Louco Amor
64 Capítulo 64
Notas iniciais
Pov’s Diego
– Bom dia amor.
– Bom dia... Não acredito que dormimos aqui. – Eu disse olhando para ela.
– Nem eu.
– O que foi aquilo ontem? Você tava demais. – Eu disse dando um beijo na bochecha dela e a abraçando.
– Saudades de você. Foi isso. – Ela disse colocando a mão no meu rosto e me puxando para um beijo.
– Tinha muito tempo que não tínhamos um momento desses. Eu quase esqueci o quanto é bom ficar sozinho com você.
– Amor, promete para mim que vai ter mais tempo para mim?
– Claro que sim. Eu prometo que vou reorganizar a minha agenda e tirar mais tempo para você e para as crianças também.
– Ah eu te amo, você é o melhor.
– Cássia, tem uma coisa que eu fiquei de perguntar a você...
– O que?
– O que você foi fazer ontem na casa da Clara? Você me disse que tinha ido marcar o médico.
– E fui... Só que depois.
– E o que foi fazer na casa da Clara?
– Ela já foi se fazer queixa né?
– Ela não me fez queixa e me responde logo.
– Eu fui dizer para ela se afastar de você. Por que? Te incomoda?
– Me incomoda sim porque não faz sentido! Eu não tenho nada com ela. – Eu disse me sentando.
– Você acha que eu não percebo as trocas de olhares, o jeito que você trata ela e tudo mais?
– Não acontece nada entre mim e ela. Isso são coisas da sua cabeça.
– Ah você realmente acredita que eu não sei que você me trai com ela. Ah Diego para que está feio.
– Se você tem tanta certeza que eu estou te traindo porque não termina?
– Porque eu não vou terminar com você por isso. Simples assim... E eu posso não terminar com você mas quero que pare.
– Eu não estou fazendo nada Cássia. Minha relação com ela é restrita as coisas do Pietro.
– Vou fingir que acredito.
– Mas que bela forma de começar o dia.
– Culpa sua que tem sempre que colocar a Clara em tudo.
– Não coloco ela em tudo, só queria entender o motivo da sua visita a ela.
– E agora está satisfeito?
– Tô, agora eu estou. E não precisa ter ciúmes dela. Eu estou com você. – Eu disse abraçando ela.
– Eu sei que está comigo mas não quero que fique com outras. Você é meu, só meu. – Ela disse fazendo cara e voz de menina triste.
– Não faz essa carinha. – Eu disse dando um cheiro em seu pescoço.
– Então promete, por favor. – Ela disse fazendo biquinho.
– Eu prometo. – Eu disse beijando ela e levantando em seguida.
– Aonde vai?
– Vou tomar banho para sair.
– Vai para onde?
– Vou visitar o Pietro.
– O Pietro ou a Clara?
– O Pietro...
– A gente acabou de conversar sobre isso. Eu não acredito que você já vai atrás dela.
– Para Cássia, eu vou ver o Pietro e volto.
– Você disse que hoje iriamos marcar a data do nosso casamento.
– E quem disse que não vamos? Eu falei isso aqui?
– Precisa?
– O que eu faço para você parar com isso? Esquece a Clara, eu não tenho mais nada com ela.
– Se é assim... Me leva com você.
– Como?!
– Isso que ouviu. Deixa eu ir também.
– Cássia você sabe muito bem que essa não é uma boa ideia. Vamos evitar confusão né?
– Então traz o Pietro para cá. Traz para ele passar uns dias com a gente. Assim, eu posso me aproximar dele e você pode ficar mais com ele também.
– Posso mesmo? Sério?
– Claro que sim. Eu não tenha nada contra o Pietro, tenho contra a mãe dele.
– Eu já tinha pensado nisso mas pensei que não aprovaria a ideia.
– Pode trazer. Eu vou adorar passar uns dias com ele e o conhecer mais.
– Isso quer dizer que eu posso ir na casa da Clara agora?
– Sim mas eu vou com você. Vou ficar no carro esperando você com o Pietro. Ligue para a Clara desde agora para não precisar demorar muito lá e evitar problemas também.
– Vou ligar e depois vou tomar banho.
– De lá vamos marcar o casamento tá?
– Está certo.
