Louco Amor
71 Capítulo 71
Notas iniciais
Gente obrigada mesmo pelos comentários, eu amo cada um... Aqui fica mais um capítulo para vocês e espero que gostem de verdade! Boa leitura a todos e me desculpem se tiver algum erro!
Pov’s Clari
Acordei mais que animada e feliz, eu veria a minha filha novamente. Mal podia esperar para abraça-la e beija-la, compensar todo o tempo perdido. Eu nunca tive tanta certeza de que era ela, eu tinha certeza de que tinha a encontrado.– Acorda... Meu bebê acorda! – Eu disse enchendo o Pietro de beijos.– Tô com sono mamãe. – Ele disse cobrindo o rosto.– Preguiçoso. Levanta! – Não quero.– Filho eu tenho que ir trabalhar. Você vem comigo ou vai sair com seu pai?– Eu quero sair com o papai e quero ver você tirando fotos mamãe.– Você não pode ficar em dois lugares ao mesmo tempo.– Posso sim. Você disse que eu posso tudo!– Nem tudo Pietro.– Ah mamãe, mas eu queria fazer os dois!– Então vamos fazer o seguinte: você sai com o seu pai agora e depois você pede a ele para te levar até o estúdio aí depois que eu terminar saímos para tomar um sorvete antes de voltamos para casa, está bem?– Sim!! Vamos sair eu, você e o papai?– Se ele quiser pode se juntar a mim, a você e a Dalva.– Ah mamãe eu queria só nós três. Por que você e o papai não ficam juntos? Igual a uma família?– Porque não... Isso não é assunto para a sua idade.– Nada é para minha idade. – Ele levantou da cama cruzando os braços.– Pietro volta aqui. – Eu vou tomar banho para sair com o meu pai!– Tá, eu vou te dar banho.– Não! Eu não quero você, eu quero a Dalva!– Pietro para com isso e olha para mim! Por que você quer tanto que eu fique com o Murilo?– Porque você é minha mamãe e ele é meu papai.– E se eu ficasse com o Diego? Ele também é seu pai.– Né nada.– É sim.– Meu pai é o Murilo. – Ah eu não vou discutir isso com você. Você querendo ou não você é filho do Diego.– Mas é do Murilo que eu gosto!– Olha Pietro pelo tempo do seu escândalo vai ter que tomar banho com a Dalva mesmo porque eu já estou atrasada. Até mais tarde. – Eu disse dando um beijo na cabeça dele e saindo do banheiro.– Está difícil hein?– Demais Dalva. Não sei o que faço mais.– Fica tranquila que isso é questão de tempo. Deixa ele conhecer de verdade o Diego que você vai ver que isso passa.– Espero que você tenha razão... Da banho nele para mim? Eu tenho que ir correndo para o estúdio de fotos... Ah não esqueça que o Murilo vai passar aqui para levar ele para passear e diz ao Murilo para leva-lo para ao estúdio depois.– Pode deixar Clara! Vai tranquila.– Obrigada e pode passear se quiser. – Está certo.Saí apressada e preocupada com a reação do Pietro. Estava com medo da reação dele quando eu voltasse oficialmente com o Diego. Eu não voltaria com o Murilo por mais que eu gostasse dele, era o Diego que me fazia feliz com apenas um sorriso, era ele que fazia eu me sentir tão bem, era ele quem eu amava.Comecei a trabalhar e estava muito tensa com a situação com o Pietro e um pouco aérea também. Me chamavam a atenção o tempo inteiro, coisa que não era muito comum. Tentei esquecer um pouco dos problemas e deixei os momentos bons que eu tinha passado ao lado do Diego e do Pietro e o fato de eu ter encontrado a Letícia tomarem conta da minha mente. Meu sorriso apareceu em segundos, de um jeito surpreendente.No final da sessão de fotos o Murilo apareceu com o meu filho e acho que nessa hora dei o maior sorriso de toda a manhã. – Mamãe!!– Oi meu amor. – Eu disse dando um beijo nele.– Como você está linda... – O Murilo disse me puxando pela cintura para ele e me dando um beijo na bochecha.– Obrigada. – Eu disse o empurrando.