Louco Amor

78 Capítulo 78


Notas iniciais
Oii gente!!! Quanto tempo né? Eu sei... Desculpa por sumir assim! Espero não demorar mais tanto assim para postar. Espero que gostem do capítulo! Me desculpem se tiver algum erro ortográfico e boa leitura a todos!!!

Pov’s Clari

Acordei por volta das dez da manhã, tomei banho e fui tomar café. Na sala o Flávio estava parado vendo tv e tomando café, era quase uma mania dele isso.

– Bom dia!

– Bom dia Clarinha, dormiu bem?

– Sim e você?

– Muito bem. – Ele disse sorrindo.

– Você e a Dalva vão viajar que horas?

– Já está querendo se livrar da gente?

– Ai claro que não seu bobo! Eu nem queria que vocês fossem... Vou sentir tanta saudade!

– Eu sei que você me ama muito mas é só por dois dias.

– Convencido você né? Eu vou comer tá?

– Vai lá comilona. – Ele disse rindo.

– Você não tem moral para falar de mim! – Gritei.

Entrei na cozinha e a Dalva estava ajeitando algumas coisas. Peguei algumas frutas, pão e um pouco de suco.

– Bom dia Dalva!

– Bom dia, esse vai ser seu café da manhã?

– Sim, por que?

– Está pouco, come mais.

– Assim eu vou virar uma bola Dalva. Aqui já está bom.

– Clara eu vou viajar com o Flávio mas quero que você continue se alimentando devidamente está ouvindo?

– Sim senhora! Pode deixar que eu vou comer direitinho. – Disse sorrindo.

– Acho muito bom...

– Dalva... – Eu disse olhando para trás para ter a certeza de que o Flávio não estava ouvindo.

– Diga.

– Você acha que o Diego seria capaz de mentir para mim?

– Como assim Clara? – Ela disse me olhando séria.

– Você acha que ele me enganaria?

–Bom, ele já te traiu...

– Não digo especificamente disso.

– Então de que?

– Eu digo em dizer coisas que não são verdades.

– O que não é verdade? – O Murilo disse entrando.

– Murilo!? – O olhei surpresa.

– Oi, eu estava com saudades. – Ele disse me dando um beijo na testa.

– É, eu também. Você sumiu para variar né.

– Negócios... – Ele disse abraçando a Dalva.

– Hum...

– Sim mas me digam... O que não é verdade?

– Nada não... – Eu disse olhando para a Dalva.

– Vocês estavam fofocando né?

– Que?

– Mulheres... – Ele disse dando risada.

– Eu vou arrumar as minhas coisas para viajar tá Clari? – Ela disse saindo.

– Claro Dalva. Vai lá.

– A Dalva vai viajar para onde?

– Para uma cidade próxima com o Flávio.

– Então quer dizer que hoje você vai ficar aqui sozinha? – Ele disse se aproximando.

– É... Murilo por favor não começa.

– Mas que raios te deu María Clara? Você não sente mais nada por mim? Nem saudades?

– Eu sinto carinho Murilo. Carinho de amigos.

– Tá e cadê os meus filhos?

– Estão no acampamento...

– Ainda?

– Sim.

– Ok. Eu tenho que ir agora, tenho algumas coisas para resolver. Até depois. – Ele disse saindo.

– Até...

Terminei meu café e fui para o salão de beleza cuidar do cabelo e das unhas. Depois do salão dei uma passada rápida no shopping e comprei uma blusa e um perfume para o Diego. Fazia muito tempo que eu não o presenteava. Fiquei lembrando dos meus momentos com ele quando fui interrompida pelo toque do meu celular.

~ Ligação ON ~

– Alô.

– Amiga, tudo bem?

– Tudo Tini e com você?

– Tudo ótimo. Você tem planos para esta noite?

– Não, por que?

– Porque eu e as meninas marcamos hoje de irmos para a casa da Lodo. Vamos? Diz que vai por favorrr!!!

– Tudo bem. Que horas vai ser?

– As 19hs ok?

– Ok. Eu estarei lá.

– Então até mais tarde. Beijos

– Beijos.

~ Ligação OFF ~

Voltei para casa e o Flávio já estava colocando as malas no carro.

– Iam sair sem se despedir de mim? – Eu disse olhando para os dois.

– Jamais Clari. Estamos só preparando tudo. – O Flávio disse fechando o porta malas.

