Lost Hope

1 Prólogo - Então Tudo Ficou Escuro


Notas iniciais
Acho que devo ter deixado passar algum erro... Então me desculpem por qualquer coisa, e não deixem de avisar. Espero que gostem do maior Prólogo que já fiz em minha vida, e para constar, ainda tem ação...
Espero que gostem.
Sugestão Musical:
- Two Steps From Hell - Heart of Courage
https://www.youtube.com/watch?v=XYKUeZQbMF0
Tenham uma boa leitura.
- Meddie

O sol batia levemente no chão, iluminando as pequenas escadas em sua volta. Não fazia nem frio ou calor, o clima estava perfeito. Porém, ele preferia que estivesse mais frio. Pra que suar? Enquanto tirava seu arco e flecha, apontando para seu alvo. Teria que ganhar 100 pontos dessa vez, novamente. O que logo ocorreu, e acumulou mais um por cento de pontos. Guardou o armamento novamente, e abriu o menu iniciar.

Faltavam apenas mais alguns pontos para chegar ao nível cinco e liberar um novo golpe. Afinal, precisaria de novas formas de combate, as que tinha até agora haviam o enjoado. Halloween suspirou profundamente, afastando a franja cinzenta do rosto. Vestia uma capa por cima de uma blusa negra, a capa também cobria parte de sua calça escura. Tinha os olhos levemente acinzentados, fazendo contraste com seu cabelo, que por vezes caía em seu olho direito.

– Húniro... – Suspirou novamente, subindo as curtas escadas e chegando até a loja de armas ali por perto. Abriu as portas rudemente, murmurando palavras indescritíveis e sentando em um banco qualquer. Não havia ninguém para atendê-lo, e isso o irritava. – Ahh, eu venho até aqui gastar minhas preciosas Ihon’s com flechas e ninguém aqui?! Que falta de atendimento e de respeito com o consumidor! – Reclamava, escutando leves risadas.

– Ah, desculpe. – Um holograma aparecia em frente ao balcão, fazendo o garoto levantar-se da cadeira e caminhar até o local. – O que deseja? – O holograma, em forma de um velho grisalho falava.

– Trinta flechas, e mais dez próprias para serem usadas com fogo. E mais um isqueiro.

– No total, são 10 moedas de Ihon. – Dizia.

– Não é problema. – O rapaz suspirou, tirando de sua mochila exatamente 10 Ihon’s, e logo recebendo o produto de volta. Abriu o menu iniciar e anexou os objetos conseguidos. Ele sabia que poderia consegui-los com alguma recompensa em um mini-game, porém, não gastaria uma moeda de Tyhon para isso.

Suspirou profundamente, sem nem agradecer ao vendedor online e saiu da loja. Ao sair, fixou seu olhar na rua principal, sempre bem movimentada. Caminhou até o local e então avistou um recado na placa principal, perto dos bancos.

“Torneio de Habilidades”

Após ler as regras, Halloween dera um grande sorriso. Um desafio desses sempre é bom, e o estilo seria livre. Abriu, novamente, o menu. Indo direto na página de inscrições do torneio, e se registrando.

As regras eram simples. Teria uma série de lutas, cada um utilizando o que poderia – desde lutas corpo a corpo até magia negra. Quando o número diminuísse, os melhores seriam escolhidos para ganharem um prêmio extra, e estavam sendo oferecidas dez moedas de Kruhon. Além disso, os jogadores poderiam ganhar habilidades especiais nas batalhas. E até mesmo, lutar contra animais possuídos.

Sim, mas esse não é nosso foco. Nosso foco seria o que estava acontecendo no dia da batalha. Muitas pessoas animadas, e também nervosas. O garoto de franja aguardava ansiosamente o combate, porém, não demonstrava sua ansiedade. Apenas ficava na arquibancada, aguardando o início do torneio. Praticamente, todos os jogadores faziam-se presentes. Não perderiam uma oportunidade como aquela.

Então, as chamadas começaram. Halloween não deu muita importância para os nomes que não faziam referência a si mesmo, trabalhava sozinho e não precisava de ajuda. Por sorte, o primeiro nome fora chamado. E eis que era o seu. Não deu muita importância para quem seria seu oponente, estava confiante em sua vitória. Logo, caminhou até o centro de batalha. A única proteção que as pessoas de fora teriam... Era um grande nada. Por isso, ficar alguns metros de distância era o necessário.

Halloween retirou o arco e flecha comum, e pôs-se em posição de batalha. Então, viu a figura em sua frente. Os fios de cabelo eram longos e viriam abaixo do ombro, usava uma roupa solta e própria para batalhas de longo alcance. Em suas mãos, carregava um livro vermelho. Sua pele era pálida e continha olhos em um tom de vermelho escarlate. Ela tinha um leve sorriso confiante nos lábios, abriu o pequeno livro em sua frente, enquanto dizia a Halloween:

– Primeiro as damas.

