Louco Amor
77 Capítulo 77
Notas iniciais
Pov’s Diego
Acordei pela manhã e fui até a cozinha preparar alguma coisa para tomar café da manhã. Fiquei pensando no meu dia anterior, nos beijos da Clara. Eu sorria involuntariamente com a imagem da Clari em minha cabeça. Fechei os olhos e quase pude sentir o seu toque...
– Ai meu Deus do céu!! – Eu disse derramando café na bancada.
– Ai o que foi Diego? – A Cássia disse me soltando.
– Você quer me matar do coração mulher?
– Eu somente te abracei!! Desculpa tá? Não queria te matar não.
– Você não estava dormindo? O que faz aqui?
– Uma hora eu tinha que acordar né? E se não quer minha companhia é só falar. – Ela disse ficando de costas para mim e indo para a saída.
– Ei ei ei... Volta... – Eu disse a puxando pelo braço. – Eu só me assustei. Nada mais.
– Então você quer a minha companhia? – Ela disse passando a mão sobre o meu peito e aproximando a boca da minha.
– Atchim!! – Eu forcei um espirro. – Tô ficando resfriado... – Eu disse olhando para ela.
– Já tomou remédio? – Ela disse cruzando os braços.
– Não é nada grave não se preocupe. Eu vou ficar bem. – Eu disse saindo da cozinha.
– Diego!! Vem cá amor... Eu estava pensando em tirarmos outras férias só que dessa vez só nós dois. – Ela disse me abraçando por trás e depositando beijos nas minhas costas.
– Férias? Só nós dois? – Eu disse sentando no sofá.
– Sim... Só nós dois... – Ela disse sentando no meu colo e envolvendo os braços no meu pescoço.
– Aiiii aiii aiii!!! Será que você poderia sair do meu colo? Sabe o que é? Eu acordei com dor nas pernas hoje. Você não imagina o quanto me doem.
– Não deveria tomar seu remédio então?
– Nãooo.... Que isso... Daqui a pouco passa.
– Quer uma massagem? – Ela disse colocando a mão no botão da minha bermuda e me puxando mais para ela.
– Não precisa!! – Eu disse segurando a mão dela e tirando lentamente enquanto forçava um sorriso. – Deixa para mais tarde porque agora... Olha estou super atrasado. – Eu disse olhando o relógio e levantando.
– Atrasado para o que Diego?
– Para ir... Para ir visitar a minha avó. Para que mais? – Eu disse colocando uma roupa qualquer.
– Então ótimo eu vou com você.
– Não precisa... Eu queria muito aproveitar um tempo a sós com ela.
– Você pode parar de me evitar?
– Que isso... Eu não estou te evitando. Só saindo para ver minha avó.
– Diego você acha que sou idiota?
– Olha depois a gente briga tá? Agora tenho que sair. Beijos. – Eu disse dando um beijo na testa dela.
– Diego!!!
– O que foi?
– Me da um beijo direito.
– Não para você não pegar resfriado também. – Eu disse batendo a porta.
Sai de casa um pouco nervoso pela situação. Eu tinha prometido a Clari que não beijaria mais a Cássia e era difícil manter ela longe; não por desejo de beija-la mas sim pela insistência dela em me beijar.
Eu nem sabia ao certo aonde ir, sai mais por não saber como controlar a Cássia. Fiquei no elevador pensando para onde ir. Minha avó não estava em casa naquele horário, não tinha ninguém para visitar... Só a Clara.
A ideia me agradou muito. Só de pensar em ver aquele rostinho, aquele sorriso de novo meu coração enchia de alegria.
Cheguei na casa da Clari e entrei pela porta dos fundos para que ninguém me visse. Por sorte a Dalva não estava na cozinha, e na sala só tinha o Flávio de costas para a porta da cozinha lendo jornal. Passei devagar para que minha presença não fosse notada e entrei com mais cuidado ainda no quarto da Clari.
Ela estava deitada dormindo tranquilamente. Era a visão mais linda do mundo, parecia um anjinho... Me aproximei mais e me ajoelhei do lado da cama. Comecei a dar beijos em sua bochecha e a acariciar seus cabelos.
– Diego?! – Ela disse quase gritando.
