Louco Amor
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Pov's Clari
Depois de fazer minha higiene matinal e tomar café, resolvi andar de bicicleta pela cidade. O dia estava lindo, fazia muito Sol e o céu estava todo azul. Liguei para os meus amigos, para meu namorado e ninguém podia me acompanhar no passeio de bicicleta, então resolvi ir sozinha mesmo.
Após um tempo já não sabia mais onde estava ao certo mas não me importei, o dia estava maravilhoso. Resolvi fechar os olhos para sentir a brisa que estava passando na hora e quando abri estava quase com a bicicleta em cima de um homem. Fiquei nervosa ao ver ele no chão. Faltou pouco para eu o atropelar. Desci da bicicleta para ver como ele estava, para perguntar se tinha se machucado, se precisava de ajuda; eu não parava de falar e quando parei... Não podia acreditar... Era o Diego! E assim que parei de falar ele disse:
– Você não olha para onde anda não?
– E você não viu que eu estava passando? — Perguntei nervosa.
– Você que deveria olhar para onde anda. Você poderia ter me matado, sabia!?
– Foi uma pena não ter te... Olha não fala mais comigo tá? — Falei irritada.
Nesse momento ele se sentou na calçada e começou a rir. Eu não entendia o porque da risada então o perguntei:
– Do que você está rindo? — Perguntei intrigada.
– De nada.. Você é sempre assim?
– Assim como? — Perguntei sem entender nada.
– Engraçada, tagarela...Assim... — Ele falou entre risos.
– Você está dizendo que eu falo demais?
– E rápido tam.. Quer dizer... Não! Eu não disse isso!
– Hahaha! Alguém já disse que você é muito engraçadinho? — Falei me segurando para não rir da gracinha dele.
– Sim. Minha mamãe e minha vovó me dizem isso sempre. — Ele falou rindo e fazendo uma voz de menino.
– Engraçadinho da mamãe e da vovó, eu posso saber o que você faz aqui? — Perguntei rindo.
– Eu moro aqui! E você? O que faz por esses lados?
– Bom, eu não sei. Estava andando de bicicleta e vim parar aqui.
– Está acompanhada?
– Não sei, deixa eu ver... Hum.. Não, não estou. — Falei fingindo procurar alguém ao meu redor e depois sorri.
– Quer companhia? Eu conheço um lugar incrível e tenho certeza que você nunca foi lá. Se você quiser eu pego minha bicicleta e a gente vai.
– Está bem, quero sim. Vou ficar te esperando aqui.
Pov's Diego
Saí para comprar pão para tomar o café da manhã, já que ainda não tinha feito as compras do mês e a dispensa estava vazia. Na volta da padaria, a Clari quase me atropelou com uma bicicleta. Eu cai no chão mas não me machuquei. Ela ficou nervosa e eu resolvi a provocar mas sentei na calçada e comecei a rir quando ela disse "Olha não fala mais comigo tá?" , parecia uma criança. Perguntei se ela queria companhia, disse que podia a levar em um lugar pouco conhecido mas encantador. Dava para ver a cidade do alto, tinha grama, árvores, era fresco, realmente muito lindo. Ela aceitou e eu fui buscar a minha bicicleta. Quando voltei ela estava ajeitando o cabelo ( não tinha nada para ajeitar, o cabelo dela estava lindo ), a pedi para me seguir e assim ela fez. Durante o caminho inteiro ela não parava de perguntar " Já chegamos? " " Ainda está muito longe? " " Falta muito? " " A gente está indo para o Japão? " Nossa! Como ela falava!!
Depois de mais ou menos meia hora chegamos e quando olhei para ela, ela estava paralisada, olhando tudo. Após um tempo resolvi perguntar:
– Gostou daqui?
– Sim, gostei muito. É tudo muito lindo. — Ela falou com um brilho nos olhos.
– Sim, esse lugar é lindo. Vamos sentar em baixo daquela árvore? — Falei saindo da bicicleta e caminhando em direção a árvore.
