Louco Amor
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Pov’s Clari
Passei toda a noite pensando no Pietro, eu estava muito preocupada por ele estar respirando por aparelhos, e quando comecei a cochilar fui acordada com o choro da minha pequenina. Ela chorava forte e alto. Ela era tão linda, tão pequena. Era loirinha, tinha os olhinhos meio verde meio azul, era uma verdadeira boneca.
Depois de amamenta-la e trocar a fralda dela fiquei brincando com ela na cama. A Letícia mexia os braços e as pernas fazendo sons, como se estivesse me respondendo. Os olhinhos dela brilhavam como estrelas e eu não podia parar de admira-la. Eu tinha a filha mais linda do mundo.
– Bom dia aos meus amores. – Murilo disse entrando no quarto.
– Bom dia Murilo. Chegou cedo...
– Sim, eu estava com muita saudades de vocês. Vocês não sentiram a minha falta?
– Claro... Sentimos sua falta sim. – Falei tentando ser o mais convincente possível.
– Já comeu?
– Já sim. A única coisa que quero agora é que você fique aqui com a Letícia para eu ir ver o Pietro.
– Clara você não pode ficar o tempo todo subindo e descendo. Você de um jeito ou de outro operou e precisa repousar.
– Murilo estamos falando do meu filho. Eu já estou passando menos tempo do que deveria com ele e não vou repousar enquanto ele estiver nessa situação. O Pietro precisa de mim e eu vou estar com ele. Por nada nesse mundo eu vou deixar ele sozinho.
– Ele não está sozinho. Tem uma equipe inteira de médicos e enfermeiros com ele. Eu entendo sua preocupação mas tem que pensar em você também.
– Pode ter mil pessoas com o Pietro mas só eu vou cuidar dele como se deve. Eu sou a mãe dele, é de mim que ele precisa. E antes de mim vem os meus filhos. Se for problema para você eu levo a Letícia também.
– Não Clara. Não me entenda mal, eu só me preocupo com você. Não a Letícia, deixa ela aqui, não é bom ficar expondo ela assim.
– Já volto. – Disse saindo do quarto.
Eu precisava muito ver o Pietro, ver como ele estava. Era tão pequeno, tão frágil e eu tinha muito medo de perde-lo, ele era minha vida. Fiquei um tempo com ele, para minha felicidade me deixaram pega-lo no colo e eu pude amamenta-lo pela primeira vez.
Após um tempo o Murilo apareceu do meu lado.
– O que faz aqui em baixo? Cadê a Letícia?
– Eu vim ficar aqui com você e com o Pietro. A Letícia está com sua mãe.
– Ok...
Ficamos em silêncio por um tempo. Eu estava irritada com o Murilo e não queria falar muito para evitar brigas. Eu gostava muito do Murilo mas as vezes tinha dúvidas sobre estar com ele. Faltava algo entre a gente e eu não sabia o que era. O Murilo era um bom namorado, uma boa pessoa e estava tentando ser um bom pai para os meus filhos.
Eu estava brincando com o Pietro quando ele começou a ficar roxo. Meu desespero foi total. Comecei a gritar e pedir ajuda. Ele não se mexia, nem respirava. Imediatamente chegou uma equipe para ver o Pietro e tentar salva-lo. Meu coração se partiu ao ver os médicos tentando reanima-lo. Ele não podia morrer, não podia me deixar.
– Clara, Clara, me escuta. Para, ele vai ficar bem. Ele vai ficar bem.
– Me solta Murilo!! Eu não quero escutar nada. Eu quero o meu filho. – Eu gritei.
– Se controla!!! Para com isso. Clara para com isso.
– Eu não vou parar!!! Eu não vou me controlar!!! Eu quero o meu filho agora Murilo. AGORA!
– Agora não pode. Os médicos estão com ele, você tem que esperar.
– Esperar? O meu filho está morrendo e você quer que eu espere??!
– Ele vai se recuperar.
– Eu quero ver ele agora! Eu quero saber o que está acontecendo. Eu quero o meu filho Murilo!
– Clara está todo mundo olhando. Por favor se controla.
– Que olhem!! É legal ver uma mãe em desespero? É legal ver o desespero alheio?
– Vem, vamos beber água. Você precisa de acalmar.
– Eu não quero beber água. Eu não quero me acalmar. Eu só quero o meu filho.
– O que pode ser feito os médicos estão fazendo. A única coisa que você pode fazer no momento é esperar.
– PARA de mandar eu me acalmar. Eu NÃO vou me acalmar, eu já disse!!
– Senhora por favor, isso é um hospital. – A enfermeira disse.
– Só contaram para você.
– É um local que não deve haver tumulto.
– Eu quero o meu filho. Você entende isso?
– Sim, eu entendo e a senhora tem que aguardar os médicos. Eu sei que é difícil mas ficar histérica não vai te ajudar em nada.