– Shhiiuu!! – Eu disse colocando um dedo na boca dela. – Não grita não. Vão me ver aqui e isso não pode.
– Como você entrou?
– Pela porta dos fundos... – Eu disse sorrindo. – Estava com saudades. – Eu disse beijando ela.
– Que esperto você não? Eu achei que fosse demorar mais para te ver. Também estava com saudades. – Ela disse alisando meu cabelo e sorrindo.
– Eu não aguentaria mais tempo sem te ver.
– Deita aqui. – Ela disse chegando mais para o lado. – Trancou a porta?
– Sim, tranquei.
– Que bom. Não quero que ninguém entre e nos veja.
– Hummmm e por que? – Eu disse beijando o pescoço dela.
– Não estou falando disso Diego...
– Ah não? E de que?
– Estou falando de que ninguém deveria saber que estamos juntos e você estar aqui é arriscado demais.
– Está me colocando para fora?
– Não. Se eu quisesse que você fosse embora não tinha te chamado para deitar do meu lado né.
– E então?
– Eu só estou com medo dessas ameaças que você recebeu.
– Não fica meu amor. Eu prometo que vou te proteger igual da primeira vez.
– Mas eu também não quero que você se machuque. – Ela disse colocando a cabeça no peito e acariciando meu braço.
– Não se preocupe comigo. Eu sei me cuidar muito bem.
– Ontem você dormiu com a Cássia? Digo... Na mesma cama, colado...
– Eu sei o que está passando nessa sua cabecinha e a resposta é: não tive nada com ela, nem se quer a beijei.
– Humm...
– É serio amor. Não beijei. Eu tenho você e não preciso de mais ninguém.
– O casamento está mais perto Diego.
– Fica tranquila e confia em mim. Eu sei o que estou fazendo.
– Espero que saiba mesmo. Não quero te perder de novo.
– E não vai. Logo estaremos todos juntos... Eu, você, o Pietro e a Letícia.
– E esse dia será o mais feliz da minha vida depois do nascimento dos meus filhos. – Ela me disse beijando em meio a sorrisos.
Passei um tempo maravilhoso junto a Clari no quarto. Ficamos juntos aproveitando o tempo a sós. Eu não queria ir embora nunca mais, eu queria gritar para o mundo inteiro ouvir o quanto eu amava ela mas infelizmente depois de quase uma hora eu tive que ir embora. Eu tinha que começar a agir com o meu plano, o casamento estava cada vez mais perto e se eu não conseguisse resolver a tempo, eu acabaria magoando mais uma vez a Clari.
Saí da casa dela e fui comprar algumas coisas que eu precisaria para descobrir quem era a pessoa anônima e enquanto isso eu pensava em mais coisas para incrementar o plano. Nada podia sair errado porque talvez as consequências fossem fatais.
Cheguei em casa pela noite e tive que arranjar mais desculpas para não ter muito contato com a Cássia. Eu tinha prometido a Clari que não a beijaria e iria manter isso até o final, eu não podia decepciona-la de novo e também eu não tinha vontade de beijar outra mulher que não fosse a minha Clari.
Pov’s Clari
Acordei pela manhã com a Dalva abrindo as cortinas. O Sol estava forte, quase não conseguia abrir os olhos.
– Aiii fecha isso Dalva! – Eu disse colocando as mãos no rosto.
– Não senhorita. Hora de levantar, são quase 11 horas da manhã.
– Eu estou cansada, quero dormir mais.
– Chega de dormir. Se continuar dormindo desse jeito vai perder o dia lindo que está fazendo. – O Flávio disse entrando no quarto.
– Mais um contra mim.
– Eu vou deixar vocês a sós e vou fazer minhas coisas. – A Dalva disse saindo.
– Por que você não quer levantar? – O Flávio disse sentando do meu lado e me dando vários beijos na bochecha.
– Estou cansada, com sono... Não sei.
– Vem levanta. Comer, tomar banho... Podíamos ir na piscina. O que que você acha?
– Eu acho que hoje não. Não quero ir para a piscina.
– Se fosse a Letícia ou o Pietro te pedindo você dizia que sim na hora.
– Claro e o que que meus filhos me pedem que eu não faço?
– Acho que nada né? – Ele disse rindo.
