Louco Amor

65 Capítulo 65


Notas iniciais
Oi oi gente!!! Quero dizer que estou um pouco triste com vocês porque escrevo e ninguém mais comenta. Sei que muitos tem o tempo corrido como eu também tenho mas eu preciso que vocês comentem para saber se estão gostando ou não, e onde precisa ou não melhorar... Sobre este capítulo eu queria dizer que me empolguei um pouco e ele saiu grande. Mas acho que consegui colocar tudo o que eu queria! Espero que gostem, se tiver algum erro sorry e boa leitura a todos!!!

Pov’s Clari

Acordei com um barulho na sala. Parecia ter visita, eu podia escutar a voz da Dalva e de mais alguém na sala.

Levantei, fiz minha higiene pessoal, troquei de roupa e fui até a sala.

– Diego? – Eu disse esfregando os olhos.

– Bom dia Clara, eu só vim trazer o Pietro de volta. Já estou indo.

– Por que o Pietro está dormindo a essa hora?

– Porque ele está com sono.

– Ele dormiu tarde ontem?

– Um pouco.

– Por que?

– Ah nada demais não, eu fiquei com ele vendo televisão.

– Televisão a noite Diego?

– Ah para, foi programa infantil. Eu fiquei com ele, a casa era estranha para ele e o Pietro não conseguia dormir. Eu tinha que faze-lo se sentir seguro.

– Ah eu... Eu não sabia que você era tão atencioso...

– Eu vou colocar o Pietro na cama, licença. – A Dalva disse saindo com o Pietro.

– Acho que tem muitas coisas de mim que você não sabe... – Ele disse se virando para ir embora.

– Diego...

– O que?

– Aconteceu alguma coisa para você trazer ele hoje? Achei que ficaria mais tempo com ele.

– Ele sentiu sua falta e acho que só o fato dele passar uma noite comigo foi uma grande conquista. Agora se me dá licença eu vou indo. Depois ligo para saber do Pietro e boa sorte para você hoje lá na premiação. – O Diego disse me olhando nos olhos.

– Obrigada. – Eu disse desviando o olhar.

A frieza do Diego mexeu um pouco comigo, fiquei o olhando sair sem nenhuma reação. Ele estava mudado, me tratou de um jeito que nunca havia me tratado. Fiquei um tempo parada pensando no que eu estava fazendo e na mudança do Diego.

– Clari? Está me ouvindo?

– Claro que sim Dalva. O que foi?

– Estou te achando triste. É por causa do Diego?

– Que? Não, nada a ver...

– Clari...

– É que ele nunca me tratou como hoje.

– Você também dá motivos né Clara? Já experimentou parar de menosprezar ele e mostrar que ama e se importa?

– Mostrar que o amo?

– É.

– Mas eu não amo ele, não mais.

– Diz isso para o seu coração e para sua cara então.

– Está tão visível assim?

– Sim está e acho que deveria mudar suas atitudes se você realmente quiser o Diego de volta. Você só está jogando ele nos braços de outra e o afastando de você.

– Ela está grávida dele sabia?

– E o que tem isso? Ele não ficou com ela quando você estava grávida? Então, pode ficar com você com ela estando também.

– Ai como você é podre! Não me lembre disso.

–Tudo bem rs... Mas falei sério Clari. Muda a sua postura ou vai perder o Diego. – A Dalva disse saindo.

Talvez a Dalva tivesse razão e eu precisasse mudar a forma de tratar o Diego. As coisas eram mais complicadas do que deveriam ser e eu agia de acordo com o momento sem pensar muito bem nas consequências.

Comi um pouco, tomei banho, verifiquei as coisas para a premiação, dei um beijo no Pietro e saí para a cidade onde seria a premiação.

Após algumas horas no carro ouvindo música e dirigindo cheguei ao hotel. Encontrei com alguns colegas de trabalho na entrada e marquei de ir com eles para a premiação. No momento em que eu estava na recepção ouvi uma voz chamar meu nome.