– Eu estava te esperando para me despedir antes de ir. – Ela disse me abraçando.

– Ai eu sei que serão só dois dias mas vou sentir muita saudades de vocês.

– A gente também vai sentir sua falta não é Dalva?

– Com certeza.

– Flávio cuida bem dela está ouvindo?

– Pode deixar Clara.

– Eu sei me cuidar sozinha.

– Deixa de ser teimosa Dalva. Se comporte.

– Agora sou criança é?

– Não mas é muito importante para mim e quero que se cuide muito bem.

– Ah para que assim eu vou chorar.

– Ok já parei. – Eu disse rindo.

– Comigo ninguém se preocupa né? – O Flávio disse me olhando.

– Claro que eu me importo mas é que você sabe se virar muito bem. – Eu disse o abraçando.

– Bom, precisamos ir agora antes que fique tarde.

– Tchau Clari, se cuida também.

– Pode deixar. – Eu disse sorrindo. – Boa viagem para vocês! Chegar lá me liguem ou mandem uma mensagem dizendo que está tudo bem.

– Ok. – O Flávio disse entrando no carro.

Fiquei olhando o carro sair e depois fui para o jardim. Deitei na grama e fechei os olhos. Fiquei lembrando de cada momento meu com o Diego. Como negar que eu ainda era louca por ele depois de tudo? Ele era o homem da minha vida. O único que invadia o meu coração e os meus pensamentos daquela maneira.

Pov’s Diego

Estava parado na varanda olhando o céu quando a Cássia apareceu de repente atrás de mim.

– Diego? O que faz aqui acordado a essa hora?

– Estou pensando nos últimos acontecimentos... Nada tem dado certo para mim, nada.

– Não diga isso meu amor. – Ela disse me abraçando por trás. – Você se recuperou bem do acidente, já consegue andar sozinho o que é uma vitória e tanta.

– Sim, eu concordo com você. Isso é a parte boa.

– Amor, sabe o que eu queria?

– Não. O que?

– Eu queria engravidar de novo. Queria ter outra menina.

– Acha mesmo necessário? Pensa bem... Eu já tenho três, você já tem três e não estamos tão bem assim financeiramente.

– Eu estou muito bem financeiramente. Dá tranquilamente para bancar outro filho.

– É mas eu não estou.

– Quem disse que não?... Desde o seu acidente eu assumi a empresa e as coisas melhoraram muito. Os lucros aumentaram consideravelmente, as dividas foram pagas, as filiais se expandiram mais...

– Ah está dizendo que eu é que não sabia administrar né?

– Não. Só estou dizendo que tudo tem seu tempo e ao contrário do que você diz, as coisas estão dando certo sim; está dando certo para nós dois.

– Por que não me disse antes?

– Porque eu não queria e ainda não quero você envolvido com as coisas da empresa. Você tem que terminar de se recuperar e se quer saber, eu posso tirar toda essa sua tensão.

– Cássia não me leva a mal não mas eu não estou no clima. – Eu disse saindo da varanda.

– Diego o que está acontecendo com você? Você realmente quer se casar?

– Como assim? O casamento está marcado. Está tudo pronto já.

– É mas você está distante de mim e isso está me matando Diego!

– Ah não fica assim... – Eu disse abraçando ela. – Eu só estou em um momento meu. Tantas coisas que aconteceram e estão acontecendo... Me dá um tempinho tá? Nosso casamento está de pé.

– Que esse “tempinho” não demore muito.

Tomei meu café pensando o que aconteceria se o meu plano não desse certo. Eu me casaria com a Cássia e viveria uma mentira? Faria a Clara sofrer mais uma vez? Eu não podia falhar. Talvez aquela fosse a minha última chance de viver ao lado da mulher que amo. Eu não podia vacilar outra vez.

– Papai!!

– Oi Dani, o que foi filho?

– Quero suco.

– Claro filho.

Coloquei o suco para o Daniel e fui tomar um banho e me arrumar. Eu queria dar uma volta e concluir outra parte do meu plano. O tempo estava cada vez mais curto e eu tinha que correr para acabar com tudo antes do casamento.

Saí de casa e fui fazer mais uma parte do meu plano, tentar descobrir algo. Fiquei algumas horas em um lugar afastado de tudo e concentrado no plano. Depois de algum tempo minha concentração foi embora, eu só conseguia pensar na Clari e nos nossos momentos. Era tudo tão perfeito ao lado dela...

