Louco Amor

89 Capítulo 89


Notas iniciais
Oioi gente!! Novo capítulo para vocês! Espero que gostem e me desculpem por qualquer erro ortográfico! Boa leitura a todos e obrigada pelos comentários! Sorry se ficou alguém sem resposta!!!

Pov's Clari

Procurei por todos os lugares, perguntei a todos que passavam e ninguém sabia me dizer para onde ou simplesmente o lado para que ela tinha ido.
Eu não conseguia parar de chorar de nervoso e culpa ao mesmo tempo. Apesar de ter sido um acidente, eu deveria ter tomado mais cuidado ao falar no assunto. Se eu tivesse sido mais cuidadosa isso não teria acontecido e ela estaria em casa a salva.
O Diego tentava me acalmar mas estava tão nervoso quanto eu. Ele apenas se controlava mais.
Em uma rua resolvi descer do carro, não aguentava mais rodar pelos mesmos lugares e não encontrar nem uma pista. O Diego me chamava perguntando para onde eu estava indo e eu continuava a caminhar sem olhar para trás.
Nem eu mesma sabia ao certo para onde estava indo. Eu só precisava caminhar e tentar pensar em um lugar provável para encontrá-la.
As lágrimas desciam, meu coração estava apertado e minha cabeça a mil. Por mais que eu tentasse eu não conseguia pensar em nada.
No meio do caminho senti um braço me envolver e a voz do Diego dizendo para eu manter a calma que tudo ficaria bem. A minha única reação foi abraçar ele de volta e chorar com o rosto contra seu peito.

– Ei! Se acalma. — ele disse segurando meu rosto e olhando em meus olhos.
– Eu estou com medo Diego. E se aconteceu alguma coisa?
– Não aconteceu nada. Ela não deve ter ido longe. Vem, vamos continuar procurando. — ele disse me dando um beijo na testa e segurando minha mão.

Caminhamos por várias ruas a procura da Letícia, eu já estava me desesperando novamente quando avistei uma menina deitada no chão próximo a uns moradores de rua.
Meu coração acelerou, a esperança de ter a encontrado tomou conta de mim. Soltei a mão do Diego e corri em sua direção.
Ao ver que era mesmo a minha Letícia voltei a chorar. Só que agora de felicidade por ter a encontrado.

– Lele... Meu amor, você está bem? — eu disse a pegando no colo.
– Você a encontrou, graças a Deus. — o Diego disse ofegante.
– Clara? Diego? O que vocês estão fazendo aqui? Me soltem!
– Lele, para! Sou eu a Clara, a mesma de sempre.
– Vocês mentiram para mim esse tempo todo. Você Clara, disse que era minha amiga! O que vocês fizeram com minha mãe? Porque ela sumiu?!
– Não sabemos onde ela está Letícia! — o Diego disse a segurando.
– Vamos voltar para casa e lá conversamos sobre tudo isso está bem?
– Eu não quero voltar com vocês.
– Mas filha, você tem que voltar. É a sua casa também.
– Eu não sou filha de vocês. Eu sou filha da Fátima, eu tenho certeza.
– Olha pequena, eu sei que tem uma confusão enorme na sua cabeça mas não vai se desfazer de uma hora para outra. Você querendo ou não vai voltar agora comigo e com a Clari. Aqui não é lugar para você ficar. — O Diego disse carregando ela.
– Me coloca no chão!!!!!
– Letícia!!! Para com esse escândalo! — eu disse um pouco irritada.
– Eu não quero voltar com vocês! Já disse!!
– Olha! Você vai ficar aqui, sentada e quieta no banco. Você não tem querer, vai voltar e pronto! — o Diego disse colocando ela no banco do fundo e fechando a porta.

Durante todo o caminho o carro esteve em silêncio. A Letícia não queria conversa comigo e com o Diego e nós não sabíamos o que dizer.
Chegamos em casa e a Dalva já estava na porta a nossa espera.

– Vocês a encontraram!! Que ótimo! — Dalva disse abraçando a Letícia.
– É sim, é maravilhoso. — eu disse cansada.
– Eu vou para o quarto. — A Letícia disse saindo.
– Ela está bem diferente.
– Está sim. Ela está revoltada, nem queria vim com a gente. — o Diego disse.
– Não se preocupem que isso passa. Ela adora vocês só está assustada.
– Eu sei e espero que passe logo.
– O Pietro já está dormindo?
– Já sim Clara.
– Então eu vou me arrumar para deitar. — eu disse dando um beijo no Diego e saindo.

Deixei o Diego conversando com a Dalva e fui para o meu quarto me arrumar para deitar. Fiquei pensando nas palavras da Letícia e eu não podia ir dormir sem falar com ela antes.

