Louco Amor
66 Capítulo 66
Notas iniciais
Pov’s Clari
Saímos do hotel cada um em seu carro. Eu estava tão feliz, nem podia acreditar no que estava acontecendo. Eu e o Diego juntos de novo.... Era melhor que um sonho.
Estava ouvindo música no carro e pensando enquanto seguia o Diego no momento em que a pista foi iluminada por um clarão seguido de um forte barulho. Olhei de novo e pude ver o que tinha acontecido. Freei o carro na mesma hora, meu desespero era grande. O Diego havia batido o carro em um caminhão; o carro estava totalmente amassado e no gramado fora da pista. Saí correndo em direção ao Diego que estava caído sobre a grama.
– Diego!!!!! – Eu disse me ajoelhando perto dele.
– Ele está bem?? – Um rapaz disse se aproximando.
– Ele te parece bem??
– Eu fiquei sem controle, só consegui parar porque ele bateu em mim.
– Diego fala comigo!! Diego fala comigo por favor!! Não faz isso comigo não. Não me deixa. – Eu disse chorando.
– Eu nem sei o que dizer, me sinto muito mal de verdade.
– Cala essa boca e liga para a ambulância. Faça algo de útil!
– Claro, eu vou ligar agora mesmo. – Ele falou nervoso tirando o celular do bolso. – Ele pelo menos está respirando?
– Liga logo!! Porque se não quem vai parar de respirar é você! – Eu disse gritando.
Fiquei sentada na grama junto do Diego chorando e rezando para que ele ficasse bem. Meu coração estava em pedacinhos, nunca senti tanta dor e angústia quanto naquele momento. O Diego não mexia nem um milímetro, estava inconsciente para aumentar o meu desespero.
Após um tempo a ambulância chegou para socorrer o Diego. Pediram para eu me afastar um pouco enquanto verificavam a respiração dele.
– Ele está respirando. Vamos leva-lo para o hospital. – O paramédico falou comigo e com os colegas.
– Eu vou logo atrás com o meu carro. Vou seguir vocês até o hospital.
Entrei no meu carro tentando me manter tranquila. Eu tremia muito e pensava em mil e uma coisas. Respirei fundo e comecei a seguir a ambulância. Tudo o que eu queria naquele momento era que ele ficasse bem e mais nada.
Cheguei no hospital, preenchi a ficha do Diego e fiquei na sala de espera aguardando notícias dele. Enquanto esperava liguei para a Dalva para avisar o que tinha acontecido.
~ Ligação ON ~
– Alô... – A Dalva atendeu com voz de sono.
– Dalva...
– Oi Clari, porque essa voz de choro?
– O Diego, Dalva... – Eu disse tentando segurar o choro.
– Clara? O que teve com o Diego?
– Estávamos voltando para a cidade quando ele bateu o carro.
– Ai meu Deus! E como ele está Clara? E você?
– Eu estou bem estava no meu carro atrás e ele eu ainda não sei. Ele estava inconsciente. Estou aqui no hospital esperando notícias.
– Me mantenha informada sobre o estado dele.
– Sim não se preocupe... E o Pietro, como está?
– Dormindo. Ele está bem, fique despreocupada.
– Tudo bem... Eu devo chegar em casa pela manhã.
– Vou ficar acordada caso você precise de algo.
– Obrigada mas pode dormir, eu estou bem, só um pouco nervosa.
– Eu não vou conseguir mais dormir. Fico preocupada com você ai sozinha.
– Vou ficar bem, tranquila.
– Tudo bem então.
– Vou desligar porque tenho que ligar para a Cássia... Não queria dar esse susto nela.
– É necessário Clara e quanto antes você avisar melhor. Depois ela cria confusão, diz que você escondeu o acidente dela.
– É eu vou ligar... Beijos e descansa.
– Beijos Clari e tenta ficar calma.
~ Ligação OFF ~
Eu não tinha o celular da Cássia, apenas o telefone fixo do Diego. Fiquei pensando como contar para ela o que tinha acontecido. Era uma situação muito delicada e antes de tudo eu tinha que ficar calma.
Na hora em que eu ia ligar para a casa do Diego o médico me chamou:
– María Clara?
– Sim, sou eu. E o Diego? Como está? Ele vai ficar bem?
– O estado dele é estável mas se ele vai ficar bem isso só vai depender dele.
– Como assim?
– O Diego está em coma.