O Diego apareceu e disse que me acompanharia na premiação. Eu tentei dizer que não mas não teve jeito, ele acabou realmente me acompanhando.

Durante a madrugada enquanto dormíamos, acordei com um clarão forte e fumaça. O quarto estava pegando fogo e eu entrei em pânico. Gritei o Diego e ele levantou correndo.

– Clara vai para a varanda e fecha a porta.

– E você? O que vai fazer?

– Eu vou passar para lá para pegar o extintor.

– Não, você está louco? Vai se queimar.

– Clara faz o que eu estou te pedindo por favor. Não temos tempo para discussão. Pega a coberta para colocar no rosto e vai para a varanda. Fecha a porta para a fumaça não chegar em você tão rapidamente.

– Tudo bem mas cuidado. – Eu disse indo para a varanda.

O Diego se enrolou em uma colcha e passou pela porta em chamas. Fiquei com muito medo dele se machucar ou pior, morrer. O Fogo estava cada vez mais alto e eu cada vez com mais medo.

Em menos de um minuto o Diego começou a apagar o fogo da porta e em seguida do resto do quarto. Quando o fogo foi totalmente apagado ele me pegou na varanda e me levou para fora. Ele reclamou com a gerencia do hotel, exigiu explicações e o gerente sem respostas somente disse que iria investigar e nos colocou em outro quarto.

Eu não conseguiria mais dormir, não depois do que tinha acontecido. Eu queria a minha casa, somente minha casa. Comecei a me vestir com o Diego, por sorte nossas roupas não tinham queimado. Estavam perto do banheiro onde o fogo não tinha atingido.

– Já está tudo bem tá? Fica calma. – Ele disse me abraçando por trás.

– Obrigada por me salvar.

– Não precisa agradecer, eu te amo.

– Quero saber como vou explicar essas marcas no meu pescoço. – Eu disse me olhando no espelho.

– E as marcas das minhas costas? Do meu pescoço? Da minha barriga? Como explico?

– Não tenho a mínima ideia.

Terminamos de nos arrumar e saímos do hotel sem pagar. Após o incêndio, eles não tinham mais o direito de cobrar nada.

Pov’s Diego

O Pietro me acordou logo cedo, ele estava com fome e com calor. Levantei e fiquei com ele vendo televisão enquanto todo mundo dormia. Após um tempo ele começou a chorar chamando pela mãe e eu decidi leva-lo de volta. Ele era muito pequeno e nada do que eu dissesse ele iria entende-lo.

– Amor porque o Pietro está chorando tanto?

– Acho que ele está com saudades da mãe.

– Liga para ela ou leva ele de volta.

– Vou levar de volta. Não quero forçar ele a ficar aqui sem a mãe. Ele não está acostumado.

– Quer que eu der um banho nele?

– Não precisa, eu mesmo dou.

– Tem certeza?

– Sim, não se preocupe. Eu mesmo dou banho nele.

– Tudo bem então.

Dei banho no Pietro, o arrumei e o levei de volta para casa. Fiquei um tempo conversando com a Dalva e rindo das coisas dela até a Clara chegar na sala. Procurei ser o mais frio possível e tratei de me retirar o quanto antes da casa dela. Eu não queria ficar muito tempo na presença dela, eu não conseguiria manter a frieza por muito tempo.

Voltei para casa pensando no olhar da Clara na hora em que eu saí da casa dela. Eu não queria sentir nada por ela, eu não deveria; meu casamento estava marcado, a Cássia estava grávida e eu estava tentando viver bem a minha vida com a minha futura esposa. Era complicado fazer o coração entender os motivos da minha mente; era difícil ir contra os meus sentimentos.

Eu estava deitado no sofá quando o telefone fixo tocou:

~ Ligação ON ~

– Alô.

– Seu amor corre um grande risco.

– Quem está falando?

– Não importa.

– De quem você está falando?