– Clara, podemos tirar uma foto dos três?– Como?– Por favor mamãããee!!! Deixa!!– Ah não... Não acho que seja o mais indicado.– Ah mamãe, por favorzinho... – Ele disse fazendo biquinho.– Eu acho que não tem nada demais nisso Clara. – O Murilo disse colocando as mãos no bolso.– É, né... Rapidinho.– Ebaaaa!!!!Eu tinha certeza que não era uma boa ideia tirar foto com o Pietro e o Murilo. Aquilo me causaria problemas mas eu não consegui resistir ao pedido do meu filho. Ele sabia como me convencer de qualquer coisa. Após finalizarmos as fotos, saí para tomar sorvete como havia prometido ao Pietro, mas antes de chegar na sorveteria eu resolvi passar na banca para ver a Letícia. Eu queria muito que ela fosse também.– Bom dia... – Eu disse olhando para a Letícia.– Clara! Você voltou!! – Ela disse saindo de dentro da banca e me abraçando.– Você de novo? O que quer? – A mulher que a acompanhava falou séria. – Venha para cá Letícia. – Ela disse a puxando.– Não precisa fazer isso. Pode machuca-la.– E quem é você para me dizer como agir com a minha filha?– Eu...– Clara... – O Murilo disse me olhando.– Olha eu só quero conversar com você, pode ser?– E o que você teria para conversar comigo?– Eu queria conversar sobre a Letícia.– Sobre ela? Não estou gostando.– Não é nada demais. Eu só queria saber se ela poderia fazer um teste para participar da novela Violetta.
– Não, claro que não. Quem me garante que você vai mesmo levar ela para fazer um teste?– Olha, você pode procurar meu nome , minhas fotos, você vai ver que sou eu. Eu faço parte do elenco e estão procurando uma menina como ela. Vocês podem ir e caso não dê em nada vocês voltam. – Eu não sei não... Vivemos muito bem aqui e não quero minha filha envolvida com essas coisas.– Deixa mãe por favor. Não quero ficar vendendo revistas e jornais para o resto da vida. Há três semanas que comemos a mesma coisa. Diz que sim mãe!!– Quieta Letícia! Eu vou aceitar sim mas com uma condição.– Qual?– De a qualquer hora eu poder voltar com ela. Na hora que eu quiser.– Tudo bem... – Você paga as passagens. – Ela disse olhando.– Claro... Sem problemas. Embarcamos hoje mesmo, daqui a duas horas.– Não da tempo. Eu ainda tenho que passar em casa e pegar algumas coisas.– Compra tudo lá. Não da tempo de passar mais em lugar nenhum porque agora vamos tomar um sorvete!! Você gosta Letícia?– Sim, eu gosto muito mas quase nunca tomo...– Vamos logo mãe! – O Pietro disse segurando minha mão.– Vamos todos. Fecha essa banca e vamos.– Já estamos indo...Fiquei tão feliz por a mulher que se dizia mãe da Letícia aceitar a minha proposta maluca que eu nem sabia como iria fazer quando chegasse em Buenos Aires. A Letícia olhava a paisagem passando todo o tempo. Ela e o Pietro cada um em uma janela, a mulher que eu não sabia o nome no meio deles e eu com o Murilo na frente. Antes de irmos para a sorveteria passei no hotel para pegar a Dalva e as coisas. Eu gostava de incluir a Dalva nos passeios, a companhia dela era sempre agradável sem contar que para mim ela já era da família. – Vão querer sorvete de que?– Chocolate mamãe! – O Pietro gritou.– Letícia?– Pode ser igual o dele?– Ao do Pietro?– É.– Claro que pode.Fiz os pedidos e fiquei tentando puxar conversa com a Letícia sem esquecer do Pietro. Eu gostava de unir os dois mesmo que fosse na conversa. – Letícia o que você mais gosta de fazer?– Gosto de ver televisão.– E você já viajou de avião?– Não, eu nunca nem saí daqui.– Andar de avião é muito legal não é Pietro?– É sim. Da para ver as nuvens!! Você vai gostar Letícia.– Você gosta de piscina?– Eu nunca entrei em uma... – Ela disse com uma expressão um pouco triste.