Louco Amor

36 Capítulo 36


Notas iniciais
Oi oi gente, quero agradecer a Dani Maia pela ideia. Gostei bastante de verdade, ainda estou terminando de organizar isso. Espero que gostem do capítulo e boa leitura a todos!

Pov's Diego

– Bom dia amor. — Eu disse dando um beijo nela.

– Bom dia.

– Dormiu bem?

– Muito bem e você?

– Também.

– Eu tenho que ir trabalhar. Te vejo mais tarde.

– Eu também tenho que ir.

Saí de casa cedo, ainda faltava muito para começar as aulas. Ao chegar na escola encontrei a diretora saindo do carro com algumas sacolas e pastas.

– Bom dia diretora, bom dia Júlia!

– Bom dia! — Responderam juntas.

– Júlia, vai ficar com suas amigas. Se comporte!

– Tá mamãe... Tchau Diego!

– Tchau Júlia!... Deixa eu te ajudar, me da essas sacolas.

– Obrigada professor. — Ela disse me entregando as coisas.

– E então, tudo bem?

– Sim, obrigada e o senhor?

– Senhor não. Não sou tão velho assim... E respondendo a sua pergunta, sim estou bem. — Disse subindo as escadas.

– Bom, prefiro sem intimidades.

– Ok, você ainda vai mudar.

– Diretora Cássia...

– Você, você, você... Mil vezes você!

– Qual o seu problema?

– Nenhum. — Eu disse entrando na sala.

– Obriga. Já pode se retirar. Tenho muito trabalho hoje.

– Tudo isso é para hoje?

– Sim... Meu trabalho não é fácil. Ainda tenho que organizar todas essas pastas.

– Eu vou organizar elas para você.

– E as aulas?

– Só tenho os dois últimos horários.

– Tudo bem então. Acho que não tem problema.

– Claro que não tem.

Passamos parte da manhã organizando as coisas, depois dei as minhas duas aulas para finalizar o dia. Na saída da sala dos professores me bati com a diretora mais uma vez.

– Desculpa. — Ela disse passando a mão no cabelo.

– Tudo bem, não faz mal.

– Você sabe onde tem um restaurante aqui por perto?

– Sei, estou indo em um agora. Quer vim comigo?

– Eu acho melhor não.

– Por que? Deixa de besteira e vamos.

– Está bem.

Fomos juntos ao restaurante para almoçar. Nos sentamos em uma mesa mais reservada ao canto. Uma escolha dela.

– Então... Já que estamos aqui, você podia me falar um pouco de você.

– Sabia que não era uma boa ideia vim almoçar com você.

– Só estou te pedindo para me contar um pouco de você.

– O que quer saber?

– Diga o que quiser.

– Bom, sou brasileira, casada, tenho duas filhas, sou formada em medicina, sou diretora, já fui professora... Isso.

– Quantos anos tem sua outra filha?

– 2 meses apenas.

– Como que 2 meses? Você não tinha que estar em casa de licença?

– Eu não quis continuar de licença, prefiro trabalhar.

– O que o seu marido pensa disso?

– Ele não tem que pensar nada.

– Mas você não acha que ela é muito pequena para ficar sozinha?

– Não está sozinha, está com a babá e durante o dia eu ligo sempre que posso para saber dela.

– Entendi.

– E você? Fala da sua vida.

– O que?! Me chamou de " você " e ainda quer saber da minha vida?! Não acredito!

– Para Diego! — Ela disse rindo.

– Ainda sorri?!?!

– Eu sorrio tá?

– Kk deveria sorrir mais vezes. Você tem um sorriso lindo.

– Obrigada... — Ela disse corando.

– Você quer realmente saber sobre mim?

– Sim, quero.

– Eu tenho uma rede de lanchonetes, sou professor, não tenho filhos, sou argentino...

– Interessante.

– Não é... O que eu mais faço é trabalhar.

– Somos dois.

Eu não podia acreditar que tinha a feito sorrir. Vi por um momento aquela imagem de uma mulher fria se desfazer. Ela era doce e sensível por dentro. Me encantou conhecer esse lado dela.

Cheguei em casa e encontrei a Clari dormindo.

– Amor? — Eu disse acariciando seu rosto e seus cabelos.

– Hum... Que? — Ela respondeu sonolenta.

– Você tá bem?

– Sim... Por que?

– Já está dormindo. Você não é de dormir cedo assim. Aconteceu algo?

– Não.Só me sinto cansada, com dor de cabeça e um pouco enjoada.

– Tomou algum remédio?

– Não.

– Quer que eu pegue para você?

– Não precisa Di. Eu só preciso dormir.

– Tá bom então. Vou deixar você descansar. — Falei dando um beijo na testa dela.

A Clari trabalhava demais. Acho que ela estava precisando de férias; relaxar um pouco. Na verdade, nós dois estávamos precisando.

Pov's Clari

Saí pela manhã para o trabalho junto com o Diego. Cheguei ao estúdio e comecei mais um dia de trabalho. No meio da gravação do programa me senti levemente tonta; não dei importância e continuei. Após a gravação do programa fui para a dublagem do desenho. Enquanto dublava me senti tonta novamente, mas dessa vez mais forte.

– Clari você está bem?

– Não. Estou muito tonta.

– Quer parar por hoje? Amanhã você continua. É melhor.

– Sim... Quero ir para casa.

– Quer que eu ligue para o seu marido?

– Não, deixa que eu ligo. Obrigada.

– De nada.