– Da mulher que você ama... Ela está em risco e pode ser morta a qualquer momento.

– Quem é você? – Eu disse nervoso.

~ Ligação OFF ~

Fiquei pensando no que a pessoa tinha me dito. Eu estava mais que nervoso e confuso. Por um momento passou a Clari pela minha cabeça, a pessoa só poderia estar falando dela. Pedi para que a Cássia não saísse de casa por nada do mundo, nem abrisse a porta ou coisa parecida. Liguei para o meu irmão e pedi para que ele ficasse na minha casa para garantir maior segurança e que não contasse nada para a Cássia.

Troquei de roupa rapidamente, coloquei a primeira que encontrei, peguei uma mochila e joguei um terno, calça, gravata, sapato... Toda a roupa necessária para a premiação.

– Cássia!!!

– Meu Deus, o que foi?

– Eu tenho que sair agora e não sei que horas volto.

– Aonde você vai?

– Vou resolver um problema.

– Qual?

– Não posso falar nada... Tô saindo. – Disse dando um beijo na testa dela.

Saí correndo de casa com o carro a mais de 100km/h para tentar alcançar a Clari a tempo. Eu nunca tinha corrido tanto. Meu nervosismo era muito grande, eu não tinha nem ideia do que ia fazer, eu só sabia que tinha que fazer alguma coisa. Não podia deixar nada acontecer a Clari.

Quem poderia querer o mal dela? Ela era maravilhosa, tratava todos bem exceto eu, mas mesmo assim não tinha motivos.

Freei o carro com tudo na frente do hotel que ela me disse que ficaria, joguei a chave para o manobrista e entrei correndo.

Comecei a procurar a Clara pelo salão, meu coração estava na mão. Eu nunca tinha sentido tanto medo, a sensação era a pior possível.

Senti alivio ao olhar para a recepção... A Clari estava exatamente lá. Corri em direção a ela sem pensar em nada.

– Clara!!!!!

– Diego? Mas o que você faz aqui?

– Eu... Eu... – Fiquei sem saber se dizia a verdade ou não. A Clari se assustaria e talvez fosse melhor mentir.

– Você?... – Ela disse me olhando fixamente.

– Você quer saber o porque eu vim?

– Fala logo Diego!! O que você está aprontando?

– Eu? Nada. Vim só te acompanhar mesmo.

– Então volta para a sua casa porque não precisa.

– Precisa sim... Vamos querer 1 quarto de casal por favor. – Eu disse olhando para a recepcionista.

– Como? São dois quartos, por favor. Eu não vou dormir com você... Aliás, eu não vou a lugar nenhum com você.

– Olha moça, não liga. Estamos em crise e ela está naqueles dias então.... Um quarto de casal.

– Não estamos em crise!

– Tudo bem meu amor. – Eu disse tentando abraçar ela.

– Ai me larga!!

– Não escuta ela.

– Escuta sim, são dois quartos.

– Desculpe senhora mas estamos lotado. Só tem quarto para casal.

– Nesse caso, eu vou querer um. – Eu disse entregando o cartão. – E você dorme no teto, na varanda, no corredor... Onde você preferir. – Eu disse olhando para a Clari.

– Haha, engraçadinho.

Subi com a Clari para o quarto. Observei cada metro quadrado com receio de acontecer algo a ela.

– O que você tanto olha?

– Nada...

– Hum... Eu durmo na cama e você no chão.

– No chão puro?

– Se vira. Na cama comigo você não dorme... Devia pegar outro quarto para você.

– Estão lotados, você ouviu.

– Nesse caso não posso fazer nada por você.

– Pode fazer outra coisa...

– O que?

– Ficar quieta.

– As vezes eu tenho vontade de te bater. – Ela disse me dando um tapa no braço.

– E as vezes eu tenho vontade de passar esparadrapo na sua boca, te esganar, te amarrar no pé da cama, no foguete e nem por isso eu faço.

