Louco Amor
42 Capítulo 42
Notas iniciais
5 meses depois....
Pov’s Diego
– Bom dia Ju, bom dia amor. – Eu disse dando um beijo em cada uma.
– Bom dia tio Diego! – A Júlia disse se pendurando em mim.
– Bom dia amor. – A Cássia disse rindo.
Tomamos café da manhã tranquilamente e em seguida fomos para a escola. Após dar minhas aulas fui até o escritório para resolver alguns problemas.
– Oi Vanessa.
– Oi Diego, hoje não tem reuniões.
– É eu sei. Obrigado.
Fiquei na minha sala lendo alguns papéis. Em um momento que eu estava procurando alguns papéis no armário achei fotos da Clari. Aquelas fotos me levaram a outro mundo, me fizeram esquecer o que eu estava procurando. Sentei na cadeira e fiquei olhando as fotos. Como será que ela está? Será que já me esqueceu? Será que está com outro? Será que está feliz? Será que ainda lembra de mim? Essas perguntas não saíam da minha cabeça. Eu tinha tanta vontade de ver ela e ouvir a voz. As vezes eu pensava em procurar ela mas depois do que eu tinha feito, eu não podia procurar ela. Eu nunca entendi o meu ato. Ela tinha razão em ter me afastado dela, eu errei feio e o pior é que nunca consegui lembrar daquela noite.
Eu estava lembrando dos meus momentos com a Clari quando uma voz me chamou de volta a realidade.
– Diego!!
– Oi.
– O que você está fazendo?
– Hã... Nada... – Falei guardando as fotos na gaveta.
– E quem era a mulher da foto?
– Ninguém importante.
– Se não é importante por que você guarda fotos dela? – Ela disse cruzando os braços.
– Eu achei por um acaso no armário. Não me lembro direito dela. Estava justamente tentando lembrar quando você chegou.
– Hum... Sei...
– Estou falando sério. Estamos bem não estamos?
– Sim. Eu acho que sim.
– Estamos bem. Não tem porque dar importância a uma foto... Agora vamos buscar a Júlia? Está na hora já. A aula de ballet dela acaba daqui a pouco.
– Sim, é verdade.
– E cadê a Mel?
– Em casa com a babá.
Eu não sabia se a Cássia tinha acreditado em mim mas foi a melhor desculpa que consegui dar. A Clari ainda tinha espaço nos meus pensamentos e no meu coração, eu não sabia como acabar com isso.
Meu relacionamento com a Cássia ia muito bem. Eu tinha ganhado uma filha, a Mel e uma sobrinha que era tratada como filha, que era a Júlia. Tudo estava exatamente como eu sempre quis, mas havia algo que não me permitia me ser 100% feliz e eu não sabia o que era.
Saí com a Cássia e as meninas para jantar fora. Eu gostava de jantar em família, era sempre muito agradável e eu amava me sentir em família. Minha vida estava do jeito que eu sempre sonhei e eu estava feliz por isso.
Pov’s Clari
Acordei cedo para fazer a ultrassom. Minha barriga estava cada vez mais pesada, eu mal conseguia andar. A cada dia que passava eu ficava mais ansiosa para o nascimento. Estava quase tudo pronto para a chegada dos meus anjinhos, só faltavam os berços, e os carrinhos. No quarto de cada um tinha o nome na parede. Quartos dignos de uma princesa e um príncipe. O Murilo me acompanhou na consulta como fazia todos os meses. Eu estava gostando mais dele a cada dia que passava. Não tínhamos nada mas ele me conquistava aos poucos com o jeito dele de ser. Após a consulta saímos juntos para comprar o que faltava dos bebês.
– Clari olha esse berço aqui. – Ele disse apontando na vitrine.
– É lindo mas será que combina com o quarto?
– Eu não sei, acho que sim.
– Hum...
– Clara, o quarto está lindo. Mais perfeito impossível e esse berço deixaria a decoração mais linda mas se quiser a gente procura mais.
– Eu acho que prefiro... – Eu disse rindo.
– Então vamos.
Começamos a rodar a cidade atrás de berços e carrinhos. Na procura acabamos comprando roupas e sapatos também, era tudo muito lindo e eu não resistia.
Quando estávamos escolhendo os carrinhos, a atendente disse:
– O senhor tem muito bom gosto. O senhor que é o pai das crianças?
– É.. N... – Antes de eu terminar ele me interrompeu.
– Sim.
– Ah, parabéns. Tenho certeza que serão crianças lindas.
Eu não podia acreditar que ele tinha mentido daquele jeito para a vendedora. Fiquei o olhando buscando uma resposta mas não encontrei.
– Obrigada. – Agradecemos juntos.
– Para quando é?
– Para daqui a 2 meses.
– Está pertinho. A senhora está com um barrigão lindo.
– Obrigada. – Eu disse sorrindo.
– Sabem os nomes?
– Pietro e Letícia.
– Lindos nomes! E vão querer mais alguma coisa?
– Não, só isso mesmo.
Quando saímos da loja resolvi perguntar o porque dele ter mentido.
– Murilo, porque você disse que é o pai?
– Para evitar mais perguntas desnecessárias.
– Hum...
– E também porque se você quiser isso pode ser verdade.
– Como?
– Clara eu continuo te amando e queria muito que você me desse uma chance. Eu estou disposto a assumir o Pietro e a Letícia. Eu queria de verdade que fossemos uma família.
– Murilo, calma. É muita informação para mim. Que você goste de mim, tudo bem mas dai querer assumir os meus filhos? Não Murilo, é muita loucura. Você não precisa assumir essa responsabilidade.
– E se eu quiser essa responsabilidade para mim?
– Não Murilo. Olha, podemos sim tentar alguma coisa. Eu gosto de você de um jeito que antes eu não gostava. Mas assumir o Pietro e a Letícia é muita loucura.
– Pode ser loucura mas eu quero. Quero registrar eles em meu nome e não importa se não tem o meu sangue.
– Ok. Calma. Você pode assumir o papel de pai se quiser mas registrar não Murilo. Nem sabemos se vamos dar certo. Se não dermos certos? Vai ficar preso aos meus filhos? Não. Pode agir como o pai mas não precisa registrar.
– Como quiser Clara. Mas está falando sério? Agora somos namorados?
– Se você quiser...
– Deixa eu pensar se eu quero. – Ele disse me beijando.
Passamos mais um tempo procurando os berços. Cheguei em casa já era tarde. Eu estava realmente exausta e meus pés inchados. Tomei um banho demorado e depois de comer deitei um pouco. Os meus filhos tinham que nascer logo porque eu já não aguentava aquele peso da barriga. Acabava comigo e me dava uma dor nas costas terrível. Antes de dormir eu mandei mensagem de boa noite para o Murilo como de costume. Fiquei pensando em como era bom gostar de alguém. Por um tempo eu havia esquecido como era ser feliz mas o Murilo estava me ajudando a lembrar.
Achar uma posição para dormir estava cada dia mais difícil. Eu passava mais de meia hora tentando achar uma posição confortável. Enquanto eu procurava uma posição senti um dos meus anjinhos chutar. Era uma das melhores sensações do mundo. Eu amava senti eles chutarem, mexerem... Eu amava imaginar como eles seriam, e como seria bom tê-los em meus braços. Só me restava ter paciência. Faltava muito pouco para eles nascerem e em breve eles estariam comigo, em meus braços e nada nunca iria nos separar.
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