Liguei várias vezes para o Diego e para o meu pai mas nenhum dos dois me atenderam. Então resolvi ligar para o Murilo, era a minha última opção.

~ Ligação ON ~

– Alô.

– Murilo, é a Clari.

– Oi Clarinha. Que número é esse?

– É daqui do estúdio de dublagem, meu celular descarregou.

– Ah sim... Mas e aí, diga o que foi.

– Você pode vim me buscar? Eu to tonta, não tenho condições de dirigir.

– Claro que sim. Já estou indo.

Algum tempo depois o Murilo chegou.

– Demorei?

– Não.

– Vem, deixa eu te ajudar a levantar.

Fui andando com o Murilo até o estacionamento e um pouco antes de chegar ao carro fiquei tonta mais uma vez. Me apoiei no Murilo e ele me carregou.

– Me coloca no chão Murilo. Eu já estou bem.

– Fica quietinha. Não vai para o chão não.

– Por que você é tão chato?

– E por que você reclama tanto?

Ao chegar em casa deixei o Murilo na sala e me dirigi ao quarto. Estava trocando de roupa quando o Murilo entrou no quarto.

– Murilo!! — Eu disse me cobrindo com um vestido.

– Desculpa. Desculpa... Eu não sabia que você estava assim. Só queria dizer que seu celular estava tocando.

– Coloca aí em cima. Não quero falar com ninguém agora. E fica de costas.

– Tá... — Ele disse virando de costas para mim.

– Pronto. Pode virar, já coloquei o vestido. — Eu disse sentando na cama.

– Eu acho que preferia antes... — Ele disse sentando ao meu lado.

– Tarado.

– Kk nem sou.

– Anram, sei.

– Eu só sou quando tenho que ser. — Ele disse me abraçando de lado, me dando um beijo na bochecha e colocando uma de suas mãos em minha coxa.

– Murilo... — Eu disse tirando a mão dele de minha coxa e me afastando.

– Eu não consigo te esquecer. — Ele disse segurando meu queixo e se aproximando.

Eu estava sem reação, eu não conseguia desviar o olhar nem pensar em nada. Eu olhava para ele tentando entender o porque ele estava fazendo aquilo. Achei que estivesse claro como eram as coisas. Nossos lábios estavam cada vez mais próximos quando eu o empurrei.

– O que você pensa que está fazendo? — Disse me levantando.

– Você senti algo por mim também. Não negue.

– Eu não sinto NADA por você além de amizade. Na minha vida Murilo só tem um homem e esse homem é o meu marido. Eu só te pedi uma única coisa, que foi que você respeitasse isso mas nem isso você consegue né? Eu te peço ajuda e você já quer se aproveitar. Eu tentei ser sua amiga, juro que tentei. Agradeço muito por tudo o que você já fez por mim mas eu só te peço uma coisa agora e espero que essa você cumpra. Eu quero que você saía da minha casa agora e não me procure mais. Se me ver na escola de teatro ou em qualquer outro lugar faz de conta que não me viu e passe direto.

– Clara não faz isso. Me desculpa. Eu vou me comportar, prometo. Mas não faz isso não.

– Eu tenho uma história linda com o Diego e não vou deixar que você nem ninguém estrague isso. A minha relação com ele é a mais perfeita possível, é melhor que conto de fadas. Eu quero ficar em paz com o Diego, com o meu marido. O homem, o ÚNICO homem que eu amo. Vai embora e não volte nunca mais.

– Você tem certeza disso? Eu só preciso de uma chance...

– Eu te dei várias Murilo e você não aproveitou nenhuma. Sendo assim, vai embora por favor. Não me faça chamar os seguranças para te tirar a força.

– Um dia você vai se arrepender disso Clari... Eu te amo mais que qualquer homem nesse mundo.

– O seu amor não me interessa. Não esse tipo de amor.

– Você me deixou muito triste agora. Nunca pensei que você pudesse me machucar tanto. Desculpa por te amar tanto.

– Vai embora Murilo! Agora!

Eu não conseguia acreditar que o Murilo havia passado dos limites novamente. Aquilo me deixou muito mal, ele era meu melhor amigo. Eu não queria ter tomado uma atitude tão drástica assim mas ele me obrigou. Eu não tive outra escolha. Eu tinha que ter dado um basta naquilo. Já tinha tentado de todas as maneiras e ele pareceu não entender ou não querer entender. Eu não podia mais deixar passar os deslizes do Murilo. Acho que afastar ele de mim foi o melhor a fazer.

Fui até a cozinha beber um copo com água; eu estava nervosa, precisa manter a calma.

Senti um cheiro de bolo vindo do forno e fiquei extremamente enjoada.

– Dalva. De que é esse bolo?

– De chocolate dona Clara. Do jeito que o seu Diego gosta.

– Ok.

– A senhora queria que eu fizesse de outro sabor?

– Não, não. Só faz esse mesmo. O cheiro está me enjoando; abre mais as janelas para o cheiro sair tá?

– Como a senhora quiser.

Fui para o quarto e deitei um pouco. Minha cabeça doía muito, e o enjoo não passava. Coloquei uma música para tentar relaxar e acabei pegando no sono.

Acordei já tarde da noite com o Diego me fazendo carinho e me chamando. Ele parecia estar bem preocupado comigo por eu estar dormindo naquela hora. Eu estava muito cansada, e preferi não comentar nada da minha briga com o Murilo, até porque eu teria que dizer o motivo e sem dúvidas o Diego ia ficar com muita raiva e eu queria evitar brigas.

Notas finais
Comentem! Beijos! :*