Louco Amor

79 Capitulo 79


Notas iniciais
Ooiii gente!! Eu sumi né? Eu sei. Desculpa pela demora, eu fiquei sem pc. Espero que gostem do capitulo e me desculpem se tiver algum erro, escrevi pelo celular e não é muito legal não. Mas enfim, boa leitura a todos!!!! Espero que tenham tido um feliz Natal!

Pov's Clari

Acordei com a voz do Pietro me chamando. Tudo estava escuro e eu não conseguia enxergar direito, o procurava por todo o quarto; a voz dele soava por toda a casa. Levantei e acendi a luz mas não consegui vê-lo. Comecei a escutar gritos vindo do lado de fora. Gritei por seu nome e pude escutar a voz dele dizendo " socorro mamãe " em meio a choros e gritos. Saí desesperada do quarto a procura do Pietro. Cheguei na sala, olhei por todos os lados e não tinha nada até que olhei para a porta de vidro que dava para o jardim e pude ver seu corpo ao chão.
Corri desesperada em direção a ele, cheguei mais perto e vi a pior cena da minha vida. Ele estava machucado sangrando muito, fraco, com sangue em toda a sua volta na grama.
– Pietro meu filho!! O que aconteceu meu amor?! — Eu disse me ajoelhando ao seu lado e o tocando nervosa.
– Foi ele mamãe, foi ele!! Ele me matou. — Ele disse com dificuldades e apontando para um canto do jardim.
– Quem é ele meu amor? Não vai minha vida, você não pode me deixar. — Eu disse olhando para uma pessoa que se encontrava na parte escura do jardim.
– Ele é o... — Ele disse fechando os olhos.
Comecei a gritar, me desesperei mais ainda ao ver meu filho morrendo. Eu o agarrava na esperança dele abrir os olhos novamente. Em meio ao meu momento de desespero ouvi a risada da pessoa que ainda se encontrava no canto do jardim. Sua voz parecia estar distorcida mas ao mesmo tempo parecia ser familiar.
Ele começou a se aproximar de mim e do meu filho ficando mais exposto a luz. Levantei a cabeça para olhar o seu rosto quando ouvi a voz do Diego me chamar.

– Amor acorda!! Ei, olha pra mim!!
– Diego?? — Eu disse agarrando ele.
– Fica calma ta? — Ele disse me dando água.
– Eu tive um pesadelo horrível. Eu quero o meu filho agora. Eu quero ver o Pietro agora!
– E vamos ver. Agora você tem que manter a calma.
– Manter a calma por que?
– Porque ele está no hospital..
– Como é que é? O que ele tem Diego? O que aconteceu com o meu filho? E a Letícia cadê?
– Clara, calma! O Pietro se afogou no lago. A Letícia está bem, está mais calma agora e esta a salva na casa da minha mãe.
– Esta a salva? Diego eu quero ver meu filho agora, está entendendo?
– Sim. Eu só vim te buscar.
– Ele esta lá com quem?
– Com meu irmão. Vamos?
– Sim, vou só pegar minha bolsa.
Meu coração estava nas mãos. Eu precisava ver meu filho urgentemente e abraçar sentir que tudo ia ficar bem de novo. O que estava acontecendo? Eu me sentia em risco e com medo, muito medo.