Recolhi todas as minhas coisas e fui o mais rápido que pude para a casa dela. Eu precisava muito ver aquela loirinha, eu precisava abraçar, beijar, ouvir a voz...

Cheguei na casa dela e tudo estava em silêncio, a casa parecia estar vazia. Olhei a casa toda e não tinha ninguém, então relaxei. Já ia embora quando a vi deitada no jardim. Meu coração encheu de felicidade, começou a bater rápido, um sorriso apareceu instantaneamente em meu rosto.

– Posso saber no que você está pensando? – Eu disse deitando ao lado dela.

– Diego!! – Ela me olhou assustada.

– O que foi?

– Me assustou! O que faz aqui?

– Ah nossa só queria te ver mas se quiser eu posso ir embora agora mesmo.

– Não, para vai. Eu só me assustei. Não quero que você vá. – Ela disse me abraçando.

– Nem eu quero ir meu amor. Eu te amo tanto!! – Eu disse apertando ela.

– Eu também te amo muito. – Ela disse me beijando.

– Era disso que eu estava precisando. – Eu disse olhando nos olhos dela.

– O que?

– Do seu beijo, seu abraço e carinho... Você.

– Eu estava lembrando da primeira vez que te vi quando você chegou. Você lembra?

– Como esquecer? Aquela menina tão linda, com uns olhos tão lindos que me chamou a atenção no primeiro olhar. Aquela menina por quem me apaixonei.

– Você também me chamou a atenção no primeiro olhar. Foi algo tão diferente... Até hoje não sei explicar.

– Você é maravilhosa. Por todos esses anos nunca encontrei ninguém como você e sei que não vou encontrar porque você é única.

– Meu amor... – Ela disse sorrindo e me beijando mais uma vez.

– Sabe de uma coisa que eu lembrei? Era bem divertido.

– O que Di?

– Isso. – Ele disse me fazendo cosquinhas.

– Para Diego!! – Ela disse dando gargalhadas.

– Parar? Você quer que eu pare?

– Quero!

– Mas eu não vou! – Eu disse rindo e fazendo mais cosquinhas nela.

– Ai socorro. – Ela disse deitando na grama de novo e rindo sem parar.

– Eu já disse que amo sua risada? – Eu disse deitando por cima dela.

– Não me lembro. – Ela disse sorrindo e me olhando nos olhos.

– Eu te amo mais que tudo. Nunca duvide disso. – Eu disse a beijando.

– Eu ainda te amo mais... – Ela disse entre selinhos.

– Sabe de uma coisa?

– Não, o que?

– Eu ainda não terminei de te fazer cosquinhas. – Eu disse começando tudo de novo.

– Ai de novo não Diego!! – Ela disse me empurrando e correndo.

– Volta aqui! – Eu disse indo atrás dela.

– Não! – Ela disse rindo.

– Não foge de mim. – Eu disse a segurando pelo o braço e a puxando para mim.

– Então para de me fazer cosquinhas.

– Está bem. – Eu disse abraçando ela. – E o que vamos fazer agora?

– Vamos ver um filme?

– Tá bom. Você escolhe?

– Pode ser.

Fizemos pipoca, colocamos um dvd e sentamos para assistir um filme de romance que a Clara tinha escolhido. Ficamos o tempo todo abraçados, trocando carinhos, beijos e olhares. Quando o filme terminou a Clara levantou e foi para o quarto.

Olhei rapidamente para o jardim e tive a impressão de ter visto alguém. Levantei e fui verificar. Olhei tudo mas não tinha nada, para o meu alívio. Entrei em casa, fechei a porta do jardim e fui atrás da Clari.

– Ei o que foi?

– O que foi o que?

– Saiu assim do nada da sala.

– Eu tenho que me arrumar amor.

– Para que?

– Para ir encontrar as minhas amigas.

– Ah eu não acredito que você vai me deixar aqui sozinho. – Eu disse fazendo biquinho.

– Nem adianta fazer essa cara. Eu marquei com elas já.

– Então tá né.

– Fica assim não. Amanhã a casa ainda estará vazia.

– Você só volta amanhã?

– Não sei. Não sei bem que horas vou voltar para casa.

– Poxa... Eu pensei que íamos ficar juntos hoje.

– Amanhã eu prometo que fico aqui tá?

– Tá bom... E que dia você vai buscar os meninos?

– Depois de amanhã.

– Tudo isso?