– Ah nossa!!! Olha, eu tô emocionada com o tamanho do seu amor por mim.

– Deixa de drama eu estava apenas brincando. Eu não tenho esse tipo de vontade com você.

– E tem qual tipo?

– Nenhum... Nenhum...

– Eu vou tomar banho e me arrumar. É melhor.

– Eu concordo.

Fiquei deitado na cama brincando no calular e olhando as vezes para os cantos dos quarto torcendo para não encontrar nada suspeito.

Após esperar tanto tempo pela Clari, coloquei fones de ouvido no máximo e acabei dormindo.

Acordei com as mãos da Clara em mim.

– Desculpa, eu não queria te acordar...

– Não tem problema. – Eu disse me sentando na cama.

– Eu só queria tirar o fone, está muito alto, você vai ficar surdo.

– As vezes eu gosto de colocar no máximo... Obrigado do mesmo jeito.

– Por nada.

– Você não tinha ido se arrumar?

– Sim mas ainda não vou colocar o vestido. Está cedo.

– Entendi... Quando estiver faltando uma hora eu começo a me arrumar.

– Só não vale atrasar.

– Eu? Eu sempre começo a me arrumar depois de você e sempre termino primeiro.

– Quer que eu me arrume de qualquer jeito?

– De qualquer jeito? Qualquer jeito que você se arrume, você fica linda.

– Obrigada... Eu vou começar a arrumar o cabelo para não me atrasar.

A Clari voltou para o banheiro e eu voltei a dormir. Eu estava me sentindo muito cansado e tinha que descansar para manter a atenção na Clara e em tudo ao redor.

Eu estava cochilando quando o meu celular tocou:

~ Ligação ON ~

– Oi Cássia.

– Oi amor, que voz é essa?

– Sono... Eu estava cochilando.

– E onde você está? Saiu cheio de segredos daqui.

– Eu estou em outra cidade amor.

– Fazendo?

– Diego!! – A Clari disse saindo do banheiro.

– Você está com a Clara?

– O que? – Eu disse olhando para a Clari.

– Eu ouvi a voz dela.

– Sim, eu sei que você ouviu mas eu estou falando com ela.

– Como é que é? Diego! O que você está fazendo aí com ela?

– Para de dar chilique!! Eu vim somente acompanhar ela em uma premiação. Não estou me agarrando com ela não.

– Eu quero você em casa ainda hoje.

– Impossível. A premiação é de madrugada e eu só volto quando acabar.

– Por que você não me disse nada?

– Poque você ia dar seu chilique igual ou pior ao de agora a pouco. Sem contar que você não me deixaria nem sair.

– Claro que eu não ia permitir isso.

– Então...

– Amanhã bem cedo eu quero você em casa. Espero que quando eu acordar você já esteja aqui.

– Vou tentar tá bom?

– É melhor conseguir... Vou olhar as crianças. Te amo.

– eu também te amo.

~ Ligação OFF ~

– Clara!!

– Oi! Desculpa por ter te chamado, eu não sabia que você estava no telefone. Eu não queria te causar nenhum problema.

– Ah não se preocupe com isso. O que você queria?

– Nada demais, era para você me ajudar a escolher os brincos.

– Termina de se arrumar que eu te ajudo.

– Tudo bem. – Ela disse sorrindo.

O tempo passou e a Clara não saia do banheiro, eu já estava cansado de tanto esperar. Peguei um livro dela que estava perto da cama e comecei a folhear. Quando a Clari resolveu sair do banheiro faltava apenas meia hora para começar a premiação.

– Diego você ainda está assim?

– Você passou três horas trancada no banheiro. Queria que eu me arrumasse como?

– Ai vai logo tomar banho e se vestir.

– Tá, eu já estou indo. Não demoro.

Tomei banho e me arrumei correndo. Consegui fazer tudo em vinte minutos e quando retornei ao quarto a Clara ainda estava tentando escolher o brinco.

