Lost Hope
2 Uma Alma em Fuga - Parte 1
Notas iniciais
Sugestão Musical:
Gaelic Earth
http://www.youtube.com/watch?v=4QHYuNC7tI0&list=PL16677E45D5DD47D4
Na trilha de volta para Henéria, a menina de fios de cabelo negros ainda não tinha expressões na face. Não sabia por que havia participado da tal luta, recompensas não faziam muito referência a si mesma. Chegou, então, até a ponte que separava Henéria de Húniro, por baixo poderia ser visto um vasto mar. Caminhou por alguns minutos, chegando enfim até a cidade.
Estranhou o fato de não terem muitos cidadãos por perto, parecia mais um local deserto. Andou um pouco mais, chegando até o pequeno centro da cidade. Logo, deu um passo para trás, pois viu um corpo ser arremessado em sua direção, e indo parar em uma parede.
Então, saindo de um bar ali por perto, avistou um garoto usando uma katana. Ele vestia roupas de guerreiros de Húniro, o que Meddie estranhou um pouco, pois era raro encontrar-se guerreiros em Henéria, seus olhos tinham um tom avermelhado e transbordavam certa raiva, era absurdamente alto e com fios de cabelo negros.
Ao olhar para trás, viu o outro garoto – com estranhos fios brancos de cabelo -, se levantando e pegando duas pistolas. Apontava-as para o rapaz de cabelo negro, que era supostamente maior do que todos naquele local. Aliás, várias pessoas cercavam o local. Meddie apenas revirou os olhos e caminhou para longe dali, confusões não estavam sendo boas no momento.
- Em Húniro –
Halloween estava ao lado da arquibancada, ainda se perguntando o que deveria ter de tão especial na capital. Para ele, o lugar não passava de um abrigo para pessoas fracas, e embora a outra tenha perdido a batalha, o fato de poder invocar monstros não a tornava fraca. Retirou seu isqueiro do bolso, acendendo-o e vendo a chama negra dançando. Aquilo o fascinava, de alguma maneira. E, por vezes, esquecia que estava em um jogo online. De fato, sentia-se mais real naquele mundo do que no mundo afora.
Perdido em seus pensamentos, sentiu algo o cutucar. Olhou para um lado e para o outro, porém não sentiu nada. Até que, por fim, escutou uma voz fina:
- Com licença? – O rapaz olhou para a dona da voz, que estava abaixo de si. E começou a se perguntar como uma pessoa poderia ser tão baixa a ponto de bater um pouco acima de sua cintura, só um pouco.
- O que quer? – Respondeu, olhando para a figura. Ela tinha fios de cabelo avermelhados e curtos, usava uma roupa de lutadora corpo a corpo, e seus olhos verdes expressavam raiva.
- Preciso de ajuda. – Dizia ela.
- Eu não estou interessado em ajudar crianças. – Murmurou Halloween.
- QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE CRIANÇA?! – Gritou a ruiva, conseguindo alcançar as orelhas do rapaz, puxando-as com força e o fazendo se curvar um pouco. – Não está vendo que eu estou sentada?! Eu não sou criança!
Então, o garoto retirou as mãos da menina de sua orelha, bufando e dando as costas.
- Me pede ajuda e puxa as minhas orelhas. Legal, não é? – Ironizou, enquanto saia da visão da menor.
- Mas é uma ajuda importante! – Disse ela, cruzando os braços e levantando-se. – Eu ofereço uma recompensa! – Apelou.
- O que seria a recompensa? – Perguntou.
- Você usa arco e flecha, certo? Posso lhe dar uma foice, apenas para ajudar seu trabalho com os feitiços... – Murmurou ela, olhando seriamente para o outro, que sorriu.
- Qual é o serviço?
- Preciso que você capture uma alma de um ser humano...
- HAHA! – Riu o outro. – Com uma alma de humano infectado, posso conseguir algo muito melhor do que uma foice.
- E quem disse que é a alma de um humano infectado...? – Viu o outro encontrar-se em silêncio.
- ... Qual o seu nome? – Perguntara.
- Iris, Iris Foster. – Respondeu em um tom brincalhão. – Você irá aceitar, Halloween?