Pov's Diego

Sai para buscar o Pietro e a Letícia para fazer a surpresa pra Clari. Depois de algumas horas cansativas dirigindo cheguei ao acampamento. Falei com a diretora e enquanto esperava resolvi dar umas voltas pelo lugar.
Estava caminhando pelo jardim quando ouvi gritos, gritos que pareciam ser da Letícia. Sai correndo na direção dos gritos e vi de longe um homem jogando o Pietro no lago e quando ia fazer o mesmo com a Letícia me viu e saiu correndo rapidamente.
Corri o mais rápido que pude e mergulhei no lago a procura do meu filho. Estava tudo muito escuro e eu quase não enxergava direito. Já estava quase sem fôlego quando consegui encontrá-lo com ajuda da claridade da lua. Levei ele até a beira e fiz respiração boca a boca. Olhei pra Letícia e fiz sinal com a mão pra ela se aproximar.
– Vem cá meu amor. — eu disse abraçando ela forte.
– Eu to com medo. — ela disse chorando.
– Ta tudo bem agora ta? Eu to aqui e ninguém vai fazer mal a vocês.
– O Pietro morreu? — ela disse assustada.
– Ele vai ficar bem. Fica calma. Você está bem? — eu disse tirando o celular do bolso e ligando para a ambulância.
– Sim, só minha testa que esta doendo um pouco.
– Deixa eu ver isso.. — eu disse tirando a franja da frente. — Um corte pequeno. Vai passar ta?
– Ta. — ela disse me abraçando forte.
– Aiii meu Deus mas o que aconteceu aqui? — A diretora disse aflita.
– O que aconteceu? Tentaram matar os meus filhos sua incompetente!!! Isso que vocês chamam de segurança??!
– Eu realmente não tenho o que dizer. Isso nunca aconteceu aqui. Eu vou ligar para a ambulância.
– Não precisa eu já liguei. Traz uma toalha pra cobrir os dois se você quer ajudar.
– Eu vou lá pegar. — ela disse saindo.
– Diego... — a Letícia disse me olhando estranho.
– O que foi minha princesa? — eu disse abraçando ela e o Pietro.
– Porque você disse "meus filhos"? Só o Pietro é seu filho.
– Ahh..porque você é como uma filha.
– Pietro acorda filho. Abre os olhos, fala com o papai. Faz isso não. — eu disse segurando o choro.
– Aqui senhor Diego! As toalhas!
– Obrigado.
Enrolei a Letícia e o Pietro na toalha. Peguei os dois no colo e fui para uma parte mais clara do jardim. Depois de pouco tempo a ambulância chegou e fomos todos ao hospital.
Levaram o Pietro as pressas por estar inconsciente e respirando muito fraco. A Letícia atenderam em minha presença. Por sorte ela não teve nada demais, apenas levou três pontos na testa e logo foi liberada. Como contar a Clari que os filhos dela tinham ido parar no hospital? A melhor opção era falar pessoalmente. Liguei para o meu irmão e pedi para ele ir até o hospital ficar de olho no Pietro enquanto eu deixava a Letícia com minha mãe e ia até a casa da Clara.
Durante todo o caminho pra casa da minha mãe a Letícia não disse uma palavra.

– Letícia?
– Oi...
– Quer dizer alguma coisa?
– Não...
– E eu posso te perguntar uma coisa?
– Pode.
– Como era aquele homem que jogou o Pietro no lago?
– Eu não sei... Ele estava com o rosto coberto.
– Tudo bem.
– Para onde vamos?
– Para a casa da minha mãe. Você vai ficar lá por hoje ta?
– Eu quero a minha mãe..
– Hoje eu não posso te levar até ela mas amanhã eu prometo que tento ta certo?
– Ta..Diego..
– Diga.
– Obrigada. Você me salvou.
– E salvaria mil vezes minha princesa... Chegamos.
– É aqui?
– É sim rs.
Deixei a Letícia com minha mãe, aproveitei para trocar de roupa e fui para a casa da Clara. Eu não sabia como dizer a ela. Ela ia ficar nervosa de qualquer jeito.
Cheguei na sala e ouvi os gritos dela. Achei que seria algo e fui correndo até o quarto mas era apenas ela tendo um pesadelo.
Tratei de acordar ela e tentar dizer da maneira menos pior possível o que tinha acontecido. A reação dela no final foi a mesma: desespero.
Fomos ao hospital o mais rápido possível, a Clara não falava nada, apenas olhava pela janela a paisagem passar. Eu também estava nervoso e preferi não dizer nada.
Chegamos no hospital e ela foi correndo ao encontro do meu irmão.