Liguei para Clari para avisar que passaria na casa dela para pegar o Pietro e depois fui tomar banho com a Cássia. Durante o banho fiquei pensando na noite que eu tinha passado com ela. Tinha sido uma noite maravilhosa, ela sabia como fazer eu me sentir bem.
Após o banho me arrumei rapidamente junto com a Cássia, comemos umas besteirinhas e saímos para buscar o Pietro.
– Fica aqui no carro que eu já volto. Por favor, não sai daqui.
– Tá, eu não vou sair. Fica tranquilo.
– Ok.
Deixei a Cássia no carro e fui até a porta da Clari.
– Oi Diego, sabia que era você. Entra logo.
– Bom dia para você também.
– Te vendo nas primeiras horas da manhã, eu não posso dizer o mesmo.
– Cadê o meu filho?
– O MEU filho, já vai vim. A Dalva está terminando de arrumar ele.
– E porque você não arrumou já que ele é seu filho?
– Porque eu... Olha, eu não te devo satisfações.
– O Pietro ainda vai demorar muito ainda?
– Porque tanta pressa?
– Porque eu quero passear com o meu filho.
– Junto com a cobra da sua mulher?
– Não ofenda a Cássia. Ela não te fez nada.
– Sério? Tem certeza?
– Tem alguma coisa que eu não saiba? Porque o motivo que você tem para detestar ela já não é válido.
– Tem um muito válido. Ela não presta e está perto demais de mim e do meu filho.
– Não fala assim dela!
– Eu falo como eu quiser dela e se você se sente incomodado é só sair. Você está na minha casa, lembre-se disso.
– É... Aqui o Pietro.
– Ah até que fim.
– Desculpe a demora Diego.
– Não tem problema Dalva, tranquila. Cadê a mochila com as coisas dele?
– Aqui.
– Cuida bem do meu filho e tenta não passar maus exemplos para ele.
– Pode deixar que do meu filho cuido eu. Pelo menos assim é quando ele estiver comigo.
A Clara tinha o poder de me deixar de mau humor, ela sabia exatamente como me irritar.
Fui com o Pietro e a Cássia marcar a data do casamento, depois buscamos a Júlia e a Mel e fomos ao shopping passear e comer alguma coisa. A Cássia e as crianças estavam se dando muito bem com o Pietro. A Mel tinha feito amizade com ele e os dois juntos eram impossíveis, aprontavam mais que tudo. Era maravilhoso ver a Cássia brincando com o Pietro e a forma que eles se davam bem. Naquele momento eu me senti quase completo.
Cheguei em casa e as crianças passaram correndo para dentro, quase derrubando tudo.
– Não corram!
– Correr sim! – O Pietro disse quase gritando.
– É! – A Mel disse atrás do Pietro.
– Correr não! E já para o banho Pietro.
– Banho nada!!
– Banho sim!
– Não!!!!!
– Pietro e se eu enfeitar a sua banheira com brinquedos e encher ela de espuma? – A Cássia disse com toda paciência.
– Espuma!!
– Sim, você quer?
– Quero!!
– Ah que ótimo, tem 5 horas que você conhece a Cássia e obedece mais a ela do que a mim.
– Você não está com ciúmes né Diego?
– Eu? Imagina...
– Que bom. – Ela disse rindo.
– Não vejo graça.
A Cássia deu banho nas crianças e eu arrumei o quarto para acomodar o Pietro. Colocamos as crianças para dormir juntos, cada um com um e depois fomos descansar no nosso quarto.
Eu estava muito feliz por estar com o meu filho tão perto. Eu nunca tinha passado a noite com ele, na verdade eu nunca tinha feito um monte de coisas que geralmente um pai faz com o filho.
Pov’s Clari
Acordei, tomei meu café e fiquei brincando com o Pietro. Eu tinha que aproveitar o final das minhas férias ao máximo porque logo eu voltaria ao trabalho e já não teria tanto tempo para ficar com o meu filho.
No momento em que eu brincava com o Pietro, a campainha tocou e eu tive uma surpresa boa.
– Murilo!! – Eu disse abraçando ele.
– Oi, que abraço bom. – Ele disse me apertando.
– É que eu estava com saudades. Você sumiu...