- Como sabe meu nome? – Parecia estar sério.
- Eu prestei atenção na batalha. Aliás, lutou bem. A invocação foi bastante interessante. – A ruiva disse.
- Então, voltando ao assunto... – Murmurou. – Que alma você quer que eu capture?
- Você irá encontrá-la em Henéria, não sei o nome. Porém, algo que o identifica seria uma tatuagem em seu braço esquerdo, um dragão. – Suspirou.
- Feito. – Estendeu a mão para a menor, que não se recusou a apertá-la. “Henéria...?” pensava “seria isso o que aquela garota estaria procurando?”
Pouco tempo depois, Halloween estava organizando todas as suas armas para a busca. Henéria não era um local difícil de ir, porém, deveria temer o humano que carregava como recompensa a sua busca, uma foice que poderia usar em seus feitiços.
Ao virar-se em direção a Henéria, e tentar sair, escutou uma voz conhecida. Olhou para trás e viu a figura ruiva, que parecia estar preparada para uma batalha.
- Não me diga que vai comigo?! – Halloween disse em um tom de voz sério.
- Eu tenho que ir. – Respondeu com um seco na voz. – Eu quem preciso da alma, e você não vai conseguir trazê-la para mim, não é o único que busca.
O rapaz engoliu em seco. E voltou a olhar para o céu. É verdade, desde momentos atrás, o céu havia ficado escuro. E continuava dessa forma, porém, não ligou. Deveria ser uma falha no sistema do jogo. Halloween caminhou com a garota, que cantarolava músicas estranhas ao seu ouvido, torcendo para ela parar uma hora.
Então, chegaram até a ponte. Atravessando-a imediatamente e chegando até Henéria. Não havia pessoas os recebendo, aliás, parecia estar deserta. Andaram um pouco mais, chegando até um local onde havia muitas pessoas aglomeradas. Iris se esforçava para conseguir ver algo, enquanto Halloween apenas se preocupava com quem seria esse humano.
- Em Henéria, minutos antes –
O garoto de cabelo negro agora apontava a katana para o outro, que se levantava calmamente do chão. Apontava a pistola em direção ao outro, ambas mirando em sua cabeça.
- Por que me atacou?! – O com as pistolas perguntava, em um tom sério e olhos arregalados.
- Você quem me atacou primeiro. – O com a katana rebatia.
- Mas eu não fiz nada!
Após dita essas palavras, uma sombra passara-se na frente de ambos os garotos. A sombra parou em um local, onde pode-se ver o formato de seu corpo. Fios de cabelo preto azulados, olhos negros e não estava armado. Sua roupa seria de um lutador medieval, porém, nem ao menos obtinha um escudo.
- É divertido... – A “sombra” murmurava, em um tom irônico e divertido. – Vocês realmente vão se atacar pelo o que eu fiz?
Enquanto a “sombra” estava distraída, tendo um diálogo formal, com direito a apresentações... Sentiu algo o acertando no estômago, duas balas para ser específico. O homem caiu no chão, mas logo os machucados das balas sumiram, e a dor não foi intensa. Ele levantou-se, sorrindo amigavelmente, enquanto sussurrava:
- Meu nome é Hunter.
Por algum motivo irônico da vida, Halloween e Iris por ali passavam. A menor estava um pouco curiosa sobre o que estava acontecendo, enquanto o outro ainda procurava alguma graça naquela atmosfera. Então, pode-se avistar algo familiar nos braços de Hunter. Um dragão.
- No Interior de Henéria –
Novamente seguindo o seu caminho sem objetivos, a menina sentiu uma aura estranha. Então, deu passos para trás para averiguar. Abriu o menu iniciar e logo adicionou a luva em seus braços, ficando em posição para alguma batalha prevista. Porém, o chão logo começara a tremer. O universo em sua volta fora ficando obscuro, e parecia querer se fechar. Meddie apenas correu para a rua principal de Henéria, encontrando-se com a confusão de antes.
Agora, observando de perto a alma que também buscava: Hunter.
Notas finais
(Revisa ae, Badi, eu devo ter deixado passar alguma coisa)
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