– Sim, é quando acaba o acampamento.

– Eu estou com saudades deles.

– Eu também. Sinto muita falta dos meus filhos. Espero que esses dias passem logo.

– Eu também espero.

A Clara se arrumou e saiu para se encontrar com as amigas. Eu fiquei na casa dela mesmo sem ter avisado que ficaria. Eu me sentia tão bem naquela casa, não queria voltar para a minha.

Fiquei no quarto da Clara vendo tv e comendo enquanto ela se divertia com as amigas. Eu não queria que ela fosse mas eu também não podia impedir ela de se divertir.

Passei longas horas ali até que a porta do quarto abriu e eu quase morri do coração. Era só a Clara voltando para buscar algo que tinha esquecido. Aproveitei para prendê-la por mais uma horinha. Depois ela saiu novamente e eu fiquei mais uma vez sozinho naquela casa enorme.

Estava deitado quando tive a ideia de ir buscar o Pietro e a Letícia antes da data. Seria uma maneira de fazer uma surpresa para a Clara. Mandei mensagem para ela, me arrumei e saí de casa para buscar eles...

Pov’s Clari

O Diego apareceu ao meu lado de repente, como mágica. Ficamos brincando e nos divertindo por um bom tempo. Depois fui me arrumar para sair.

Fui para a casa da Lodo e quando cheguei a Tini, a Cande e a Alba já estavam lá. Ficamos conversando e beslicando alguns salgados.

– Clara como anda a sua vida? Você com suas férias quase não fala mais com a gente. – A Tini disse.

– É verdade amiga. – A Lodo falou.

– Está tudo perfeito gente. Minha vida está em um dos melhores momentos.

– Hmmm e o que aconteceu para estar tão boa assim? – A Cande me olhou curiosa.

– Eu encontrei minha filha perdida e agora tenhos meus dois filhos juntos. Quer algo melhor?

– Não. Realmente isso é muito bom! – A Alba disse com um sorriso enorme.

– E o coração? – A Lodo disse.

– Meu coração está bem... Obrigada.

– Não tem ninguém não? – A Tini disse.

– Não... Gente eu estou com sede.

– Aiii os refrigerantes!! – A Tini disse colocando a mão na testa.

– Que? – A Lodo falou.

– Esquecemos de comprar.

– Não tem problema, eu desço agora e compro. – Eu disse me levantando.

– Não demora hein amiga! Eu também estou com sede. – A Cande falou.

– Todas estamos na verdade. – A Alba disse.

Saí para o mercado mais próximo e no caminho percebi que não tinha pego a carteira. Voltei para casa e quando entrei no quarto para pegar me assutei com o Diego na minha cama.

– Ai Diego!! Que susto!!! O que você ainda está fazendo aqui?

– Ué amor. Esperando você voltar.

– Eu achei que você já estivesse na sua casa.

– Não... Você chegou mais cedo do que eu pensei que chegaria. – Ele disse me abraçando e beijando meu pescoço.

– Diego para. Eu só vim pegar minha carteira que eu esqueci.

– Eu senti saudades...

– Mesmo? – Eu disse olhando para ele.

– Sim... – Ele disse me beijando.

– Diego para é sério. Eu tenho que comprar refrigerante para as meninas, elas estão com sede me esperando.

– Que esperem só mais um pouquinho...

Ele me beijou e me deitou sobre a cama deitando sobre mim em seguida. Os beijos desceram até o meu pescoço me fazendo arrepiar por inteira. Tirei sua blusa e o observei por algum tempo. Ele me olhou com um sorriso malicioso no rosto que me fez estremecer. Ele tirou minha blusa e começou a destribuir beijos por todo o meu corpo. Como eu amava os toques dele... O Diego era perfeito.

O Diego começou a me dar chupões no pescoço e a sussurar em meu ouvido me deixando mais excitada do que já estava. Passei as unhas em suas costas o que com certeza deixou marcas. Eu podia sentir sua ereção em mim cada vez maior e aquilo me levava a pensamentos maravilhosos.

Em pouco tempo estávamos completamente nus, só eu e ele naquela cama imensa. Começamos longos momentos de prazer e amor. A cada toque dele era uma explosão de sensações inexplicáveis em mim. Eu não me cansava nunca de amar ele, o Diego era o homem que tinha o poder de me enlouquecer.

Depois de algum tempo o Diego ao meu lado e meu alguns beijos no rosto.