– Quando chegarmos em Buenos Aires você vai ver como é legal tomar banho de piscina.– Na minha casa tem uma grandona. Você precisa ver.– Eu acho que vou gostar sim.Os sorvetes chegaram e vi os olhos da Letícia brilharem. Ela me parecia muito feliz em estar ali tomando sorvete. Ela ficava feliz com poucas coisas, eu pude perceber isso rapidamente.– Mãe, eu cansei. Não quero mais. – A Letícia falou olhando para a suposta mãe.– Pode tomar todo. Não vai deixar nem uma gota que isso custa dinheiro.– Ah não se preocupe com isso. Deixe ela. Já encheu Letícia?– Mais ou menos...– O que foi? – É que eu cansei... Mãe me da na boca? – Claro que não. Você já está grande demais para isso. Toma sozinha anda.– Só dessa vez mãe.– Letícia não fica tentando se amostrar na frente dos outros. Você já está bem grande para isso e sabe. Agora para de reclamar e toma logo isso.– Não precisa falar assim com ela. É só uma criança.– E quem é você para me dizer como tratar ou não a minha filha?– Olha... Como é seu nome mesmo?– Fátima.– Então Fátima, ela é somente uma criança de 5 anos. Não fez nada para ser tradada dessa forma... Letícia você quer que eu te dê na boca?– Você pode parar de estragar minha criação?– Fica na sua Fátima. Eu também sou mãe, sei o que faço.– Você é uma mãe rica, se morrer amanhã terão mil pessoas para cuidar do seu filho e já eu não. Se eu morrer amanhã ela fica sozinha porque só tem a mim.– Ela jamais ficará sozinha. Não se preocupe... Você quer Letícia?– Eu quero... Você pode mesmo fazer isso?– Claro que sim. Abre o bocão. – Eu disse colocando o sorvete na boca dela. – Já derreteu todo! – Eu disse rindo.– Sim! Tá melando tudo!– Não tem importância. Depois eu te limpo.– Mãe!!!! – O Pietro gritou.– Diga meu amor. – Eu disse olhando para ele.– Eu também quero sorvete na boca.– Mas você nunca pede, sempre diz que já é grandinho...– Mas agora eu quero!– Tudo bem então. Eu dou na boca dos dois! O Pietro quase nunca me pedia para ajudar ele a comer, ele sempre me dizia que já era grande o suficiente para comer sozinho, só as vezes que ele me pedia para dar na boca dele. Ele extremamente ciumento e eu percebi que bem mais que o normal com a Letícia. Não sei se estava empolgada demais por ter a encontrado e se tinha em algum momento o deixado de lado mas eu estava me esforçando para dar atenção aos dois. Naquele momento em que eu tive que me virar em duas para dar sorvete na boca dos dois foi que eu percebi o quanto era difícil ser mãe de dois. Era muito complicado ter que dar a mesma atenção para os dois.Depois de tomar o sorvete fomos para o aeroporto, ficamos um tempo esperando e logo entramos no avião. A Letícia ficou paralisada olhando tudo, me parecia encantada com o que via. O Murilo me abraçava o tempo inteiro tentando deixar um clima de casal, coisa que não existia mais entre a gente. Ele tentou se dar bem com a Letícia o tempo todo e durante o voo conseguiu se aproximar um pouco dela.Pov’s PietroAcordei com os beijinhos da mamãe. Isso era tão bom, a mamãe sempre era muito carinhosa comigo, só as vezes que ficava brava e me deixava de castigo. Mas eu amava ela do mesmo jeito, ela cuidava sempre de mim com a Dalva que eu também amava. A Dalva era muito legal e deixava eu ajudar ela na cozinha as vezes, só quando não tinha muito perigo de eu me machucar.A Dalva estava penteando meu cabelo quando bateram na porta:– Esperai Pietro. – Oi, bom dia!– Papaaaaiiii!!!!!– Oi, como você está?– Estou bem e você?– Bem também... E você Dalva?– Estou bem obrigada Murilo.– Por nada... Eu vou indo com ele, você não quer vim?