Louco Amor

37 Capítulo 37


Notas iniciais
Boa leitura a todos!!

Algum tempo depois....

Pov's Diego

Saí de casa para mais um dia trabalho. Assim que cheguei na escola guardei minhas coisas na sala dos professores e fui até a diretoria.

– Bom dia, posso entrar?

– Claro que sim. Você tem acesso livre.

– É bom saber disso. — Eu disse dando a mão para ela levantar da cadeira e a puxando para um abraço.

– Tá cheiroso...

– Mas eu SOU cheiroso. — Disse colocando as minhas mãos em sua cintura, fazendo com que nossos corpos ficassem colados e a olhando nos olhos.

– Sim... E... E... u... Eu, vo... cê, isso. Você tem que dar aula agora. — Ela falou tentando deviar o olhar do meu e se afastando de mim.

– É, eu vou indo. Te vejo no almoço?

– Sim, nos vemos.

Saí da sala pensando no que tinha acontecido. Sem dúvidas eu tinha que parar com isso, eu não eu realmente não sabia o que estava fazendo.

No resto da manhã tentei não lembrar do que tinha acontecido e me concentrar no meu trabalho.

Acabaram as aulas, eu troquei de roupa e fui em direção a sala da Cássia.

– Oi Magali, a diretora está ocupada?

– Não professor Diego, pode entrar.

– Obrigado. — Falei me dirigindo a sala.

– Por nada.

Eu entrei na sala e ela estava como sempre sentada com a mesa cheia de papéis.

– Oi, já vai almoçar?

– Daqui a pouquinho. Pode ir logo se quiser.

– Prefiro te esperar.

– Então sente-se enquanto eu termino de organizar esses papéis.

– Vou ficar aqui quietinho. — Disse me sentando no sofá.

– Estou cheia de trabalho. Quase não fico mais com minhas filhas. — Elas disse largando os papéis por um instante e voltando o olhar para mim. — Preciso de férias.

– Calma, logo chegam as férias. — Falei ficando atrás dela e massageando seus ombros.

– Você tem mãos deliciosas.

– Acha mesmo? — Perguntei sorrindo. — Você está tensa.

– Problemas no trabalho, problemas em casa...

– Problemas em casa?

– Sim, como sempre meu casamento que vai de mal a pior. Todo dia uma briga, uma discussão. Inclusive ontem ele tentou me bater mas meu primo não deixou.

– Ele quis te bater? Mas que canalha.

– Calma, não foi nada demais. Já passou.

– Não foi nada demais?!? Ele tenta te bater e você me diz que não é nada de demais?... Para mim é algo muito grave. Não gostei disso.

– Não é a primeira nem a segunda vez... Esquece isso. Passou, estou bem. — Ela disse deixando cair uma lágrima.

– Ei, você pode contar comigo sempre. — Falei me ajoelhando e girando a cadeira dela, a deixando de frente para mim.

– Eu sei disso e te agradeço muito por ser tão presente na minha vida.

– Eu gosto de você. — Falei olhando nos olhos dela.

– Que?! — Ela disse arregalando os olhos.

– Como amigo. Eu gosto de você como amigo porque você é uma boa amiga.

– Por um minuto pensei que... É melhor deixar para lá.

– Não, fala. Quero saber o que você pensou.

– Pensei que você gostasse de mim como homem... Fui boba eu sei. Esquece. — Ela disse ficando em pé.

– Cássia você é uma mulher linda, maravilhosa, a mulher dos sonhos de muitos homens. — Falei me levantando.

– Menos dos seus né?

– Eu não posso amar você dessa forma porque... — Ela me interrompeu.

– Porque sou casada.

– Não é só isso. É que eu... — Bateram na porta e entraram.

– Licença diretora. O pai do aluno Felipe Alcântara do 8º ano disse que viria mais tarde conversar com a senhora sobre a situação do filho.

– Ah ok. Precisava mesmo conversar com o pai do Felipe. Obrigada Magali.

– Por nada, licença. — Magali falou se retirando.

– Então vamos almoçar? — Falei tentando mudar de assunto. Já tinha perdido a coragem de dizer a verdade; de dizer que era casado.

– Não espera. — Ela disse segurando o meu braço. — Antes da Magali entrar você ia me dizer algo. O que era?

