Lost Hope
3 Uma Alma em Fuga - Parte 2
Notas iniciais
Espero que gostem e boa leitura~~
No Capítulo anterior:
“Novamente seguindo o seu caminho sem objetivos, a menina sentiu uma aura estranha. Então, deu passos para trás para averiguar. Abriu o menu iniciar e logo adicionou a luva em seus braços, ficando em posição para alguma batalha prevista. Porém, o chão logo começara a tremer. O universo em sua volta fora ficando obscuro, e parecia querer se fechar. Meddie apenas correu para a rua principal de Henéria, encontrando-se com a confusão de antes.
Agora, observando de perto a alma que também buscava: Hunter.”
O homem ainda sorria de forma estranha, demonstrando seus dentes amolados. Seus olhos tinham um toque de insanidade, agora fitando a garota um pouco longe. Retirou sua capa, e de suas costas pode ser visto uma espada. Apontou a espada para o rapaz de cabelo preto. Esse por sua vez, deu um passo para frente.
– O que você quer? – perguntava.
– Nada que vocês possam me oferecer. – Respondeu Hunter.
– Então por que sacou a espada? – Retrucou.
– Se vocês meterem-se na minha frente, serei obrigado a usar força. – Sorria de forma insana, até que deu um passo para a esquerda, fazendo um certo rapaz de fios cinzas cair ao chão. – Ora, ataque pelas costas?
Halloween levantou-se do chão, sacando apenas uma flecha. Fixou seu olhar no braço de Hunter, que estava exposto.
– Então seu nome é Hunter? – Perguntara, sorrindo de canto. – Será uma honra tomar sua alma e capturar a foice. – Disse em voz alta.
A garota de fios negros, que até o momento apenas observava a movimentação por sempre gostar de brigas anônimas, deu um passo para a frente, franzindo o cenho e já puxando o livro de sua mochila.
– Então está em busca da Foice de Mistrek? — a menina perguntou, tendo a atenção de alguns para si. – Que deplorável, vai mesmo buscar as mesmas coisas que eu?
– Foice de Mistrek? – Hunter murmurou, aumentando seu sorriso. – Estão todos buscando por ela? – Dizia enquanto gargalhava. – Vocês não tem coisas melhores a fazer, não?!
– Eu só quero conseguir essa foice. – Meddie respondeu em um tom alto, colocando-se em posição. – Mesmo que eu tenha que arrancá-la de você.
– Ah, garotinha, não vá dando uma de durona. Aliás, quem foi que perdeu para um nível 4? – Ironizou, fazendo o sangue da outra ferver.
– Eu não estava concentrada! – Gritou.
– Que perdedora má... – Hunter provocou. – Será que consegue me vencer?
– O que diabos está acontecendo?! E o que é essa tal de Foice de Mistrek?! – O de cabelo negros novamente perguntava, recebendo um olhar sarcástico de Hunter.
– Seu nome é Allastayr Nightwalker, correto? – Perguntara, vendo o de fios negros assentir. – Você terá muitos desafios pela frente. O que busca aqui ainda está muito longe de conseguir alcançar...
– Do que está falando?! – Perguntara All, apontando sua katana para o outro.
– Você sabe do que eu estou falando... – Murmurou. Então, Hunter olhara para o céu, que começara a escurecer, criando um nevoeiro pela cidade. – Ora ora... Aqueles dois se adiantaram, não é? – Suspirou, guardando sua espada. – Preciso ir...Jya~- Hunter tomou impulso e pulou por cima de All e do garoto de cabelo brancos que estava logo atrás, sem querer pisando na cabeça desse último e pegando mais impulso.
– EI! – o grisalho respondia, apontando suas duas pistolas em direção ao que corria, porém, a distância já era longa.
– Não adianta atirar. – A ruiva finalmente disse alguma coisa, pois todo esse momento ainda estava a observar. Agora, seus olhos verdes fitavam-se em Meddie, que guardava o livro na mochila e tinha uma expressão de ódio.