– Posso entrar? — eu disse na porta do quarto dela.
– O que você quer?
– Falar com você, posso? — eu disse entrando e fechando a porta.
– Não quero conversar. — ela disse deitando e se cobrindo toda.
– Meu amor... — eu disse sentando na cama. — Eu sei que é muita coisa para a sua cabecinha mas tenta entender que se eu não contei antes foi pensando em você. Eu queria ter certeza antes de falar qualquer coisa e não era assim que eu queria que você descobrisse.
– Por que me abandonou?
– Eu não te abandonei. Você simplesmente sumiu sem explicação e eu sofri muito com a sua ausência.
– Por que eu acreditaria em você?
– Porque você sabe que não estou mentindo e sabe que eu te amo muito.
– Então o Pietro é meu irmão de verdade?
– Sim, é seu irmão de verdade.
– Como eu fui parar na casa da Fátima e tão longe daqui?
– Isso eu também queria saber... Eu não tenho ideia. Só não quero que tenha raiva de mim ou do Diego. Não tem muita diferença agora. Você já estava muito acostumada com a gente, com a casa... Pensa que agora essa é sua casa e isso não muda.
– Pai, mãe e irmão...
– Você tem uma família que te ama.
– E avós? eu tenho?
– Tem sim. Você quer conhecê-los?
– Quero... Eles são legais?
– Super legais. Você vai adorar e eles também vão adorar te ver.
– Quando?
– Quando o que?
– Quando vou conhecê-los ué.
– Amanhã eu levo você.
– Promete?
– Prometo.
– Amigas de novo?
– Promete que não vai mais me esconder nada?
– Hummm... Deixa eu pensar... Só se você me der um abraço bem apertado!
– E agora? Promete? — ela disse me apertando.
– Prometo meu amor. — eu disse enchendo ela de beijos.
– Sessão beijos e abraços e ninguém me chama?! — o Diego disse entrando e se jogando por cima de nós.
– Aaaiii pai!!! você é pesado!!
– Eu poderia te encher de beijos agora por você me chamar de pai mas você me chamou de gordo então vou te encher de cosquinhas!!! — o Diego disse fazendo cócegas nela.
– Mamãe me ajudaa. — a Letícia disse em meio a gargalhadas.
– Eu?! Vocês que se entendam! — eu disse rindo.
– Pronto! Acho que agora você já sentiu toda a minha fúria né? Viu como eu sou bravo?
– Muito bravo. — ela disse rindo e abraçando ele.
– Ei... A mamãe já prometeu. Agora falta você.
– O que ela prometeu?
– Que não ia mais me esconder nada. Essa é a minha condição para desculpar você.
– Eu prometo minha princesinha... Olha, você se acostumou bem rápido com a ideia né? É muito bom ouvir você falar mãe e pai se referindo a mim e a Clari.
– É que eu sempre quis chamar a Clari de mãe, só ficava muito sem jeito. E você eu já chamava.
– Eu sei mas agora é mais especial ainda.
– Tudo muito lindo, muito perfeito mas está na hora de dormir não é mesmo?
– Ahh mamãe...
– Está tarde minha filha. Hora de dormir vamos.
– Papai...
– Sua mãe tem razão filha.
– Deixa eu dormir com vocês? Por favor, só hoje... — ela disse fazendo biquinho.
– Só hoje ok?
– Ebaaa!
– Vem filha. — o Diego disse carregando ela.

Fomos para o meu quarto descansar, a noite tinha sido longa e estava terminando bem melhor do que eu imaginava.
Era muito bom ter a minha família completa depois de tanto tempo e tantos encontros e desencontros.

Pov's Pietro

Fiquei tão preocupado com a Let... Ela saiu chorando e sozinha! A rua é tão perigosa a noite e ainda mais sem a mamãe e o papai.

– Dada... A Let vai voltar?
– Claro que sim. Logo ela está de volta.
– Eu quero ficar acordado para ver ela chegar.
– Mas você tem que descansar. Não sabemos a hora que ela vai chegar.
– Ela está bem não está?
– Está sim. Não se preocupa não.
– Eu estou com sono mas não quero dormir.
– Mas vai. Amanhã você vê a Letícia.
– Mas amanhã vai demorar muito ainda.
– Vai nada. Se você dormir amanhã chega rapidinho. Vem, eu vou colocar você para dormir.

A Dada foi comigo para o quarto e ficou conversando comigo, dizendo para eu não me preocupar que logo a Let estaria de volta para brincar comigo.
Eu não queria dormir, queria esperar pela Let mas o sono me vencia a cada segundo que passava e em pouco tempo eu já estava dormindo.