– Você me enlouquece... – Eu disse sorrindo.

– Eu sei. – Ele disse sorrindo para mim.

– Convencido você né?

– Demais... Eu tenho a mulher mais linda e perfeita do mundo comigo. Como não ser?

– Pois bem. A mulher mais linda e perfeita do mundo tem que ir agora.

– Ah não amor. Sério isso?

– Sim. Eu deixei as meninas esperando o refrigerante. Devem estar morrendo de sede. Não posso ficar, desculpa. – Eu disse dando um beijo nele e levantando.

– Eu vou ficar com saudades de novo. – Ele disse fazendo carinha de triste.

– Não começa Di. Eu tenho que ir. – Eu disse beijando ele.

– Tudo bem né.

– Olha não fica. – Ela disse me entregando duas sacolas.

– O que é isso?

– Presente... Comprei para você.

– Obrigado meu amor. – Ele disse abrindo. – A blusa é linda e o perfume é muito bom. Amei. – Eu disse dando um beijo nela.

– De verdade?

– Sim.

– Então ótimo. Tenho que ir agora. – Eu disse saindo.

Passei correndo no mercado e comprei algumas garrafas de refrigerante e fui o mais depressa possível para a casa da Lodo. As meninas iriam me matar sem sombra de dúvidas. Não demorei muito e cheguei.

– Reviveu?? Pensei que tinha morrido no caminho. – A Tini disse.

– Desculpa! Eu esqueci a carteira em casa.

– Tá mas sua casa fica a uns 20 minutos daqui. Você demorou quase 2 horas. – A Lodo falou.

– Ah... Acabou a gasolina.

– Ta né... – A Cande isso.

– Mas aqui os refrigerantes.

– Agora já compramos né Clara? Pelo tempo...

– Ai gente foi mal. Desculpa a demora.

– Clari... – A Cande disse olhando fixamente pro meu pescoço.

– Que?

– Que marca roxa é essa?

– Marca? Que marca? Não tem nada aqui. – Eu disse levantando a gola da blusa.

– Hmmm... Acho que já entendi essa falta de gasolina em dona Clara. – A Tini disse rindo.

– Ai parem com isso já!

– Com quem você estava hein?

– Com... Com ninguém! Eu só fui em casa e depois voltei.

– E a gasolina? – A Alba falou me olhando.

– Depois de passar no mercado...

– Clara quem estava na sua casa hein? – A Tini me olhou com um sorriso no rosto.

– Eu não acredito!! Você é a pior de todas aqui sabia?

– Eu? – Ela disse rindo.

– É sim.

– Eu só estou tentando entender como que essa marca roxa apareceu ai no seu pescoço do nada.

– Vai Clara conta para a gente!! Por favor!! – A Alba disse sentando no sofá.

– Chatas... Eu realmente esqueci a carteira em casa e fui buscar mas o Diego estava lá e bom acabou que aconteceram algumas coisas...

– Aaahh eu sabia!!! É aquele do restaurante não é? – A Tini disse me olhando.

– É sim. – Eu disse corada.

– Aahh agora sim entendo essa marca. – A Lodo disse rindo.

– E enquanto você fazia coisas com o Diego a gente morria de sede! – A Cande disse jogando uma almofada em mim.

– Ai!! Desculpa tá?!

– Tá. – Todas disseram juntas.

Ficamos conversando por mais um tempo. Tinha muito tempo que eu não me juntava com amigas. Tinha muito tempo que eu não me divertia daquela maneira.

Após algum tempo resolvi voltar para casa porque o Diego havia me mandado uma mensagem dizendo para eu voltar o quanto antes porque tinha uma supresa para mim. Me despedi das meninas e voltei para casa. Cheguei e o Diego já não estava em casa. Tomei um banho e fiquei deitada para esperar ele mas acabei cochilando.

Acordei com a voz do Pietro me chamando. Tudo estava escuro e eu não conseguia exergar direito, o procurava por todo o quarto; a voz dele soava por toda a casa. Levantei e acendi a luz mas não consegui vê-lo. Comecei a escutar gritos vindos do lado de fora. Gritei por seu nome e pude escutar a voz dele dizendo “ socorro mamãe” em meio a choros e gritos.

Saí desesperada do quarto a procura do Pietro. Cheguei na sala, olhei por todos os lados e não tinha nada até que...

Notas finais
O que acharam? Comentem! Beijos! :*