– Maldito...! – Murmurou a de cabelo negros, tomando impulso e correndo atrás de Hunter.
– E-ei! – Iris gritou, segurando nos braços da outra. – Ele já está longe demais, não seja teimosa. – Disse em um tom sério. Meddie apertou as próprias mãos, e recoou.
– Então também está atrás da foice? – Halloween perguntava para a garota, também um pouco enfurecido pela fuga de Hunter.
– O que é essa tal foice? – O de cabelo branco perguntava, por uma vez que tinha se apresentado como Nate Waver.
– Também gostaria de saber. – All dizia.
– Até onde eu sei... – Começou Iris. – A foice é conhecida por Foice de Mistrek. – Suspirou, voltando seu olhar para todos os lutadores no local, que também tinham atenção dos moradores de Henéria. – Ela é conhecida por abrigar poderes sobrenaturais, como invocações, feitiços sem precisar de leitura, poções, e até mesmo matar animais infectados com apenas um golpe.
– Incrível... – All murmurou. – Mas por que alguém com tal poder viria até Henéria.
– Seria por culpa dos desafios de Húniro, certo? – Nate propôs, vendo Iris assentir.
– Talvez esse tal de Hunter estivesse procurando pessoas forte o suficiente para formar uma guilda, então? – o de cabelo negro e olhos vermelhos falava em um tom sério.
– Talvez seja isso... – Iris murmurou.
– Ruiva, por que estava em busca da alma dele? – Halloween perguntara.
– Com uma alma de um nível tão alto, poderei conseguir chantagear os moradores de Asker... – Sussurrou a menor.
– Chantagear?! Para o que?! – Nate se opôs.
– Esse assunto não lhe faz referência. – a ruiva rebateu. – O fato é que eu queria a alma dele para resolver meus problemas, porém, como não me dou bem com feitiços, precisava de alguém que soubesse pelo menos o básico. Talvez apenas feitiços possa vencer Hunter, já que a força bruta é a pior arma dele. Então, chamei o Hallow.
– Já quer usar apelidos? – Halloween perguntou em tom irônico.
– Você me chamou de ruiva, então tomei essa liberdade. – Murmurou em um tom brincalhão. – Voltando ao assunto... Você também está atrás da Foice, Med-
Antes que pudesse terminar a frase, percebeu que a menina já não estava lá.
– Onde ela foi?! – Iris perguntou, arregalando os olhos.
– Só acho que foi atrás de Hunter, só acho. – Disse Nate, guardando as pistolas.
– Não podemos deixá-la conseguir a Foice antes. Não sabemos o que ela pode fazer com o objeto! – Iris disse em um tom alto, colocand0-se a correr, e tendo Hallow a seguindo.
– Deveríamos seguí-los? – Perguntara Nate, esticando os braços com preguiça. Só então que percebe que Allastayr também tinha ido com os outros. – Esperem! – Pôs-se a correr também, com um pouco de raiva no olhar.
***
Hunter agora subia em uma árvore naquela floresta, esperava ter despistado todos em Henéria, por uma vez que estava em um local desconhecido pelos jogadores. Estava frio, então agradeceu por estar com a capa. Seus olhos negros fitavam o céu obscuro, e voltavam para o chão, onde apenas a neblina branca estava a fazer referência.
Então, sentiu uma aproximação. Hunter apenas sacou sua espada das costas e virou-se. Deu de cara com uma menina dos fios de cabelo estranhamente rosados, e olhos dessa mesma cor. A cor viva o irritava um pouco, e por fim, perguntou:
– O que está fazendo aqui, Yurippe?
– Como sabia que era eu? – Perguntara, um pouco séria.
– Você é a única pessoa com cabelo rosa que eu conheço. – Hunter retrucou.
– Ahh, Je... Digo, Hunter. – Murmurou, enquanto se equilibrava em um tronco de árvore. – O nossoqueridochefe quer conversar com você. Parece estar furioso, o que diabos você foi fazer em Henéria?