Pov's Letícia

Acordei nos braços da Clari. Fiquei muito confusa em ver ela e o Diego. Eu não sabia o que estavam fazendo ali, eu ainda estava muito brava com eles. Não podia entender como me esconderam algo assim.
Eu sempre senti algo muito forte e de certa forma legal com a Clari. Era como se eu a conhecesse desde sempre e naquele momento eu entendia o porque.
Com o Diego não era assim, eu apenas senti muita simpatia por ele e me sentia bastante a vontade e segura com ele. Passei a chamá-lo de pai sem saber de nada mas era exatamente assim como eu me sentia: filha dele.
Eu também me sentia filha da Clara, eu só não tinha tanta coragem assim de chamá-la de mãe apesar da vontade. Também eu tinha a minha que já não sei mais por onde anda. Simplesmente sumiu, me abandonou e apesar de tudo eu sentia a falta dela.
O Diego e a Clari me obrigaram a voltar com eles. Eu não queria porque estava muito brava e não conseguia acreditar que tinham me enganado tanto daquela forma.
Eles foram as primeiras pessoas em quem confiei depois da minha mãe ou da minha ex mãe. Não sei mais como chamá-la, me sinto confusa.
Assim que cheguei falei com a Dalva e tratei de ir logo para o quarto, eu não queria conversa com a Clari e o Diego.
Olhei o quarto do Pietro e ele estava dormindo. Preferi não o acordar e voltei para o meu quarto.
Troquei minha roupa e deitei para tentar dormir mas não conseguia nem cochilar então sentei na cama e fiquei olhando o tempo passar no relógio.
Logo depois a Clari apareceu e insistiu para conversar comigo. Fiz um esforço enorme para escutá-la e entendê-la. Ela sempre me tratou muito bem, até mais que a minha mãe Fátima. Achei que ela merecesse que eu ao menos tentasse.
Eu gostava tanto da Clara que eu não consegui continuar brava com ela. Ela me parecia muito sincera e eu gostava da ideia de ser filha dela e do Diego.
Eu estava feliz por ter ganhado um irmão. O Pietro era o meu melhor amigo e agora meu irmão também. A melhor parte da história, era a que eu ganhava uma família super legal.
Na hora em que a Clara me enchia de beijos o Diego chegou e se jogou em cima da gente. Ele era super pesado e quando eu disse isso ele me fez cócegas até eu não aguentar mais e a mamãe nem para me ajudar!
O papai me levou no colo para o quarto dele e da mamãe e colocou na cama.
Deitei no meio porque eu queria muito estar perto dos dois ao mesmo tempo.

– Mamãe, o papai está me espremendo.
– Diego! Que coisa feia, não espreme ela não.
– Ah é que eu não resisto. Essa menina linda assim, gorduchinha do papai.
– Mãeee!!! O papai está me chamando de gorda!
– Não chama ela de gorda Diego!
– Você também tudo reclama hein? — ele disse colocando o dedo no meu ouvido.
– Mamãe olha o papai aqui!!
– Mas será possível que eu vou ter que separar vocês?! Para de perturbar a menina Diego!
– Eu não estou fazendo nada. Estou quieto.
– É que a Letícia está me gritando por nada né?
– É sim. Ela é maluquinha.
– Mãe olha o papai! Está me chamando de maluquinha!
– Eu vou separar vocês dois! Deixa a menina dormir Diego!
– Estou deixando. — ele disse rindo.
– Eu estou vendo como você está deixando.
– Já parei. Vou ficar quieto.
– Acho bom.

A mamãe e o papai viraram para mim e me abraçaram ao mesmo tempo. Eu me sentia muito bem no meio deles e foi nesse abraço tão bom que eu adormeci.

Pov's Diego

Saí com a Clara procurando a Letícia por todos os lados. A cada segundo que passava eu ficava mais angustiado mas tentava não transparecer tanto pela Clari que já estava bem nervosa.
Meu coração gelava só de pensar no perigo que a minha filha estava correndo sozinha na rua.
Depois de um tempo procurando sem sucesso algum, a Clari saiu do carro e começou a caminhar. A chamei, a gritei mas ela não olhava para mim e muito menos me respondia. Corri até ela e a abracei. Eu sabia que era o que ela estava precisando naquele momento. Eu via o medo nos olhos vermelhos dela de tanto chorar.
Tentei acalmá-la e passei a procurar a Letícia com ela a pé.
Demos várias voltas até que perto de um viaduto ela soltou minha mão e correu até uma criança deitada no chão. Eu não tinha dúvidas de que a Clari tinha encontrado a nossa filha pela segunda vez.
A Letícia foi bem agressiva na maneira de nos tratar e apesar de entender a reação dela, fui duro pois ela tinha que entender que não havia outra opção a não ser voltar com a gente.
Voltamos para casa e o alívio da Dalva ao ver a Letícia foi bem claro. O sumiço dela tinha preocupado bastante a todos.
Fiquei um tempo na sala conversando a sós com a Dalva sobre o que estava acontecendo e depois fui para o quarto deitar com a Clari que por um motivo óbvio não estava na cama então eu deduzi que ela estivesse com a Letícia tentando consertar as coisas.
Cheguei no quarto da Letícia e fiz uma bagunça na cama. Brinquei um pouco com ela e a Clari.
Depois fomos para o meu quarto com o meu amor e eu voltei a perturbar a Letícia. Eu estava feliz por ela ter voltado e ter entendido tudo tão rápido. Espera que demorasse mais, bem mais.
Ter a minha família reunida de novo era a melhor sensação do mundo. Nada melhor que tudo estar no seu lugar. Eu podia dizer que era o homem mais feliz do mundo.

Notas finais
O que acharam?! Comentem!!!