Lost In Paradise
5 The Contrast Between Different Worlds
Notas iniciais
CAPÍTULO QUATRO — O CONTRASTE ENTRE MUNDOS DIFERENTES
"Quase isso... O Demônio de salto alto."
Regina sorriu ao constatar que suas palavras finalmente alcançaram o efeito desejado: as risadas de Emma cessaram abruptamente, sua testa se enrugou e sua cabeça se inclinou ligeiramente para o lado; estava visivelmente confusa.
"Deixe para lá," disse Regina, revirando os olhos e virando-se de costas para ela. Caminhou languidamente até um dos cantos do quarto e recostou a cabeça contra a parede gelada.
"Deixar para lá?" esganiçou-se Emma. "Você me diz que estamos perdidas em Wonderland, presas com o Demônio de salto alto, e depois espera que eu simplesmente deixe para lá? Em que mundo você vive, Regina?"
A morena respirou fundo, fechou os olhos e contou até dez, calma e vagarosamente, a fim de evitar sucumbir ao desejo de afundar seu punho no estômago da loira odiável. "Claramente, não naquele em que eu deveria viver."
"O que isso quer dizer?" perguntou Emma, ofegante, devido ao esforço que fazia para tentar compreender que se passava. Estava cansada de charadas. Queria respostas e as obteria, não importava o que precisasse fazer. Se Regina não iria colaborar, Emma encontraria alguém que fosse.
"Nada," disse Regina; toda sua dor e amargura estavam presentes naquela simples palavra.
Emma respirou fundo. Sua cabeça girava e zunia. Sentia-se, de repente, muito enjoada.
"Regina," chamou, após alguns segundos; sua voz mais se assemelhava a um gemido de uma donzela em perigo. "Precisamos sair desse lugar!"
Quando Regina tornou a encarar a loira, seus olhos estavam arregalados e transbordavam toda a ironia contida em sua voz: "Não, Srta. Swan, na verdade, eu planejava passar o resto da eternidade trancada aqui."
"Da eternidade? Quê, você é imortal?" perguntou Emma, também arregalando os olhos, porém, de forma assustada.
"Caralho, Swan, qual parte de 'um lugar onde o Tempo não existe' você não entendeu? É claro que não sou imortal! Francamente..." explodiu Regina, frustrada. Não estava com paciência para ser babá de Emma Swan, principalmente quando deveria estar se preparando para um confronto que, ela sabia, não tardaria a acontecer.
Emma caminhou até Regina com as mãos na cintura, invadindo seu espaço pessoal. "Eu ouvi o que disse, Sra. Prefeita, mas o que, exatamente, isso significa?"
Regina respirou fundo e fechou os olhos mais uma vez, agora, contando até vinte, antes de responder: "Pense em Storybrooke."
"O que tem Storybrooke?" perguntou Emma, imediatamente.
"Congelei o tempo em Storyrbooke quando lancei a maldição," disse Regina, e se surpreendeu ao ver-se falando abertamente sobre suas ações com a loira que tanto desprezava.
"Sim, eu sei. Henry me contou," disse Emma. "Mas o que isso tem a ver com a nossa situação em Wonderland?"
Regina se afastou de Emma, caminhando até uma das janelas. Puxou as cortinas roxas, fazendo com que intensos raios de sol penetrassem o ambiente. Contemplou a paisagem que se estendia a sua frente. "Com o tempo congelado," ela disse. "Nenhum de nós envelheceu um dia sequer em 28 anos."
"Percebi," disse Emma, repentinamente se perguntando quantos anos teria a mulher a sua frente, uma vez que a aparência não era mais algo confiável. "Mas ainda assim, não entendi o que isso tem a ver—"
"Puta que pariu, Emma, você é realmente devagar!" exclamou Regina, abandonando a vista da janela e virando-se para encarar a loira que, mais uma vez, caminhava em sua direção.
Emma cruzou os braços, na defensiva. "Desculpe-me se não passei 28 anos congelada sob sua maldição e se, por causa disso, seu mundo não faz o menor sentido para mim, Vossa Majestade," ela disse, incapaz de conter a amargura em sua voz.
"Não fazia parte de meu plano deixá-la de fora do mesmo," disse Regina, afiadamente. "Minha intenção sempre foi levá-la a Storybrooke conosco, então, você vê, não sou eu quem você deve culpar por isso."
"Suponho que espere que eu me comova? Sei que só ia me levar a Storybrooke porque não queria que eu quebrasse sua maldição," sibilou Emma, entredentes.
"De fato, quando a lancei, não esperava que fosse quebrada; do contrário, qual seria o propósito em lançá-la, afinal?" disse Regina, dando de ombros.
"Bem, como pode ver," disse Emma, arqueando uma sobrancelha. "Toda maldição pode ser quebrada. Atém mesmo a sua."
O beijo do verdadeiro amor quebrará qualquer maldição, Regina lembrou de suas próprias palavras, anos atrás, quando deliberadamente influenciara Belle a beijar seu mestre, de modo a fazê-lo perder seus poderes. Agora, mais do que nunca, Regina queria que tivesse funcionado. Gold havia levado Magia de volta a Storybrooke, mas Regina ainda não descobrira como recuperar o controle sobre ela. Não era justo que Rumpelstiltskin fosse tomar as rédeas da história, naquele ponto.
"Pensei que meu mundo não fizesse o menor sentido para você," disse Regina, irônica, arqueando, igualmente, uma sobrancelha.
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