– Tratar de assuntos pendentes. – Murmurou.
– Hunter... Cuidado. Se eles te conseguirem, Asker será derrubada. O plano irá falir, e ainda irão capturar a Foice.
– Acha que eu não sei disso? – Ironizou. – Eu tenho meus motivos. – Sorriu por fim.
– De toda a forma, vamos logo. Mieru também ficará furioso se nos atrasarmos. Não acha?
– Pouco ligando para Mieru, acha que é superior apenas por ter maior contato com o Oreki. – Murmurou.
– Ah, claro não é. Você é o melhor amigo de Oreki, pelo o que sei. – Yurippe murmurou.
– Por que eu seria amigo de alguém como o Oreki?! – Perguntou, sentindo-se irritado pela primeira vez.
– Ora, admita logo. Vocês são uma dupla e tanto. – Riu-se a menina. – Poderiam ser até namor...
– VADIA! – Dessa vez, Hunter partiu o tronco onde Yurippe se equilibrava, a fazendo cair. Porém, para o azar do rapaz, a moça conseguiu se equilibrar em outro tronco.
– Ora, por que tão irritado?
Antes que ele pudesse responder algo ignorante e sarcástico, acabara por escutar passos fortes e rápidos. Então, subiu mais um pouco na árvore, tentando ver o que se movimentava na neblina. Apenas avistou dois grandes olhos vermelhos, que pareciam brilhar na escuridão. O corpo estava em movimento, correndo em direção a Asker. A floresta servia de atalho, mas era quase impossível adentrar no reino.
A garota, nem ao menos sentindo a presença dos outros, continuou seguindo seu caminho. Minutos depois, um grupo de 4 pessoas estavam a seguindo, indo na mesma direção do reino de Asker.
Hunter suspirou pesadamente ao ver todos passarem, sentindo-se culpado. Por sua culpa, agora o reino poderia estar em total perigo. O plano de seu “chefe” poderia estar em risco.
– Vamos, Yurippe. – Murmurou.
– Onde vamos?
– Vamos até Húniro. – Desceu da árvore rapidamente, seguido por Yurippe.
– O que faremos lá?
– Precisamos falar com a representante do clã Kasai. – Suspirou. – Precisamos de informações sobre as pessoas que estão indo até Asker.
– E se ela se recusar a dá-las? – Perguntou.
– Quando ela se recusar, o plano estará indo bem.
– Que plano? – perguntou novamente.
– Esse é o melhor plano que já bolei em minha vida... – Murmurou, dando um sorriso insano.
– Que plano?
– Simplesmente perfeito, nada pode dar errado!
– QUE PLANO?! – Gritou.
– Vamos, Yurippe!
– Mas que pl... Ah, desisto. – Murmurou, seguindo o outro, que corria em direção oposta, na esperança de chegar logo em Húniro.
– Domínios de Asker –
– D-droga... – Meddie murmurava, enquanto arfava de cansaço. – Acho que o perdi... E há muito tempo. – Suspirou, sentando-se a beira do campo, tendo uma pequena distância do lago a sua frente. Um pouco depois, escutou passos de várias pessoas vindo atrás de si. Mesmo assim, nem se moveu. Sabia que não a machucariam, ainda.
– Meddie? – A voz de uma menina ruiva se opôs, sendo a primeira a chegar perto da garota. – Onde está o Hunter?
– Eu o perdi. – Respondeu, tendo um pouco de tristeza na voz.
– Como assim o perdeu?! – Halloween surtou por um segundo, sentindo um pouco de raiva nas palavras ditas.
– Sem querer, acho que minha raiva foi maior do que tudo. Sinto como se aquela floresta quisesse sugar minha experiência. – Murmurou, enquanto estava pensativa nas próprias palavras.
– Na verdade, desde quando temos uma floresta? – All perguntava, contendo ainda o tom sério.