– Nada de importante. Vamos almoçar, eu to com muita fome. — Falei meio nervoso tentando sair da situação.

– Tem certeza que não era importante? Por que me pareceu ser.

– Não, não era. Vamos?

– Vamos. Eu também estou com fome. — Ela disse sorrindo.

Almoçamos maravilhosamente bem como sempre. A companhia dela sempre muito agradável e aos ela se soltava mais comigo me dando a chance de conhecer o lado dela que pouquíssimos conheciam. O lado doce, divertido, engraçado, sensível e amável.

Voltamos para a escola pois ela tinha marcado com os pais de um aluno e eu tinha que organizar algumas provas.

Estava preparando minhas coisas para ir para casa quando a Cássia entrou na sala dos professores para se despedir de mim.

– Já vou para casa. — Ela disse abraçando.

– Eu te deixo em casa.

– Não é necessário Diego. Obrigada.

– Já está com o carro?

– Não mas eu pego um táxi.

– Eu te deixo em casa. Faço questão.

– Ok! Então vamos.

Fomos o caminho todo conversando, brincando e rindo. Era impressionante como nos dávamos bem.

Após algum tempo parei em frente a casa dela. Era uma casa grande, com uma fonte na frente, e um pouco de grama com algumas flores.

– Chegamos.

– Obrigada por me trazer.

– Foi um prazer.

– Quer entrar e tomar alguma coisa?

– Acho melhor não. Não sei como seu marido interpretaria e não quero te causar problemas.

– Não vai causar nenhum problema. Ele não está em casa, viajou hoje cedo para um congresso.

– Sendo assim, eu aceito.

Entramos na casa dela e era tudo muito bem arrumado, tudo de muito bom gosto.

Fomos para o seu escritório e ficamos conversando por algum tempo até que em meio a risadas rolou um clima forte que me deixou em transe.

Nossos corpos estavam cada vez mais próximos, nossos lábios estavam cada vez mais próximos; a milímetros de distância quando por sorte a Júlia bate na porta fazendo com que nos separássemos rapidamente.

– Mamãe!!

– Oi minha filha. — Ela fala pegando a menina no colo.

– Você chegou e nem foi falar comigo. — A Júlia disse fazendo cara de triste.

– Desculpa. Eu estou aqui resolvendo algumas coisas com o professor Diego que por sinal você não falou com ele né mocinha? Cadê a educação?

– Desculpa mamãe... Oi professor.

– Oi Júlia. — Eu disse alisando a cabeça dela.

– Mãe o papai volta hoje?

– Não minha filha. Cadê a Flor?

– Está no meu quarto me esperando.

– Então vai ficar com ela que mamãe precisa resolver uma coisa agora. — A Cássia falou dando um beijo na filha e colocando ela no chão.

– Tá. Tchau mãe, tchau Diego. — Ela disse fechando a porta.

– E então... Onde estávamos? — Ela disse envolvendo os braços em meu pescoço.

– Já está ficando tarde, acho melhor eu ir. — Eu não posso te beijar, não posso me apaixonar, nem ficar com você. Desculpa Cássia mas eu não posso. — Falei me virando para a saída.

– O porque disso Diego? Me diz, você está gostando de outra mulher? É isso?

– É... é... é... bom... eu... — Não consegui concluir a frase. Estava gaguejando demais.

– Para com esse joguinho Diego, por favor. Eu sei que é complicado e que foi tudo muito rápido mas eu só preciso de tempo para organizar a minha vida. — Ela disse entrelaçando os braços em pescoço e fazendo carinho na minha nuca.

– Eu queria que fosse tão simples assim. As coisas são bem mais complicadas do que você pensa. — Eu disse colocando minhas mãos em sua cintura.

– Não fala mais nada. — Ela disse me olhando nos olhos.

Nossos lábios estavam perto demais, estávamos quase nos beijando.

– Eu não... — E antes que eu terminasse a frase ela me beijou.

Um beijo cheio de desejo e que parecia não ter fim. Ficamos ali nos beijando até que o ar se fez necessário e nos afastamos.

– Cássia... Não, isso é errado, não podemos.

– Diz para mim que não gostou e que não foi bom. Diz.

– Foi maravilhoso mas isso não podia ter acontecido nem pode se repetir. — Falei saindo do escritório.