– Ah sério que você ainda está tentando escolher o brinco?

– É. Eu não consigo escolher e você disse que me ajudaria.

– Deixa eu ver... Esse pequeno aqui. – Eu disse entregando o brinco a ela.

– Obrigada. Agora vem cá.

– O que foi?

– A gravata... Deixa eu ajeitar ela para você.

– Eu não sei colocar direito.

– Eu sei disso... Pronto, agora está perfeito.

– Você está muito linda...

– Obrigada, você também está muito bonito.

– Eu não sei como pude te perder... Você é tão maravilhosa...

– Mas perdeu. Você me tinha em suas mãos e perdeu.

– Não me lembra disso. Essa é a parte triste da minha vida.

– Você escolheu isso para si.

– Eu já sei disso. Você pode parar de jogar isso na minha cara por um instante?

– Tudo bem...

– Eu tinha dito para mim mesmo que não insistiria mais, que seguiria minha vida com a Cássia e até marquei o casamento mas sabe quando você tenta muito fazer uma coisa que a sua cabeça diz que é o certo mas o seu coração diz que é um erro?

– Sei sim... Passei por isso no dia em que assinamos o divórcio.

– Isso quer dizer que...

– Que nada Diego. Vamos logo porque já estamos atrasados.

Fui com a Clara para a premiação, fiquei admirando ela com um lindo vestido cor de rosa, comprido e cabelos soltos... Ficamos na mesa junto a alguns colegas dela, conversamos bastante e nos divertimos também. Perto do final chamaram ela para a entrega dos prêmios. Ela estava mais que linda, meu coração batia forte e eu sentia que era impossível viver sem ela. Meu coração pedia para que eu esquecesse a razão e voltasse atrás.

Após a premiação chamei ela para dar uma volta comigo antes de voltarmos ao hotel para descansar. A levei até uma praia que tinha próximo ao hotel e fiquei andando descalço com ela pela areia.

– Isso te lembra algo?

– Não.

– A mim me lembra.

– O que?

– A nossa lua – de – mel. – Eu disse olhando para ela.

– Foi perfeita...

– Sim, como toda a nossa história.

– Pena que acabou de um jeito tão triste.

– Para mim ainda não acabou.

– Como assim?

– Eu tento te esquecer, te deixar de lado mas é difícil quando o meu coração implora para que eu te beije.

– Eu não sei o que te dizer...

– Acho que não tem nada a ser dito. Eu já sei que te perdi por um erro meu, por culpa minha.

– Que bom que sabe.

– Minha noite não poderia estar melhor. Eu amo ficar com você. – Eu disse segurando a mão dela enquanto andávamos pela beira do mar.

– A minha noite está quase perfeita. – Ela disse me olhando nos olhos e sorrindo.

– Porque quase?

– Falta uma coisa... – Ela disse ficando de frente para mim, colocando uma das mãos no meu rosto e me beijando. – Agora está tudo perfeito.

– Eu te amo María Clara. O que eu sinto por você é maior que tudo.

– Eu te amo mais. – Ela disse me dando outro beijo.

– Olha como o céu está lindo.

– Está lindo tornando esse momento mais perfeito. – Ela disse sorrindo.

– Você sabe o quanto eu senti a sua falta?

– E você sabe o quanto eu senti a sua?

– Não mais que eu.

– Vamos sentar ali? Estou cansada de andar.

–Tudo bem. Daqui a pouco voltamos para o hotel.

– A gente descansa um pouco aqui e depois vamos.

– Não sente na areia. Vai sujar seu vestido.

– É só lavar e eu não vou usar ele de novo.

– Quem compra um vestido para usar uma única vez?

– Esse foi especial para a premiação...

– Você não existe. – Eu disse rindo.

– Eu vou precisar agora de verdade do seu terno.

– Para que?

– Para deitar a cabeça sobre ele. Não quero areia no meu cabelo.

– Agora a areia te incomoda? – Eu disse tirando o terno.