– Ai não me diz isso. – Eu disse chorando.
– A senhora precisa manter a calma e a paciência. Não sabemos quanto tempo ele permanecerá assim.
– Eu posso ver ele?
– Sim mas tem que ser rápido.
– Tudo bem.
Entrei no quarto onde o Diego estava e comecei a chorar ao vê-lo cheio de fios e curativos. Fiquei um tempo fazendo carinho nele e conversando com ele, pedindo para que ele não me deixasse, para que ele fosse forte. Tentei controlar minhas lágrimas mas foi em vão, eu não conseguia parar de chorar.
Depois de um tempo a enfermeira me pediu para sair. Eu dei um selinho nele e o observei por um tempo antes de sair do quarto.
Ao sair do quarto liguei para a Cássia para dar a notícia.
~ Ligação ON ~
– Alô.
– Cássia, aqui é a Clara.
– Isso são horas de ligar para a casa dos outros?
– Eu sei que não, desculpe mas é que aconteceu algo grave. Eu não ligaria para nada.
– O que aconteceu?
– O Diego bateu com o carro e está no hospital.
– Como ele está Clara?
– Em coma...
– Em que hospital ele está? Você está com ele?
– No de sempre Cássia e sim estou. Já estou indo embora não se preocupe.
– Não Clara, na verdade eu queria que você me esperasse chegar para ir embora. Não quero que ele fique sozinho... Pode ser?
– Pode sim.
– Está bem então. Vou deixar as crianças com minha cunhada e estou indo para ai.
– Ok. Estou te aguardando.
~ Ligação OFF ~
Voltei para a sala de espera, bebi um pouco de água e fiquei pensando na minha noite com o Diego. Tinha sido tudo tão perfeito... Eu não podia acreditar que acabaria daquele jeito. Ainda tínhamos muito o que viver, eu sentia isso. Ele voltaria para mim mais cedo ou mais tarde.
Meus pensamentos foram interrompidos com o Flávio me chamando.
– Clara?
– Flávio? O que você faz aqui?
– A Dalva me ligou e me disse o que aconteceu.
– Não precisava ter se incomodado...
– Não foi incomodo nenhum. Vem aqui, eu sei que você precisa disso. – Ele disse me abraçando.
– Obrigada por ter vindo. Tá doendo muito, eu não sei se vou aguentar perder o Diego.
– Você não vai perder ele. Pensa positivo, ele vai ficar bem. Logo estará em casa.
– Ele está em coma Flávio. Em coma...
– Mas não é por isso que você vai perder as esperanças. Ele é forte.
– Você é o melhor. Obrigada por tudo. – Eu disse abraçando ele e derramando algumas lágrimas.
– Não precisa me agradecer... Vamos para casa?
– Não posso ainda. Tenho que esperar a Cássia chegar.
– Eu vou ficar aguardando ela com você então.
– Foi tudo tão rápido....
– E o motorista do caminhão?
– Acho que ele foi na outra ambulância, não sei bem.
– Ele se machucou também?
– Não, ele estava ótimo. Tentou ajudar mas eu estava muito nervosa e o tratei mal.
– Dá para entender... Com certeza não foi nada fácil. Eu imagino o seu desespero.
– Sim, foi horrível.
– Clara obrigada por me esperar. Cadê o Diego? – A Cássia disse se aproximando.
– Está no quarto. Você tem que pedir permissão ao médico antes de entrar... Eu já preenchi a ficha dele.
– Ok... Oi, desculpa não ter falado com você. – Ela disse olhando para o Flávio.
– Não, sem problemas. Você está nervosa e preocupada.
– Sim muito... Como foi esse acidente?
– Estávamos voltando para a cidade quando um caminhão na contra mão bateu no carro dele. Acho que ele não conseguiu frear...
– Obrigada por ter socorrido ele.
– Não me agradeça por isso. Eu jamais deixaria ele sozinho... Bom, eu vou indo. – Eu disse me levantando com o Flávio.
– Boa noite Clara...
Eu não queria sair de perto do Diego mas eu precisava de um banho, precisava ver o meu filho, deitar um pouco e tentar relaxar mesmo sabendo que não iria conseguir.
Naquele momento eu tive a certeza de que não podia viver sem ele. O Diego precisava de mim naquele momento tão difícil e eu não o deixaria sozinho por nada. Eu amava ele mais que tudo e estaria ao lado dele para tudo o que precisasse.
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