Levantei, tomei banho, comi, repassei alguns roteiros e fiquei no jardim lembrando de alguns momentos meu com o Diego e dos meus filhos. Eles eram tudo na minha vida, nada me faltava quando eu estava com eles.
Só a ideia de que iríamos viver como uma família, do jeito que eu sempre sonhei enchia o meu coração de alegria.
Logo eu teria a Letícia comigo novamente, o processo estava correndo e a Fátima me odiava mais que antes. Mas não importava, o que realmente me importava era a reação da Letícia ao saber e a possibilidade da Fátima contar antes de mim e ela me odiar. Eu tinha medo de perder a minha filha novamente.
Mal podia esperar para que ela e o Pietro voltassem da colônia de férias. Eu estava morrendo de saudades dos meus pequenos. A casa não era a mesma sem eles.
Após o almoço deitei na cama para dormir um pouco e acordei com os beijos do Diego. De primeira eu me assustei, não esperava a visita dele mas ainda sim era a melhor forma de acordar. Nada como os carinhos dele.
Fiquei na cama abraçada com o Diego conversando e dando risada. Tentávamos fazer o menos de barulho possível para não chamar a atenção do resto da casa.
Eu amava tê-lo por perto, era tão bom... A única coisa que estragava essa minha felicidade era lembrar que ele ainda estava morando sobre o mesmo teto que a Cássia e que ainda eram noivos.
Depois de um tempo o Diego foi embora e eu liguei para a colônia para falar com os meus filhos. Eu tinha saudade de ouvir a voz deles.
~ Ligação ON ~
– Alô.
– Boa tarde. Aqui é a María Clara mãe do Pietro e responsável pela Letícia. Posso falar com eles?
– Sim, só um instante vou pedir para trazê-los.
– Ok.
– Alô. – Ouvi a vozinha mais linda do mundo após alguns minutos na espera.
– Meu amor!! Como você está? Está comendo direitinho?
– Mamãeee!!!!! Estou com saudades! Quero voltar para casa.
– Eu também estou com saudades meu amor. Logo você estará aqui de novo mas me responda... Você está bem?
– Estou sim e você?
– Estou bem minha vida. E a Letícia cadê?
– Está aqui do lado quer falar com ela?
– Quero sim.
– Esperai. Eu te amo muito mamãe.
– Eu te amo mais minha vida.
– Oi Clari. – A Letícia disse com a voz mais doce do mundo.
– Oi meu anjinho. Como você está?
– Estou muito bem e você?
– Estou bem, com saudades de você e do Pietro.
– Também estamos sentindo sua falta e eu também sinto da minha mãe.
– Ah claro... Da sua mãe... Bom, logo vocês voltam ta?
– Vai demorar muito?
– Não. Vai ser mais rápido do que você pensa.
– Tudo bem então. Eu tenho que desligar. Agora eu e o Pietro vamos fazer atividades. Beijos Clari, até mais.
– Beijos meu amor e cuidado vocês dois. Eu amo vocês.
~ Ligação OFF ~
Falar com os meus filhos só aumentou a minha vontade de vê-los e de abraça-los. Eu precisava cuidar deles, tê-los por perto sempre e isso de ficar distante por semanas não era bom. Eu não estava preparada para isso e após a ligação senti que os meus pequenos também não; mas foi algo que eu precisei fazer. Era o melhor para eles diante de tanta confusão que estava acontecendo.
Passei o resto do dia vendo televisão e conversando com o Flávio. Ele era o melhor amigo do mundo todo e sabia me acalmar como ninguém, só perdia para o Diego, lógico. Mas mesmo assim ele estava sempre disposto a me ajudar e a me fazer sorrir, sem contar que durante todo o tempo que estava morando comigo cuidou de mim mas que qualquer um, inclusive mais que minha própria mãe.
Minha mãe tinha se distanciado um pouco de mim e eu nunca entendi o porque. Talvez fosse por eu estar trabalhando demais, talvez fosse pela volta do Diego, já que ela não suportava a ideia de que eu tivesse deixado ele entrar novamente na minha vida e fazer parte da vida do meu filho... Bom, eu não sabia ao certo o porque, só sabia que sentia muita falta dela e dos carinhos dela também. Apesar de todas as discussões, eu ainda amava minha mãe e ela a melhor mãe do mundo para mim.
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