– Claro. Deu trabalho para arruma-lo. – Ela disse colocando o meu terno na areia e deitando em seguida.

– Linda. Eu te amo muito. – Eu disse beijando ela.

– Acho melhor voltarmos para o hotel. – Ela disse se levantando.

– Você não ia descansar?

– Já descansei.

Voltei com a Clari para o hotel, ela estava um tanto quanto eufórica, rindo muito e brincando. Ela me deu os sapatos e eu fui até a porta do quarto. Fiquei parado com o celular para tirar foto dela. Ela saiu correndo até mim e eu comecei a rir, em seguida ela pulou em mim quase me derrubando na planta que tinha perto do quarto. Eu a levantei e na hora de desce-la nossos olhares se cruzaram e nos beijamos.

Entramos no quarto sem olhar para nada, não conseguíamos parar de nos beijar nem por um segundo. Comecei a distribuir beijos e chupões em seu pescoço. O clima estava cada vez mais quente, eu sentia que ela era minha novamente. A virei de costas e abri o seu vestido fazendo-o cair e deixando a mostra aquele lindo corpo. Ela virou de volta para mim, me beijou, tirou meu terno, a gravata e a blusa e em seguida me empurrou para a cama.

A Clara sentou em cima de mim e voltou a me beijar, me deu algumas mordidas e começou a tirar a minha calça e minha cueca. Eu nunca tinha visto ela daquele jeito, eu não sabia o que ela tinha, eu só sabia que estava gostando.

Eu abri o sutiã dela e o joguei em qualquer canto do quarto, comecei a alisar o corpo dela. Inverti a posição e retirei a última peça que faltava para que aquele corpo ficasse totalmente a amostra. Voltei beija-la e fui deitando em cima dela aos poucos.

No momento em que a penetrei pude ver o paraíso, eu viajei para outro mundo, um mundo onde só existia eu e ela. A Clari gemia no meu ouvido e ouvir a voz dela me deixava completamente louco.

Após algumas horas chegamos pela última vez no nosso limite e ficamos lado a lado.

– Foi incrível... – Ela disse colocando a cabeça no meu peito.

– Com você tudo é incrível. – Eu disse levantando o rosto dela e a beijando.

– Eu quero mais... – Ela sussurrou no meu ouvido.

– Assim você vai me matar.

– Por favor...– Ela disse mordendo a minha orelha.

Voltei a beija-la e ela sentou em cima de mim. Segurei na cintura dela e a ajudei a fazer os movimentos. Ela me beijava e mordia o meu pescoço sem parar. Ela me deixou totalmente louco. Fiquei por cima dela a penetrando com força e com movimentos rápidos o que a fez gritar.

Passamos mais algumas horas fazendo amor até que esgotamos totalmente as nossas energias.

– Agora o corredor inteiro sabe o que aconteceu aqui.

– E dai? Que saibam, não me importo. – Ela disse me dando um beijo.

– Você está demais María Clara.

– E você não gosta?

– Adoro...

– Então pronto.

– Eu te amo.

– Eu também te amo Di.

– Que saudade de ouvir você me chamando assim.

Eu e a Clari ficamos conversando por pouco tempo e logo dormimos. Estávamos muito cansados, estávamos exaustos.

Acordei pela madrugada com o quarto pegando fogo. Felizmente consegui conter e nem eu nem a Clari nos machucamos. Fiquei pensando no telefonema que havia recebido e claro que só poderia ter sido a pessoa que me ligou.

Me arrumei com a Clari e parei um pouco com ela para relaxar. Tínhamos ficado muito nervosos e não tínhamos condições de dirigir.

Após um tempo eu entrei no meu carro e a Clari no dela. Eu fui dirigindo na frente e ela me seguindo atrás... A estrada estava um pouco escura quando um clarão forte surgiu iluminando tudo e fazendo com que tudo ficasse preto logo em seguida.

Notas finais
Comentem!!! Beijos! :*