– Não, vão vocês. Eu tenho coisas para fazer.– Você que sabe.– Tchau Dada!!– Tchau! Comporte-se! O papai me levou a uma pracinha que tinha uns pombos, foi bem legal. Ele ficou brincando comigo e comemos doces. Eu amava demais o meu pai, ele sempre estava comigo. O meu sonho era que ele morasse junto comigo e com minha mãe.– Papai!– Diga filho.– Você gosta da mamãe?– Mas que pergunta é essa filho? Claro que sim.– Gosta muito?– Eu amo a sua mãe meu filho, amo mais que tudo.– Mais que eu?– Não, mais que você ninguém nessa vida. Mesmo sendo tipos de amores diferentes.– Como assim papai?– É que o amor que eu sinto pela sua mãe é diferente do amor que eu sinto por você. – Se você ama tanto a mamãe porque não namora com ela? Assim você moraria junto com a gente.– Eu adoraria meu filho mas sua mãe infelizmente não quer. Ela não gosta de mim assim.– Então é tudo culpa dela.– Ei, não fale assim. Ela é sua mãe, te ama e não merece isso. Esse assunto fica entre eu e ela.– Mas papai...– Mas nada. Não fale mal da sua mãe nunca e por nada.– Tudo bem... Desculpa papai.– Tudo bem, só não faça mais isso.– Papai e se eu te ajudar? Você e a mamãe ficam juntos?– Meu filho não fica pensando nisso. – Mas então o que eu faço? Eu quero vocês juntos!!!– Pietro deixa que eu e sua mãe nos resolvemos. Se der ficamos juntos se não, você vai ter que aceitar as coisas como estão. – Mas...– Mas está na hora de irmos para o estúdio ver sua mãe... Vamos?– Vamos papai...O papai me levou para o estúdio ver a mamãe. Ela estava lá muito linda tirando fotos. Eu não me cansava de olhar minha mãe, ela era a mãe mais linda do mundo todo, era a minha rainha.Uma moça tirou várias fotos minha e dos meus pais. Estávamos igual a uma família e isso me deixava muito feliz.Depois a mamãe inventou de ir atrás da Letícia, eu não gostava da atenção que a minha mãe dava a ela. Fomos todos tomar sorvete inclusive a Dada e depois voltamos para casa.Pov’s Letícia– Letícia acorda vamos. Está na hora de irmos vender as revistas.– Mãe eu estou muito cansada. Não posso ficar hoje?– Claro que não. Você quer moleza? Só isso que você quer né?– Não mãe mas estou muito cansada. Eu fico o dia todo lá com você vendendo tudo aquilo e nunca descanso.– Você teve a noite inteira para descansar. Agora levante e vai tomar seu banho, se arrumar.
– Já estou indo...Minha mãe nunca me deixava descansar, nunca me dava folga, sempre me fazia trabalhar o dia inteiro com ela. Enquanto eu ajudava minha mãe na banca a Clara, a moça do dia anterior voltou e me fez a proposta de trabalhar em uma novela. Eu fiquei muito empolgada, eu sempre via os atores na televisão e tinha vontade de atuar também, parecia ser legal. Ela me levou para tomar sorvete, coisa que eu quase nunca fazia. Minha mãe dizia que não tinha dinheiro para ficar gastando com besteiras e que eu não morreria por não tomar sorvete. Pela primeira vez, alguém me deu comida na boca. Eu nunca me senti tão bem! A Clara era muito doce e carinhosa comigo. O Pietro tinha sorte em ser filho dela, ela era uma boa mãe e tratava ele muito bem. Queria que a minha mãe fosse igual a ela.No aeroporto a Clara comprou algumas roupas para mim e para o Pietro. Foi bem divertido, eu nunca ganhei tanta roupa. Minha mãe não gostou muito... Na verdade ela não gostava da Clara apesar dela ser tão boazinha. A Clara parecia um anjinho, ela era uma princesa como nos contos de fadas. No avião ela ficou abraçada com o moço que eu passei a gostar um pouco, o Murilo. Eles formavam um belo casal. No meio do voo eles cochilaram; ela com a cabeça no ombro dele e então vi o Pietro sorrindo. – Letícia...– Oi.