– É proibida. – Nate respondeu, abrindo o menu iniciar. – Pelo mapa que é nos oferecido... – Abriu o suposto mapa na tela. – Apenas temos acesso nas três cidades principais, Húniro, Henéria e Asker... Sendo quase impossível a entrada nessa última.
– Na verdade, apenas lutadores de níveis superiores e reis habitam Asker, correto? – Dissera All. – Supostamente, Hunter faz parte de um grupo de lutadores. Mesmo assim, vir sozinho em um local como Henéria, e talvez até mesmo passar por Húniro, é bobagem. Isso é,se ele estiver sozinho.
– Como assim?! – Iris perguntou, arregalando os olhos. — Henéria e Húniro são cidades com lutadores fracos ainda, Hunter venceria de toda a forma.
– O fato é que Hunter não poderia sair sozinho de Asker. – Nate murmurou. – É suicídio, as pessoas de Henéria e Húniro são fracas, mas isso não tira o fato de que elas seriam derrotadas facilmente, principalmente se estivessem em grupo.
– E por isso Hunter não nos atacou. – Halloween disse, por fim. – Sério que só foram raciocinar isso agora?
– Não banque o gênio. – All irritou-se por um momento. – E se sabia, por que não nos contou?
– Não vi necessidade em contar, ora. – murmurou. – Apenas quero aquela Foice de não-sei-o-que-nome-difícil.
– Você é irritante! – A ruiva disse por fim, colocando as mãos na testa, com um ar de irritada.
– Então... Por que não nos juntamos e vamos atrás dele? – Allastayr suspirou. – Sei que é meio repentino e-
– Não. – Hallow disse, em um tom só.
– Poderia escutar as minhas palavras antes de dizer um não?! – Respirou profundamente, tentando não transparecer a raiva. – Se nós nos juntarmos e formos atrás dele, certamente ele irá fugir para seu abrigo. E assim, poderemos descobrir o que ele esconde, não acham?
– Não sei... Trabalhar em equipe não é comigo... – Suspirava Nate.
– Ah, vai ser divertido. Isso é, se conseguirmos trabalhar em equipe. – a ruiva preocupava-se.
– Ah, tudo bem. – rendeu-se Halloween. – Mas, depois de conseguirmos a Foice, eu irei seguir meu próprio caminho.
– Feito. – All disse, sorrindo em seguida. – Meddie...? – olhou para a menina, na beira do lago.
– Eu também? – Virou-se para os outros, levantando em seguida, e vendo o de cabelo negros assentir. – Sério?
– Por que não? – O mesmo garoto falava.
– S-sim! – Pela primeira vez, ela sorriu. Mesmo sentindo algo estranho ao se unir naquela “futura guilda”.
– Então, onde vamos? – Iris perguntou, colocando um manto e vendo a de cabelo negro se aproximar.
– Alguma sugestão? – Novamente, All perguntava.
– Entrar em Asker está quase impossível... Já notaram que o céu está estranho? – Hallow falava.
– Achei que era um bug no jogo. – Intervia Meddie.
– Não... É pior... – Nate murmurou novamente. – Que tal Henéria? Talvez alguém de lá deva saber sobre a aparição de Hunter.
– Boa ideia... Não acredito que disse isso. – Allastayr gargalhou por um momento.
– Vamos? – Hallow perguntou, em um tom sonolento no momento. Vendo os outros assentirem.
– Húniro –
A garota de fios longos de cabelo, em um tom meio azulado, descia as escadas de uma grande casa. Abriu a porta, e viu duas figuras altas: Um rapaz de fios de cabelo preto azulado, e uma menina de fios e olhos rosas.
– Quem são vocês? – Perguntava, ainda sonolenta.
– Meu nome é Hunter, e ela é Yurippe. Temos umas perguntas para fazer. Podemos, Kasai-sama?
– C-como sabem—
– Não importa. – Yurippe respondeu. – Vai nos responder?
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