Fui para casa pensando no que tinha acontecido. Como eu permiti? Como eu pude? Se a Clari descobrisse seria o fim do meu casamento. Estava me sentindo culpado e confuso e assim que cheguei em casa dei um beijo na testa da Clari, tomei banho e fui dormir. Queria que aquele dia acabasse o mais rápido possível.

Pov's Clari

Acordei bem cedinho para gravar o programa e como na maioria das vezes deixei o Diego dormindo e saí.

Cheguei no estúdio e logo tinha várias pessoas atrás de mim falando como seria o dia, e a roupa, cabelo, maquiagem...

Entrei no camarim e a Vale já estava lá, minha roupa já estava separada, só faltava as meninas que nos arrumariam. Ficamos conversando, rindo e tirando fotos.

– E aí, como anda o casamento?

– Tudo tranquilo amiga. O ruim é que por conta do trabalho quase não ficamos mais juntos.

– Hum, que chato. Você deve sentir falta dele.

– Muita, mas muita mesmo. Não vejo a hora das nossas férias começarem assim ficaremos juntos o dia todo.

– Mesmo após anos você continua apaixonada por ele né?

– Cada dia o amo mais. Faltam 2 meses para completarmos 4 anos de casados. No nosso último aniversário de casamento, no mês passado, ele me deu um cachorrinho de presente. Ai amiga precisa ver que lindo, é filhotinho. Muito fofo.

– Que lindo! Vou marcar um dia desses para ir na sua casa conhecer seu novo filho. — Ela disse rindo. — E felicidades pelos 4 anos!

– Obrigada!! — Eu disse abraçando a Vale.

Nos arrumamos, gravamos, depois fui a minha aula de teatro e as 20:45 cheguei em casa. O Diego ainda não tinha chegado, o que estranhei.

Tomei banho, comi qualquer besteira e liguei a televisão. Quando o Diego chegou eram quase 22hs.

– Oi amor, chegou tarde hoje.

– É, cheguei.

– Está tudo bem?

– Tá, tá sim e com você?

– Melhor agora. — Falei indo ao encontro dele e acariciando seu cabelo.

– Eu vou tomar banho e dormir tá?

– Já? Eu pensei que fosse ficar um pouco aqui comigo... — Falei fazendo cara de triste.

– Eu adoraria mas estou com dor de cabeça. Deixa para amanhã.

– Toma seu banho, eu vou fazer uma massagem em você e pegar um remédio.

Tomei um banho e deitei na cama.

– Se ajeita para eu fazer a massagem...

– Não quero massagem, quero você. Quero te abraçar forte e sentir que você é minha.

– Mas o que tá acontecendo? Você nunca foi assim.

– Nada, só que tenho medo de te perder.

– E o que te faz pensar que pode me perder? Eu te amo Diego, sou sua.

– Me abraça, só te peço isso.

– Diego você fez ou está fazendo algo de errado?

– Não. Só não gosto do fato de passarmos tanto tempo separados...

– Eu também não. Sinto muito a sua falta.

Beijei a Clari e fiquei abraçado com ela pensando no que tinha acontecido. A apertei mais com medo dela descobrir.

– Aiii!!! O que foi?

– O que?

– Por que você tá me apertando assim?

– É que eu te amo.

– Eu também te amo mas não precisa me apertar assim.

– Desculpa, é que me deu vontade.

– Você tá estranho...

– Por que?

– Porque está! Você tá falando umas coisas sem sentido e do nada me aperta. Você tem certeza que não está acontecendo nada?

– Te... Tenho... Não está acontecendo nada. — Ele disse com um pouco de dificuldade.

– Promete que nunca vai mentir para mim? Que sempre vai me dizer a verdade por mais que me doa?

– Sim... Eu... Eu prometo.

– Ótimo. — Falei dando um beijo na bochecha dele.

– Eu vou dormir tá?

– Tá amor, boa noite. — Falei saindo do quarto.

– Boa noite minha vida. — Ele respondeu.

Assisti um pouco mais de televisão, dei uma lida no roteiro do próximo dia, fiquei um pouco na internet conversando com algumas amigas, brinquei com o boby ( o cachorrinho que tinha ganhado do Diego ), e depois fui dormir pois estava tarde e eu precisava descansar. Eu tinha muito trabalho para o dia seguinte.

Notas finais
O que acharam? Comentem! Beijos! :*