– Olha para os meus pais. Acho que se entenderam...– Eles ficam fofos juntos.– Sim, eu quero que eles fiquem juntos. Quero meu pai morando comigo.– Não moram juntos?– Não, minha mãe não quer... Acho que ela gosta mesmo do amigo dela Diego.– Ah entendi.– Mas eu quero que ela fique com o meu pai Murilo.– E se você tentasse unir os dois? – A minha mãe falou baixo.– Como?– Insistindo bastante e principalmente não deixando sua mãe com esse tal Diego.– Mas meu pai disse para eu não me meter...– Você não estará se metendo, apenas ajudando.– Letícia você me ajuda?– Posso ajudar ele mãe?– Pode sim mas não pode comentar nada disso para ninguém.– Está bem. – Dissemos juntos.– Cola o dedinho aqui Letícia. Esse vai ser o nosso juramento. – Ele disse colocando o dedo no meu.– Feito! Agora temos um trato.Passei o resto da viagem com o Pietro olhando as nuvens e tentando imaginar formas. Ele era bem legal quando não estava com ciúmes da Clara. Me diverti bastante com ele durante a viagem.Pov’s DiegoO tempo passava e eu continuava sem conseguir me mexer direito. Eu já tinha conseguido abrir os olhos e conseguia falar um pouco com dificuldade. A única coisa que eu não conseguia de jeito nenhum era mover as pernas e isso me deixava totalmente desesperado.Eu fiquei com muito medo de escutar o que o médico tinha a dizer sobre eu não conseguir mexer as pernas e preferi não comentar nada sobre isso, pelo menos por um tempinho. Eu não conseguia também segurar nenhum objeto com firmeza. Pela tarde eu recebi a visita que eu tanto queria, a da Cássia com o meu filho.– Oi meu amor! – A Cássia disse me dando um selinho.– Oi... E esse? É o nosso filho? Quanto tempo eu fiquei dormindo?– Sim, é o nosso filho. Você ficou aqui por três anos. Bastante tempo...– Nossa. E a Mel? A Júlia? A Clari e o Pietro?– Tinha que falar o nome dessa mulher né?– Não se chateia mas é que o Pietro também é meu filho.– Pois o seu filho está em Londres com a mãe e o pai dele.– O pai? Mas eu estou aqui.– Não. O outro pai dele. O Murilo.– Eles estão juntos?– Não sei e também não nos importa né? Não vai falar com seu filho?– Claro... Como é o nome dele?– Daniel.– Daniel? Não tinha outro nome?– Qual o problema com esse nome?– Nenhum, só achei que teria mais nomes bonitos para ele.– Não gosta desse?– Sim, eu gosto.– Então? Está reclamando do que?– De nada... Ele é muito lindo e parece bastante com você.– É sim.– E você não me respondeu... Mel e Júlia?– Estão no Brasil com minha mãe. Estão passando uns tempos lá.– Quando voltam?– Daqui há algumas semanas.– Ah...Eu não podia acreditar que a Cássia tinha colocado o nome do nosso filho Daniel, o nome do pai da Clari. Tanto nome no mundo e ela escolhia justo aquele. E podia acreditar menos ainda que a Clara estava com o Murilo e que o meu filho chamava ele de pai. Saber aquilo me deixou muito chateado e enraivado também.Tudo o que eu queria era sair daquele hospital o mais rápido possível, queria voltar para casa, para a minha casa, voltar a trabalhar e a fazer tudo como antes. Eu queria ter a minha vida de volta, pelo menos parte dela já que a Clara eu não teria de volta ao menos de inicio.Eu passei três anos em coma e ela me trocou pelo amiguinho dela. Definitivamente eu não gostava dele, ele estava sempre cercando ela e conseguia tudo o que queria. Era inacreditável que eu tinha a perdido para ele de novo. A única diferença de antes é que dessa vez eu não desistiria tão facilmente. Só precisava me recuperar e começar a reorganizar a minha vida antes de qualquer coisa.
Notas finais
Comentem!!! Beijos!! :*
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