Louco Amor
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Desde o dia do passeio de bicicleta se passaram um mês. As coisas entre Clari e Diego estavam cada vez melhores. Eles estavam mais amigos, cada vez mais próximos.
Pov's Clari
Depois da escola eu e o Pedro íamos almoçar juntos como tínhamos combinado. Assim que as aulas terminaram fomos para um restaurante almoçar.
Estava tudo ótimo, eu realmente gostava do Pedro, gostava da companhia dele. Almoçamos e estávamos esperando a sobremesa quando eu vejo o Diego entrando abraçado com uma mulher. Ela era jovem, bonita, cabelos lisos e escuros, olhos claros... Ele estava extremamente carinhoso com ela; eles pareciam estar se divertindo bastante, riam muito. Não sei o porque mas aquela cena me incomodou muito. Eu não conseguia parar de olhar para eles, não conseguia mais prestar atenção em uma palavra que o Pedro falava. Foi então que ouvi alguém me chamando...
– María Clara!!!!
– Hã? O que?
– Estou falando com você. O que você tanto olha?
– Na.. nada. Não estou olhando nada.
– Então pode parar de olhar para lá por favor?
– Não estou olhando para lugar nenhum Pedro! E perdi a fome. — Falei me levantando da mesa.
– Onde você vai? Como assim perdeu a fome?
– Não quero mais comer a sobremesa. Perdi a vontade.
– Você acha que sou bobo? Então você vai sair assim do restaurante, do nada, só porque viu seu amiguinho com outra mulher. É isso? O que ta acontecendo com você?
– Que? Eu não posso acreditar no acabei de ouvir. Quer saber? Chega! Cansei de você e dos seus ciúmes louco. O nosso namoro acabou. — Falei com os olhos cheios de lágrimas, me segurando para não chorar.
– Então é assim? Tudo bem. Que assim seja.
Sai daquele restaurante o mais rápido possível. Precisava ficar sozinha no meu quarto. Cheguei em casa e não falei com ninguém, subi correndo para o meu quarto. Fiquei horas trancada no quarto, chorando e pensando em tudo. Eu chorava mais pelo Diego do que pelo Pedro. Eu estava com raiva do Diego, não me entendia afinal éramos apenas amigos. Mas eu não podia deixar de sentir o que estava sentindo a cada instante que me voltava a cabeça a imagem dele com aquela mulher. Nunca me senti tão mal. Precisava ir para outro lugar, um que fizesse eu me sentir melhor.
Pov's Diego
Na hora do almoço resolvi ir a um restaurante com a Dani, minha irmã. Há muito tempo que não conversávamos daquele jeito. Eu simplesmente amava estar com a minha maninha. Sempre fomos muito ligados um ao outro.
Passei o resto da tarde toda trabalhando. Ao final do dia estranhei a Clari não ter aparecido. Liguei para ela diversas vezes mas sempre dava desligado ou fora de área. Liguei para a casa dela e a mãe dela me disse que ela não estava, que tinha saído, tinha dito que iria dar umas voltas e me contou que ela tinha terminado com o namorado. Na hora que eu soube que ela tinha terminado com ele, soltei um leve sorriso. Era quase 17hs e o celular dela continuava dando desligado. Já estava muito preocupado. Deixei a lanchonete nas mãos do meu primo, que trabalhava junto comigo e sai em busca da Clari. Procurei por vários lugares, já não sabia mais onde procurar até que me lembrei do lugar que eu tinha a levado uma vez e que ela tanto tinha gostado. Fui o mais rápido que pude para lá.
Quando cheguei, comecei a procurar ela até que a encontrei sentada atrás de uma árvore, com a cabeça entre os joelhos e chorando. Me sentei ao seu lado dela e ela sem levantar a cabeça, com a voz falhando, disse:
– Quem é?
– Sou eu Clari. O Diego. Sua mãe já me contou o que aconteceu.
– Vai embora. Não quero falar com você.
– Por que não quer falar comigo? Fiz alguma coisa? — Perguntei estranhando a reação dela.
– Se você fez alguma coisa!? Não, não fez nada. Como foi o seu almoço? A companhia estava agradável? — Ela falou levantando a cabeça, e aumento a voz.
– Mas do que você está falando!? — Perguntei sem entender nada.
– Vai negar que você não estava naquele restaurante hoje com uma mulher? Não negue isso. Eu vi! Ninguém me disse.
– Você estava lá? Eu não te vi!!
– A companhia e a conversa estavam tão boas que você nem me viu não é mesmo? Chega. Vai embora por favor.
– A companhia e a conversa estavam boas sim. Eu AMO estar com a minha irmã. — Falei dando ênfase no amo.
– Ainda tem coragem de... Como? Irmã? Você disse irmã!? — Ela falou diminuindo o tom de voz, com cara de surpresa.
– Sim!! A mulher que você viu comigo no almoço, era a minha irmã Dani. Mas porque você ficou assim? Você está com ciúmes!!
– Eu com ciúmes de você? Ah me poupe das suas besteiras. E o que você faz aqui a essa hora?
– Eu vim procurar uma pessoa ciumenta, que sumiu, desligou o celular e quase me matou de preocupação.
– Me desculpe. Você ai preocupado comigo e eu sendo grossa, te tratando mal, com ciúmes da sua irmã. Não acredito nisso. Me desculpa?
– Não tenho o que te desculpas. Não se preocupa com isso. Mas me conta, por que você terminou com o seu namorado? — Falei a puxando para um abraço.
– Eu não sei ao certo. Ele percebeu que me incomodei com o fato de você estar com outra, então discutimos e eu acabei terminando com ele.
– Não fica triste. Logo vocês se acertam.
– E se eu não quiser reatar o namoro com ele?
– Como assim? Me explica.
– É que já não sinto o mesmo que sentia por ele no início do namoro. As coisas entre a gente já esfriaram bastante. Gosto dele mas acho que não o amo. Acho que talvez seja melhor assim, cada um para o seu lado.
– Hum... Entendi.. Acontece. O importante é ser feliz. — Falei acariciando o rosto e os cabelos dela.
– Obrigada. Você sempre sabe as palavras certas, sempre me entende. — Ela falou soltando um sorriso de leve.
– Por nada. Agora vem cá. — Falei a fazendo deitar no meu colo.
Passamos um tempo conversando, e durante todo o tempo ela ficou deitada no meu colo enquanto eu a fazia cafuné. Pedi para ela ligar para os pais dela e avisar que estava bem, que estava comigo. Depois que ela ligou eu fiquei mais tranquilo.
O que se passava entre a gente era incrível. Quando eu estava com ela sentia que não precisava de mais nada e poderia passar dias e noites ali conversando com ela, a fazendo carinho. Após algum tempo ela levantou do meu colo e ficou me encarando..
– O que foi? — Perguntei curioso.
– Nada. Não posso te olhar?
– Não! Quem disse que te dou permissão para me olhar? — No início falei serio mas depois comecei a rir.
– E quem te disse que você precisa me autorizar a algo? — Ela falou colocando a cabeça no meu ombro.
– Eu já te disse o quanto te adoro? O quanto você me faz bem, o quanto é linda e incrível? — Falei levantando o rosto dela levemente pelo queixo com uma mão.
– Que bom ouvir isso de você. Você também me faz bem, muito bem. — Ela disse sem desviar o olhar do meu.
Havia um clima muito grande entre a gente, não parávamos de nos olhar nem um instante. A minha vontade era beija-la, a roubar só para mim. E foi ai que então...
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