– German! Tem notícias do meu filho???
– Ainda não Clari. Ainda não veio ninguém dizer nada.
– Como assim não vieram dizer nada? — eu disse aflito.
– Eu vou na recepção perguntar o porque da demora. — ela disse saindo.
– E a Letícia? Ta melhor?
– Amanhã vai estar melhor. Ela ainda está muito assustada.
– Normal. Depois dessa..
– Será que você poderia passar a noite lá hoje? Seria bom ter um homem em casa. Até porque não sabemos se a pessoa voltará a agir.
– Sem problemas. Eu vou para lá ficar com eles.
– Obrigado mano. Não sei o que seria de mim sem você.
– Por nada. Eu vou indo, qualquer coisa me liga.
– Pode deixar. — eu disse abraçando ele.
O tempo passou e a Clari não voltou. Fui atrás dela e a encontrei sentada chorando.

– Vai ficar tudo bem. — eu disse sentando ao lado dela e a abraçando.
– Por que tanta demora?
– Eu não sei meu amor.
– Eu queria ver a Letícia.
– Amanhã ta? Ela ta assustada.
– Mais um motivo para eu ficar com ela. Ela precisa de mim.
– Eu sei disso.
– Meus dois filhos precisam de mim.
– Responsáveis por Pietro Alonso?
– Aqui. — eu disse junto a Clari.
– Como ele está doutor? — A Clari disse se levantando rapidamente.
– O Pietro está inconsciente no momento mas vai ficar bem.
– Já podemos vê-lo? — Perguntei agoniado.
– Sim mas antes eu preciso conversar com vocês. Acho que a polícia deve ser acionada.
– Como assim? — A Clari me olhou confusa.
– O Pietro tem marcas no pescoço que indica que tentaram o matar asfixiado... Você que chegou com ele nos braços. Preciso que me conte o que houve.
– Tudo o que eu vi foi um homem jogando ele no lago. Nada mais.
– Irei acionar a polícia imediatamente.
– Doutor espera... Posso ver meu filho? Onde ele está?
– Sim, vocês podem. Ele está no quarto 802.
– Obrigado doutor. — eu disse saindo com a Clari.
– Diego..
– Diga amor.
– Tentaram matar o meu filho e você não me diz nada?!
– Veja bem... Você estava muito nervosa, eu não sabia como te falar isso.
– Quem foi o homem que jogou ele no lago?
– Eu não sei. Não consegui ver o rosto, tava de longe e muito escuro. Perguntei a Letícia mas ela disse que ele estava com o rosto coberto.
– E ela teve alguma coisa? Ou o homem só machucou o Pietro?
– Ela só levou 3 pontos na testa. Vai ficar bem.
– Vou colocar seguranças aqui e na casa da sua mãe.
– É bom para reforçar a segurança.
Entramos no quarto em que o Pietro se encontrava e vi o meu pequeno na cama, desacordado, com arranhões e alguns machucados.
Eu estava com medo por dentro e com raiva também mas mantinha a calma por fora pela Clara e pelas crianças.

Pov's Letícia

Acordei cedo com o Sol batendo no meu rosto. Ficar no acampamento era legal, eu nunca tinha me divertido tanto.
Me arrumei com a ajuda de uma tia do acampamento, ela ficava sempre de olho em todos, e depois fui com o Pietro tomar café da manhã.

– Pietro eu não consigo abrir o pote da geléia.
– Me da. Eu sou forte, eu abro. — ele disse pegando o pote da minha mão.
– Super forte né? — eu disse rindo.
– Sou sim. Aqui Let, já abri.
– Obrigada. — eu disse sorrindo.
– Let depois daqui vamos brincar só nós dois?
– Pode ser. Você agora do quer jogar bola com seus amigos né?
– Você também fica com suas amigas ué.
– Mas não gosto muito. Não me sinto a vontade.
– Por que? Deixa de ser boba, te adoram.
– Eu não estou acostumada com isso.
– Olha para de falar bobagem. — ele disse colocando um pedaço de maçã na minha boca.
– Aii.- eu disse rindo.
Terminamos de comer e fomos brincar e fazer as atividades do dia.
Ao final do dia eu já estava morta de cansaço e só queria mesmo dormir.
No meio da noite acordei com a voz abafada do Pietro. Olhei para o lado e vi um homem apertando o pescoço dele com força. Pulei nele e gritei para que o soltasse.