– Então por que não começa? – Rebateu.

– Por que eu não sou a dama aqui. – Sorriu novamente.

Então, uma voz ao longe anunciou o combate: Halloween VS Meddie, lembrando que proibimos o uso de hacker e/ou estilos de luta fora dos tradicionais.

Ambos se encararam, esperando por quem daria o primeiro golpe. Então, por fim chegou o pôr-do-sol, dando início a batalha. A garota abriu seu livro rapidamente, enquanto murmurava palavras indescritíveis. Halloween sentiu algo o acertando no estômago, porém, fracamente. Ele saiu da posição que estava, dando um passo para trás. O rapaz logo retirou seu livro da bolsa, ainda não era bom com feitiços, mas vendo que ela usava magia, não custaria lutar nível a nível.

Então, murmurou algumas palavras rapidamente, criando um círculo cinzento no chão. Dentro do círculo, poderia ver-se uma estrela de cinco pontas, o que fez Meddie arregalar os olhos. Ele estaria invocando algo.

Halloween, então, disse novamente outras palavras. Fazendo uma cabeça sair do círculo, e logo, viu-se o corpo de um ciclope saindo. Enquanto se equilibrava, a criatura já poderia sentir a aura de seu dono. Então, recebeu a mensagem automática de acabar com a garota. Então, ele correu em direção à morena, fazendo-a suar frio.

Logo, a garota voltou ao momento. E por um segundo, desviou do golpe, quase caindo ao chão – porém, conseguiu se equilibrar novamente. A criatura voltou seu olhar único para a menina novamente, que corria um pouco. Ela precisava de espaço para invocar uma de suas criaturas, já que não era boa em lutas corpo a corpo ou com outro tipo de armamento. Abriu o livro, que automaticamente fez um portal de invocação igual ao de seu inimigo, porém, esse sendo vermelho.

– Purificent. – Murmurou. Eis que saía uma cabeça bizarra do círculo. A criatura tinha cifres e cabeça de touro, mas com corpo de humano. Diferente de Halloween, que apenas precisava pensar no alvo, Meddie necessitaria dizer o nome de seu alvo. – Minotauro, acerte o Ciclope!

Então, a criatura da garota iria em direção a outra criatura. Isso daria um tempo para a morena pensar rapidamente em uma estratégia. No entanto, logo sentira algo acertando seu braço esquerdo, e segurou o livro em outra mão. Olhou para trás, e viu o rapaz de cabelo cinza em posição, apenas esperando o contra-ataque.

– Bem, não tem jeito mesmo. – Suspirou. Meddie abriu seu livro, e colocou a mão dentro do mesmo. Ao remover sua mão, agora cheia de espinhos e pedaços de vidro, fechou o livro e o colocou na própria mochila, e a jogou para fora da área de combate.

Halloween puxou uma flecha, dessa vez em chamas, e apontou para a garota, que vinha correndo em sua direção, pegando impulso no braço cheio de espinhos. Ao soltar a primeira flechada, viu que a menina se protegeu com o próprio braço, fazendo-o consumir a flecha e o fogo.

– O-o que?! – O rapaz perguntou a si mesmo. De repente, a flecha que atirara voou em sua direção, por sorte, conseguiu desviar rapidamente. – O que diabos é isso?

– Essa “luva” pode consumir qualquer tipo de objeto lançado a ela, duplicar e lançá-lo de volta. – Respondeu calmamente.

O rapaz, sem outra opção, chamou sua criatura. Que até agora ainda estava em confronto com o Minotauro, subiu rapidamente na cabeça do Ciclope, controlando todos os seus movimentos.

– Vai apelar?

– Não estou apelando, apenas ficando mais forte em um nível diferente. – Disse ele, abrindo o menu principal no ar e conseguindo total controle sobre os movimentos da criatura.

A diferença era grande, então a menina apenas disse novamente:

– Purificent. – Fazendo o Minotauro sumir, e voltar para o portal, que também se fechara. – Lutarei apenas com a luva.

Ao terminar sua frase, viu o animal vindo em sua direção, formando um punho nas mãos. Sem tempo para revidar ou correr, a opção fora apenas estender a luva, o que não adiantou muito. O garoto por cima da criatura ria de uma maneira sádica, enquanto balbuciava:

– Achei que teríamos uma luta mais interessante.

Ao escutar tais palavras, a menina se levanta e fica frente a frente com a criatura.

– Vamos lutar corpo a corpo. Sem magia, nem armas. Apenas a nossa força. – Disse ela, em tom de autoridade.

