, parecia ter ódio de mim.
– Diego! — meu irmão disse batendo no meu ombro.
– Seu ponto falhou na pior hora possível!!!
– Cara, ainda bem que você não casou. Eu descobri o nome mas não faço ideia de quem seja.
– Qual o nome do infeliz?
– Nos registros tem Guilherme Alvarez.
– Quem é Guilherme?!
– Eu não faço ideia!
– Ta depois eu penso nisso. Tenho que ir atrás da Clara. — eu disse saindo correndo.
Corri por horas atrás dela. Eu não sabia mais por onde procurar. Ela tinha sumido, não estava em nenhum lugar e o celular não chamava.
Depois de tanto rodar pelo arredores da igreja fui até a casa dela ver se ela tinha ido para lá mas não a encontrei.
Anoiteceu e nem sinal dela. Eu já não sabia onde encontrá-la, fui para a praia pensar um pouco.
Fiquei um tempo sentado na areia olhando o mar e tentando lembrar de algum lugar que ela poderia estar mas nada me vinha à cabeça.
Comecei a andar pela praia, não tinha mais nada a fazer a não ser esperar o tempo passar.
Enquanto caminhava e admirava o mar pude a ver em pé em uma pedra. Não pude conter a emoção, meu coração desparou, um sorriso surgiu em meu rosto.
Sai correndo na direção dela e gritando o seu nome. Eu tinha encontrado o meu amor, eu estava completo de novo.
– Clari!!! — eu disse carregando ela e a tirando de cima da pedra.
– Diego?! Me coloca no chão.
– Eu te procurei tanto. Achei que não iria te encontrar.
– O que você faz aqui? E o casamento? — ela me perguntou com o rosto vermelho de choro e confusa.
– Eu não casei. Eu disse não.
– Que? Você não casou com a Cássia?
– Não, eu não podia. Quando eu te vi sair da igreja senti meu coração se despedaçar e joguei tudo para o alto. Eu te amo meu amor. Eu te amo. — eu disse abraçando ela forte.
– Eu também te amo. — ela disse alisando meu rosto e me beijando.
– Não quero mais ficar sem você.
– Nem eu quero ficar sem você. — ela disse me abraçando.
Fiquei caminhando de mãos dadas com ela pela praia e conversando. Era tão bom tê-la por perto de novo.
– Você descobriu então quem é a pessoa?
– Sim, eu descobri mas ainda não sei quem é e só descobri depois de dizer "não" no altar.
– Desistiu por mim?
– Por nós. — eu disse a puxando para mais perto.
– Que prendam logo esse cara que não nos deixa em paz.
– Em breve. Mas vamos parar de falar dele né?
– Vamos. — ela disse sorrindo.
– Eu amo esse sorriso. É perfeito, você é perfeita.
– Para, vou ficar vermelha. — ela disse colocando as mãos no rosto.
– Vai continuar linda. — eu disse abraçando ela.
– Pronto. Já to vermelha. — ela disse rindo.
– Vamos sentar aqui?
– Não. Nós vamos para casa.
– Ah por que? Eu estava gostando. — eu disse fazendo cara de triste.
– Você vai gostar mais de estar em casa... — ela disse me olhando com um sorriso malicioso.
– Vou é? Hum... Então vamos porque esta tarde né?
– Mas não era você que não queria ir? — ela disse saindo e rindo.
– É que você não tinha me feito propostas.
– Eu não te fiz proposta nenhuma.
– Mas...
– Mas nada. Vem. — ela disse me puxando.
A Clara era um perigo para o meu auto controle. Ela sabia exatamente como me provocar, como me convencer das coisas; ela me conhecia perfeitamente.
Fomos ouvindo música no caminho para casa. Tudo me parecia tão perfeito, eu não via a hora de abraçar os meus filhos e me sentir em casa, em família, finalmente.
– Oi... — a Clara disse para o Flavio ao entrar.
– Clara onde você estava? Ficamos preocupados aqui!
– Ai desculpa, eu precisava ficar sozinha. Cadê a Dalva e as crianças?
– Estão dormindo. A Dalva dormiu com muita dificuldade, foi mais pelo sono.
– Ela estava bem preocupada né?
– Bastante e oi Diego.
– Oi.. — eu disse com as mãos no bolso.
– É... Bom, eu vou deitar ta Flavio? Boa noite. — a Clari disse abraçando e dando um beijo no rosto dele.
– Boa noite ai. — eu disse saindo.
– Boa noite para vocês. — ele respondeu.
Fui para o quarto e assim que a Clari entrou tranquei a porta. Ela estava linda e eu não podia deixar de desejar ela.
A puxei para mim e comecei a dar mordidas e beijos em seu pescoço. Abri o zíper de seu vestido deixando suas costas a amostra.
– Hoje eu te quero só para mim. — eu sussurrei em seu ouvido.
– Só hoje? — ela disse me olhando de canto de olho.
– Hoje e todos os dias da minha vida. — eu disse mordendo a orelha dela.
Abaixei as alças do vestido deixando aquele corpo perfeito totalmente a amostra. A virei para mim e a beijei como se fosse o último de nossas vidas.
Ela me empurrou na parede, tirou minha gravata, meu terno e começou a abrir minha blusa. Em seguida me beijou e começou a me morder a cada botão que abria.