– Sai de cima de mim menina insuportável! — o homem disse soltando o Pietro e me jogando no chão.
– Aii..- eu disse chorando e passando a mão na testa.
– Para de escândalo! Trate de fazer silêncio senão morre você e ele, ta ouvindo?
Eu fiquei olhando para ele assustada, sem reação. O Pietro reagiu e mais uma vez foi machucado, tentei ajudar mas não consegui. Depois de um tempo ele me pegou no colo junto ao Pietro e foi para a área do lago. Comecei a gritar por socorro e no ultimo momento o Diego apareceu.
Ele cuidou de mim e do Pietro, nos acompanhou até o hospital e depois me deixou na casa da mãe dele. Me senti desconfortável logo quando chegamos mas me fizeram me sentir em casa.

– Letícia minha querida! — A mãe do Diego disse me abraçando.
– Oi..
– Mãe cuida direitinho dela ta? Eu tenho que ir pegar a Clari e voltar para o hospital para ficar o Pietro.
– Diego, promete que ele vai ficar bem?
– Prometo sim. Fica tranquila. — ele disse me dando um beijo na testa.
– Já avisou a Cássia meu filho?
– Hã... Ainda não tive tempo mãe. Depois eu ligo para ela e aviso.
– Tenha cuidado nessa estrada.
– Pode deixar... Vou indo, beijos.
– Diego! — eu o gritei.
– O que foi?
– Obrigada de novo. — eu disse abraçando ele bem forte.
– Por nada.
A mãe do Diego era bem legal comigo, e o pai dele também, apesar de que reclamava bastante de tudo.

– Letícia, vou deixar a luz acesa. Qualquer coisa só chamar esta bem? — a mãe do Diego disse.
– Sim. Obrigada.
– De nada. Quer um leite morno?
– Não, não quero nada não. Obrigada.
– Por nada. Boa noite.
– Boa noite.

Naquele momento eu só queria minha mãe por perto e mais do que ela, eu queria a Clara. Era estranho, mas eu precisava de um dos abraços dela e dos carinhos também.

Pov's Pietro

Acordei bem cedinho como todos os dias, tomei café da manhã com a Let e depois fomos brincar no jardim.

– Joga a bola pra mim Let!!!
– Toma! — ela disse jogando para mim.
– Foi muito forte! Agora tenho que pegar a bola nas plantas.
– Desculpa! Foi sem querer, vou te ajudar a pegar.
– Eu sou grande, eu consigo.
– Ah é, super grande. To impressionada com seu tamanho.
– Até parece que você é maior que eu.
– Não sou mas também não fico dizendo que sou grande!
– Mas também não fico dizendo que sou grande.. — eu disse imitando ela.
– Eu não falo assim!!
– Ahhh oras, se não vai me ajudar, não me atrapalhe!
– Chato!!!! — ela disse me dando língua.
– Você que é!!
– Senhor gigante! Vai pegar a bola em que ano? No próximo?!
– Para de reclamar e me ajuda a balançar a planta para a bola cair! Anda!!
– Ah esperaaa! Não grita!
– Ta ta ta. Agora me ajuda. — eu disse balançando a planta.
– Ai caiu!! — ela disse pegando a bola.
– Agora vamos voltar a brincar Let!!! — eu disse correndo.
Ficamos brincando praticamente o dia todo. A gente sempre se divertia bastante. Brigávamos quase sempre mas eu gostava muito dela, era a minha companhia preferida.
Pela noite jantamos e deitamos para dormir. Estávamos realmente bem cansados, a Let dormiu bem rápido e eu demorei só um pouco mais para pegar no sono.
Acordei no meio da noite com um homem apertando o meu pescoço com muita força. Comecei a gritar mas fui perdendo a voz e as forças rapidamente. Escutei a voz da Let longe e vi apenas seu vulto pulando no homem de preto que a jogou no chão. A vi machucada, sangrando quis ajudar mas fui acertado com algo que eu não consegui ver, apenas senti. Tentei correr mas não tive muitas forças e fui derrubado. Voltei a gritar e o homem voltou a apertar o meu pescoço com mais força que antes. Eu já não conseguia respirar e tudo ficou escuro de vez. Eu já não via nem ouvia nada.

Notas finais
Comentem!! Beijos!! :*