– Desculpa mas eu estava ocupado com algumas coisas do trabalho e também precisava de um tempo.
– Tempo de mim?
– Sim... Estava me sentindo meio mal com você e me afastei por um tempo. Desculpa te dizer isso assim.
– Tudo bem... Mas, e como você está?
– Estou bem e você?
– Bem, muito bem.
– Que bom... E esse menino aí lindo? Está bem?
– Está sim. – Eu disse sorrindo.
– E as coisas com o Diego, como andam?
– Melhor do que nunca. Cada um para o seu lado, só falamos o indispensável.
– Agora estou realmente bem.
– Ai como você é terrível.
– Sou sincero... Eu não gosto do Diego, você sabe.
– Por falar nele... Só um instante. Eu tenho que atender.
– Tudo bem.
~ Ligação ON ~
– Fala Diego.
– Bom dia viu María Clara.
– Espero que seja.
– Vou ser bem direto.
– Ótimo. Pode falar.
– Arrume o Pietro e uma mochila com as coisas dele. Ele vai passar uns dias comigo.
– Com você e com a Cássia? Jamais.
– Não sei se te agrada a ideia ou não mas eu tenho direito de passar uns dias com o meu filho. Sendo assim, pare de resmungar e faça o que eu te pedi.
– O filho é meu e eu te entrego se eu quiser. Você pode ser o pai mas quem carregou ele na barriga foi eu, quem cria ele sou eu e você não tem muitos direitos sobre ele já que nem ao menos viu ele nascer.
– Não vi porque você me privou disso não é verdade? E se começar a querer dificultar as coisas eu entro com um processo na justiça e tudo se resolve.
– Você não me dá nem um pouco de medo. Pode entrar com o processo, eu acho que o juiz vai adorar saber que o ex da sua digníssima mulher é violento e ameaça vocês constantemente.
– Mas como você sabe disso? Anda investigando a vida dela?
– Eu tenho mais o que fazer. Eu somente gosto de me manter informada.
– Ah claro.
– Eu vou fazer o que você está me pedindo mas que fique claro que é porque eu quero. Isso não quer dizer que vou permitir sempre.
– Eu estou passando ai dentro de uma hora.
~ Ligação OFF ~
– Problemas?
– Com o Diego sempre.
– Vocês resolveram o divórcio?
– Sim, já assinamos. Está tudo ok.
– E já pensou sobre nós dois? – Ele disse pegando em minha cintura.
– Bom, na verdade não.
– Você não quer mais ficar comigo né?
– Quero mas também quero pensar mais nas coisas antes de tomar um decisão.
– Eu vou esperar só mais um pouquinho.
– Obrigada. Você sempre me entende.
– É que eu te amo.
– Hm... Eu acho melhor você ir indo porque o Diego está para chegar e bom... Já sabe né?
– Evitar confusões... Eu sei... Até outro dia então. – Ele disse me dando um beijo na bochecha.
– Até outro dia..
– Tchau Pietro. – Ele disse abraçando e dando um beijo nele.
O Murilo tinha sumido sem uma explicação clara e voltado de repente, o que me deixava confusa. Eu gostava dele mas não conseguia definir bem se era como amigo ou se tinha algo a mais.
Pedi para a Dalva arrumar o Pietro e fui lavar as roupinhas dele. Fiquei pensando no Pietro junto com a namorada do Diego, aquela mulher me dava sensações horríveis, não sabia nem como descrever o que eu sentia perto dela.
Eu estava na sala organizando algumas coisas no notebook quando o Diego chegou. Para variar discutimos, ele se irritou por eu ter falado mal da mulher dele. Na verdade eu nem falei mal, apenas disse a verdade. Ela não prestava e ele também não, o que formava um casal perfeito.
Me despedi do meu filho e voltei para o notebook para continuar o que eu estava fazendo antes do Diego chegar. Enquanto eu checava minhas redes sociais comecei a me sentir mal. Corri para o banheiro para vomitar, minha cabeça doía um pouco e eu me sentia um pouco enjoada.
A Dalva me ajudou a deitar e me deu um chá para me ajudar a descansar. Aquele mal estar todo só podia ser estresse, era a única justificativa que eu tinha para o que eu estava sentindo.
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