Os toques dela me excitavam ao extremo. Aquela mulher me enlouquecia.
A carreguei e a deitei com cuidado sobre a cama. Tirei a calça e terminei de tirar a blusa. Ela me olhava com um sorriso maravilhoso que me fazia me apaixonar mais e mais.
Fiquei em cima dela e comecei a destrubuir beijos por todo seu corpo. Tirei as peças que faltavam e fui deitando em cima dela aos poucos.
Outra vez a beijei como se o mundo fosse acabar, parei apenas quando o ar se fazia mais que necessário.
– Eu te amo María Clara. — eu sussurei em seu ouvido.
– Eu te amo mais. — ela disse mordendo minha orelha.
Comecei a penetrá-la lentamente, aproveitando cada segundo.
A voz dela gemendo ao meu ouvido me deixava com vontade de muito mais.
A beijei abafando o gemido e aumentei o ritmo, o que a fez arranhar minhas costas inteira.
Perdi a noção de tudo naquele momento. Eu estava concentrado no meu momento com a Clara e não sabia de mais nada.
Quando terminamos de matar as saudades um do outro já eram quatro e pouca da manhã. Sem dúvidas estávamos exaustos e precisando de boas horas de sono.
Pov's Pietro
Chegamos na igreja e já tinha algumas pessoas sentadas.
O papai estava muito bonito no altar, um pouco nervoso talvez pelo casamento e por um momento não parava de olhar para a mamãe.
Eu e a Lele participamos da entrada da noiva da igreja e depois ficamos assistindo sentados no banco.
No meio da cerimônia a mamãe levantou e saiu sem dizer uma palavra. Não entendi o porque mas fiquei quieto a pedido da Dalva.
Depois do papai dizer não a Cássia e sair correndo para fora da igreja, voltei para casa junto a Dalva e a Let e enquanto isso o pai Murilo foi procurar a mamãe.
Cheguei em casa bastante cansado e com sono. Eu ainda me sentia um pouco fraco por causa do acidente do acampamento.
A Dalva ajudou eu e Let a tirarmos a roupa e a tomar banho, depois nos deu de jantar enquanto víamos televisão.
Pov's Letícia
A igreja estava bem linda, cheia de flores e o Diego também estava lindo. Ele me parecia estar nervoso mas ficou tranquilo por um segundo enquanto olhava para a Clari.
Eu e o Pietro participamos da entrada da Cássia na igreja, ela estava linda.
Na hora das perguntas a Clari saiu sem dizer uma palavra e um pouco depois o Diego disse não a Cássia e saiu correndo da igreja. Parecia procurar alguém, acho que a Clari.
Depois disso o Murilo foi procurar a Clara e eu voltei para casa junto ao Pietro e a Dalva.
Chegamos em casa e a Dalva deu banho em mim e no Pietro e depois nos deixou vendo televisão.
– Pietro...
– Que foi?
– Acho que a Clari e o Diego vão ficar juntos.
– Nada a ver Let.
– Tem sim. Ele disse não lá na igreja e depois saiu correndo atrás dela.
– Não foi atrás da mamãe. Acho que foi só fugindo.
– Foi atrás da Clari. Você não entende nada né?
– Entendo sim. Entendo muito.
– Percebi... Espertalhão.
– Licença... — a Dalva disse entrando com as comidas.
– Oi Dada. — o Pietro disse.
– Pietro!! Você está falando?! Não acredito! Que bom! Vem cá! — ela disse colocando a comida em cima da mesinha e abraçando ele.
– É bom sim Dada. — ele disse abraçando ela.
– Para ficar melhor, agora vocês dois vão comer tudo ta certo?
– Ta. — eu disse junto ao Pietro.
Comi junto ao Pietro e após um tempo acabei dormindo vendo televisão.
Pov's Clari
Na hora em que o padre fez a pergunta que mudaria tudo, eu levantei e sai da igreja. Eu não aguentaria ver o Diego se casando com ela, me doía até a alma ver aquela cena.
Sai sem direção, eu só queria um lugar tranquilo para ficar sozinha e chorar bastante.
Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo, não podia ser real. O Diego casando com outra e eu nem se quer podia fazer algo.
Fui para a praia e andei por algumas horas enquanto pensava em toda a minha história com o Diego.
Lembrar do início da relação foi algo muito lindo e que me doeu ao lembrar que tinha terminado. Como esquecer um amor tão grande? Era impossível.
Anoiteceu e eu continuava caminhando pela praia, eu já nem sabia de celular, tinha desligado e colocado-o em algum lugar.
Eu não conseguia parar de chorar, estava muito difícil para mim aceitar que aquele era o fim.
Subí em uma pedra e fiquei admirando o mar enquanto chorava. Mais uma vez eu tinha perdido o Diego, mais uma vez eu estava sofrendo por ele.
Em meio aos meus pensamentos que não paravam um segundo, ouvi a voz do Diego me gritar. Achei que fosse coisa da minha cabeça mas quando olhei para trás vi que era ele mesmo. Aquilo só podia ser um sonho.
O Diego não tinha casado, ele era meu de novo, eu não podia acreditar. A felicidade em mim era maior que tudo. Em segundos a minha dor se desfez.
Depois de conversarmos fomos para casa e tivemos um dos nossos momento perfeitos. Eu não queria que aquilo acabasse nunca e se fosse um sonho eu não queria acordar.
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