– Será interessante. – Murmurou Halloween, enquanto descia da criatura em um pulo e a fazia sumir junto ao portal.

Halloween, então, fechou suas mãos em punhos e correu em direção a garota que, portanto, conseguiu velocidade o suficiente para também correr contra o outro e subir pelos punhos, chegando ao ombro e indo em outra direção. Enquanto via o rapaz parar seu golpe e voltar a batalha em milésimos de segundos. Meddie corria ainda na direção oposta, escutando passos curtos e pesados, sabia de quem era. Virou-se, pois não teria como desviar do golpe. Havia a acertado na barriga, fazendo-a cair de joelhos e cuspir um pouco de sangue.

Porém, logo se levantou novamente. Levando um chute no estômago. Os espinhos de sua luva foram para fora, quase engolindo os pés de Halloween, que conseguiu se soltar. A morena se levantou e desativou sua luva.

– Desculpe por isso, é apenas minha forma de proteção. – disse ela, logo lembrando-se de que a luta era corpo a corpo.

– Tudo bem. – Murmurou o rapaz, olhando para seu pé, agora sem calçado algum.

A menina conseguiu usar a distração para dar uma rasteira no oponente, o que não deu muito certo. Halloween logo percebeu o que ela estava tentando fazer e pulou para trás da menor, dando um golpe em suas costas.

Após sentir a dor e não se mexer, decidiu ficar naquela posição. Parada e sentada ao chão, enquanto sentia os golpes em suas costas, e via seu nível de vida diminuir. Ela não poderia perder para alguém de nível 4, sendo ela do 6. Quando sentiu algo se aproximando de sua cabeça, puxou o braço que viria, virando-o rapidamente.

Mas o rapaz foi mais rápido, puxando os fios de cabelo da menina e virando-a, a deixando impossibilitada. E quando iria dar um último golpe no pescoço dela, o barulho de sinos o impediu.

O velho grisalho, dos hologramas, apareceu. Ele anunciava o final da batalha, fazendo Meddie parar em um lado do campo de batalha e Halloween em outro. Ambos estavam com os níveis de vida novamente ao cem. As flechas do rapaz voltaram ao seu estoque, o que o fez sorrir por um minuto.

Eu quase morri... Dessa vez, a menina pensava.

– A batalha acabou. Os resultados virão em breve.

Ambos estavam liberados para sair do campo de batalha, para abrir espaço a outros competidores. O garoto de franja suspirava paradamente, embora ainda tivesse lifes, estava cansado da batalha. Que, realmente, achara interessante. Era raro encontrar pessoas que invocavam criaturas em Húniro, e acabou tendo a sorte de lutar com alguém que fazia tais invocações. Embora quisesse negar, teve curiosidade em saber quem seria a tal garota.

Ele caminhou até o outro lado, vendo a menina recolher sua bolsa e caminhar em direção a cidade de Henéria.

– Ei, você! – Disse ele, ignorando as pessoas gritando, ansiosas para saber quais seriam os próximos lutadores. – Não vai esperar o resultado? – Halloween recebeu silêncio como resposta, vendo a menina caminhar na direção oposta, porém, logo dissera:

– Você venceu. Não está vendo? Não preciso ficar aqui para saber qual será o resultado, perca de tempo total. – Murmurou, ajustando a mochila nas costas.

– Ora, se contenha. Não é todo o dia que eu resolvo falar com as pessoas, seja pelo menos mais um pouco educada.

– E quem é você para me ensinar o que é educação? – Rebateu.

– Meu nome é Halloween. – Disse.

– Grandes merdas. – Murmurou, sentindo algo a acertando por trás, o que a fez cair no chão.

– O que foi que disse?! – O rapaz perguntava, enquanto tinha os pés nas costas da garota, que ficara em silêncio. Halloween enfim a soltou. – Qual seu nome?

A garota levantou-se do chão, enquanto olhava para a direção de Henéria.

– Meddie.

– Você vai até Henéria? Mas não é de Húniro? – Perguntou. – E por que vai para a capital?

– Perguntas demais. Sim, vou até Henéria. E não, não sou de Húniro. E não, não vou esperar o resultado, pois sei que perdi. Até. – Murmurou, indo em direção a capital.

O rapaz apenas bufou e virou as costas, voltando para a rua principal. Sentou-se na arquibancada, esperando os próximos jogadores.

Quando, de repente, o céu ficou negro.

Notas finais
Espero que tenham gostado da lutazinha básica ae, por que a treta acontece mesmo no próximo capítulo. Caso não tenha dado para entender, é um MMORPG, pessoal.
Até~~
- Meddie
(Badi, vem betar essa coisa aqui, por que acho que errei alguma coisita ali '-')