– Sim, vamos. Me parece um bom lugar para sentar.
Sentamos na sombra e começamos a conversar. Riamos muito a todo instante. A companhia dela era maravilhosa. Depois de um tempo deitamos na grama e eu a perguntei:
– Está vendo aquela nuvem? Me lembra você.
– Não tem nuvem. O céu está todo azul.
– Ah, é verdade, me enganei. Não é uma nuvem, é o Sol. — Falei olhando para ela.
– Por que o Sol faz você se lembrar de mim? — Ela me perguntou corada.
– Porque o Sol é lindo e brilha igual os seus olhos e o seu sorriso.
Nossos olhares estavam conectados. Podia sentir meu coração acelerado. Ficamos nos olhando sem dizer nada até que ela diz:
– Hum.. Tá calor né?
– É.. Sim, sim.. Quer um sorvete? — Perguntei um pouco sem jeito.
– Sim, quero. Quero um de morango.
Fui buscar o sorvete e quando voltei, na hora de sentar sem querer melei o nariz dela com o sorvete. Comecei a rir. Ela se vingou me melando também. Estávamos nos divertindo muito. Parecíamos duas crianças.
Pov's Clari
Depois de uns 10 minutos o Diego voltou e logo fomos para o lugar que ele havia dito. Passei o tempo todo o perguntando se já estávamos perto, ou algo do tipo. Quando finalmente chegamos, eu parei e fiquei olhando aquele lugar lindo. Eu estava encantada. Parecia uma obra de arte.
Ficamos na sombra de uma árvore conversando por algum tempo até que ele disse que o Sol fazia ele se lembrar de mim; perguntei o por que e ele disse que os meus olhos e o meu sorriso brilhavam e eram tão lindos quanto o Sol. Corei na mesma hora mas não de importância. Não conseguia desviar o olhar do dele. Senti meu coração disparado. Após alguns minutos, com muito esforço consegui voltar a olhar para o céu. Disse que estava calor e ele me ofereceu um sorvete. Eu aceitei. Quando ele voltou, que estava sentando, ele me melou a ponta do meu nariz com o sorvete. Ele disse que não foi de propósito mas tenho minhas dúvidas. Não deixei barato e o melei também.
Logo levantamos e fomos andar de bicicleta. Ele sugeriu que andássemos na mesma bicicleta porque queria me mostrar algo. Ele sentou na bicicleta e eu na frente. Começamos a andar e sentir a velocidade aumentar, ele estava correndo. Senti medo e ele apenas disse para eu fechar os olhos, abrir os braços e relaxar. Quando fiz o que ele disse, senti uma sensação ótima; depois de algum tempo gritei e ele começou a rir. Ficamos naquele paraíso conversando, rindo, brincando, até o pôr do Sol e depois fomos para casa.
Quando cheguei em casa, cumprimentei meus pais, meus irmãos, minha tia que estava de visita e me retirei. Tomei um banho frio e demorado. Lavei os cabelos. Depois fui para o jardim, sentei no balanço que tinha de quando eu era criança e comecei a pensar no dia maravilhoso que eu tive. O meu dia não poderia ser melhor.
Pov's Diego
Depois do sorvete, levantamos para andar um pouco de bicicleta pelo lugar. Eu disse para andarmos na mesma bicicleta. Queria a mostrar algo. Então comecei a correr com ela. Ela sentiu medo no início mas a pedi para relaxar, fechar os olhos e abrir os braços. Ela ficou assim por algum tempo e depois começou a gritar. Não entendi o motivo do grito mas ri. Ficamos mais um tempo andando de bicicleta, depois voltamos para a árvore, nos sentamos, ficamos ali conversando até o pôr do Sol e depois a levei para casa.
Quando chegamos no portão da casa dela, na hora da despedida ela me deu um abraço forte, eu retribui com outro abraço mais forte ainda e em seguida ela me deu um beijo na bochecha. Ela era linda e encantadora. Me fazia bem estar com ela.
Fale com o autor