– Eu só preciso de notícia! Eu só quero saber como ele está. – Eu disse em lágrimas.
– Eu vou trazer um calmante para a senhora.
– Eu não quero remédio.
– Mas é bom para que se tranquilize. Seu filho precisa de você calma.
– Me traz uma notícia dele e eu me acalmo.
– Não preciso ir até lá. O médico já está vindo. – Ela disse saindo.
– María Clara?
– Sim. Como tá o meu filho? Ele está bem não está?
– O seu filho teve uma parada cardíaca. Por sorte conseguíamos reanima-lo e eu acredito que ele vai ficar bem. Vou transferi-lo para a UTI por conta do ocorrido.
– Eu posso ver ele?
– Daqui a pouco eu libero a sua entrada.
– Vai demorar muito?
– Não muito. Se a senhora preferir pode voltar para o quarto e quando puder ver ele eu lhe aviso.
– Não. Eu quero ficar e esperar.
– Ok. Dentro de 10 minutos a senhora poderá ver o seu filho.
Eu tremia de nervoso; meu coração estava acelerado. Eu chorava de alívio, me sentia perdida naquele momento, sem saber o que fazer. Por um momento pensei que perderia o meu filho, era a pior sensação do mundo. Mais do que nunca eu estava preocupada e não sabia como dividir a atenção entre a Letícia e o Pietro sendo que o Pietro precisava de mim mais do que nunca.
Quando finalmente me deixaram entrar, eu me acalmei mais ao ver ele respirando novamente. O peguei no colo e comecei a cantar e a conversar com ele. Ter ele em meus braços e o sentir respirar era o meu calmante.
Pov’s Diego
Levantei cedo, levei a Melissa para a casa dos meus pais, voltei para casa, fiz um café da manhã especial e levei para Cássia no quarto.
– Bom dia amor. Feliz aniversário – Eu disse beijando a Cássia e colocando a bandeja na cama.
– Bom dia... – Ela disse sorrindo.
– O que quer fazer hoje?
– Ficar aqui com você. – Ela disse me beijando e pegando em meu rosto.
– Então a gente fica aqui.
– E a Melissa cadê?
– Está na casa dos meus pais. Eu queria ficar a sós com você pelo menos pela manhã.
– Estamos sozinhos? Sem ninguém? – Ela disse comendo algumas coisas que tinha na bandeja.
– Sem ninguém... – Eu disse dando um beijo no pescoço dela.
– Eu acho que podemos começar a comemorar o meu aniversário de um jeito bem especial. – Ela disse colocando a bandeja no criado mudo e sentando no meu colo.
– Opa! Acho que eu vou adorar essa comemoração. – Eu disse a beijando.
Comecei a beija-la e a passar minhas mãos pelo corpo dela. Tirei sua camisola e inverti a posição. Ela começou a tirar minha bermuda e minha cueca. Comecei a fazer movimentos por cima dela, fazendo ela soltar alguns gemidos. Comecei a tirar a calcinha dela e a brincar um pouco com o corpo dela. Após algum tempo a penetrei levemente e aos poucos fui aumentando a velocidade até não aguentarmos mais.
A Cássia era uma mulher maravilhosa e me amava muito. Eu aprendia a ama-la a cada minuto que passava. Minha vida com ela ia muito bem, apesar das brigas que tínhamos por ciúmes dela. Nos entendíamos do nosso jeito. Nosso tempo era ocupado pela maior parte pelo trabalho e pelas crianças, o que sobrava tentávamos usar para ter momentos de casal.
Após fazer amor ficamos um tempo na cama descansando, depois tomamos um banho e fomos fazer algo para comer. Ficamos a manhã inteira namorando e pela tarde nos arrumamos e fomos para a casa dos meus pais que já estavam a nossa espera.
– Oi mãe. – Eu disse dando um beijo nela.
– Oi meu filho. Oi Cássia.
– Olá. – A Cássia disse entrando e cumprimentando minha mãe.
– Papá.. papá.. – A Mel disse andando se apoiando nos móveis.
– O amor do papai tá andando? Vem cá filha vem.
– E mamãe? Ninguém fala?
– Pai é pai né? – Eu disse provocando a Cássia e pegando a Mel no colo.
– Engraçadinho.
Tivemos uma noite agradável em família. Conversamos e nos divertimos muito. No meio da noite o ex da Cássia deixou a Júlia onde estávamos e ela logo se juntou aos meus primos. Cantamos os parabéns para a Cássia e comemos o bolo que eu havia comprado pela manhã como sobremesa.
Não sei se tinha sido como a Cássia queria mas ela tinha gostado de ter passado com a minha família e me pareceu bem feliz. Ela era bem simples, não precisava de muito para ficar satisfeita e eu gostava disso nela. Ela valorizava tudo o que eu fazia.
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